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TRAVEL GUIDE: FLORENÇA | Duomo

É o cartão de visita da cidade e o principal ex-libris de Florença. Como há muito para visitar esta será um publicação dedicada à Catedral de Santa Maria das Flores, o exterior, o interior, a cúpula, o campanário, o baptistério e ainda o museu do Duomo. Vistamos quase tudo em dias diferentes mas com uma boa gestão faz-se facilmente num dia. Brunelleschi era um génio e aqui têm a prova disso, este senhor não brincava em serviço.


BAPTISTERIO DI SAN GIOVANNI
Na época em que Santa Maria del Fiori foi erguido as pessoas só eram dignas de entrarem na catedral após serem baptizadas. Isso ocorria no Baptisterio, mesmo em frente à catedral em si. Pequenina mas de uma beleza e riqueza estúpida. Pequenino mas conciso, muito muito bonito.




O EXTERIOR
É impossível não ceder à imponência do edifício. A gigantesa da sua cúpula e a magestosidade dos mármores usados que tão bem ficam juntos, o verde, o rosa e o branco complementam-se tão bem! O edifício é imenso e é normal tirarem minutos para apreciar os pormenores da fachada frontal da catedral. Sugiro que dêem uma volta a toda a Catedral. Foi das primeiras coisas que fizemos assim que deixámos as malas e aquela golden hour soube pela vida




O INTERIOR
 Sinceramente foi a maior desilusão da viagem e talvez deste ano mesmo. Depois da imponência e do símbolo marcante do Renascimento que se tornou esta Catedral eu esperava algo muito mais elaborado e robusto, encontrei uma igreja grande mas despida, monótona. Fiquei tão desiludida que nem as pinturas que decoram a cúpula por dentro me animaram - apesar de ser belíssima! A entrada é gratuita mas existe fila e não de pode entrar com ombros à mostra nem pernas demasiado destapadas, atenção a isso!




A CÚPULA
 Só se pode lá ir lá com marcação que é feita no exterior da catedral, numa ruas que tem entrada na praça. Escolhemos ir de manhã cedinho. A fila começa a formar-se antes da hora de abertura, estejam atentos. Sinceramente foi o ponto alto a onde menos me custou subir, são à volta de 450 degraus e é muito giro depararmos-nos na parte em que subimos com as íngremes escadas para o topo da cúpula. A vista é belíssima e vale o esforço, adorei subir lá e é o edifício mais alto que podem escalar em Florença.



CAMPANÁRIO/ TORRE DO SINO DE GIOTTO
A torre do sino encontra-se fora da estrutura da catedral e dá para subir lá ao cimo, são menos escadas que a cúpula mas a vista é igualmente deslumbrante e de perder de vista. Esta torre tem os antigos sinos e vários patamares para descansar. É também decorado com os três tons de mármore que condizem com Santa Maria das Flores




MUSEU DO DUOMO
Tanto no exterior como no interior da igreja as estátuas originais foram retiradas para não se estragarem e foram substituídas por cópias idênticas. Aqui encontramos estas estátuas, as originais e icónicas portas do Paraíso em bronze, Estátuas enormescas, vestes sacerdotais, objectos eclesiásticos belíssimos - não fossem estes ter "relíquias" de santos no interior, uma aberração na minha mais sincera opinião. Podemos também ver a forma como construiriam a magnifica catedral sem recurso a maquinaria, as técnicas rudimentares e tudo o que envolveu. Podemos também subir ao terraço para observar mais uma vez a incrível cúpula do lado de fora. Em termos museológicos adorei a organização do museu, a luz, o espaçamento, a paz e a calma que transmitia. Lindo lindo lindo!






Como podem ver, à volta do Duomo há imenso para ver, opções não vos faltam. Se tiverem  pouquinho tempo recomendo que visitem a catedral por fora, vão ao museu e subam ou à torre do sino ou à cupula! Nós fizemos tudo mas é preciso pedalada! Esta catedral é o ícone do período renascentista e apesar de se identificar no Gótico tardio é de uma beleza excepcional, retirando a desilusão que foi para mim o interior, mas enfim! Espero que gostem!

EVERYDAY | "Este é o Momento Mais Feliz da Minha Vida"

Há uns tempos estava sentada a jantar com os meu pais enquanto dialogávamos acerca de temas filosoficamente aleatórios e calhou o meu pai dizer "este é o momento mais feliz da minha vida" rematando que o facto de estarmos em família e estarmos a deliciar-nos com as maravilhas gastronómicas da minha mãe e que o amanhã era sempre incerto. Disse-me que não podiamos contar sempre com o dia que aí vem, pode rebentar uma bomba ao teu lado, alguém que amas pode morrer, o mundo pode desabar bem debaixo dos teus pés, nunca se sabe.

Neste momento estamos bem, tudo está bem e por isso este, se um dia algo de tenebroso acontecer, será recordado como um momento feliz apesar da simplicidade dos momentos. Não prevemos o que ocorrerá mas podemos aproveitar o exacto segundo que está a passar e recorda-lo como um momento feliz. Eu nunca tinha pensado assim e apesar de ser uma ideia estranha faz-me sentido e o meu pai que já esteve em situações traumáticas conhece o que é recordar os simples e bons momentos por mais monótonos e rotineiros que sejam. Nunca se esqueçam disto.


TRAVEL GUIDE: FLORENÇA | Benvenuti a Firenze!

Se me acompanham fora daqui sabem que durante a semana passada andei por terras italianas. Foi uma viagem em modo de celebração pelos vinte e cinco anos de casados dos meus pais e Florença, na Tuscania, foi a cidade escolhida. Foram seis dias em família entre gelados e palácios, capelinhas e pizzas e foi tão bom! Espero conseguir transmitir-vos tudo aquilo que vivi por terras italianas e estou a pensar agrupar alguns locais que façam sentido de modo a não se tornar chato, you see?! Tal como não fazer uma publicação para cada igreja ou capela que visitei mas sim listá-las a todas com descrições especificas e todas com direito a fotografias, esta é uma ideia, o que acham? Itália foi estreia para a família toda e acho que nos apaixonamos, estão prontos para voltar e percorrer todas as ruelas desta cidade maravilhosa com uma luz incrível comigo?



Transportes: Como sempre, em voos curtos preferimos voar em low cost, é menos cómodo para as costas mas mais para a carteira. Optamos por RyanAir até Pisa - visto que o aeroporto de Florença só serve voos nacionais ou de cursos muito curtos - ou podem optar por Bolonha também, e apanhamos uns transfer até à cidade (para lá fomos de autocarro, para cá viemos de comboio). A cidade faz-se bem a pé, apesar de ser grande o centro histórico está bem concentrado e se ficarem alojados no centro é perfeito! Outro ponto a ter consciência: as pessoas andam no meio da estrada como se fosse uma estrada pedonal - cof cof ia sendo atropelada trinta vezes - pois os passeios são estreitos, as pessoas não se desviam de ti, têm de ter imenso cuidado nas passadeiras. As estradas lá são um perigo, é mesmo preciso cautela!

Alimentação: Estão em Itália estão no céu! Quando viajamos tentamos sempre optar por restaurantes fora dos centros, tasquinhas de negócios familiares cujo preço seja justo e em que sejamos bem servidos. Valorizamos também os ingredientes frescos e o forno a lenha, locais simpáticos e onde se possa comer em condições. Não fomos a muitos restaurantes mas gostei muito muito do La Grotta di Leo nas redondezas de Santa Maria Novella, onde provei a melhor panna cotta da minha vida, o Buogustai perto do Palácio Vecchio também foi excelente. Também comemos muito bem no mercado de Florença! Os melhores gelados que encontramos e com a melhor relação qualidade-preço foram numa loja que há em vários sítios chamada Venchi.  Diria que são bem melhores que o meu eterno amor Amorino. Pro tip: gelado a mais de 4€ são um roubo, vi uma loja que um cone pequeno era 8€, no Venchi o mais barato era 2,50€ e todas as noites lá íamos à árdua escolha de escolher um sabor. Atenção que eles fazem um preços para quem leva para comer e para quem se senta e muitas vezes nem sequer o dizem. Itália é a terra das massas, das pizzas e das lasanhas, aproveitem!

Wi-fi: O Firenze Wifi não funciona, as dos cafés e museus têm quase todas password, portanto ou esperam até chegarem ao hotel ou submetem-se à utilização dos dados - ainda me questiono porque raio os meus não funcionaram.

Língua: Italiano é uma língua latina, costumam saber inglês e mesmo que não percebam um português enrolado em espanhol e arranhado em francês resulta. Achei o italiano bem mais fácil de compreender e de ler que o francês ou o espanhol, sinceramente, basta puxar pela cabeça!

Geral: Os italianos têm um espírito semelhante ao português: simpático e hospitaleiro. Têm de ter muito cuidado com as burlas. Os vendedores aceitam regateamentos (aproveitem!). A comida é muito cara. De noite aproveitem para passear há sempre espectáculos na Praça da República, à frente do Palácio Vecchio, em Uffizi (aquele quarteto de cordas incrível a tocar Vivaldi e o genérico de game of thrones) entre muitos outros sítios. Florença ganha outra vida de noite, aproveitem!

