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MY FAV SUMMER ACESSORIES

Por norma e durante o resto do ano eu simplifico muito nos acessórios que uso no dia-a-dia, não só porque é mais prático usar poucas coisas como não complicam no quotidiano de correria e stress. No resto do ano limito-me aos colares e aos brincos que são fáceis de tirar, passam despercebidos e não atrapalham mas quando chegam os meses mais quentes a história é diferente. Para mim é a altura ideal para arriscar e para explorar o campo dos acessórios. Hoje venho mostrar-vos os meus predilectos tanto de colares, como de brincos e passando pela área dos óculos de sol e das fitas do cabelo



Acerca das fitas de cabelo, tenho usado e abusado este verão! Adoro como me ficam com cabelo mais curto, afastam o cabelo da fronha, dão logo um up ao visual e é super prático e simples de usar. Este eu comprei na Pull&Bear e podem encontrá-lo aqui. Já procurava um azul e agora ando à caça de um vermelho giro que acho que contrasta mesmo bem com o meu tom de pele!


O giro destas fitas/lenços é que são facílimos de fazer! Este branco com uns detalhes a azul, preto e vermelho é na verdade um pedaço de tecido que apanhei aqui em casa, dei aquele twist para ficar com o nó no cimo e prendi na nuca com uns nós. Com qualquer tecido que tenha cumprimento suficiente dá para improvisar uma coisa gira !


Colares são aqueles acessórios que costumo usar todos os dias! O primeiro veio de Santiago de Compostela  e foi o meu pai que me trouxe após eu ter perdido aquele que eu trouxe de lá que tinha sido feito e pintado à mão, estimava-o muito mas desapareceu por completo. Adoro conchas e a sua simbologia e o facto de o cordão ser preto e ajustável e a concha ser prateada é muito versátil e penso que este é o meu colar deste verão, sem dúvida!

Outro acessório de verão que tenho adorado mas que não tenho usado tanto, pois a concha ocupa sempre o meu pescoço é aquele com uma cruz e umas contas azuis e douradas, apanhei-o numa feirinha local e comprei-o a uma senhora que os fazia à mão. Muito delicado e nada de espampanante,ocupa o meu pescoço este verão quando a concha tira férias, adoro-o!


Pode não parecer mas a minha cara é muito estreita e é um terror para encontrar óculos de sol que me fiquem realmente bem. Este verão arrisquei nos parecidos aos Round Metal Classic da Rayban e até que gostei e têm sido os meus partners in crime desta estação, nunca pensei usar uns óculos de sol assim, sou-vos sincera mas tenho adorado!

Por último mas não menos importante, os típicos brincos pérola, um clássico. Adoro como contrastam com o bronze e acho-as tão bonitas! Concluindo o meu pack acessórios deste verão é sem dúvida uma fita na cabeça, um dos meus colares - o da concha preferencialmente, os meus óculos e as pérolas - que já se tornaram imagem de marca - e um sorriso estampado no rosto que não há melhor altura do ano para o envergar que no verão!

EVENTS | A Perna Esquerda de Tchaikovsky

Uma bailarina e um afinador de pianos em palco. Chega. A Perna Esquerda de Tchaikovsky é muito mais do que uma simples peça de teatro, é também um espectáculo de dança e em simultâneo um concerto musical. E assim antes de mais nada foi incrível, genial e brilhante e eu voltava a pagar para voltar a ver.

O espectáculo começa ainda antes das luzes se apagarem, Barbora, uma bailarina francesa que saiu do activo e que interpreta na integra a bailarina está a aquecer em palco e Mário Laginha que é um incrível pianista encontra-se a afinar já o piano já que esse é o seu papel. A Perna Esquerda de Tchaikovsky é como um espelho de toda a carreira de Barbora, são as memórias do corpo da mesma, e ela fala-nos a peça toda - sim, é um hora e meia de monólogo - do quanto gosta de pisar os palcos antes dos espectáculos, de tudo o que fez para fazer do seu corpo "que não foi feito para dançar" dançar efectivamente, aliás ela descreve como era incapaz de resistir à música e como se obrigou a aprender a dançar. Fala de como dialoga e de como se relaciona com cada parte do seu corpo, conta como cada dor tem uma data de estreia, uma música e um lugar sempre com o seu sotaque francês! Invoca todos os problemas de saúde que o ballet lhe trouxe e sinceramente o que mais gostei foi o facto de ela contar isto enquanto se mexe em palco somente com uma sapatilha de ponta calçada. Todo o espectáculo é feito assim, para representar a perna boa - a da ponta - e a perna estragada - graças a Tchaikovsky e a Lago dos Cisnes - e também para representar a dupla pessoa que é, dentro e fora do palco e as pessoas diferentes que o corpo dela e a sua alma são. Isto tudo com acompanhamento musical de Mário Laginha ao vivo que de forma fenomenal faz magia com as teclas e encontra sempre o tom certo enquanto a bailarina fala.

Barbora Hruskova para além disto personifica o espelho, fala com imensa paixão de como foi dançar pela primeira vez para a sua avó com um dedo partido, interage com o humilde afinador de pianos que se mantém mudo a peça inteira, integra no seu discurso o quão imperfeita era e ainda assim era escolhida. Fala-nos das saudades que tem de correr na rua e do que foi fazer Lago dos Cisnes e de cada passo que compõe esta obra prima.

Não é uma peça de ficar a chorar nem a chorar a rir, dá para rir um bocadinho mas é uma peça tão genuína e verdadeira, ainda por cima contada pela própria. É tocante e deixa-nos com aquela sensação debaixo das costelas, sabem? De que temos a mente muito mais aberta e sei lá é indescritível! Acho que nunca estive numa sala de teatro tão silenciosa e atenta às palavras da bailarina o que valeu uma ovação de pé sem fim. Saí de lá inspirada e com umas saudades do caraças dos meus tempos de sapatilhas ballet e dos exercícios na barra. Eu fui pela dança, o meu irmão pela música e ambos nos apaixonamos pelo contrário. Foi soberbo e genial. A Perna Esquerda de Tchaikovsky vale totalmente a pena. 

E despeço com a frase mais bonita que Barbora proferiu: "Dançar dói, mas dói mais quando estou parada."


PERSONAL | Cabelo: Uma Questão de Comprimento

Se a Leonor de há três anos me visse agora começava aos berros. Naquela altura eu e o meu cabelo pelo meio das costas jamais imaginaríamos o que me ia passar pela telha. Um dia apeteceu-me e cortei muito mais do que cortava habitualmente e tornei isso um hábito. Adeus às pontas espigadas e pontas secas e olá ao cabelo fresquinho e renovado.

Penso que nesta vida não nos devemos apegar a nada, seja a pessoas, a situações ou até a estilos ou penteados, nós mudamos e o nosso crescimento tem que se reflectir no largar daquilo que já não faz sentido. Cortar muito o cabelo foi algo de desprender-me daquilo que me tornou tão dependente. Penso que tinha um complexo com cabelos e por alguma razão para mim cabelos bonitos eram gigantes, quão enganada estava... Chorei sobre cabelo derramado e só pedia que inventassem uma cola qualquer mas o que está feito não tem retorno. Larguei-me da rotina do cabelo pesado e sempre na cara em todo o lado, das horas  pentear, secar e lavar e ainda das pontas nojenta porque me recusava a cortar mais que uma vez por ano com a desculpa que precisava de cabelo para fazer os coques da ginástica - querida Leonor do passado, laca, gel e ganchos fazem magia! Corto o cabelo de três em três meses, por vezes nem preciso de o pentear e seca num instante e deixou de ser uma carga de trabalhos.

No fundo o meu cabelo enorme era um escudo protector no qual me escondia de uma forma peculiar e um golpe de tesoura, parecendo ou não, foi o libertar destas amarras que me prendiam, bendito o dia em que me levantei cheia de coragem. Esse dia no cabeleireiro foi um dia de viragem e não pretendo voltar a ter aquele tamanhão de cabelo. Segunda feira, cortei outra vez mais que o aquilo que se tornou habitual, em vez de pelo cimo do peito foi pelo o ombro e estou a amar e sentir-me muito! É um salto de fé compreensível e parecendo ou não foi das coisas mais incríveis que já fiz por mim!


