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May'16

Gosto particularmente de Maio pelo cheirinho a reta final assim como pelas flores de mil e uma cores a desabrocharem. Apesar do tempo instável, houve projectos a sair do papel. Foi um mês de muitos planos, de mangas arregaçadas e de últimas avaliações. Foi a descontracção e as semanas a abarrotar de afazeres. Foi finalmente o mês em que pude ver o meu irmão em palco. Em Maio não me pouparam elogios, fui a sítios giros e tirei muitas fotografias. Foi o mês do jantar de turma e dos treinos intensivos. Caracterizo o quinto mês do ano (já?! Como assim?!) como um mês de sítios bonitos, de boa comida e de boas companhias. Dos saraus e das peças de roupa fora da minha zona de conforto. Dos reencontros, dos pequenos almoços tardios, dos almoços até à hora de jantar e de muita gratidão. O mês dos presentes inesperados e fora de horas e das recordações. 

Se me já a acompanham à uns tempos sabem que Junho é o mês preferido. Pelo meu aniversário, do meu irmão, do blogue e de uma amiga especial, pelo final das aulas, pelo início do verão, pelo PortugalGym, pelo acampamento. Isto mesmo tendo exames pelo meio. Pelos saraus e pelos dias solarengos. Mesmo que vá passar algum tempo de cara nos livros, Junho promete mas este também vai exigir muito esforço, dedicação e planeamento da minha parte, mal posso esperar!


"Isso é tão tu!"

All Star - Por serem super confortáveis, super clássicos e por conjugarem bem com tudo. Ando quase sempre com eles e são os meninos dos meus olhos. Para ser honesta, acho que têm o design mais bonito que qualquer outras sapatilhas e são ténis de guerra (como lhes chamo) aguentam tudo (ou quase).

Saias rodadas - Eu adoro andar de saia, se pudesse e tivesse mais até que andava todos os dias com elas. Tenho uma paixão especial por saias rodadas. Porque ficam mesmo bem no meu corpo, por serem giríssimas, estarem super in, não terem um aspecto antiquado e darem para todas as ocasiões. Conto com duas que amo de coração e dois vestidos com o mesmo tipo de saia que confesso que acho que me favorecem imenso.

As peças vintage - Amo "roubar" coisas antigas à minha mãe toda a gente fica espantada quando digo que os meus óculos de Sol são do século passado, assim como as calças que agora se chamam mom's jeans (literalmente!) e que mal posso esperar por a usar e ainda a mala incrível que tem mais de quarenta anos, que veio do continente africano e que tem sido excelentemente bem preservada e a minha companhia nas pequenas saídas. Ou então a sweater cinzenta parceira dos dias mais invernosos e que foi tricotada pela minha mãe à vinte anos e que me serve agora? Quem diria? O velho é o novo novo e isso é tão brutal!

Harry Potter - como assumida fã que sou não me podia faltar peças que gritam pela melhor saga de sempre por todo o lado. Os colares (que quase nunca dispenso), a sweat que me ofereceram no ano passado, o cachecol dos Gryffindor. Adoro!

Calças dobradas - Quase toda a gente tem o mesmo problema ao comprar calças: ficam bem num sítio e largar/apertadas/compridas/curtas noutro. Eu não sou excepção e costumo arregaçar as calças para que estas não fiquem com um aspecto estranho e e para parecer mesmo skinny. Faço-o sempre e acabou por se tornar a minha imagem de marca. Leonor sem calças dobradas não é Leonor com certeza!

Clássico -  Adoro o estilo clássico e por isso tento adaptá-lo à minha pessoa o mais possível. Pelos mocassins, as calças às riscas (que estou apaixonada e que as podem ver aqui), os tops rendados e flowy, os padrões florais, o corte de cabelo reto. Se eu não me resguardasse nas sweats confortáveis até que podia te rum estilo icónico, just kidding.