August'17

Meu querido mês de Agosto..! Que começou no concretizar de um sonho meu tão antigo em Idanha-a-Nova com mais vinte e dois mil escuteiros. O Acanac foi lendário e dificilmente será esquecido. Foi ter conhecido o João, as cavalitas do Tone e a guerra de água na festa dos pioneiros, a corridinha às quatro da manhã para acordar, eu e o Zé termos comido casca de melancia, os cafunés intermináveis e as conchinhas, o calor intenso e o suor imparável, o lavar a loiça de quarenta pessoas às duas da manhã, de dormir e tomar banho debaixo das estrelas. No Acanac eu fiz e reencontrei amigos e fui inexplicavelmente feliz. Sou ainda mais eu de lenço ao peito e aquilo que o escutismo é para mim não cabe em palavras. Gratidão é o que sinto para tudo isto, fizemos história!

Este mês planeei a minha próxima viagem, fui para aldeia da minha avó, foram dias de caminhadas, de tardes no rio e de convívios no café ou a olhar para as estrelas. Subimos à serra da Malcata, decifrámos constelações e contamos estrelas cadentes enquanto nos riamos como uns perdidos. Em Agosto comecei o meu terceiro bullet journal, passei tempo avec les avecs, fiz skype com a Joana imensas vezes, de fazer e desfazer malas, de desejar estar no Sziget Festival, dos amigos de longe e dos bailaricos.

Este mês decidi qual é o meu próximo objectivo de poupanças, fui me divertir para os carrosseis e montanhas russas com o pessoal, de fazer voluntariado a vigiar as matas do concelho, de descobrir spots incríveis para jogar as cartas no topo da falésia com vista de mar. Mês de jogar infinitas vezes ao never have i ever e de dias longos e solarengos.

Em Agosto fui infinitamente feliz e adorava que não tivesse já terminado. Para mim Agosto devia durar para sempre. Setembro traz rotinas, a escola, novos desafios e os meus amigos todos de voltas. Há-de correr bem!


O MEU NOVO BULLET JOURNAL + MATERIAIS QUE USO

Sou adepta do conceito do bullet journal faz três anos e no meu quotidianos não só me obriga a puxar pela minha capacidade criativa - que é algo que sinto falta num curso tão teórico como o meu - obriga-me a ser organizada e não me deixa ser formatada por agendas já confeccionadas. O bullet journal faz o meu estilo e é o meu melhor amigo no planeamento e na organização dos meus dias. Mas o que é um bullet journal mesmo? Eu respondo, o bullet journal é tudo o que tu quiseres. Um calendário, uma agenda, um scrapbook, um sketchbook, uma to do list, um bloco de notas, enfim, tudo o que te vá à cabeça. Chega-te um caderno em branco e apesar de eu adorar utilizar aguarelas, cores e mil e um recortes o teu bullet journal pode basear-se a uma só caneta. O mais giro é que é totalmente personalizado, é tudo feito à tua maneira e como tu queres. Foi isto que me fez apaixonar pelo conceito: a liberdade. E nunca vão encontrar dois bullets iguais.

Mostrei aqui o meu primeiro bullet journal e terminei o meu segundo em Julho e não o vou mostrar pois o resultado não foi o que mais me agradou ( pro tip: não comprem cadernos  demasiado baratos, podem ser muito bonitos no inicio mas uns meses depois já estão completamente deteorizados, estragam-se com facilidade e são pouco resistentes, o meu antigo era da Primark e não recomendo pois não se enquadrava comigo, o que é pena). Assim sendo decidi mostrar o que adquiri há pouco tempo para me acompanhar neste ano lectivo e em todas as aventuras que vêm aí. Está quase em branco mas vou-vos mostrar como se processa o inicio de um e como podem começar o vosso.

BOOKS | A Fórmula de Deus

Por recomendação da querida Inês este verão empenhei-me em descobrir nas prateleiras cá de casa o livro A Fórmula de Deus de José Rodrigues dos Santos principalmente porque andava há demasiado tempo à procura de um livro que não me deixasse realmente entediada e cujo tema era acerca de algo que procuro há muito tempo. Procuro respostas e as minhas divagações e reflexões têm se baseado sempre no mesmo tema: Deus, a Igreja, o Universo, o início e o fim, alfa e ómega. Foi com o intuito de me cultivar, de abrir novos horizontes e de tentar perceber um bocadinho mais enquanto lia uma boa história e um bom romance.

Achei o livro surpreendentemente cativante e envolvente e fala-nos de Tomás, um professor universitário e criptanalista que é chamado ao Irão para decifrar um enigma deixado por Einstein que contém o segredo da fórmula de Deus. E tudo isto envolve segredos nacionais, contactos com agências secretas, perigo sempre à espreita, limites humanos testados, segurança nacional, problemas familiares, viagens entre vários países, descobertas inesperadas, perseguições e estratagemas, nós no cérebro, paixão, fugas, espionagem e muitas descobertas.

O interessante do livro e o que me cativou a  lê-lo foi aquilo que a Inês referiu de estar tudo constatado, todas as fórmulas, teorias, dados e argumentos são verdadeiros e verificados por leigos no assunto. Isto deu-me segurança de o ler sem petas nem falsas verdades. É um livro verdadeiro e que me veio acreditar ainda com mais força na versão de Deus que encaro como válida para mim e veio afirmar que os meus pensamentos são na sua maioria credíveis. Trouxe-me teses que a minha mente nunca fora capaz de criar e que fazem realmente sentido. Fala-nos de forma cuidada da Bíblia e dos seus fundos verídicos, do poder da interpretação. Fez-me também ver luz onde a escuridão já se tinha apoderado. Este livro fez-me pensar e repensar e repensar. Deixa-nos sem palavras.

Leva-nos às origens do tempo, ao sentido da vida e à essência de tudo isto. Gostava de ter mais bases de física e de matemática para compreender melhor certas partes mas isso não me impediu de compreender as teses descritas. É daqueles calhmassos que nos deixa leves de pensamento mas ao 
mesmo tempo com a cabeça num oito e a uma velocidade alucinante de raciocínio. É coeso e muito bem escrito. Prende-nos do inicio ao fim e apesar de não me ter tirado metade das dúvidas que me ocorrem todos os dias, veio ajudar a motivar e a abrir mais a mente. Era isto que precisava. Deus é um tema que adoro discutir e agora sim temos mais por onde pegar e por onde questionar. Recomendo muito, rapidamente foi para o meu top de favoritos e quero muito ler os outros livros de José Rodrigues dos Santos.



EVERYDAY | Parar e Agradecer

O exercício da gratidão tem sido extremamente trabalhado neste ano que está a decorrer, talvez até mais exercitado que qualquer músculo que tenho no corpo. Tenho aprendido a sentir-me grata por tudo o que tenho, tudo o que sou e por todas as oportunidades que me são dadas. Sentir-mo-nos agradecidos por tudo o que nos passa à frente torna a experiência de viver muito mais autêntica e prazerosa até e eu não tinha noção disso até experimentar

Já foram várias as situações em que me coloquei de lado a observar, sentei-me calada, ou mantive-me de pé e simplesmente contemplei e agradeci ao Universo, à vida e a mim mesma, seja lá onde o meu mais profundo agradecimento vá parar. Já houve várias vezes nas quais me senti plena e calma e que não havia nenhum reparo a fazer, estava tudo bem e eu não poderia estar mais feliz. Tenho feito isto nos momentos mais marcantes do meu ano e desde aí que sinto que vivi muito mais os momentos e que foram melhor aproveitados. Não sei explicar, é uma sensação de consciência e plenitude. Convido-vos a experimentarem, pararem no meio da algazarra seja de um festival, num mergulho no oceano, numa viagem, numa aula até e mentalmente sentirem-se gratos por aquilo que estão a presenciar. Somos uns sortudos do caraças. Não há sensação mais limpa e pura que a gratidão. Parem e agradeçam.








SCOUTING | ACANAC'17

Não há um numero suficiente de palavras para vos conseguir descrever o que foi o ACANAC 2017. Nunca vos vou conseguir transmitir nem metade do que foi este acampamento ou aquilo que o escutismo significa e impacta na minha vida. Aconteceu tanto, vivi tanto, fui tão mas tão feliz e a sensação de concretização, de dever cumprido, de objectivos alcançados após muitas portas fechadas, de cansaço que vale a pena são extremamente agradáveis e gratificantes. Espero mesmo conseguir transmitir a todos os escuteiros e não-escuteiros desse lado do ecrã o que foi esta última semana que passou, espero corresponder às expectativas.