June'17

Junho para mim será sempre Junho. O mês mais colorido e feliz, mais dinâmico e por enquanto o mais descontraído. Junho é sempre o meu mês favorito e não foi excepção em 2017.

Junho de disponibilidade e de entrega, de serviço e de sacrifício. Junho trouxe-me as conversas mais profundas, as opiniões mais sinceras e verdadeiras, as aventuras mais genuínas e memórias para recordar. Foi em Junho que conclui o 10º ano do Ensino Secundário num curso que é exactamente a minha cena com uma média incrível e notas espectaculares - cof cof aquele 19 na pauta - e não podia estar mais feliz devido ao meu foco, dedicação e  motivação constantes. Consegui ter uma média acima daquilo que queria a principio e estou radiante por ter dado tudo o que tinha e por me ter sabido organizar a mim, à minha vida e a tudo o resto. Foi um mês marcado pelos últimos esforços e pelos últimos dias de aulas e consequentemente os primeiros das tão merecidas férias

Em Junho foi mês de choradeira, de despedidas e de abraços apertados. Despedi-me de uma pessoa que me transmitiu imensos valores e que vou ter sempre como referência, abracei e chorei muitas vezes com a Joana já que falta um mês para ela se ir embora - falamos disto noutra altura. Conclui que as pessoas nos mudam mesmo e que ninguém entra na nossa vida por acaso. Tal como lhe disse, posso ter mudado de agrupamento mas levo os seus valores comigo, obrigada Chefe.

No sexto mês do ano celebrei o terceiro aniversário do Dancing Shoes, os vinte e um do  meu irmão, os dezasseis da Madeira e os meus dezasseis anos que foram celebrados com quem fazia sentido e que foi uma noite de chorar de tanto rir, voltava a este dia sem hesitar, foi tudo tão bonito!

Tirei o aparelho após cinco anos de tratamento - viva ao brinde com coca-cola! - fui em retiro e quebrei as regras e fui ver o nascer do Sol no portinho da Arrábida. A natureza tem das coisas mais belas e inexplicáveis como as cores de um dia a florir. Fui crismada e convidada a ser madrinha de crisma por uma grande amiga minha. Em Junho o meu pai partiu outra vez para Santiago quase dois anos depois da operação e trouxe-me sem eu pedir um colar com uma concha porque viu que fiquei mil triste ao perder o meu que trouxe de lá em 2014, estes gestos são do mais belo que há!

Este mês senti-me verdadeiramente bem acolhida na minha equipa, juntei-me ao acapolla e estamos a fazer contagem decrescente para o acampamento nacional! Em Junho fui feliz de lenço ao pescoço e posso dizer que vi dos céus estrelados mais belos da minha vida inteira enquanto cantávamos que nem uns perdidos no meio do nada, é para isto que eu vivo e é isto que me faz sair do sofá. Foram as habituais bolhas nos pés, as corridas nas silvas, o cansaço acumulado e o sorriso permanente, aqui sou feliz!

Foi o último mês de saraus, onde demos tudo e arrasamos em muitos deles. Fiz flicks e mortais com ajuda, participei no meu quarto PortugalGym em Faro e foi lindo! Assisti à batalha dos campeões e à gala e houve tempo para dar mergulhos na piscina! Neste mês que marca o meio do ano fui à festa da casa da cerca, terminei o meu segundo bullet jounal, fui passear a Lisboa com os meus amigos, recorri às bebidas fresquinhas e às saladas para tornarem mais suportáveis os dias infernais. Junho foi acompanhar Pedrogão, foi sofrer apesar da distância e sentir a união e fraternidade neste nosso recanto à beira mar plantado. Foi a despedida da casa da Joana, os jogos de Portugal, os balanços na rede, as conversas debaixo das estrelas, as danças improvisadas, as poucas horas de sono e muito muito mais-

Junho durou imenso, foram dias longos de sol e boa disposição, de notícias calorosas na grande maioria das vezes, de confiança e de abraços, muitos abraços. Junho foi confortável e descontraído, feliz e solarengo e não podia pedir um mês tão meu e tão bom, tão incrível e distinto. Só pedia que este ano fosse todo como Junho! Obrigada Junho!

"É pioneiro ser e por isso vou cantar
Este lenço que me enche
 que me impele a caminhar
Que espelha o azul do céu
E tem o azul do mar
Agora não é só meu
Pelo mundo vou espalhar!"


WWW | Três Youtubers Que Me Inspiram

Adoro o mundo do youtube e a forma como um vídeo pode gerar tantas opiniões e partilhas distintas. Apesar de tudo, o youtube tem vindo a viver dos likes, do conteúdo forçado e nada enriquecedor, dos patrocínios e de milhões e mais milhões. Há quem consiga ir contra esta corrente e hoje venho-vos falar de três canais de youtube, um de uma rapariga búlgara, outro de uma moçambicana residente em Portugal e de uma portuguesa que adoro de coração, que me inspiram profundamente e que fazem o meu coração bater mais depressa cada vez que aparece uma notificação de vídeo novo. Elas fazem o youtube valer a pena e apresentam sempre conteúdo criativo, de qualidade e necessário e para além do à vontade em câmara que invejo, têm editing skills incríveis!


RAYA WAS HERE || Eu descobri a Raya através do namorado que já seguia e que faz vídeos do mesmo género no seu canal Fun For Louis. Este é um canal nomeadamente de vídeos de viagem. É uma rapariga de audácia e aventura e sinto que tem uma aura tão bonita e uma energia tão positiva! Juro, a secção dos comentários nos vídeos dela reflectem a pessoa que é as vibrações que emite. Como já referi é um canal sobretudo acerca de viagens pois é o que Raya faz em full time mas fala de muitas mais coisas como conversas mais sérias, dicas não só em viagens como no mundo do youtube na vida em geral e um bocadinho de moda e beleza. Tal como ela refere, procura magia, espalha amor e percorre os quatro cantos do mundo. Na minha opinião nada mais é necessário. A Raya é puro amor e assisto os seus vídeos sempre que posso, que poço de inspiração e de boas energias!

            


JOANA MOREIRA || A Joana veio mudar a minha visão face aos vlogs. É uma youtuber que neste momento baseia imenso o seu canal em vlogs diários e que é proveniente de Moçambique mas vive cá há vários anos. Os vlogs da Joana têm realmente conteúdo e são interessantes e nada aborrecidos. Ela para além de se focar em maquilhagem, cabelo e moda, fala mesmo muito sobre alimentação - não só do tipo de alimentação ideal para o corpo dela mas também experimenta e opina acerca de imensos restaurantes - e tem rubricas como o Real Talk onde expõe as suas opiniões de forma muito clara e concisa e a Real People onde entrevista pessoas que a inspiram de alguma forma. Acho-a mesmo muito culta, informada e inteligente e isso verifica-se nos vídeos que faz. São os vlogs diários - sem ser de viagens - que sigo fielmente e aproveito para referir também que gosto mesmo muito dos vlogs de viagem dela. É um canal muito variado mas muito rico e que acredito que ainda tem muito para dar!

            


MARIANA GOMES || Last but not least provavelmente a minha youtuber favorita - desde Janeiro - é esta rapariga de dezoito anos que acabou de terminar o secundário e que tem as aventuras mais giras! Sinto que gosto imenso do conteúdo que traz porque penso que somos muito parecidas. Em termos de estilo, de gostos, de pensamentos e ideias! É uma das minhas maiores inspirações não só na vida como aqui também no blogue. É um baú de criatividade e de ideias geniais e fala sobre tudo e mais alguma coisa. São desafios, viagens - oh my god! Os vlogs de viagens dela!! - vlogs semanais, reacções, moda e beleza, arte, temas mais sérios e importantes..! Tanta coisa! Noto cada vez mais uma evolução nela, no seu conteúdo e edição e por mais que tenha para progredir eu acho o conteúdo dela incrível. Para mim a Mariana Gomes é uma rapariga que não tem medo de ser quem é e imensamente autêntica. Acompanho o crescimento dela e do seu canal há quase um ano e pretendo continuar a fazê-lo, a sério, ver que publicou um vídeo novo é incrível e como conheço a consistência do conteúdo sei que não me desilude.

             

Haverá algo melhor do que uma viagem na agenda? Este verão o destino é Itália! 

