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Objectivo para esta estação: umas jardineiras.

March'16

Março foram os testes, foram as novas experiências, foram as mil e uma fotografias. Março foi a notícia de uma viagem e foi também a enorme ausência por força maior por estas terras. No terceiro mês de 2016 fui repórter fotográfica durante cinco dias e nestes venci duas fotos do dia (a fotografia que ilustra esta publicação é a minha preferida das duas), fiz amizades de norte a sul do país. Dormi na totalidade seis noites numa tenda. Cantei muito. Recebi boas notas na pauta. Andei motivada. Vivi os momentos. Fiz um juramente de corpo e alma. Coloquei um lenço azul ao pescoço. Reflecti imenso. Fiz a festa. Passeei. Visitei dois museus. Saltei imenso. Dancei (demasiado) o hino do Go3. Vi o pôr do Sol na terrinha. Vi o nascer do Sol no Cabo Espichel. Participei na melhor tradição de Páscoa em Portugal (para mim, obviamente). Entrei em férias, mas ainda não parei um segundo. Dormi demais. Dormi de menos. Abdiquei de uma data de eventos por outros e neste momento estou com zero remorsos porque fiz as melhores opções. Março marcou e fez história. Março fez todo o trabalho, esforço, cansaço e tardes perdidas valerem a pena. Foram conquistas pessoais e vitórias em equipa e vários sonhos e objectivos concretizados.  Marcou mesmo a minha História de vida e a minha pessoa. Fui mesmo muito feliz em Março!


TRAVEL GUIDE: LISBOA | Museu Nacional do Teatro e da Dança

Visitei o Museu Nacional do Teatro e da Dança no mesmo dia que visitei o Museu Nacional do Traje.  Ao contrário do último nunca tinha visitado este museu antes. Facilmente se visitam no mesmo dia por estarem situados bem pertinho um do outro, estão ligados por um jardim giríssimo de passear que facilita o acesso. 

Este museu é bastante diverso e divertido de explorar. Diverso em que sentido? Podemos ver figurinos de peças teatrais e de bailados, o tipo de material utilizado, as adaptações, os acessórios, os estojos de maquilhagem, sapatilhas de bailarinas conceituadas, quadros bonitos, manuscritos de peças teatrais, material de escrita dos dramaturgos, maquetes de teatros lisboetas e instrumentos musicais.

Tinha muita curiosidade pelo museu e achei-o bastante interessante. Podemos contar com mais uma ponta de conhecimento e de pormenores giríssimos de coisas que se faziam antigamente dentro das salas de espectáculos. É um museu rico em história e em curiosidades. Sendo eu uma amante de teatro e uma amante incondicional de dança este museu satisfez-me não só pelo edifício bonito mas pela diversidade de peças em exposição.


Go3

Sem mais nada, o Go3 foi tótil baril nice. O acampamento a nível nacional foi duro e as bolhas, os arranhões as dores nos locais que nem suspeitava a existência o comprovam mas foi bom. Foi excelente. A organização foi incrível e foi possível haver poucos erros na logística no meio de mil e quinhentas pessoas (sem exageros). Os workshops foram interessantes e a malta que ficou connosco era super simpática. Para não falar dos momentos mais hilariantes de discussão de palavras e fonias diferentes entre o vocabulário do sul e do norte e ainda a real questão, quem tem sotaque? O pessoal de Lisboa ou o pessoal do Porto?

 Fiz amizades de norte a sul do país, literalmente, em cinco dias venci duas fotografias do dia, tirei fotos giríssimas, fiz "amigos de minuto" (pessoas que falam connosco dois minutos e nunca mais lhes pomos a vista em cima), as novas experiências, os sustos, os saltos, as cantorias, as guitarradas, toda a lama, o frio, a chuva, a trovoada, o granizo, um Sol esplendoroso (quatro estações em cinco dias?!), o convívio, as piadas, a festa, as pessoas sempre simpáticas, os momentos gravados para a história, as muitas recordações. Focando essencialmente a sustentabilidade do meio ambiente, fomos direccionados a uma série de actividade incomuns, oficinas interessantes (destaco um debate em que participei sobre os refugiados que foi brutal!) e ainda um espaço com muito potencial.

Guardo muitas e boas memórias destes dias e sobre mim havia um misto de querer ir para casa, não só por estar completamente exausta mas também sentir falta da minha cama, e de não querer já que estava a ser tão bom, tão divertido e tão cheio. Um acampamento que ficou na história e que valeu completamente todas as tardes perdidas, todo o trabalho e esforço que fizemos a partir do final de Novembro de 2015 e foi não só uma honra mas também um privilégio partilhar estes momentos com tantos outros jovens como nós que envergam um lenço azul ao peito.  