Sou escuteira faz em Março dez anos e o acampamento nacional sempre foi um sonho deste meu tão grande percurso e poder concretizá-lo foi incrível (para frisar que este foi o segundo sonho de vida concretizado este ano!). Foi muito complicado chegar até ele e este ano tem sido um barco na tempestade que felizmente chegou a bom porto. Idanha-a-Nova foi o palco para mais um evento do Escutismo Católico Português que envolveu cerca de vinte e dois mil participantes com o tema geral de "Abraça o Futuro", muitas actividades, muitas tendas e construções, muitas filas mas também muito calor e muitos sorrisos assim como muitos abraços e muito pão congelado, pó e melancia.

Parti no dia 30 para o munícipio que acolheu a maior organização voluntária para jovens a nível nacional e mundial e que nos acolheu calorosamente e aí foi o inicio de algo grandioso. Dormimos numa construção elevada que não estava enterrada e que levou com cerca de três toneladas em cima e que foi acabada de construir às duas da manhã e seguida de um duche debaixo das estrelas num dos céus mais preenchidos que já vi. Alguma vez olharam para cima para o chuveiro e tiveram um céu aberto e estrelado à vossa espera? É único e mágico, para além da viagem de quatro horas que passamos inteirinha a cantar a plenos pulmões, foi especial. Também recordo com um aperto no peito a sensação de entrar no pórtico e de descobrir pela primeira vez como é o campo realmente, lembro com saudade o abraço que o Coimbra me deu na concentração antes de partirmos e de me perguntar se estava pronta para concretizar um sonho ao qual respondi prontamente com um "Sempre!".

Os pores do sol foram sempre especiais assim como a Eucaristia da meia-noite  numa cerimónia bonita e intimista. Foi o raid de madrugada, o cafuné, as actividades náuticas, as brincadeiras nas canoas e a diversão do escorrega, a casca de melancia que eu e o Zé repartimos - como devem imaginar já não eram horas decentes para isto acontecera- a companhia do pessoal nas actividades radicais e o conhecimento e a simpatia que obtivemos dos habitantes de uma aldeia de Idanha, sempre calorosos e prontos a ajudar. Foi lavarmos a loiça de 40 pessoas às duas da manhã enquanto estes ressonavam, as guerras de glitter, as caminhadas infernais até Almortão e as subidas dos socalcos dos pioneiros, os abraços de grupo, as festas, os momentos de silêncio. Foi a corridinha das quatro da manhã à volta de uma igreja para arrebitar antes do raid, nunca me esquecerei dos raps improvisados do Vasco e do Costeleta Seca mas também do Alex do Aless e as cantorias do "fui comprar um geladoooo ao pingo doceeee" e dos All Black. Foi a cara que esculpiram numa melancia e que andavam a perguntar se alguém queria dar uma trinca no Ernesto, os concertos de chuveiro - principalmente o anel de rubi e a cabritinha - as estrelas cadentes que caiam sobre nós, os desejos proferidos e as palavras trocadas. O rodar do lenço e o cantar ao lado de tantos outros que nutrem o mesmo que eu por tudo isto. Penso que me esqueci de metade das coisas mas aqui fica um pequeno pedaço do que foi viver com tantos mamíferos de lenço ao pescoço.


O Acanac 2017 foram os banhos de cinco minutos com mais quatro pessoas a tomarem banho no mesmo duche e logo de seguida ficarmos novamente cheios de pó, de partilhar experiências e técnicas, histórias e ideias. Não é fácil viver com as mesmas pessoas durante uma semana mas deu para ganharmos mais confiança uns nos outros e para nos conhecermos muito melhor. Durante a semana que passou consegui trocar imensas insígnias - e tenho favoritas como a de Braga, Santarém, Genebra e Porto que foram trocadas com pessoas especiais - deu para conhecer pessoas incríveis como o Joao do Námestí J, a Bibi, a Marta, o Tone, o Benny, a Godinho e a Paiva, de voltar a encontrar a Farinha, o Rui e a Sofia e de fortalecer laços com o Coimbra, a Catarina, a Rafa, os Zés, a Nor, a Bá, o Alex e o Aless e de viver ainda mais perto da Patrícia e da Márcia. Foi especial e todos eles sabem o quão incrível fizeram este acampamento.

Mas ele sabe, o João foi a pessoa mais incrível que conheci e o nosso encontro no Acanac foi muito especial e estávamos à espera disto há muito tempo! Depois de uns entraves logísticos e de muitas mensagens trocadas conseguimos finalmente dar um abraço gigante e as nossas caras assim que os nossos olhares se cruzaram deviam ter sido filmadas! Seguiram-se algumas trocas de palavras, de insígnias e de sorrisos. Não falamos durante muito tempo mas foi excelente para ouvir o sotaque do João, mesmo de Braga, e de tecer elogios infindáveis. Eu estava a tremer e foi-me complicado articular bem as palavras. Opá, o João é uma simpatia de pessoa e foi espectacular comigo. Voltamos a ver-nos bem à toa no qual também corri para o abraço e aí foi inesperadamente a última vez que nos vimos. Adorava que tivéssemos tido tempo para nos sentarmos na esplanada a falar! Ficou tanto por conversar, adorava ter ouvido à minha frente como foi o Erasmus e todas as tuas experiências de viagem assim como partilhar as nossas experiências por Viena e Budapeste. Gostava que tivéssemos conversado sobre o escutismo e acerca do Acanac e de tantos outros assuntos como o futuro e os nosso sonhos e ainda sobre a  blogosfera. Adorava que não tivesse sido de fugida. Guardo comigo a dezena que me ofereces-te, no meu poncho irei coser a tua insígnia e no coração guardo os pequenos diálogos que tivemos e tenho pena que não tenhas ouvido a minha voz real, já que a perdi na cerimónia de abertura e ainda não a obtive de volta. Já agora, adoro o teu chapéu, não sei se reparas-te mas andava com um igual! Obrigada João, foi um prazer conhecer-te e ouvir-te e vemo-nos muito em breve e como te disse na primeira vez que nos despedimos: sê feliz! 

Foi uma semana dura com muuuuuito calor, muitas garrafas de água e muito protector solar. Foram muitas gotas de suor e muitas horas de sol na fuça. Foram noites frescas e de sweat que contratavam 
com os dias solarengos de mangas arregaçadas, chapéu e óculos de sol. Vivemos em autonomia e em espírito de festa dia sim dia sim. Foi a de abertura e a emoção de ver o nosso Presidente, a festa de sub campo, o festão dos pioneiros - e as cavalitas do Tone, a guerra de água e os pós coloridos a voarem - e claro o encerramento que foi do outro mundo, para curtir os últimos momentos e dançar como se não houvesse amanhã com os Dama e com a malta toda. Só faltou mesmo ter visto o último nascer-do sol com a Catarina e a Ferraz e ter estrelado um ovo no alcatrão. Como sempre, houve muitas coisas que podiam ter corrido melhor, elas existem sempre mas também há coisas que não podemos contornar, verdade?

Houve tempo para tudo, para cantar, para chorar, para sorrir, para orar, para esperar, só não houve muito tempo para dormir a horas decentes e foram quase duas directas numa semana e à volta de oito sestas nos mais diversos locais e ambientes, mas conseguimos aproveitar muito aquilo que o campo nos dava. Comuniquei com estrangeiros, disse bom dia às onze da noite, apanhei sotaques, discuti vocabulário com nortenhos, gritei pela minha secção e pelo meu agrupamento e caramba, temos uma força do caraças. Obrigada ao agrupamento, à comunidade e à equipa que tão bem me acolheu e com quem pude concretizar este sonho. Vestir azul é das coisas mais incríveis e poder fazer parte destas imensas constelações de caras que envergam com orgulho uma promessa de vida e um lenço que a representa e que recorda a imensidão do céu e a profundidade dos mares e que nos impele a ir "sempre mais longe". Sei lá, em Idanha estava tudo bem, eu não sabia que dia era, ou dia da semana ou quantos dias faltavam para voltar. Eu entrei a 110% no espírito daquilo e foi um choque enorme voltar para casa onde os problemas mal caíram em mim assim que cheguei. Enfim, é hora de voltar à realidade e de guardar numa gaveta especial do coração esta semana que foi uma das melhores da minha vida, para recordar sempre que possível. Foi demasiado bom e tenho mesmo mesmo pena de todos aqueles que nunca experimentaram o escutismo ou que tiveram uma má experiência no mesmo, vocês não têm noção no mundo que isto é. Escutismo, estou apaixonada e do que depender de mim é para sempre. Obrigada. Como digo sempre: é tão bom fazer parte disto.


July'17

Oh Julho! Foste tão carinhoso comigo e com os meus. Deixas te que o Sol me beijasse na pele, que a areia se agarrasse a mim e que a diversão e os sorrisos fossem genuínos e permanentes. Entrei mesmo em modo de férias mas felizmente não paro quieta e estou sempre a sair de casa para as mais variadas aventuras. Julho tem sido uma montanha-russa de afazeres e de oportunidades e porque não agarrá-las a todas?!