EVENTS | 16º Aniversário

Contrariamente aos outros anos, este ano não celebrei o eu aniversário à grande. Depois de no ano passado ter tido uma mega surpresa na Festa Nacional da Ginástica e de só ter pedido um bolinho com as minhas pessoas mais próximas, este ano quis ter a minha malta e num dia separado os familiares e amigos mais velhos. Não quis algo de muito exuberante, só o pessoal cá em casa a jantar e a descontrair. Esta é a minha zona de conforto e não me faz sentido ir jantar fora ou incluir bares e extras deste género no meu aniversário. Nada tem a haver comigo.

Por ser em minha casa podemos estar à vontade, ficar as horas que quisermos e descontrair e rir, rir muito sem dúvida! Eu adorei e convidei somente quem eu queria e não alguns só para ser simpática e não fez sentido de outra forma. Tínhamos a melhor comida do mundo - preparada pela minha mãe -  e foi conversar a noite toda e claro, chorar a rir!

Não recebi muitas prendas mas sinceramente aquilo que precisava era os meus amigos presentes, nada lhes tira o lugar e foi exactamente a única coisa que pedi: tê-los comigo. Apesar de tudo o meu presente favorito foi um cartão com um texto não muito grande que foi pensado ao pormenor de uma ponta à outra e foi tão especial. Isto demonstra também que por vezes as prendas mais simples e não tão "materiais" são as melhores. Queria agradecer a todos os que deixaram mensagens cheias de bons desejos onde quer que as tenham feito, li todas e respondi com o coração a transbordar. Gostaria que os dezasseis fossem vividos com muita alegria e com muitos sorrisos mas sempre com juízo na cabeça. Por fim, obrigada a todos os que fizeram parte dos meus incríveis dezasseis, mesmo! E agora, rumo aos 17!


SCHOOL | Ensino Secundário: 1/3

Hoje terminaram as aulas do meu décimo ano e tal como já vi imensas publicações acerca dos vossos semestres universitários achei engraçado falar um pouco do curso em que estou, reflectir de como me correu este último ano lectivo e as aprendizagens e tudo aquilo que me trouxe. Adoraria que isto pudesse ajudar alunos que estão a terminar o básico a orientar-se mas suponho que ninguém que me lê seja mais novo que eu, não faz mal, fica para a posterioridade!

No ano passado optei pelo ensino regular e pelo curso de Línguas e Humanidades e não me arrependo. Foi uma decisão fácil pois as específicas e opcionais do curso convergiam com as minhas disciplinas favoritas e as saídas profissionais são as que mais me agradam. Para além das disciplinas transversais a todos os cursos - Filosofia, Inglês, Português e Educação Física -  e para além da específica - História A - escolhi como disciplinas bianuais e opcionais Macs e Geografia A. Agora que olho para trás gostava de ter continuado a aprender francês e há disciplinas de outros cursos que adorava ter como História da Cultura e das Artes, Economia A e apesar de não ter sido a minha praia no básico adorava voltar a ter Química e Biologia, sinceramente.

Este ano criei novos métodos de estudo e foram sem dúvida a chave para o meu sucesso escolar. Como já expliquei numa publicação que fiz em finais de 2016, o meu estudo consiste em resumir a matéria que dou no dia, ir juntando as folhas e quando chegar a altura do teste já ter tudo feito - evito stresses e atrasos - passar tudo a limpo para se entranhar no meu cérebro. Para colmatar falhas, faço exercícios, exames, testes antigos, tiro e resolvo dúvidas mas o maior segredo é mesmo ter gosto naquilo que estudamos, torna tudo mais fácil!

Começando por História, a melhor matéria é acerca do renascimento, organização citadina e rural  medieval e religiões protestantes. O resto faz-se bem. Não achei extremamente difícil mas é sempre mais fácil quando gostamos a sério e vou terminar o ano com um incrível dezanove na pauta do qual tanto me orgulho e tanto trabalho me deu! A seguir vem Geografia que é sinceramente a disciplina mais difícil que tenho. Depois de fazer os testes da minha professora os exames são peanuts - não estou nem a brincar - e é preciso esfolar-me a estudar mas até que consigo ter bons resultados.  Com empenho e esforço tudo se consegue! Os conteúdos mais interessantes para mim foram o mar, as energias renováveis e estados de tempo e clima! Acerca de Macs, é fácil, tem cálculos algo trabalhosos e métodos que dão muitas voltinhas mas no geral não é complicado e não envolve muito estudo. O que mais gostei de aprender foram métodos eleitorais e modelos financeiros. Inglês é o mesmo de sempre e este ano não estudei uma única vez e tive grandes notas já não posso dizer o mesmo de português que é  a minha nota mais baixa e para a qual tenho que trabalhar muito doravante. Educação física é mais do mesmo e filosofia surpreendeu-me ... pela positiva! Sempre ouvi toda a gente a dizer que detestava a disciplina e eu matei a disciplina logo no inicio sem ter tido um real contacto com a mesma, coisa que felizmente se foi atenuando. Sinto que tenho um pensamento mais livre e que não faz mal dizer realmente aquilo que penso de tudo se tiver argumentos e justificações plausíveis para tal. As minhas crenças, ideias e ideias não são parvas mas sim discutíveis, só isso. As nossas aulas foram muito à base de debates - que adorei - e as melhores matérias foram a ética e a arte! Não se deixem enganar, dêem uma oportunidade! 

A minha média deste período é de 16, 7 e a média do ano inteiro fica-se pelo 16,3 o que é espectacular visto que no inicio do ano o meu objectivo era média pelo menos acima de catorze... surpresa! Com esta média entro - mais uma vez - no quadro de mérito escolar e tenho cerca de dois valores acima da média do curso que quero de momento!

Humanidades não é um curso difícil mas exige trabalho e muita capacidade de memorização e concentração mas também de percepção e interpretação. É preciso calma e muita organização. Este ano lectivo correu às mil maravilhas, dei o litro logo ao inicio, habituei-me bem ao secundário e o resto foi se fazendo. E este é o meu maior conselho: arrasem logo ao inicio e dêem continuidade a isso. Agora vou só aproveitar o meu tão desejado verão, o último da minha vida académica sem exames! 


PERSONAL | XVI

Há cinco anos e quatro dias atrás tinha eu dez anos mesmo à porta dos onze e o meu irmão fazia dezasseis anos naquela altura - hoje já vai nos vinte e um, vejam lá! Como miúda que era os dezasseis anos pareciam algo super distante mas tão apelativo. 

Parecia a idade em que tínhamos a vida feita e sabíamos exactamente quem somos e o que queremos e lembro-me de toda a mística dos filmes e das séries do Disney Channel onde fantasiavam em exagero o décimo sexto aniversario. Há cinco anos e quatro dias atrás, lembro-me claramente que perguntei ao meu irmão "Porque é que é tão incrível fazer dezasseis anos?" devido às dúvidas que toda esta propaganda às três mãos cheias mais um me faziam. Ao que ele me respondeu "Quando os fizeres verás!". 

Aqui estou, ainda não sei bem quem sou nem o que quero mas esta idade é deslumbrante e sim David, estou a ver o que estavas a falar. Não é mágico mas consigo perceber a bênção e a felicidade que esta idade em traz. Parabéns a mim, já são dezasseis!


EAT&DRINK | Amorino

Juro que não faço ideia porque raio  nunca escrevi sobre a geladaria Amorino, já lá fui tantas vezes e continua a ser o meu lugar de eleições para adquirir os mais deliciosos gelados artesanais de Lisboa! Aqui podem encontrá-los no Chiado e na Rua Augusta e para além dos gelados só experimentei os macarons que também são bons mas os gelados em si são a estrela e o espaço merecia este carimbo cinco gelados depois.

O menu não é muito vasto pois foca-se essencialmente nos gelados e na enorme variedade de sabores. Paga-se ao cone ou ao copo e depende do tamanho mas costuma ir dos três aos seis euros. Depois podem pedir os sabores que quiserem - inclusive podem pedir para experimentar sabores antes de os porem no cone ou no copo que eles deixam. Normalmente peço sempre o cone médio com três ou quatro sabores distintos e os meus eleitos são o de manga - que peço sempre sem excepção - o de maracujá, de côco, iogurte e speculoos e a minha mãe diz que o gelado de chocolate Amorino é o único gelado de chocolate do qual gosta mesmo. Os sabores são autênticos e a marca afirma fazer gelados com leite fresco, ovos bio, frutas seleccionadas e a não utilização de corantes. Os gelados de fruta sabem mesmo a fruta e derretem muito rapidamente o que significa que têm de ser rápidos a saborear esta maravilha dos deuses.