Das minhas fotografias preferidas


Amanhã embarco numa nova aventura que é uma oportunidade desafiante e única! Vê-mo-nos quarta-feira!

TRAVEL GUIDE: LISBOA | Museu do Traje

Estive no museu do Traje quando tinha dez anos e quatro anos depois tive a oportunidade de regressar num contexto diferente e já com outra cabeça. Consegui, já que falamos muito da moda nas aulas de História, compreender melhor as coisas, interligar épocas, explicar acontecimentos e o porquê de serem de determinada maneira. Foi enriquecedor, mais uma vez.

São nos mostradas peças de vestuário utilizadas pelos antepassados. Alguns acessórios giros, curiosidades engraçadas sobre as mais diversas modas, os instrumentos da dor (mais conhecidos como espartilhos), malas, sapatos, roupa de homem muito imponente e trabalhada e vestuário de criança. Há muito para ver e explorar e este museu que já tinha adorado da última vez, fiquei ainda mais fascinada por perceber ainda mais as coisas. Outro ponto muito importante a referir: o espaço. Foi reaproveitado o edifício de um pequeno palácio com salas deslumbrantes. Os tectos, as paredes, os azulejos, os pormenores, tudo é de babar! Visualizei a exposição permanente do traje em Portugal desde o século XVIII até à contemporaneidade e a colecção Anadia (que não é permanente) de 1750 a 1910. É uma viagem no tempo que nos leva a conhecer outras realidades, outras limitações e outras necessidades.

Juntar duas coisas que adoro, Moda e História, é fabuloso e fiquei deslumbrada com cada pormenor e cantinho do museu. Tem também um jardim giríssimo para passear e se vos calhar um guia que sente mesmo o que fala e que descreve com uma paixão e ternura os manequins ainda melhor. A visita que fiz foi informativa e esclarecedora e despertou-me para a evolução do traje e para as mudanças que ocorreram na sociedade. Merece, sem dúvida, a vossa visita .


Repórter Fotográfica por 5 dias?!

Desde que comecei a ter um blogue que o interesse pela fotografia começou a despoletar. Comecei a ter mais atenção aos detalhes, à perspectiva e aos locais a que vou. Sou conhecida no meu grupo de amigos por ter o "melhor Instagram" e sonho fotografar com diferentes câmaras em variadas circunstâncias. Eis que com a entrada no Go3 (para quem não sabe é um acampamento nacional - malta de todo o país mesmo, Açores, Minho, Algarve!- que dura cinco dias) e para o qual por colónias (um conjunto de várias equipas) precisavam de três repórteres. Lembraram-se de mim para ser a repórter fotográfica e todos os dias entregar cinco fotografias que retratem a vida na "colónia" e vão colocá-las nas redes sociais do evento. Como Maria da máquina ao pescoço que sou, aceitei o desafio. É uma enorme responsabilidade ter que congelar cinco dias de muita gente e fico muito nervosa ao saber que vou estar com o pessoal da vertente da comunicação (nos escuteiros não se brinca, malta! Somos cerca de 1500! dos quais devo fotografar cerca de 70). É algo que me enche de orgulho poder fazê-lo mas muito apreensiva estou. E se não corresponder às expectativas? E se não for boa o suficiente? Bem, vai ser uma aventura nova onde vou ser posta à prova e vou tentar dar o meu melhor. É isso mesmo, eu vou dar o que puder e vou, pelo menos, tentar. Juntar uma paixão em evolução e uma responsabilidade é mais uma etapa do crescimento. É ao mesmo tempo uma honra e um caminho desconhecido. Mal posso esperar!


Coisas Que Aprendi Enquanto Ginasta

O exercício é o melhor escape do mundo real
Eu aprendi com a ginástica assim como outros podem aprender com o futebol, a natação entre outros. É uma fuga à realidade e sabe tão bem fugir dos nossos problemas durante algumas horas. É o espaço feliz num dia tenebroso e o nosso cérebro fica de férias por momentos do stress, de todos os trabalhos, de todos os imprevistos e de tudo o que corre menos bem na nossa vida.

O medo é o maior inimigo
Quantas vezes não fiz ou errei por ter medo (porque os aparelhos magoam mesmo!)?? Foram mais que muitas e depois de errar o "agora ou nunca" foi inevitável. Tentar e dar o meu melhor. Com a prática as coisas vão lá. Eu tinha imenso medo de lançar um aparelho fazer uma cambalhota e apanhar e no entanto já o faço com uma perna às costas. O medo é o nosso maior inimigo não só nos desportos que praticamos mas na vida real. A ginástica ensinou-me a enfrentá-los e a "saltar de cabeça".