Julho começou em Faro no PortugalGym e entretanto voltei ao Algarve para uma semaninha de férias, fui ao teatro ver A Perna Esquerda de Tchaykovsky. Cortei o cabelo mais curto do que o que veio a ser hábito, fui à praia com os amigos deixei que as ondas me enrolassem e que o sal cobrisse o meu corpo. Foi um mês de bebidas frescas, de saladas, de Game of Thrones, de sushi, de fazer e desfazer malas. Foi um mês de construir e empreender, ansiar e preparar. Este mês os meus pais celebraram 25 anos de casados, despedi-me da Joana e fui concretizar um sonho - é por isso que isto está a ser publicado tão cedo.

Foi um mês de alinhar em planos, de curtir o Sol e as ondas e de dormir até muito tarde. Foi o convívio e os mergulhos, a cheiro a protector e os passeios nocturnos. Senti-me calma e plena sem ansiedades nem pressões escolares, Julho foi muito rico e espero que Agosto rebente com a escala. Vai ser lindo e vai ficar para a história. Em Agosto sejam incríveis e mostrem bem o que valem!


MY FAV SUMMER ACESSORIES

Por norma e durante o resto do ano eu simplifico muito nos acessórios que uso no dia-a-dia, não só porque é mais prático usar poucas coisas como não complicam no quotidiano de correria e stress. No resto do ano limito-me aos colares e aos brincos que são fáceis de tirar, passam despercebidos e não atrapalham mas quando chegam os meses mais quentes a história é diferente. Para mim é a altura ideal para arriscar e para explorar o campo dos acessórios. Hoje venho mostrar-vos os meus predilectos tanto de colares, como de brincos e passando pela área dos óculos de sol e das fitas do cabelo



Acerca das fitas de cabelo, tenho usado e abusado este verão! Adoro como me ficam com cabelo mais curto, afastam o cabelo da fronha, dão logo um up ao visual e é super prático e simples de usar. Este eu comprei na Pull&Bear e podem encontrá-lo aqui. Já procurava um azul e agora ando à caça de um vermelho giro que acho que contrasta mesmo bem com o meu tom de pele!


O giro destas fitas/lenços é que são facílimos de fazer! Este branco com uns detalhes a azul, preto e vermelho é na verdade um pedaço de tecido que apanhei aqui em casa, dei aquele twist para ficar com o nó no cimo e prendi na nuca com uns nós. Com qualquer tecido que tenha cumprimento suficiente dá para improvisar uma coisa gira !


Colares são aqueles acessórios que costumo usar todos os dias! O primeiro veio de Santiago de Compostela  e foi o meu pai que me trouxe após eu ter perdido aquele que eu trouxe de lá que tinha sido feito e pintado à mão, estimava-o muito mas desapareceu por completo. Adoro conchas e a sua simbologia e o facto de o cordão ser preto e ajustável e a concha ser prateada é muito versátil e penso que este é o meu colar deste verão, sem dúvida!

Outro acessório de verão que tenho adorado mas que não tenho usado tanto, pois a concha ocupa sempre o meu pescoço é aquele com uma cruz e umas contas azuis e douradas, apanhei-o numa feirinha local e comprei-o a uma senhora que os fazia à mão. Muito delicado e nada de espampanante,ocupa o meu pescoço este verão quando a concha tira férias, adoro-o!


Pode não parecer mas a minha cara é muito estreita e é um terror para encontrar óculos de sol que me fiquem realmente bem. Este verão arrisquei nos parecidos aos Round Metal Classic da Rayban e até que gostei e têm sido os meus partners in crime desta estação, nunca pensei usar uns óculos de sol assim, sou-vos sincera mas tenho adorado!

Por último mas não menos importante, os típicos brincos pérola, um clássico. Adoro como contrastam com o bronze e acho-as tão bonitas! Concluindo o meu pack acessórios deste verão é sem dúvida uma fita na cabeça, um dos meus colares - o da concha preferencialmente, os meus óculos e as pérolas - que já se tornaram imagem de marca - e um sorriso estampado no rosto que não há melhor altura do ano para o envergar que no verão!

EVENTS | A Perna Esquerda de Tchaikovsky

Uma bailarina e um afinador de pianos em palco. Chega. A Perna Esquerda de Tchaikovsky é muito mais do que uma simples peça de teatro, é também um espectáculo de dança e em simultâneo um concerto musical. E assim antes de mais nada foi incrível, genial e brilhante e eu voltava a pagar para voltar a ver.

O espectáculo começa ainda antes das luzes se apagarem, Barbora, uma bailarina francesa que saiu do activo e que interpreta na integra a bailarina está a aquecer em palco e Mário Laginha que é um incrível pianista encontra-se a afinar já o piano já que esse é o seu papel. A Perna Esquerda de Tchaikovsky é como um espelho de toda a carreira de Barbora, são as memórias do corpo da mesma, e ela fala-nos a peça toda - sim, é um hora e meia de monólogo - do quanto gosta de pisar os palcos antes dos espectáculos, de tudo o que fez para fazer do seu corpo "que não foi feito para dançar" dançar efectivamente, aliás ela descreve como era incapaz de resistir à música e como se obrigou a aprender a dançar. Fala de como dialoga e de como se relaciona com cada parte do seu corpo, conta como cada dor tem uma data de estreia, uma música e um lugar sempre com o seu sotaque francês! Invoca todos os problemas de saúde que o ballet lhe trouxe e sinceramente o que mais gostei foi o facto de ela contar isto enquanto se mexe em palco somente com uma sapatilha de ponta calçada. Todo o espectáculo é feito assim, para representar a perna boa - a da ponta - e a perna estragada - graças a Tchaikovsky e a Lago dos Cisnes - e também para representar a dupla pessoa que é, dentro e fora do palco e as pessoas diferentes que o corpo dela e a sua alma são. Isto tudo com acompanhamento musical de Mário Laginha ao vivo que de forma fenomenal faz magia com as teclas e encontra sempre o tom certo enquanto a bailarina fala.

Barbora Hruskova para além disto personifica o espelho, fala com imensa paixão de como foi dançar pela primeira vez para a sua avó com um dedo partido, interage com o humilde afinador de pianos que se mantém mudo a peça inteira, integra no seu discurso o quão imperfeita era e ainda assim era escolhida. Fala-nos das saudades que tem de correr na rua e do que foi fazer Lago dos Cisnes e de cada passo que compõe esta obra prima.

Não é uma peça de ficar a chorar nem a chorar a rir, dá para rir um bocadinho mas é uma peça tão genuína e verdadeira, ainda por cima contada pela própria. É tocante e deixa-nos com aquela sensação debaixo das costelas, sabem? De que temos a mente muito mais aberta e sei lá é indescritível! Acho que nunca estive numa sala de teatro tão silenciosa e atenta às palavras da bailarina o que valeu uma ovação de pé sem fim. Saí de lá inspirada e com umas saudades do caraças dos meus tempos de sapatilhas ballet e dos exercícios na barra. Eu fui pela dança, o meu irmão pela música e ambos nos apaixonamos pelo contrário. Foi soberbo e genial. A Perna Esquerda de Tchaikovsky vale totalmente a pena. 

E despeço com a frase mais bonita que Barbora proferiu: "Dançar dói, mas dói mais quando estou parada."


PERSONAL | Cabelo: Uma Questão de Comprimento

Se a Leonor de há três anos me visse agora começava aos berros. Naquela altura eu e o meu cabelo pelo meio das costas jamais imaginaríamos o que me ia passar pela telha. Um dia apeteceu-me e cortei muito mais do que cortava habitualmente e tornei isso um hábito. Adeus às pontas espigadas e pontas secas e olá ao cabelo fresquinho e renovado.

Penso que nesta vida não nos devemos apegar a nada, seja a pessoas, a situações ou até a estilos ou penteados, nós mudamos e o nosso crescimento tem que se reflectir no largar daquilo que já não faz sentido. Cortar muito o cabelo foi algo de desprender-me daquilo que me tornou tão dependente. Penso que tinha um complexo com cabelos e por alguma razão para mim cabelos bonitos eram gigantes, quão enganada estava... Chorei sobre cabelo derramado e só pedia que inventassem uma cola qualquer mas o que está feito não tem retorno. Larguei-me da rotina do cabelo pesado e sempre na cara em todo o lado, das horas  pentear, secar e lavar e ainda das pontas nojenta porque me recusava a cortar mais que uma vez por ano com a desculpa que precisava de cabelo para fazer os coques da ginástica - querida Leonor do passado, laca, gel e ganchos fazem magia! Corto o cabelo de três em três meses, por vezes nem preciso de o pentear e seca num instante e deixou de ser uma carga de trabalhos.

No fundo o meu cabelo enorme era um escudo protector no qual me escondia de uma forma peculiar e um golpe de tesoura, parecendo ou não, foi o libertar destas amarras que me prendiam, bendito o dia em que me levantei cheia de coragem. Esse dia no cabeleireiro foi um dia de viragem e não pretendo voltar a ter aquele tamanhão de cabelo. Segunda feira, cortei outra vez mais que o aquilo que se tornou habitual, em vez de pelo cimo do peito foi pelo o ombro e estou a amar e sentir-me muito! É um salto de fé compreensível e parecendo ou não foi das coisas mais incríveis que já fiz por mim!