A imagem de marca são os gelado em forma de flor que é só um pontinho extra mas sinceramente o que mais me importa é o sabor rico que o gelado em si tem. Para além disso nas etiquetas dos  gelados na montra dizem aqueles que são vegan, dairy free, gluten free entre outros! Apesar das filas são sempre atenciosos e mesmo sendo caros volto lá sempre que posso e nunca fico desiludida!


DANCING SHOES | Três!

Foi neste preciso dia há três anos atrás que nasceu este pequeno rebento. Em 2014 eu tinha doze anos e a necessidade de criar um blogue só meu aumentava dia após dia e a um de Junho pensei porque não? Coisas bonitas precisam também de datas bonitas para começar e este dia foi o escolhido. Comecei a escrever porque na altura queria ser jornalista e sentia que precisava de melhorar a minha escrita. Hoje, em 2017 e à porta dos dezasseis anos, as vontades e os objectivos são completamente distintos mas a paixão por este mundo mantém-se.

Sempre escrevi aquilo que quis, sem influências monetárias ou de parcerias e sentia que era estranho uma miúda tão nova andar para aqui a lamuriar umas tantas coisas sem sentido. Hoje agradeço à pequena Leonor, que tão pouco sabia e tão pouco continua a saber. Não sou a miúda de 2012 e jamais faria sentido sê-lo. Mudei, cresci, amadureci e ainda tenho tanto para aprender! Aqui descobri que as coisas más passam e apercebi-me do poder das energias e sou muito mais segura de mim, das minhas escolhas, decisões e opiniões. Aprendi também que não sou lá grande coisa em design mas lá me safo e que devemos sempre tirar lições dos pontos mais baixos! Sempre quis partilhar as minhas opiniões e vivências e ter este baú cheio de uma pitada de tudo aquilo que sou, fui e futuramente serei é impagável.

Foram três anos deste porto seguro, fonte de inspiração e banco de positividade diária. Foram três anos de registos das viagens mais incríveis, dos momentos mais bonitos e dos sorrisos mais verdadeiros. Aqui registei a concretização de tantos sonhos, e ainda registo os sonhos e as ambições futuras. Estes três anos desenvolveram a paixão e a necessidade que palpita em mim de escrever e também a da fotografia e penso que foi através de muito daquilo que escrevi que descobri o que quero realmente fazer no futuro, quão incrível é isto?

São três as velas que sopramos (já estamos crescidos!) e queria agradecer do fundo do coração a vocês que mantém este espaço vivo e que fazem dele o que é, aliás se não houver partilha, para mim um blogue não faz muito sentido. Obrigada por me acolherem no vosso feed e por aturarem constantemente os meus desvaneios. Obrigada, por tudo, vocês são os maiores! Parabéns a nós!



May'17

Depois da algazarra e da novidade que foi o final de Abril - que foi tão cheio, completo e feliz! - veio o inicio de Maio com uma quebra por exaustão e desmotivação no nível máximo. Felizmente isto foi-se atenuando ao longo de Maio. Foram os testes, os trabalhos, os debates, a pressão..! E ainda não acabou mas estamos mesmo na recta final!

Foi a vitoria do Salvador no Festival da Canção, as músicas sentidas e as brincadeiras à volta da fogueira. Em Maio tirei finalmente - finalmente!!!! - o aparelho após cinco anos de tratamento e dedicaram-me a música mais bonita de sempre! Foi o poder do silêncio  e as duas semanas que estive sem por os pés no blogue. Foi uma pausa extensa mas extremamente necessário e agora pretendo voltar com a força toda!

Maio foi um mês que pareceu não ter fim assim como todas as tarefas que tive que executar e assim como os fins-de-semana a abarrotar com que este mês me presenteou. Se me seguem há algum tempo sabem que Junho é o meu mês favorito, pelos aniversários todos, pelas tão merecidas férias, pelos eventos gímnicos, os acampamentos e tudo de bom que o verão traz. Vai ser preenchido e exaustivo mas vai ser incrível! Em Junho, sejam excepcionais!

" O risco e a aventura são meus guias
Tenho o peito cheio de ousadias
Procuro o caminho para a felicidade
Quero transformar a Sociedade
Empreender, realizar, 
Ser diferente, sonhar
(...)
A vontade de aprender e de vencer,
É pioneiro ser!" ♥


BEAUTY | EOS Lip Balm

Cheguei tarde à festa? É que os EOS Lip Balm eram super tendência há uns anos! Posso ter chegado tarde mas continua a ser hora de celebrar! Na verdade, celebrei quando encontrei estes pequenos ovos em tons pastel tão bonitos e macios numa loja de aeroporto em Paris. Já os desejava há tanto e assim que os vi agarrei nos mais desejados - o de menta e o de morango - e fui para a caixa! Caso se estejam a perguntar, estes não existem em lojas físicas em território luso mas podem sempre encomendá-los ou encontrá-los noutros países!

Devido à forma ergonómica são fáceis de aplicar sem ter que aplicar manualmente - o que honestamente acho extremamente desigiénico - e duram imenso nos lábios! Hidratam em profundidade e curam rapidamente o cieiro com algumas passagens. Devido ao formato pequenino são facilmente tranportáveis e faço me sempre acompanhar por um! Os EOS são hidratantes labiais que não deixam uma camada gordurosa por cima dos lábios e este é um dos pontos chaves. O cabelo não cola e não ficam todos nojentinhos após aplicarmos um batom líquido matte, aliás são perfeitos para dar um boost de hidratação antes de aplicar este produto para além de não deixarem brilhos estranhos! Não têm cor mas têm cheiro e um sabor dos céus! Ambos são maravilhosos mas neste campo ganha o meu coração o de menta pois o seu cheira perdura contrariamente ao de morango! Dá mesmo aquela sensação fresquinha de uma pastilha elástico e o cheiro forte a mentol é maravilhoso!

Se voltaria a comprar? Somente o de menta, mas não o de morango,. Para o tamanho não são baratos - à volta dos seis euros - mas não me importo de pagar pela qualidade! Foram uma agradável surpresa e são mais do que uma modinha, cumprem o que prometem, isso garanto-vos! 


8 Traços Meus Que Adoro

Não sou a perfeição em pessoa e sinceramente não gostaria de o ser. Posso ser muitas coisa e acho que é bonito de referir algumas coisas que adoro na minha pessoa. Pode parecer selfish mas nós devemos ser as primeiras pessoas na nossa hierarquia. Devemos amar-nos profundamente e termos orgulho em nós. Isto não se ganha de um dia para o outro, o amor próprio trabalha-se todos os dias. Eu continuo a trabalhar em mim todos os santos dias e posso afirmar com  convicção que vale a pena. Tenho inúmeros defeitos mas porque não apreciar algumas das minhas qualidades ?

Grata, grata, grata, sempre! // Estou me sempre a repetir, mas algo que gosto genuinamente na pessoa que me tornei é que reconheço o trabalho e sacrifício dos outros e o quão incrível é estar onde estou. É impossível transfigurar em palavras aquilo que realmente sinto. É algo que vim a desenvolver no último ano e estou tão feliz  por ter atingido este estado de gratidão! Pelas pessoas que me rodeiam, pelas oportunidades que sou alvo, pela mente sã que tenho, por ter acesso à educação, por ter sempre comida na mesa e ajuda à distancia de uma chamada. Sou eternamente grata pelo sítio onde vivo, pela paz onde nasci e cresci, por todos os bens supérfluos dos quais posso tirar proveito. Grata pela facilidade que tenho de fazer aquilo que realmente gosto e realmente me faz feliz, por poder escrever aquilo que quero, ler, ouvir, fotografar, falar, ser quem eu quiser. Orgulho-me muito de ter atingido esta gratidão que palpita e que me corre nas veias. Tudo é mais bonito e menos intragável quando nos relembramos do quão privilegiados somos, lembrem-se disso!