VIAGENS | Lisboa viva, viva Lisboa

Há uns anos eu jurava que Lisboa iria morrer. Montes de lojas a fechar, por vezes não se via ninguém nas ruas e eu cheguei a pensar que a nossa tão velha e querida Lisboa estivesse morta morrida matada prestes a ser enterrada.  Algumas das ruas mais conhecidas estavam às moscas. Mas de à uns tempos para cá Lisboa renasceu das cinzas. O turismo aumentou e isto favoreceu muito o nosso comércio. Cada vez há mais lojas de souvenirs, lojinhas à moda antiga e bem típicas, recantos com conceitos originais, comida artesanal, novas dinâmicas, novos sítios para visitar. Amo ver tuk-tuks às dezenas a passar de um lado para o outro cheinhos de pessoas à descoberta da capital. Fila para os pastéis de Belém ou para o elétrico. Adoro ver as pessoas a falarem em variadíssimos idiomas que até eu desconheço e passar por tours em línguas estrangeiras. Conheço quem deteste mas eu adoro o som das malas de viagem com rodinhas a subir a belíssima e tão nossa calçada portuguesa. Adoro ver pessoas de queixo caído com as nossas estátuas e monumentos e impressionadas pela nossa História. Lisboa reanimou e abriram novos espaços, e hoje a nossa capital é um ponto de interesse no mundo. Quando falo com estrangeiros adoro saber se estão a gostar, todos me responderam que sim e que tudo é muito bonito. Como não transbordar de orgulho? Gosto de ver Lisboa assim, jovem e cheia de vida, muito dinâmica e com pernas para andar. Assim sim.

Fotografia da minha autoria

TRAVEL GUIDE: LISBOA | Lisbon Story Centre

Não amei loucamente o Lisbon Story Centre mas também não desiludiu. Logo verão porquê. No meio da algazarra que havia no Terreiro do Paço por causa do Dia Paralímpico lá fomos - na nossa visita mensal a locais giros - ao Lisbon Story Centre. Facílimo de identificar não fossem os cartazes enormes! Fomos bem recebidos e eu paguei só três euros por ter menos de quinze anos.

 Foi nos dado um áudio guia que não precisávamos de clicar em números para ouvir algo sobre o que víamos, este era tipo GPS e mal chegasse a um local começava a dar. Eram muitos os sítios de paragem e achei os textos que diziam mesmo muito longos ao ponto de se tornar um pouco massador, confesso que achava que havia mais coisas interactivas e não só vídeos, caravelas, bonecos de cera - que confesso que me assustam um bocadinho - e outras tantas coisas como a imitação de uma passarola. A parte inicial não me cativou por não ser grande fã da História dos primeiros povos a habitar na península ibérica e em especial em Lisboa mas tornou-se cada vez mais interessantes a partir dos Descobrimentos e do terramoto de 1755 em que é exibido um filme giro em que se reconstituem os factos. A última parte foi talvez a minha preferidas, o Terreiro do Paço desde que existe até aos dias de hoje, sendo literalmente uma praça do comércio, cais de desembarque e... - o que mais me faz rir - um parque de estacionamento. É interessante mas acho que podia estar mais completo não fiquei muito entusiasmada ao ficar uns minutos a olhar para uma parede enquanto falavam nos auscultadores. Achei a ideia de os audio guias não terem que ser comandados por nós mesmo gira e deu imenso jeito no entanto não em vejo a visitar este espaço brevemente.


EAT&DRINK | Tartine

Depois de três das minhas bloggers preferidas (aka Carolina, Sara e Inês )  falarem do espaço e de publicarem fotografias de fazer água na boca eu tive que ansiar pela minha vez de pôr os pezinhos no Tartine. O dito cujo fica no Chiado e é fácil localizar, o espaço é amplo e giro com uma decoração que é um amor. É um sítio mesmo fofinho que faz mesmo querer sentar para tomar algo. Os empregados são rápidos, simpáticos e gentis e achei um piadão a todos vestirem camisas ao xadrez!