June'17

Junho para mim será sempre Junho. O mês mais colorido e feliz, mais dinâmico e por enquanto o mais descontraído. Junho é sempre o meu mês favorito e não foi excepção em 2017.

Junho de disponibilidade e de entrega, de serviço e de sacrifício. Junho trouxe-me as conversas mais profundas, as opiniões mais sinceras e verdadeiras, as aventuras mais genuínas e memórias para recordar. Foi em Junho que conclui o 10º ano do Ensino Secundário num curso que é exactamente a minha cena com uma média incrível e notas espectaculares - cof cof aquele 19 na pauta - e não podia estar mais feliz devido ao meu foco, dedicação e  motivação constantes. Consegui ter uma média acima daquilo que queria a principio e estou radiante por ter dado tudo o que tinha e por me ter sabido organizar a mim, à minha vida e a tudo o resto. Foi um mês marcado pelos últimos esforços e pelos últimos dias de aulas e consequentemente os primeiros das tão merecidas férias

Em Junho foi mês de choradeira, de despedidas e de abraços apertados. Despedi-me de uma pessoa que me transmitiu imensos valores e que vou ter sempre como referência, abracei e chorei muitas vezes com a Joana já que falta um mês para ela se ir embora - falamos disto noutra altura. Conclui que as pessoas nos mudam mesmo e que ninguém entra na nossa vida por acaso. Tal como lhe disse, posso ter mudado de agrupamento mas levo os seus valores comigo, obrigada Chefe.

No sexto mês do ano celebrei o terceiro aniversário do Dancing Shoes, os vinte e um do  meu irmão, os dezasseis da Madeira e os meus dezasseis anos que foram celebrados com quem fazia sentido e que foi uma noite de chorar de tanto rir, voltava a este dia sem hesitar, foi tudo tão bonito!

Tirei o aparelho após cinco anos de tratamento - viva ao brinde com coca-cola! - fui em retiro e quebrei as regras e fui ver o nascer do Sol no portinho da Arrábida. A natureza tem das coisas mais belas e inexplicáveis como as cores de um dia a florir. Fui crismada e convidada a ser madrinha de crisma por uma grande amiga minha. Em Junho o meu pai partiu outra vez para Santiago quase dois anos depois da operação e trouxe-me sem eu pedir um colar com uma concha porque viu que fiquei mil triste ao perder o meu que trouxe de lá em 2014, estes gestos são do mais belo que há!

Este mês senti-me verdadeiramente bem acolhida na minha equipa, juntei-me ao acapolla e estamos a fazer contagem decrescente para o acampamento nacional! Em Junho fui feliz de lenço ao pescoço e posso dizer que vi dos céus estrelados mais belos da minha vida inteira enquanto cantávamos que nem uns perdidos no meio do nada, é para isto que eu vivo e é isto que me faz sair do sofá. Foram as habituais bolhas nos pés, as corridas nas silvas, o cansaço acumulado e o sorriso permanente, aqui sou feliz!

Foi o último mês de saraus, onde demos tudo e arrasamos em muitos deles. Fiz flicks e mortais com ajuda, participei no meu quarto PortugalGym em Faro e foi lindo! Assisti à batalha dos campeões e à gala e houve tempo para dar mergulhos na piscina! Neste mês que marca o meio do ano fui à festa da casa da cerca, terminei o meu segundo bullet jounal, fui passear a Lisboa com os meus amigos, recorri às bebidas fresquinhas e às saladas para tornarem mais suportáveis os dias infernais. Junho foi acompanhar Pedrogão, foi sofrer apesar da distância e sentir a união e fraternidade neste nosso recanto à beira mar plantado. Foi a despedida da casa da Joana, os jogos de Portugal, os balanços na rede, as conversas debaixo das estrelas, as danças improvisadas, as poucas horas de sono e muito muito mais-

Junho durou imenso, foram dias longos de sol e boa disposição, de notícias calorosas na grande maioria das vezes, de confiança e de abraços, muitos abraços. Junho foi confortável e descontraído, feliz e solarengo e não podia pedir um mês tão meu e tão bom, tão incrível e distinto. Só pedia que este ano fosse todo como Junho! Obrigada Junho!

"É pioneiro ser e por isso vou cantar
Este lenço que me enche
 que me impele a caminhar
Que espelha o azul do céu
E tem o azul do mar
Agora não é só meu
Pelo mundo vou espalhar!"


WWW | Três Youtubers Que Me Inspiram

Adoro o mundo do youtube e a forma como um vídeo pode gerar tantas opiniões e partilhas distintas. Apesar de tudo, o youtube tem vindo a viver dos likes, do conteúdo forçado e nada enriquecedor, dos patrocínios e de milhões e mais milhões. Há quem consiga ir contra esta corrente e hoje venho-vos falar de três canais de youtube, um de uma rapariga búlgara, outro de uma moçambicana residente em Portugal e de uma portuguesa que adoro de coração, que me inspiram profundamente e que fazem o meu coração bater mais depressa cada vez que aparece uma notificação de vídeo novo. Elas fazem o youtube valer a pena e apresentam sempre conteúdo criativo, de qualidade e necessário e para além do à vontade em câmara que invejo, têm editing skills incríveis!


RAYA WAS HERE || Eu descobri a Raya através do namorado que já seguia e que faz vídeos do mesmo género no seu canal Fun For Louis. Este é um canal nomeadamente de vídeos de viagem. É uma rapariga de audácia e aventura e sinto que tem uma aura tão bonita e uma energia tão positiva! Juro, a secção dos comentários nos vídeos dela reflectem a pessoa que é as vibrações que emite. Como já referi é um canal sobretudo acerca de viagens pois é o que Raya faz em full time mas fala de muitas mais coisas como conversas mais sérias, dicas não só em viagens como no mundo do youtube na vida em geral e um bocadinho de moda e beleza. Tal como ela refere, procura magia, espalha amor e percorre os quatro cantos do mundo. Na minha opinião nada mais é necessário. A Raya é puro amor e assisto os seus vídeos sempre que posso, que poço de inspiração e de boas energias!

            


JOANA MOREIRA || A Joana veio mudar a minha visão face aos vlogs. É uma youtuber que neste momento baseia imenso o seu canal em vlogs diários e que é proveniente de Moçambique mas vive cá há vários anos. Os vlogs da Joana têm realmente conteúdo e são interessantes e nada aborrecidos. Ela para além de se focar em maquilhagem, cabelo e moda, fala mesmo muito sobre alimentação - não só do tipo de alimentação ideal para o corpo dela mas também experimenta e opina acerca de imensos restaurantes - e tem rubricas como o Real Talk onde expõe as suas opiniões de forma muito clara e concisa e a Real People onde entrevista pessoas que a inspiram de alguma forma. Acho-a mesmo muito culta, informada e inteligente e isso verifica-se nos vídeos que faz. São os vlogs diários - sem ser de viagens - que sigo fielmente e aproveito para referir também que gosto mesmo muito dos vlogs de viagem dela. É um canal muito variado mas muito rico e que acredito que ainda tem muito para dar!

            


MARIANA GOMES || Last but not least provavelmente a minha youtuber favorita - desde Janeiro - é esta rapariga de dezoito anos que acabou de terminar o secundário e que tem as aventuras mais giras! Sinto que gosto imenso do conteúdo que traz porque penso que somos muito parecidas. Em termos de estilo, de gostos, de pensamentos e ideias! É uma das minhas maiores inspirações não só na vida como aqui também no blogue. É um baú de criatividade e de ideias geniais e fala sobre tudo e mais alguma coisa. São desafios, viagens - oh my god! Os vlogs de viagens dela!! - vlogs semanais, reacções, moda e beleza, arte, temas mais sérios e importantes..! Tanta coisa! Noto cada vez mais uma evolução nela, no seu conteúdo e edição e por mais que tenha para progredir eu acho o conteúdo dela incrível. Para mim a Mariana Gomes é uma rapariga que não tem medo de ser quem é e imensamente autêntica. Acompanho o crescimento dela e do seu canal há quase um ano e pretendo continuar a fazê-lo, a sério, ver que publicou um vídeo novo é incrível e como conheço a consistência do conteúdo sei que não me desilude.

             

Haverá algo melhor do que uma viagem na agenda? Este verão o destino é Itália! 

EVENTS | 16º Aniversário

Contrariamente aos outros anos, este ano não celebrei o eu aniversário à grande. Depois de no ano passado ter tido uma mega surpresa na Festa Nacional da Ginástica e de só ter pedido um bolinho com as minhas pessoas mais próximas, este ano quis ter a minha malta e num dia separado os familiares e amigos mais velhos. Não quis algo de muito exuberante, só o pessoal cá em casa a jantar e a descontrair. Esta é a minha zona de conforto e não me faz sentido ir jantar fora ou incluir bares e extras deste género no meu aniversário. Nada tem a haver comigo.