Sou uma incrível gestora de tudo o que me diz respeito // Seja dinheiro, espaço, na grande maioria das vezes, tempo, actividades extra, horários, diria que tudo o que envolve um pouco de organização - desde que não seja física - eu sou um ás. É algo de que me orgulho muito, apesar de estar dentro de uma caótica onda de procrastinação de momento que parece não ter fim. Normalmente tenho o meu estudo sempre organizado, matéria em dia, trabalhos de casa e apresentações feitas e prontas a levar! É raro fazer de véspera, seja o que for! Sou uma poupadinha com o meu dinheiro e é por isso que consigo juntar tanto para investir naquilo que realmente vale a pena (sejam viagens, presentes ou até gadgets). É algo que gosto mesmo na minha pessoa é a minha capacidade pôr um travão e de controlar o meu consumismo. Economizo espaço nas minhas malas, nas folhas que escrevo, nos materiais que utilizo e de como os uso. Enfim, podia dar-vos mais mil e um exemplos do quão boa economizadora da vida em geral sou mas acho que vou ficar por aqui, tenho a certeza que vocês compreenderam a ideia!



sou muito desenrascada // Principalmente graças aos escuteiros, desenvolvi esta competência - e milhões de outras - tão incrível de me desenrascar com qualquer coisa em qualquer situação. A sério, eu sou o sentido literal do "quem não tem cão, caça com gato". Sobretudo em materiais. Eu arranjo forma, eu arranjo maneira de fazer..! Não interessa, sou uma engenhocas e arranjo sempre solução! As coisas partem-se, desencaixam, faltam, desaparecem..? Pessoal, eu consigo fazer qualquer coisa. Não tenho destreza mental para ser uma real solucionadora de conflitos e problemas, sinceramente sou lentinha de raciocínio, mas no material e no físico eu sou uma engenhocas e arranjo sempre uma segunda via de solução!


Gosto mesmo de mim // Mesmo quando custa, eu valorizo-me e celebro as minha vitórias com uma mega dança da felicidade. Gosto de cuidar de mim, de me sentir bem, de estar em paz comigo mesma. Esforço-me para meu proveito, trabalho e luto pelos meus objectivos pois é isso mesmo que devo à minha pessoa. Dizem-me muitas vezes que sou muito madura para a idade que tenho mas sinceramente penso que isso se deve a ter tido uma verdadeira crise de auto estima muito cedo e por isso aprendi a gostar de mim também muito cedo. Devo-me isto a mim, sempre.


Memória implacável // É dos meus traços que mais me orgulho! Tenho uma memória gigante capaz de decorar as coisas mais estapafúrdias, de me lembrar do mais exorbitante! Sou de memória fácil e esse é - mesmo - o meu principal segredo para o meu sucesso escolar: memorizo e depois compreendo e sei transpor bem as ideias. Dá um jeitaço e não é somente com ler, é com falar, com cheiros, sabores, sensações! Tenho uma memória muito intuitiva e clara. Consigo guardar muitas coisas bonitas que a maioria guarda no arquivo temporário e sinceramente não me é muito complicado eliminar as memórias tóxicas. É das coisas que mais me orgulho e que tenho mais medo de perder.


Tenho sede de serviço // algo que também foi plantado em mim pelos escuteiros é o quanto quero servir os outros. Estou a falar de voluntariado! Não há nada que queria tanto do que dar de mim aos outros. São incontáveis os projectos e as organizações com as quais quero estar envolvida nos próximos anos. É um dos ideais do caminheirismo e uma das coisas que tanto me faz querer ser caminheira. Quero mesmo ser voluntária nas mais diversas causas e contextos e desejo ardentemente experimentar de tudo um pouco, passando sempre uma mensagem positiva e de esperança. Tenho sede de serviço e fome de ajudar os outros. Como dizem e bem "se não vives para servir, não serves para viver".



Tenho curiosidade por tudo um pouco // Não me fecho na concha daquilo que mais gosto, eu quero saber de tudo, compreender de tudo, ver como funciona e o que faz. Não tapo os olhos daquilo que há para além das artes e da história! Gosto de saber de todos os temas um pouco, seja química, desporto ou cinema! Gosto de estar informada e de ter uma pitada de tudo na minha cultura geral, aliás acho que é mais fácil de estar a par do mundo assim. Busco muito conhecimento diversificado e o facto de explorar tanto outros cantos do saber comum que nada têm a haver com a minha área torna-se bastante atractivo e interessante!

Quando gosto, gosto a sério // não há cá meios termos! Seja de coisas ou de pessoa, não sei gostar a meio gás e para mim não faria sentido de outra forma.

EXCHANGE | Obrigada!

O intercâmbio de estudantes com a Hungria no qual tive a incrível oportunidade de participar e que decorreu  nos últimos meses terminou há quase duas semanas e só agora é que tive coragem de escrever aquilo que gosto de chamar não só de retrospectiva como de agradecimento. Consistiu em ir viver para uma família húngara durante uma semana e meses depois a minha parceira ser acolhida na minha família e foi genial. Já me tinha apaixonado pelo projecto quando há uns anos o meu irmão fez o mesmo programa para a Alemanha, precisamente com a minha idade, e ansiei durante muito tempo pela minha oportunidade.

Confesso que nos últimos anos sempre quis outro destino e decidi mudar para a Hungria no dia em que chegaram os papéis, foi repentino mas certeiro, como gosto de lhe chamar e hoje digo-vos que estou absolutamente zero arrependida! Inscrevi-me, escrevi uma carta de motivação onde apontei a minha paixão por outras culturas, por viagens e aquilo que o intercâmbio ia significar para mim. Fui escolhida por mérito próprio neste passo onde eliminaram metade do grupo e a gratidão foi tanta! Seguiram-se as reuniões onde no inicio quase ninguém falava, somente quem se conhecia. Eu era a única da minha turma e não havia ninguém que conhecesse mesmo bem somente algumas caras conhecidas dos corredores e nomes que se falam, todos os outros eram estranhos. Pensando bem, adorava voltar a este processo inicial, não nos apercebemos o quão mágico é quando lá estamos! Depois paguei a viagem com as poupanças que tinha feito durante o último ano e confesso que acho que a única coisa que os meus pais fizeram foi assinar os papéis para sair do país porque de resto fiz tudinho!

Assim que nos deram os nossos parceiros começamos a conversar até ao dia em que nos conhecemos. É assustador quando chegamos ao aeroporto e finalmente os podemos ver frente a frente! Criamos sempre imensas expectativas porque sabemos que as fotos nem sempre correspondem à realidade e conversar sem ecrãs à frente, sem emojis nem palhaçadas, só nós. É estranho mas é tão giro! Um dos meus objectivos com o intercâmbio era trabalhar no meu inglês. Sempre fui boa a escrever no entanto sempre encravei a falar e noto uma evolução imensa! Sou muito mais intuitiva e já não preciso de pensar em português e traduzir já sai tudo natural sem qualquer esforço e é pura magia! Habituamos-nos tanto a falar inglês que voltamos a casa e continuamos a utilizar expressões inglesas e até que sonhei nesta língua!

Lá divertimos-nos tanto, tenho tantas saudades de Budapeste, mas tantas tantas vocês não imaginam..! Sinto falta de ver os senhores a lançar sal nas estradas para derreter o gelo, da língua esquisita e do dinheiro que me dava dores de cabeça! Tenho imensas saudades dos transportes de minuto a minuto da comida que comia três garfadas e ficava cheia o dia todo! Saudades das viagens de autocarro e de avião, de nos perdermos e andarmos uma hora no aeroporto de Paris às cinco da tarde para ir almoçar ao McDonalds. Sinto falta do meu Chai Tea Latte que me aquecia a alma, a garganta e as mãos, do Danúbio congelado, de viver no centro da cidade. Tenho saudades de chorar imenso no museu do Holocausto agarrada precisamente às mesmas pessoas com que chorei quando os húngaros se foram embora. Tenho saudades do facto de estarmos todos doidos com as novas músicas do Ed - que são duas das músicas que simbolizam para nós esta viagem. Saudades de subir um dos maiores lances de escadas rolantes da Europa a correr em vez de esperarmos porque simplesmente podíamos e sinto falta das bebidas com mesmo muito gás. Foram as bolas de neve na cara, os passeios nocturnos, os divertimentos em Viena e as mil e uma peripécias que nos aconteceram. Foi incrível. Tenho saudades.