O local onde me sinto mais confiante neste mundo é em praticável
Sou muito insegura por natureza mas o local onde me poderia sentir com mais medo, mais aflita, mais nervosa e não o sou é em cima de praticável (para quem não sabe é uma espécie de carpete muito grande onde se pratica ginástica). Razões absolutamente desconhecidas mas a cabeça erguida, a precisão nos movimentos, o olhar fixo nas pessoas e a força de querer fazer um exercício limpinho ajudam um pouquinho.

Tu tens consegues fazer o que quiseres
Basta meter na cabeça que consigo. Sou capaz de tudo, só não o sou se nem sequer tentar. Se eu quero eu arranjo maneira de conseguir. Mais nada.

Por vezes o grupo fica mais pobre e é normal
A malta vai para a faculdade, fica com lesões graves, tem problemas económicos, mudam de país e por vezes o pessoal da "velha guarda" é escasso e isto é normal. Os grupos vão se renovando e vão chegando meninas novas com outras experiências e que trazem outro dinamismo à classe. Temos que aceitar as mudanças como algo positivo e não como algo destrutivo. Sinto muito a falta de inúmeras pessoas mas ter novas amizades também é bom. Encarar as coisas pelo lado positivo não custa!

Por vezes corre mal e não faz mal
Vão haver mais vezes para acertar em cheio em lançamentos e exercícios manhosos. Correu mal uma vez? Já passou agora é só melhorar. Não vale a a pena chorar sobre leite derramado, bola para a frente que o esquema não terminou e a música não parou. Continua a dar o teu melhor mesmo que pareça que tudo está a dar para o torto.

Organizar o meu tempo
Tenho vindo a organizar a  minha vida em prol de tudo o que tenho para fazer e acredito que quanto mais tempo ocupado tivermos mais organizados somos nas nossas tarefas e deveres. Ninguém me tira as horas dos treinos. Tenho que me organizar e não deixar tudo para a última. Já colegas da ginástica que estão no mesmo ano de escolaridade que eu me perguntaram como é que eu conseguia ir a todos os treinos e ter tempo para estudar e.t.c. Fácil, sei-me organizar. óbvio que isto depende de pessoa para pessoa.




Se tudo correr bem irei viajar para uma capital europeia no verão! Mal posso esperar!

Mulheres

Eu sonho com um mundo onde todas as mulheres têm direito à educação. Sonho com um mundo onde todas as mulheres têm direitos iguais aos dos homens. Sonho com um mundo onde todas as mulheres podem vestir o que quiserem e não são alvo de comentários desagradáveis. Eu sonho com um mundo onde todas as mulheres são tratadas com respeito. Eu sonho com um mundo onde o papel da mulher na sociedade não é ter filhos ou ficar na cozinha. Eu sonho com um mundo onde os salários sejam iguais para todos os géneros que ocupam o mesmo cargo. Sonho com um mundo onde é aceitável as mulheres serem solteiras, mães solteiras, homossexuais e.t.c. Eu sonho com um mundo onde a violência doméstica deixe de existir. Sonho com um mundo onde as mulheres não são humilhadas e discriminadas por o serem. Sonho com um mundo onde nenhuma mulher seja alvo das atrocidades que lemos nos jornais. Sonho com um mundo onde todas as mulheres sejam ouvidas e se façam ouvir. Feliz Dia das Mulheres.




05/03/2016

Há dias memoráveis na nossa História e ontem foi um desses dias. Há muito que tantos sentimentos não estavam juntos como o stress, a pressão, o nervosismo mas ao mesmo tempo a felicidade, a concretização e o orgulho. Como me sinto de momento? De coração a transbordar. Porquê? Porque tive a oportunidade de renovar uma promessa que fiz à frente de muita gente há quatro anos atrás mas desta vez com outra idade, outra maturidade e um outro olhar sobre a vida e as coisas. Voltei a comprometer-me a viver para servir os outros, a estar sempre disponível, a a desprender-me do que não é essencial entre tantas outras coisas (mesmo muitas coisas, estivemos cinco horas - sem qualquer exagero - a falar e a interiorizar o que íamos dizer e a pensar sobre o que nos íamos comprometer). Despedi-me para sempre do lenço que me acompanhou em aventuras memoráveis, em vitórias merecidas, nas maiores dificuldades, em histórias de chorar a rir e em momentos que já mais esquecerei com ele ao pescoço foi muito duro mas o peso da responsabilidade e da promessa que estão num lenço azul não tem nada a haver.  Provavelmente este rituais escutistas não vos dizem nada mas é para isto que nós vivemos, é para estes momentos. Isto ainda agora começou e sinto-me com um espírito novo, de cabeça limpa e sinto me pronta para qualquer coisa. Estou radiante, verdadeiramente feliz e a sentir-me extremamente concretizada. Foi algo com que sonhei desde miúda e poder vivê-lo foi indescritível.