Por ser em minha casa podemos estar à vontade, ficar as horas que quisermos e descontrair e rir, rir muito sem dúvida! Eu adorei e convidei somente quem eu queria e não alguns só para ser simpática e não fez sentido de outra forma. Tínhamos a melhor comida do mundo - preparada pela minha mãe -  e foi conversar a noite toda e claro, chorar a rir!

Não recebi muitas prendas mas sinceramente aquilo que precisava era os meus amigos presentes, nada lhes tira o lugar e foi exactamente a única coisa que pedi: tê-los comigo. Apesar de tudo o meu presente favorito foi um cartão com um texto não muito grande que foi pensado ao pormenor de uma ponta à outra e foi tão especial. Isto demonstra também que por vezes as prendas mais simples e não tão "materiais" são as melhores. Queria agradecer a todos os que deixaram mensagens cheias de bons desejos onde quer que as tenham feito, li todas e respondi com o coração a transbordar. Gostaria que os dezasseis fossem vividos com muita alegria e com muitos sorrisos mas sempre com juízo na cabeça. Por fim, obrigada a todos os que fizeram parte dos meus incríveis dezasseis, mesmo! E agora, rumo aos 17!


SCHOOL | Ensino Secundário: 1/3

Hoje terminaram as aulas do meu décimo ano e tal como já vi imensas publicações acerca dos vossos semestres universitários achei engraçado falar um pouco do curso em que estou, reflectir de como me correu este último ano lectivo e as aprendizagens e tudo aquilo que me trouxe. Adoraria que isto pudesse ajudar alunos que estão a terminar o básico a orientar-se mas suponho que ninguém que me lê seja mais novo que eu, não faz mal, fica para a posterioridade!

No ano passado optei pelo ensino regular e pelo curso de Línguas e Humanidades e não me arrependo. Foi uma decisão fácil pois as específicas e opcionais do curso convergiam com as minhas disciplinas favoritas e as saídas profissionais são as que mais me agradam. Para além das disciplinas transversais a todos os cursos - Filosofia, Inglês, Português e Educação Física -  e para além da específica - História A - escolhi como disciplinas bianuais e opcionais Macs e Geografia A. Agora que olho para trás gostava de ter continuado a aprender francês e há disciplinas de outros cursos que adorava ter como História da Cultura e das Artes, Economia A e apesar de não ter sido a minha praia no básico adorava voltar a ter Química e Biologia, sinceramente.

Este ano criei novos métodos de estudo e foram sem dúvida a chave para o meu sucesso escolar. Como já expliquei numa publicação que fiz em finais de 2016, o meu estudo consiste em resumir a matéria que dou no dia, ir juntando as folhas e quando chegar a altura do teste já ter tudo feito - evito stresses e atrasos - passar tudo a limpo para se entranhar no meu cérebro. Para colmatar falhas, faço exercícios, exames, testes antigos, tiro e resolvo dúvidas mas o maior segredo é mesmo ter gosto naquilo que estudamos, torna tudo mais fácil!

Começando por História, a melhor matéria é acerca do renascimento, organização citadina e rural  medieval e religiões protestantes. O resto faz-se bem. Não achei extremamente difícil mas é sempre mais fácil quando gostamos a sério e vou terminar o ano com um incrível dezanove na pauta do qual tanto me orgulho e tanto trabalho me deu! A seguir vem Geografia que é sinceramente a disciplina mais difícil que tenho. Depois de fazer os testes da minha professora os exames são peanuts - não estou nem a brincar - e é preciso esfolar-me a estudar mas até que consigo ter bons resultados.  Com empenho e esforço tudo se consegue! Os conteúdos mais interessantes para mim foram o mar, as energias renováveis e estados de tempo e clima! Acerca de Macs, é fácil, tem cálculos algo trabalhosos e métodos que dão muitas voltinhas mas no geral não é complicado e não envolve muito estudo. O que mais gostei de aprender foram métodos eleitorais e modelos financeiros. Inglês é o mesmo de sempre e este ano não estudei uma única vez e tive grandes notas já não posso dizer o mesmo de português que é  a minha nota mais baixa e para a qual tenho que trabalhar muito doravante. Educação física é mais do mesmo e filosofia surpreendeu-me ... pela positiva! Sempre ouvi toda a gente a dizer que detestava a disciplina e eu matei a disciplina logo no inicio sem ter tido um real contacto com a mesma, coisa que felizmente se foi atenuando. Sinto que tenho um pensamento mais livre e que não faz mal dizer realmente aquilo que penso de tudo se tiver argumentos e justificações plausíveis para tal. As minhas crenças, ideias e ideias não são parvas mas sim discutíveis, só isso. As nossas aulas foram muito à base de debates - que adorei - e as melhores matérias foram a ética e a arte! Não se deixem enganar, dêem uma oportunidade! 

A minha média deste período é de 16, 7 e a média do ano inteiro fica-se pelo 16,3 o que é espectacular visto que no inicio do ano o meu objectivo era média pelo menos acima de catorze... surpresa! Com esta média entro - mais uma vez - no quadro de mérito escolar e tenho cerca de dois valores acima da média do curso que quero de momento!

Humanidades não é um curso difícil mas exige trabalho e muita capacidade de memorização e concentração mas também de percepção e interpretação. É preciso calma e muita organização. Este ano lectivo correu às mil maravilhas, dei o litro logo ao inicio, habituei-me bem ao secundário e o resto foi se fazendo. E este é o meu maior conselho: arrasem logo ao inicio e dêem continuidade a isso. Agora vou só aproveitar o meu tão desejado verão, o último da minha vida académica sem exames! 


PERSONAL | XVI

Há cinco anos e quatro dias atrás tinha eu dez anos mesmo à porta dos onze e o meu irmão fazia dezasseis anos naquela altura - hoje já vai nos vinte e um, vejam lá! Como miúda que era os dezasseis anos pareciam algo super distante mas tão apelativo. 

Parecia a idade em que tínhamos a vida feita e sabíamos exactamente quem somos e o que queremos e lembro-me de toda a mística dos filmes e das séries do Disney Channel onde fantasiavam em exagero o décimo sexto aniversario. Há cinco anos e quatro dias atrás, lembro-me claramente que perguntei ao meu irmão "Porque é que é tão incrível fazer dezasseis anos?" devido às dúvidas que toda esta propaganda às três mãos cheias mais um me faziam. Ao que ele me respondeu "Quando os fizeres verás!". 

Aqui estou, ainda não sei bem quem sou nem o que quero mas esta idade é deslumbrante e sim David, estou a ver o que estavas a falar. Não é mágico mas consigo perceber a bênção e a felicidade que esta idade em traz. Parabéns a mim, já são dezasseis!


EAT&DRINK | Amorino

Juro que não faço ideia porque raio  nunca escrevi sobre a geladaria Amorino, já lá fui tantas vezes e continua a ser o meu lugar de eleições para adquirir os mais deliciosos gelados artesanais de Lisboa! Aqui podem encontrá-los no Chiado e na Rua Augusta e para além dos gelados só experimentei os macarons que também são bons mas os gelados em si são a estrela e o espaço merecia este carimbo cinco gelados depois.

O menu não é muito vasto pois foca-se essencialmente nos gelados e na enorme variedade de sabores. Paga-se ao cone ou ao copo e depende do tamanho mas costuma ir dos três aos seis euros. Depois podem pedir os sabores que quiserem - inclusive podem pedir para experimentar sabores antes de os porem no cone ou no copo que eles deixam. Normalmente peço sempre o cone médio com três ou quatro sabores distintos e os meus eleitos são o de manga - que peço sempre sem excepção - o de maracujá, de côco, iogurte e speculoos e a minha mãe diz que o gelado de chocolate Amorino é o único gelado de chocolate do qual gosta mesmo. Os sabores são autênticos e a marca afirma fazer gelados com leite fresco, ovos bio, frutas seleccionadas e a não utilização de corantes. Os gelados de fruta sabem mesmo a fruta e derretem muito rapidamente o que significa que têm de ser rápidos a saborear esta maravilha dos deuses.

A imagem de marca são os gelado em forma de flor que é só um pontinho extra mas sinceramente o que mais me importa é o sabor rico que o gelado em si tem. Para além disso nas etiquetas dos  gelados na montra dizem aqueles que são vegan, dairy free, gluten free entre outros! Apesar das filas são sempre atenciosos e mesmo sendo caros volto lá sempre que posso e nunca fico desiludida!


DANCING SHOES | Três!

Foi neste preciso dia há três anos atrás que nasceu este pequeno rebento. Em 2014 eu tinha doze anos e a necessidade de criar um blogue só meu aumentava dia após dia e a um de Junho pensei porque não? Coisas bonitas precisam também de datas bonitas para começar e este dia foi o escolhido. Comecei a escrever porque na altura queria ser jornalista e sentia que precisava de melhorar a minha escrita. Hoje, em 2017 e à porta dos dezasseis anos, as vontades e os objectivos são completamente distintos mas a paixão por este mundo mantém-se.