Cá tentei dar à minha parceira a melhor experiência de Portugal que ela poderia receber, foi a comida, a hospitalidade, a interacção com a nossa cultura, o solinho bom que se deu a conhecer, o mar aqui tão próximo..! Adorei tê-la cá apesar de ter sido extremamente cansativo mas foi tão bom! Fomos não só visitar a parte mais histórica e cultural da cidade mas também nos fomos divertir e fomos fazer surf. Visitamos não só Lisboa como Almada, a Costa, Sintra e Cascais e alguns chegaram a ir à Arrábida! Adorei o programa e adorei estar envolvida nisto!

O maior prémio no fim são as memórias e as fotografias que ficam, ela dizer-me que foi a melhor viagem que já fez e disse lhe que se ela quisesse a minha casa estava sempre aberta para a receber se ela quisesse voltar, ela fez o mesmo comigo e isto demonstra o quão bem nós ficamos uma com a outra e como nos ficamos a conhecer, Não ficámos amigas para a vida, aliás  conversas online e duas semanas juntas não dão para muito mas ela ficou marcada em mim e tive imensa sorte com a minha parceira - há quem não tenha a mesma sorte e tenha tido problemas, um dos factores que mais influenciam no intercâmbio são o vosso parceiro e eu fiquei excelente!. Vê-los partir foi extremamente doloroso principalmente ao saber que provavelmente nunca mais os veremos na vida. Dói.

Custa terminar este projecto que começou muito antes das viagens. Começou em Outubro e somente no fim de Abril é que terminou e encerro este bonito capítulo de coração cheio. Foi soberbo. Obrigada a todos os portugueses com os quais travei bonitas amizades - fomos um grupo bestial - especialmente à Telma que foi a melhor pessoa que o intercâmbio me trouxe, a todos os húngaros - especialmente à minha e a um fofinho que disse que eu era a portuguesa preferida dele por ser toda para a frentex - aos professores que nos acompanharam, aos meus pais por me apoiarem sempre e por me ajudarem com as tarefas e com a papelada, à minha família húngara por me ter acolhido tão bem e a todos vocês que acompanharam durante os últimos meses nesta aventura. Se poderem vão, a sério não desperdicem esta oportunidade! E visitem a Hungria que toda agente me pergunta se fica sequer na Europa ou onde é que raio é. Não é um país pelo qual surja um grande interesse, reconheço isso, mas merece uma visita. Nunca esquecerei Budapeste por lá ter passado uma das semanas mais incríveis da minha vida, a gratidão não cabe em mim!





TRAVEL GUIDE: SINTRA | Quinta da Regaleira

Ainda no final de Abril fomos passear com o grupo todo do intercâmbio a Sintra e uma das nossas paragens foi a Quinta da Regaleira. Era provavelmente o sítio que mais queria visitar no programa e já lá tinha estado há muitos anos, para verem o quão pequena era, os telemóveis topo de gama eram nokias calhau! É um parque relativamente grande e cheio de coisas incríveis para ver!

São os lagos, as grutas, o poço, as fontes, as torres, as cascatas, as fontes, o palácio, as estátuas, as espécies que encontram em todo o parque! É um leque de infinidades de coisas diferentes! Muito agradável para um bom passeio e para descontrair! Sim, sem dúvida que as cores verdejantes e os sons puros da Regaleira nos fazem querer ficar lá para todo o sempre! É tão bonito e por favor vão com tempo para explorar todos os cantinhos deliciosos da Quinta da Regaleira.

Correspondeu às expectativas que impus mas tinha ideia que era muito maior! No entanto toda a gente adorou não só este belíssimo local que visitamos como toda a vila de Sintra e a magia que transmite! É incrível! Só tenho mesmo pena de não ter tido tempo para explorar absolutamente tudo e de não ter percorrido todos os túneis! Foi pena mas encheu-me as medidas!







April'17

Abril foi um mês muito bonito e o melhor de todos os meses que 2017 me trouxe até agora. Aconteceu tanto, vivi tanto, foi um mês marcado pela mudança, pelas fotografias que cada vez gosto mais de tirar e pelas pessoas que por mim passaram. Abril foi de felicidade genuína e quando tudo parecia morrer eu renasci. Capítulos bonitos chegam ao fim para que novos ainda mais incríveis comecem.

Foi um mês em que os amigos se lembraram de mim e me trouxeram prendinhas da Irlanda, do Luxemburgo, da Holanda e da Alemanha. Terminei o segundo período do décimo ano com média de dezasseis e com um incrível dezoito a História que me deixou imensamente orgulhosa! Tive direito a duas semanas loucas de férias com direito a muitos abraços à avó, de muita comida e muita festa. Há uns tempos odiava de morte ir para a aldeia mas assim que comecei a aproveitar cada segundo e a apreciar as pequenas coisas que isso mudou. Sou extremamente grata por aquilo que é aquela pequena zona e tudo o que aquilo me traz. 

Em Abril presenteei duas amigas com dois retratos que fiz delas e a sua reacção foi o melhor presente! Andei no passeio não só pela terrinha mas também por Palmela, Setúbal, Lisboa, Sintra e Cascais. Foi o mês em que vi o meu pai partir para Santiago ano e meio após uma operação e o orgulho não coube em mim. Estreamos finalmente a coreografia nova quase sem erros e foi lindo, não há palavras para descrever a felicidade que a ginástica me traz! Foi um mês de voltar ao surf - que já sentia tantas saudades -  e de consequentemente dar o primeiro mergulho do ano. Este mês descobri que quero viver em mom jeans para o resto da vida e assumo que bebi mais limonada do que água. Este mês aprendi que não é preciso forçar nada e que seja o que for há de acontecer, as coisas mais incríveis aconteceu de repente e não são programadas.

Mas apesar disto tudo o que mais me marcou este mês foi sem dúvida o intercâmbio. Em Janeiro fui uma semana viver com a minha parceira húngara e foi em Abril que ela veio para cá. Divertimos-nos imenso juntas e tive a oportunidade de lhe mostrar a nossa capital. Fomos a sítios super giros, rimos muito e enfardamos juntas. Enquanto isso cada vez me sentia mais segura e cada vez se tornou mais natural para mim falar inglês. Duas coisas que me marcaram muito foram sem dúvida vê-los a ficar malucos quando finalmente viram a praia e quando os metemos a comer caracóis, impagável! Graças ao intercâmbio tive a oportunidade de conhecer pessoas incríveis e de ter uma experiência cinco estrelas e a semana cá em Portugal foi mesmo a cereja no topo do bolo. Sonhei com isto durante muitos anos e superou todas as minhas expectativas, foi lindo. Custou muito vê-los partir sabendo que nunca mais os vamos ver e foi muito duro. Também vi um design meu impresso em trinta sweatshirts e ficava sempre tão feliz ao ver alguém a  usá-la! Deu-nos um trabalhão mas valeu tudo. Foi também por causa do intercâmbio que fiz uma visita guiada a Belém totalmente em inglês sobre a  história da zona e da arquitectura manuelina, foi do caraças, adorei!

Outra coisa que me marcou muito foi algo a nível escutista. O meu agrupamento de escuteiros fechou após dez anos incríveis que lá estive desde o principio e foi extremamente doloroso ver um dos meus portos mais seguros ruir e chorei, chorei muito enquanto ouvia as músicas que mais mexiam comigo. Foi um aperto enorme no peito a incerteza de quando me voltaria a fardar de novo mas a minha mãe fez um trabalho espectacular ao transferir me o mais rapidamente possível para outro grupo para continuar a minha jornada no movimento que me apaixona todos os dias e que faz de mim sempre uma pessoa melhor. Foi uma mudança dura mas a vida continua! Gosto de pensar que sou uma árvore que foi plantada no outro agrupamento e que cresci  imenso. Fui regada e levei com a quantidade certa de luz e sempre cresci e fui feliz e cheguei a dar flor mas nos últimos tempos o solo foi tornando-se infértil e tive que ser mudada para outro jardim. Foi estranho ao principio mas acabei por me habituar bem e espero conseguir finalmente progredir como devo e conseguir dar fruto. É assim que quero que seja. Foi um inicio, um bom inicio porque ficámos no pódio numa actividade regional e a dor imensa de pés que tinha extinguiu-se e fui saltar à nossa vitória, foi estupendo.