 E a comida? Tenho imeeenso para falar da comida! Primeiramente, as bebidas: eu pedi uma limonada e a minha companhia pediu um sumo do dia. A limonada na minha opinião estava bem ácida (tinha zero açúcar) mas não me custou nadinha pedir um pacotinho e aí ficou mais agradável. É compreensível que não ponham açúcar, antes a menos que a mais! Já o sumo do dia era sumo de goiaba e mais uns frutos tropicais, adorei, era óptimo, fresquinho e o sabor não era em lado nenhum artificial. Já nas comidas, eu pedi um pão de Deus que não comia aos anos e que era o meu favorito em criança com queijo e fiambre no interior (três fatias de cada, coisa pouca) e a minha companhia pediu um croissant folhado de queijo, adorei o croissant, amanteigado e folhado tal como eu gosto. Já na parte da padaria pedimos dois bolos para levar, um mil folhas que apesar de saboroso se veio tornar enjoativo, e um palmier recheado que mesmo sendo uma valente bomba estava maravilhoso.

O preço foi simpático para tudo o que comemos.  Foi bastante agradável apesar de estar cheio depois de uma grande caminhada por ruas lisboetas. Posso caracterizá-lo como o local onde podemos dizer que a melhor rede social é uma mesa com alguém à frente, estava toda a gente a rir e a conversar e poucos eram os que deslizavam os dedos nos ecrãs. Gostei muito e adoraria voltar para experimentar as tartes que vi passar já de prato à frente com um aspecto incrível! Recomendo!



Se não sabem o que oferecer no meu aniversário comecem a fazer uma vaquinha e ofereçam-me a Stardivarius TODA [em especial a incrível parte da decoração]!

BEAUTY | EyeLiner Master Precise da Maybelline

Para que conste, eu não utilizo maquilhagem no dia-a-dia, somente quando tenho apresentações de ginástica. Há um ou dois anos necessitei de comprar um eyeliner porque dá um aspecto muito mais bonito ao olhar e após esta longa experiência eu tomei a decisão de vos mostrar o eyeliner que anda de mãos dadas com o glitter que colocamos nas pálpebras.

Para além de ser relativamente barato e de se vender em qualquer supermercado, este drug store product  é uma caneta de delinear que desliza com facilidade. Como o nome indica é bem precisa e tem uma ponta muito fininha para resolver pequenos estragos. É bastante fácil de utilizar e desliza super suavemente sobre a pálpebra. É bem preto e apesar de por vezes escorregar a caneta das mãos é fácil de limpar e dura horas (muitas muitas mesmo e aguenta suor e muitas coisas do género após estar seco). Prefiro-o mil vezes aos lápis, aos eyeliners líquidos e aos em gel. Já experimentei também um da Benefit que esteve muito em alta e não gostei da textura. Basta praticar e primeiro estranha-se mas depois entranha-se e comparado com o outro eyeliner em caneta que tenho (da Mary Kay) que até foi mais caro, nem lhe chega aos calcanhares. o dito cujo é super aquoso e não fica com uma cor uniforme.

 Portanto, apesar de ter muito pouca prática e conhecimento no mundo da maquilhagem, sem dúvida que recomendo o Eye Liner Master Precise da Maybelline. É o meu companheiro para onde quer que vá actuar e nunca me desilude!


TRAVEL GUIDE: SESIMBRA | Praia do Ribeiro do Cavalo

Embora não esteja dia para passeios hoje trago-vos um local incrível que fica a quarenta e cinco minutos de Lisboa e que fez as minhas delícias no fim-de-semana prolongado de Abril. A Praia do Ribeiro do Cavalo fica em Sesimbra, Setúbal e é uma praia de difícil acesso. A sério, é mesmo complicado lá chegar mas as águas com cores lindérrimas, o som das ondas e a paisagem de montanha valem o esforço. O que quero dizer com difícil acesso? Há locais nos quais vais ter que descer sentado e para subir fazes uma pequenina escalada. Evitem levar chinelos calçados e objectos muito grande como guarda-sóis e geladeiras. Acreditem, vocês vão precisar das mãos para se apoiarem e não caírem. Vão de ténis de desporto ou botas de montanha e tragam os chinelos na mochila que vai bem apertada ao corpo. Depois de toda a precaução e de todo o caminho (que está mais ou menos sinalizado com pintas de spray, ou então façam como eu fiz, sigam quem conhece o local!). Após todo o esforço vale mesmo a pena local, é lindo, lindo, lindo e não é costume ter muita gente. Vale mesmo a pena. A minhas fotos não fazer mesmo jus às cores reais por isso deixo a sugestão de procurarem fotografias! Fica a dica para um dia mais alegre e no qual queiram um sítio bonito para descontrair e que desperte um pouco a vossa veia aventureira!