Sempre escrevi aquilo que quis, sem influências monetárias ou de parcerias e sentia que era estranho uma miúda tão nova andar para aqui a lamuriar umas tantas coisas sem sentido. Hoje agradeço à pequena Leonor, que tão pouco sabia e tão pouco continua a saber. Não sou a miúda de 2012 e jamais faria sentido sê-lo. Mudei, cresci, amadureci e ainda tenho tanto para aprender! Aqui descobri que as coisas más passam e apercebi-me do poder das energias e sou muito mais segura de mim, das minhas escolhas, decisões e opiniões. Aprendi também que não sou lá grande coisa em design mas lá me safo e que devemos sempre tirar lições dos pontos mais baixos! Sempre quis partilhar as minhas opiniões e vivências e ter este baú cheio de uma pitada de tudo aquilo que sou, fui e futuramente serei é impagável.

Foram três anos deste porto seguro, fonte de inspiração e banco de positividade diária. Foram três anos de registos das viagens mais incríveis, dos momentos mais bonitos e dos sorrisos mais verdadeiros. Aqui registei a concretização de tantos sonhos, e ainda registo os sonhos e as ambições futuras. Estes três anos desenvolveram a paixão e a necessidade que palpita em mim de escrever e também a da fotografia e penso que foi através de muito daquilo que escrevi que descobri o que quero realmente fazer no futuro, quão incrível é isto?

São três as velas que sopramos (já estamos crescidos!) e queria agradecer do fundo do coração a vocês que mantém este espaço vivo e que fazem dele o que é, aliás se não houver partilha, para mim um blogue não faz muito sentido. Obrigada por me acolherem no vosso feed e por aturarem constantemente os meus desvaneios. Obrigada, por tudo, vocês são os maiores! Parabéns a nós!



May'17

Depois da algazarra e da novidade que foi o final de Abril - que foi tão cheio, completo e feliz! - veio o inicio de Maio com uma quebra por exaustão e desmotivação no nível máximo. Felizmente isto foi-se atenuando ao longo de Maio. Foram os testes, os trabalhos, os debates, a pressão..! E ainda não acabou mas estamos mesmo na recta final!

Foi a vitoria do Salvador no Festival da Canção, as músicas sentidas e as brincadeiras à volta da fogueira. Em Maio tirei finalmente - finalmente!!!! - o aparelho após cinco anos de tratamento e dedicaram-me a música mais bonita de sempre! Foi o poder do silêncio  e as duas semanas que estive sem por os pés no blogue. Foi uma pausa extensa mas extremamente necessário e agora pretendo voltar com a força toda!

Maio foi um mês que pareceu não ter fim assim como todas as tarefas que tive que executar e assim como os fins-de-semana a abarrotar com que este mês me presenteou. Se me seguem há algum tempo sabem que Junho é o meu mês favorito, pelos aniversários todos, pelas tão merecidas férias, pelos eventos gímnicos, os acampamentos e tudo de bom que o verão traz. Vai ser preenchido e exaustivo mas vai ser incrível! Em Junho, sejam excepcionais!

" O risco e a aventura são meus guias
Tenho o peito cheio de ousadias
Procuro o caminho para a felicidade
Quero transformar a Sociedade
Empreender, realizar, 
Ser diferente, sonhar
(...)
A vontade de aprender e de vencer,
É pioneiro ser!" ♥


BEAUTY | EOS Lip Balm

Cheguei tarde à festa? É que os EOS Lip Balm eram super tendência há uns anos! Posso ter chegado tarde mas continua a ser hora de celebrar! Na verdade, celebrei quando encontrei estes pequenos ovos em tons pastel tão bonitos e macios numa loja de aeroporto em Paris. Já os desejava há tanto e assim que os vi agarrei nos mais desejados - o de menta e o de morango - e fui para a caixa! Caso se estejam a perguntar, estes não existem em lojas físicas em território luso mas podem sempre encomendá-los ou encontrá-los noutros países!

Devido à forma ergonómica são fáceis de aplicar sem ter que aplicar manualmente - o que honestamente acho extremamente desigiénico - e duram imenso nos lábios! Hidratam em profundidade e curam rapidamente o cieiro com algumas passagens. Devido ao formato pequenino são facilmente tranportáveis e faço me sempre acompanhar por um! Os EOS são hidratantes labiais que não deixam uma camada gordurosa por cima dos lábios e este é um dos pontos chaves. O cabelo não cola e não ficam todos nojentinhos após aplicarmos um batom líquido matte, aliás são perfeitos para dar um boost de hidratação antes de aplicar este produto para além de não deixarem brilhos estranhos! Não têm cor mas têm cheiro e um sabor dos céus! Ambos são maravilhosos mas neste campo ganha o meu coração o de menta pois o seu cheira perdura contrariamente ao de morango! Dá mesmo aquela sensação fresquinha de uma pastilha elástico e o cheiro forte a mentol é maravilhoso!

Se voltaria a comprar? Somente o de menta, mas não o de morango,. Para o tamanho não são baratos - à volta dos seis euros - mas não me importo de pagar pela qualidade! Foram uma agradável surpresa e são mais do que uma modinha, cumprem o que prometem, isso garanto-vos! 


8 Traços Meus Que Adoro

Não sou a perfeição em pessoa e sinceramente não gostaria de o ser. Posso ser muitas coisa e acho que é bonito de referir algumas coisas que adoro na minha pessoa. Pode parecer selfish mas nós devemos ser as primeiras pessoas na nossa hierarquia. Devemos amar-nos profundamente e termos orgulho em nós. Isto não se ganha de um dia para o outro, o amor próprio trabalha-se todos os dias. Eu continuo a trabalhar em mim todos os santos dias e posso afirmar com  convicção que vale a pena. Tenho inúmeros defeitos mas porque não apreciar algumas das minhas qualidades ?

Grata, grata, grata, sempre! // Estou me sempre a repetir, mas algo que gosto genuinamente na pessoa que me tornei é que reconheço o trabalho e sacrifício dos outros e o quão incrível é estar onde estou. É impossível transfigurar em palavras aquilo que realmente sinto. É algo que vim a desenvolver no último ano e estou tão feliz  por ter atingido este estado de gratidão! Pelas pessoas que me rodeiam, pelas oportunidades que sou alvo, pela mente sã que tenho, por ter acesso à educação, por ter sempre comida na mesa e ajuda à distancia de uma chamada. Sou eternamente grata pelo sítio onde vivo, pela paz onde nasci e cresci, por todos os bens supérfluos dos quais posso tirar proveito. Grata pela facilidade que tenho de fazer aquilo que realmente gosto e realmente me faz feliz, por poder escrever aquilo que quero, ler, ouvir, fotografar, falar, ser quem eu quiser. Orgulho-me muito de ter atingido esta gratidão que palpita e que me corre nas veias. Tudo é mais bonito e menos intragável quando nos relembramos do quão privilegiados somos, lembrem-se disso!

Sou uma incrível gestora de tudo o que me diz respeito // Seja dinheiro, espaço, na grande maioria das vezes, tempo, actividades extra, horários, diria que tudo o que envolve um pouco de organização - desde que não seja física - eu sou um ás. É algo de que me orgulho muito, apesar de estar dentro de uma caótica onda de procrastinação de momento que parece não ter fim. Normalmente tenho o meu estudo sempre organizado, matéria em dia, trabalhos de casa e apresentações feitas e prontas a levar! É raro fazer de véspera, seja o que for! Sou uma poupadinha com o meu dinheiro e é por isso que consigo juntar tanto para investir naquilo que realmente vale a pena (sejam viagens, presentes ou até gadgets). É algo que gosto mesmo na minha pessoa é a minha capacidade pôr um travão e de controlar o meu consumismo. Economizo espaço nas minhas malas, nas folhas que escrevo, nos materiais que utilizo e de como os uso. Enfim, podia dar-vos mais mil e um exemplos do quão boa economizadora da vida em geral sou mas acho que vou ficar por aqui, tenho a certeza que vocês compreenderam a ideia!



sou muito desenrascada // Principalmente graças aos escuteiros, desenvolvi esta competência - e milhões de outras - tão incrível de me desenrascar com qualquer coisa em qualquer situação. A sério, eu sou o sentido literal do "quem não tem cão, caça com gato". Sobretudo em materiais. Eu arranjo forma, eu arranjo maneira de fazer..! Não interessa, sou uma engenhocas e arranjo sempre solução! As coisas partem-se, desencaixam, faltam, desaparecem..? Pessoal, eu consigo fazer qualquer coisa. Não tenho destreza mental para ser uma real solucionadora de conflitos e problemas, sinceramente sou lentinha de raciocínio, mas no material e no físico eu sou uma engenhocas e arranjo sempre uma segunda via de solução!