Abril deu-me tanto mas tanto e acabo este mês de coração cheio e com a  certeza que as coisas boas arranjam maneira de chegarem a nós, sempre, e que não há que duvidar disso. Aconteceu tanto em somente trinta dias e estou grata por tudo! Estive verdadeiramente ocupada a ser feliz e na retrospectiva de Março  disse que sentia que Abril ia ser excelente e foi mais que isso, estou sem palavras, muito cansada mas tremedamente feliz!

"E por teu nome vou chamar
para lá das ondas vou olhar
se a maré subir
no teu abraço vou ficar
e no teu amor
renascerei"



Ando mesmo ausente por estes lados mas não se preocupem, ando ocupada a ser feliz!

TRAVEL GUIDE: LISBON | Fundação Calouste Gulbenkian

A última vez que estive na Fundação Calouste Gulbenkian ainda estava no infantário e já queria muito ir lá ver a exposição do Almada Negreiros e assim que a minha parceira húngara disse que o queria visitar até dei pulinhos de excitação! Em suma, Calouste Gulbenkian era um arménio mesmo muito rico e quero era um vasto coleccionador de arte. Este senhor viveu vários anos por cá e  faleceu em Lisboa onde pediu que fosse erguida uma fundação com o seu nome e que seria herdeira da sua fortuna. Neste museu encontra-se toda a sua colecção de peças de arte. Isto para compreenderem do que se trata no fundo este local. Tal como já referi alberga também uma exposição de Almada Negreiros foi logo a primeira parte a que nos dirigimos.



Já tinha apreciado várias obras de Almada Negreiros mas não assim tantas. Na verdade, esta é a maior exposição das suas obras. É um artista contemporâneo e que trabalha sobretudo a grafite, a guache e a óleo. Representa sobretudo pessoas e tem um estilo muito só dele. Gostei principalmente das obras a grafite com linhas sublimes e inquestionáveis mas acima de tudo simples e delicadas que construíam uma complexidade de formas. É um artista de cores e na sua exposição Uma Maneira de Ser Moderno transmite-nos muito. Fiquei fascinada e sobretudo fã!



A seguir dirigimo-nos à colecção permanente que um dia pertenceu a Gulbenkian. É uma colecção enorme com peças da Grécia e da Roma antiga, do Egipto, do Extremo Oriente, do Médio Oriente, Europeia, Islâmica entre outras. Passa desde as estátuas às pinturas (de gigantes como Monet, Manet ou Rosseau), às moedas da época Clássica, a peças decorativas (admito que foi aquilo que menos desinteressou apesar de jamais negar a sua beleza!), loiças, tapeçarias islâmicas, jóias... enfim tanta coisa! É dotado de bonitos pormenores e tenho que dizer que a minha parte favorita foi a parte islâmica, adoro a arte patente nesta cultura!




É um museu para ir com tempo e de cabeça limpa, é bonito e muito rico e se tiverem tempo sugiro que passeem pelos jardins que também tem algumas espécies pouco frequentes aqui por terras lusas (como é o caso de bambus e papiros). Gostei imenso de ambas as exposições e para mim valeu imenso a pena e ainda tive a sorte de ter idade para ser gratuito, como não adorar? 


TRAVEL GUIDE: BUDAPESTE | Galeria Nacional Húngara

A minha parceira húngara está quase a chegar e por isso decidi arrumar o assunto de Budapeste antes de a ter debaixo do mesmo tecto. Esta é a última publicação sobre lugares pelos quais me apaixonei e onde criei memórias inesquecíveis na capital húngara, espero que tenham gostado tanto como eu gostei de visitar, escrever e fotografar! No dia em que me deram oportunidade de escolher onde queria ir fui rápida e disse logo que queria ir à Galeria Nacional Húngara cuja a minha mãe já me tinha recomendado se queria ver arte na cidade.

Não vou por obrigação mas sim por gosto a museus de arte e escolhi este essencialmente por ser somente composto por obras de artistas húngaros. Considero que consigo ver Monet, Leonardo da Vinci, Goya, Miró entre muitos outros - que têm obras expostas no Museu de Belas Artes de Budapeste - em quase toda a parte do mundo e por isso decidi entregar-me à cultura húngara e ir pelos seus artistas já que estes são pouco conhecidos e penso que antes nunca tinha visto ao vivo. Ir à Hungria ver artistas que posso ver em todos os museus? Não, conhecer artistas húngaros, a sua arte e a sua história, era isso que eu queria ver e fazer!

A Galeria Nacional Húngara fica num dos pontos mais altos da cidade no castelo de Buda, o que nos dá uma bonita vista sob a cidade. Esta galeria acolhe peças de arte desde a Idade Média até ao século XX e espanta-nos logo que entramos com um quadro gigantesco. Não sou a melhor pessoa para vos falar de arte húngara mas eles retratavam principalmente episódios do quotidiano e cenários históricos e religiosos. É super interessante porque um país reflecte-se também na sua arte e aquilo que acontece é transposto para telas ou é esculpido em pedra.

Fiquei alegremente surpreendida com a secção do impressionismo que se referia aos pintores húngaros que frequentaram a Escola dos Impressionistas de Barbizon - onde estive no verão e que podem saber mais aqui. Também achei super engraçado as caras que nos aparecem nas notas de quinhentos e de mil forints estarem lá representadas!

Não fui muito informada para lá e deixei que a minha parceira e a sua família me guiassem e me explicassem certos cenários - principalmente os históricos - mas reconheci algumas obras como a Woman Dressed In Polka Dots Robe de József Rippl-Rónai e algumas de campos floridos que julgo já ter visto algures. Saí de lá radiante e bem mais rica pois a arte é o reflexo de um povo, de uma cultura e de um país inteiro. Gostei imenso e este foi um dos meus lugares favoritos em Budapeste.









Momentaneous Wishlist

Já que faço dezasseis anos daqui a dois meses senti por bem compilar todos os meus desejos momentâneos divididos em várias secções: guarda-roupa, gadgets, joelharia, livros e experiências. Esta ideia veio do álbum buy me this que criei no Pinterest e que compila todos os meus desejos mas não necessariamente aquilo que quero que me comprem mas sim aquilo que quero adquirir por mim. São pequenas coisas quero ir conquistando e que são autênticos caprichos! Vamos lá?!

|| GUARDA ROUPA ||


I. As Mom Jeans - Ando doida com esta tendência! Adquiri umas há relativamente pouco tempo mas foi suficiente para me apaixonar pelo design, pelo conforto e pela comodidade e versatilidade! Preciso de umas em todas as cores e feitios e adoro o facto de ficarem tão elegantes mesmo sendo mais largas e de serem tão fáceis de conjugar! Estou também tentada a ir vasculhar no armário da minha mãe, sou sincera!

II. O Casaco de Cabedal - Tenho um em castanho mas sinto que não é tão versátil como o preto - que fica sempre bem em qualquer coordenado! Adoro o corte do da imagem e adoro o facto de serem tão quentinhos. Admiro-os também pela sua textura que contrasta sempre bem com as habituais calças de ganga!

III. O Bikini - Eu não sou de praia e o último bikini que comprei há dois anos está excelente para dar e vender mas um bikini preto completava-me. Adoro estes novos cortes super giros e preto - outra vez -  que fica tão bonito com um bom bronzeado! Este ano quero tentar ir mais à praia e este seria só mais um pequeno incentivo!

IV. Os Old Skool - Pelo design inconfundível e pela versatilidade e confortabilidade - nota-se aqui um certo padrão, heim? - são o meu último desejo a nível de guarda-roupa!

|| GADGETS ||


I. A Mini-Impressora - Porque as fotografias em formato polaroid continuam em alta e porque acho que ficariam a matar na minha parede! Esta liga-se por bluetooth e imprime as fotografias directamente do telemóvel, há imensas marcas diferentes mas este conceito apaixona-me!

II. A Polaroid Snap Touch - Esta foi das últimas novidades da marca Polaroid e é uma máquina fotográfica instantânea com uma particularidade especial, para além do comum de imprimir na hora aquilo que fotografamos, também se liga ao telemóvel e também imprime aquilo que lhe enviamos através de uma app! Fico feliz com qualquer uma mas a azul tem o meu coração!