VIAGENS | Exchange.


Aos anos que sonho fazer intercâmbio com um estudante europeu, deste que tive um alemão em casa (há quase cinco anos atrás, como assim?) durante uma semana que ambiciono fazer o mesmo. Para o ano vou tentar e já só sonho com a semana numa cidade europeia a viver na casa de um estudante e também poder mostrar a nossa bela Lisboa a este. É um sonho que está muito perto e que é mesmo daqueles que são oportunidades que se agarram ou que se deixam ir. Cada vez me esforço mais para evoluir no inglês e cada vez mais os conhecidos que embarcam nestas aventuras de uma semana me dão mais vontade de o fazer pelas histórias incríveis e as memórias que recordam com um sorriso no rosto! Tenho os olhos postos em alguns sítios e mal posso esperar!

Estrear uma coreaografia

Sempre achei que a época de saraus (que vai mais ou menos de Abril a Junho) tem dois grandes pontos chave: A estreia e a última vez. A última vez porque como é óbvio é  a despedida de toda uma época. A estreia por ser a primeira vez com uma coreografia nova, com novos elementos tanto no esquema como no grupo. Por ser a primeira vez num praticável nestas ocasiões para algumas pessoas. Por ser a única vez que a treinadora desculpa falhas básicas. Pelo nervosismo normal. Pelas mãos de manteiga que não se agarram a nada. Pelos gritos da plateia. Pelas tuas pessoas tão queridas que convidaste para um momento tão importante (tenho só que marcar o momento incrível em que uma amiga do peito mesmo gritou o meu nome e me deu um boost enorme de motivação, obrigada a uma das imensas Joanas que tenho na minha vida!). Estrear uma coreografia é nem tudo sair bem mas é continuar de queixo nas alturas com atitude e tentar demonstrar a confiança que é quase inexistente entre exercícios complicados e muita pressão. Esta emoção toda dá uma pica enorme e apesar de não ter corrido cinco estrelas já que não somos as mais experientes na área nem perto disso e de termos falhado coisas simples fomos felicitadas e ouvimos muito que a coreografia estava lindíssima e que a minha classe já tinha outra entidade. Agora é melhorar, sobretudo, a expressão, a postura e o nervosismo que hão de existir muito mais oportunidades para demonstrar a nossa evolução. Estou satisfeita, não foi perfeitíssimo magnifico, mas foi bom!


April'16

Abril foi um mês repleto de memórias para guardar para sempre. Foi um mês de passeios e de aprendizagens. Um mês repleto de coisas boas para colar e registar no bullet journal. Foi a renovação de uma promessa e um mês de ver a minha geração de lenço azul ao pescoço que, para ser honesta, me deixa muito emocionada. Refiz um compromisso para a vida. Dancei e cantei muito e senti imensas saudades do Go3. Fiz treinos de cair para o lados. Dei tudo o que tinha e não tinha dentro do praticável. Estreei esquema com o meu grupo e abrimos finalmente a época de saraus. Fui à exposição Real Bodies aos Jogos da Primavera e à Praia do Ribeiro do Cavalo (ainda não foi desta que abri a época balnear). Trouxe a roupa mais fresquinha para fora do armário, andei de óculos de sol na cara e aproveitei mais os dias mais longos. Foi um mês de lama nas botas, de temperaturas e tempo bipolar. De gargalhadas infinitas e de regressar à rotina. De músicas sentidas abraçadas às pessoas que tanto gosto. Foi um mês de aniversários e de festa e um mês de vibes positivas. Nunca gostei muito de Abril, confesso mas 2016 veio mudar a história!