Gosto mesmo de mim // Mesmo quando custa, eu valorizo-me e celebro as minha vitórias com uma mega dança da felicidade. Gosto de cuidar de mim, de me sentir bem, de estar em paz comigo mesma. Esforço-me para meu proveito, trabalho e luto pelos meus objectivos pois é isso mesmo que devo à minha pessoa. Dizem-me muitas vezes que sou muito madura para a idade que tenho mas sinceramente penso que isso se deve a ter tido uma verdadeira crise de auto estima muito cedo e por isso aprendi a gostar de mim também muito cedo. Devo-me isto a mim, sempre.


Memória implacável // É dos meus traços que mais me orgulho! Tenho uma memória gigante capaz de decorar as coisas mais estapafúrdias, de me lembrar do mais exorbitante! Sou de memória fácil e esse é - mesmo - o meu principal segredo para o meu sucesso escolar: memorizo e depois compreendo e sei transpor bem as ideias. Dá um jeitaço e não é somente com ler, é com falar, com cheiros, sabores, sensações! Tenho uma memória muito intuitiva e clara. Consigo guardar muitas coisas bonitas que a maioria guarda no arquivo temporário e sinceramente não me é muito complicado eliminar as memórias tóxicas. É das coisas que mais me orgulho e que tenho mais medo de perder.


Tenho sede de serviço // algo que também foi plantado em mim pelos escuteiros é o quanto quero servir os outros. Estou a falar de voluntariado! Não há nada que queria tanto do que dar de mim aos outros. São incontáveis os projectos e as organizações com as quais quero estar envolvida nos próximos anos. É um dos ideais do caminheirismo e uma das coisas que tanto me faz querer ser caminheira. Quero mesmo ser voluntária nas mais diversas causas e contextos e desejo ardentemente experimentar de tudo um pouco, passando sempre uma mensagem positiva e de esperança. Tenho sede de serviço e fome de ajudar os outros. Como dizem e bem "se não vives para servir, não serves para viver".



Tenho curiosidade por tudo um pouco // Não me fecho na concha daquilo que mais gosto, eu quero saber de tudo, compreender de tudo, ver como funciona e o que faz. Não tapo os olhos daquilo que há para além das artes e da história! Gosto de saber de todos os temas um pouco, seja química, desporto ou cinema! Gosto de estar informada e de ter uma pitada de tudo na minha cultura geral, aliás acho que é mais fácil de estar a par do mundo assim. Busco muito conhecimento diversificado e o facto de explorar tanto outros cantos do saber comum que nada têm a haver com a minha área torna-se bastante atractivo e interessante!

Quando gosto, gosto a sério // não há cá meios termos! Seja de coisas ou de pessoa, não sei gostar a meio gás e para mim não faria sentido de outra forma.

EXCHANGE | Obrigada!

O intercâmbio de estudantes com a Hungria no qual tive a incrível oportunidade de participar e que decorreu  nos últimos meses terminou há quase duas semanas e só agora é que tive coragem de escrever aquilo que gosto de chamar não só de retrospectiva como de agradecimento. Consistiu em ir viver para uma família húngara durante uma semana e meses depois a minha parceira ser acolhida na minha família e foi genial. Já me tinha apaixonado pelo projecto quando há uns anos o meu irmão fez o mesmo programa para a Alemanha, precisamente com a minha idade, e ansiei durante muito tempo pela minha oportunidade.

Confesso que nos últimos anos sempre quis outro destino e decidi mudar para a Hungria no dia em que chegaram os papéis, foi repentino mas certeiro, como gosto de lhe chamar e hoje digo-vos que estou absolutamente zero arrependida! Inscrevi-me, escrevi uma carta de motivação onde apontei a minha paixão por outras culturas, por viagens e aquilo que o intercâmbio ia significar para mim. Fui escolhida por mérito próprio neste passo onde eliminaram metade do grupo e a gratidão foi tanta! Seguiram-se as reuniões onde no inicio quase ninguém falava, somente quem se conhecia. Eu era a única da minha turma e não havia ninguém que conhecesse mesmo bem somente algumas caras conhecidas dos corredores e nomes que se falam, todos os outros eram estranhos. Pensando bem, adorava voltar a este processo inicial, não nos apercebemos o quão mágico é quando lá estamos! Depois paguei a viagem com as poupanças que tinha feito durante o último ano e confesso que acho que a única coisa que os meus pais fizeram foi assinar os papéis para sair do país porque de resto fiz tudinho!

Assim que nos deram os nossos parceiros começamos a conversar até ao dia em que nos conhecemos. É assustador quando chegamos ao aeroporto e finalmente os podemos ver frente a frente! Criamos sempre imensas expectativas porque sabemos que as fotos nem sempre correspondem à realidade e conversar sem ecrãs à frente, sem emojis nem palhaçadas, só nós. É estranho mas é tão giro! Um dos meus objectivos com o intercâmbio era trabalhar no meu inglês. Sempre fui boa a escrever no entanto sempre encravei a falar e noto uma evolução imensa! Sou muito mais intuitiva e já não preciso de pensar em português e traduzir já sai tudo natural sem qualquer esforço e é pura magia! Habituamos-nos tanto a falar inglês que voltamos a casa e continuamos a utilizar expressões inglesas e até que sonhei nesta língua!

Lá divertimos-nos tanto, tenho tantas saudades de Budapeste, mas tantas tantas vocês não imaginam..! Sinto falta de ver os senhores a lançar sal nas estradas para derreter o gelo, da língua esquisita e do dinheiro que me dava dores de cabeça! Tenho imensas saudades dos transportes de minuto a minuto da comida que comia três garfadas e ficava cheia o dia todo! Saudades das viagens de autocarro e de avião, de nos perdermos e andarmos uma hora no aeroporto de Paris às cinco da tarde para ir almoçar ao McDonalds. Sinto falta do meu Chai Tea Latte que me aquecia a alma, a garganta e as mãos, do Danúbio congelado, de viver no centro da cidade. Tenho saudades de chorar imenso no museu do Holocausto agarrada precisamente às mesmas pessoas com que chorei quando os húngaros se foram embora. Tenho saudades do facto de estarmos todos doidos com as novas músicas do Ed - que são duas das músicas que simbolizam para nós esta viagem. Saudades de subir um dos maiores lances de escadas rolantes da Europa a correr em vez de esperarmos porque simplesmente podíamos e sinto falta das bebidas com mesmo muito gás. Foram as bolas de neve na cara, os passeios nocturnos, os divertimentos em Viena e as mil e uma peripécias que nos aconteceram. Foi incrível. Tenho saudades.

Cá tentei dar à minha parceira a melhor experiência de Portugal que ela poderia receber, foi a comida, a hospitalidade, a interacção com a nossa cultura, o solinho bom que se deu a conhecer, o mar aqui tão próximo..! Adorei tê-la cá apesar de ter sido extremamente cansativo mas foi tão bom! Fomos não só visitar a parte mais histórica e cultural da cidade mas também nos fomos divertir e fomos fazer surf. Visitamos não só Lisboa como Almada, a Costa, Sintra e Cascais e alguns chegaram a ir à Arrábida! Adorei o programa e adorei estar envolvida nisto!

O maior prémio no fim são as memórias e as fotografias que ficam, ela dizer-me que foi a melhor viagem que já fez e disse lhe que se ela quisesse a minha casa estava sempre aberta para a receber se ela quisesse voltar, ela fez o mesmo comigo e isto demonstra o quão bem nós ficamos uma com a outra e como nos ficamos a conhecer, Não ficámos amigas para a vida, aliás  conversas online e duas semanas juntas não dão para muito mas ela ficou marcada em mim e tive imensa sorte com a minha parceira - há quem não tenha a mesma sorte e tenha tido problemas, um dos factores que mais influenciam no intercâmbio são o vosso parceiro e eu fiquei excelente!. Vê-los partir foi extremamente doloroso principalmente ao saber que provavelmente nunca mais os veremos na vida. Dói.

Custa terminar este projecto que começou muito antes das viagens. Começou em Outubro e somente no fim de Abril é que terminou e encerro este bonito capítulo de coração cheio. Foi soberbo. Obrigada a todos os portugueses com os quais travei bonitas amizades - fomos um grupo bestial - especialmente à Telma que foi a melhor pessoa que o intercâmbio me trouxe, a todos os húngaros - especialmente à minha e a um fofinho que disse que eu era a portuguesa preferida dele por ser toda para a frentex - aos professores que nos acompanharam, aos meus pais por me apoiarem sempre e por me ajudarem com as tarefas e com a papelada, à minha família húngara por me ter acolhido tão bem e a todos vocês que acompanharam durante os últimos meses nesta aventura. Se poderem vão, a sério não desperdicem esta oportunidade! E visitem a Hungria que toda agente me pergunta se fica sequer na Europa ou onde é que raio é. Não é um país pelo qual surja um grande interesse, reconheço isso, mas merece uma visita. Nunca esquecerei Budapeste por lá ter passado uma das semanas mais incríveis da minha vida, a gratidão não cabe em mim!