III. A DSLR - Acredito mesmo que o meu telemóvel tem uma qualidade excelente de fotografia - que é sempre das principais características que procuro num smartphone -  mas por vezes sinto que me limita. Com o telemóvel não consigo ter os planos, as perspectivas ou os focos entre muitas outras coisas que faço com uma DSLR nem sequer com a câmara do telemóvel em modo manual! Pretendo cada vez aprender mais deste assunto que tanto me fascina e evoluir também no equipamento que uso!

|| JOELHARIA ||


Colares são a minha peça de joelharia favorita e que uso todos os dias contrariamente a anéis e pulseiras. Gosto da sua delicadeza e simplicidade e todos os que estão na imagem acima podia perfeitamente fazer parte da minha colecção mas o meu coração bate mais de pressa com o dos continentes, não consigo resistir!

|| LIVROS ||


I. Leia Isto Se Quer Tirar Fotos Incríveis de Henry Carroll - Mais uma vez porque quero evoluir na fotografia e porque me apaixonei pela opinião que a Inês deu em Outubro (que podem ler aqui) este parece ser o livro mais completo para começar a aprender mais e a explorar este ramo que tanto me apaixona!

II. 1001 Painting You Must See Before You Die - Como Amante de pintura que sou este livro que é um autentico calhamaço e que como nos indica o título tem as 1001 pinturas que o autor considera serem as mais relevantes em toda a história da humanidade. Já pude observar algumas - e que gratidão sinto! - mas quero vê-las a todas !

III. Leuchtturm 1917 - O meu bullet journal está quase a acabar e o conceito continua a fazer todo o sentido para mim e por isso necessito de mais um caderno. Os Leuchtturm 1917 são caros mas são o preferido dos utilizadores do bullet journal e sinto que preciso de fazer um upgrade nos cadernos que uso como base para fazer magia. Nunca mais volto a comprar cadernos super baratos já que o preço é equivalente à qualidade e prefiro um que resista a todas as minhas aventuras e a todos os lugares para onde o levo. Preferencialmente gostaria de adquirir o com pontinhos como guias, de capa dura e de se possível o verde-água ou um azul qualquer apesar de também me contentar com as outras cores!

IV. Porque Escolhi Viver de Yeonmi Park - O relato da Inês (aqui) fixou me neste livro que eu sinto que preciso mesmo de ler e pressinto que vai despoletar novos sentimentos em mim. Preciso de conhecer novas realidades e de conhecer casos reais e que estão a acontecer agora, neste preciso momento na Coreia do Norte e em tantos outros locais onde se cometem estas atrocidades, sinto que necessito deste murro no estômago como cidadã do mundo e mulher que me estou a tornar.

|| EXPERIÊNCIAS ||

I. Pintar a óleo - Cada vez busco mais conhecimentos no mundo das artes e o aprender a pintar a óleo seria mais uma conquista! Adoro o tipo de pintura e gosto imenso de apreciar telas a óleo e adoraria trabalhar este material e quem sabe talvez até fazer algumas coisas giras.

II. Conhecer uma mesquita e um templo budista - Templos religiosos são o ex-libris de algumas culturas e após visitar inúmeras igrejas e sinagogas e de conhecer a fundo a religião católica e a judaica sinto que preciso de conhecer a islâmica e a budista antes de avançar para o conhecimento das religiões mais pequeninas. Religião é uma coisa tão abstracta e gosto imenso de conhecer as perspectivas, os costumes e tradições de cada uma, são sempre tão interessantes assim como a arquitectura das mesquitas e dos templos budistas, que riqueza!

III. Experimentar olaria e cerâmica - Esta pequena paixão surgiu há pouco tempo também no Pinterest e actualmente o pottery/ceramics é o meu álbum favorito. É impressionante como podemos criar coisas tão belas com as nossas mãos tanto para uso diário como para decoração e a parte da modelagem como da pintura parecem ser não só extremamente trabalhosas como criativas e divertidas. Cerâmica é algo que quero mesmo muito experimentar!

IV. Fotografias nas paredes - Sempre quis fotografias nas minhas paredes, todas da minha autoria, e a opção das fotografias com aquele tipo de molduras mas cada moldura com uma fotografia de um sítio que já visitei atrai-me imenso, assim como uma parede cheia de polaroids! Para além disso algo que adorava ter na parede do meu quarto com todas as fotografias a fazer aquela pose - se me seguem há algum tempo já a conhecem -  que faço em todo o lado e que tenho umas quantas bem giras! Ainda me estou na decidir mas isto é algo que quero fazer muito em breve!

BOOKS | A Vida nos Tetos do Mundo

Este livro do alpinista João Garcia já estava cá em casa há imenso tempo mas assim que vi a oportunidade de conhecer o autor apressei-me a ler o livro e a conhecer mais da pessoa, do atleta e do ser humano, da sua história e das suas conquistas. A Vida nos Tectos do Mundo anda sempre à volta do número catorze. É uma compilação em forma de celebração devido à subida ao cume das catorze montanhas mais altas do mundo (todas acima dos 8000 metros) e que engloba as catorze pessoas que o ajudaram nesta escalada, na vida, na profissão, catorze competências essenciais ao seu sucesso nos topos do planeta, catorze montanhas que teve de escalar para completar este objetivo, catorze momentos marcantes na carreira e catorze locais pelos mais diversos motivos.

João Garcia narra-nos o quão magnífico foi não só subir às montanhas mas sim sobreviver-lhes. Fala-nos do quão inconstantes são e que nunca se podem assegurar que se vai voltar a descer. Fala-nos do risco associado, do fintar a morte, da pequenês sentida, das situações extremas, da paz e da liberdade. João Garcia refere-se brevemente à subida aos picos mais altos de cada continente mas o essencial são mesmo o grandes catorze. Foram dezassete anos deste objectivo e foi o primeiro português a pisar o cume do Evereste sem recurso a oxigénio artificial (que na modalidade é considerado uma batota sem repercussões) e de como isso lhe deu visibilidade. Foi o cume considerado mais importante mas foi o que lhe deu uma das lições mais duras da vida: a morte de um melhor amigo. Refere-se também ao vazio que nunca voltou a ser preenchido. Esta é das partes mais marcantes do livro. Gostei muito do testemunho do Annapurna que foi o último dos catorze, de como conheceu a mulher, no Kilimanjaro, do médico e amigo que o tratou após às queimaduras do Evereste e da paixão com que fala da cidade de Katmandu e das histórias das bandeiras da oração e do respeito pelas culturas.

João Garcia leva-nos com o seu levantar após cair, jamais desistir, tentar sempre e mostra-nos o quão interessado, consciente e culto é nisto. Usa as montanhas como metáforas para a vida - e eu adorei isso -  evoca a sensação de 360º do planeta e da impossibilidade de ir mais longe. Este livro é o resumo de uma vida inteira de dedicação, são lições e os testemunhos de viver no limite. Quando o conheci fiquei abismada com os conhecimentos de anatomia e de geografia que tinha - obviamente essenciais! Estava completamente na praia dele a falar-nos da sua maior paixão. É uma pessoa extremamente humilde e bem-disposta e que se referiu sempre à motivação ao trabalho, empenho e esforço necessário à conquista de tudo e que há três pilares essenciais a chegar ao topo - seja do que for - paixão, dedicação, humildade. Saí de lá motivada fosse para o que fosse e com vontade de ir mais além. Quando conheci o alpinista foi extremamente simpático e sorridente, sempre de bom humor e a dizer piadas, e referi o quanto era uma inspiração para mim como profissional, atleta, ex-escuteiro e ex-ginasta. Respondeu às nossas questões sempre de maneira muito atenciosa, grata e inteligente, adorei isso!

Uma Vida nos Tetos do Mundo é um livro pequeno de leitura rápida, fácil e pouco enfadonha que nos leva na história da conquista dos catorze cumes mais altos do planeta feitos pelo décimo homem a conquistar este feito numa altura em que mais pessoas tinham ido à Lua do que aos grandiosos catorze. Contém fotografias deslumbrantes, testemunhos brilhantes, alguns de nos apaixonar-mos e outros de partir o coração. Recomendo muito, é verdadeiramente incrível e arrebatador mas motivador e inspirador ao mesmo tempo.