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July'17

Oh Julho! Foste tão carinhoso comigo e com os meus. Deixas te que o Sol me beijasse na pele, que a areia se agarrasse a mim e que a diversão e os sorrisos fossem genuínos e permanentes. Entrei mesmo em modo de férias mas felizmente não paro quieta e estou sempre a sair de casa para as mais variadas aventuras. Julho tem sido uma montanha-russa de afazeres e de oportunidades e porque não agarrá-las a todas?!

Julho começou em Faro no PortugalGym e entretanto voltei ao Algarve para uma semaninha de férias, fui ao teatro ver A Perna Esquerda de Tchaykovsky. Cortei o cabelo mais curto do que o que veio a ser hábito, fui à praia com os amigos deixei que as ondas me enrolassem e que o sal cobrisse o meu corpo. Foi um mês de bebidas frescas, de saladas, de Game of Thrones, de sushi, de fazer e desfazer malas. Foi um mês de construir e empreender, ansiar e preparar. Este mês os meus pais celebraram 25 anos de casados, despedi-me da Joana e fui concretizar um sonho - é por isso que isto está a ser publicado tão cedo.

Foi um mês de alinhar em planos, de curtir o Sol e as ondas e de dormir até muito tarde. Foi o convívio e os mergulhos, a cheiro a protector e os passeios nocturnos. Senti-me calma e plena sem ansiedades nem pressões escolares, Julho foi muito rico e espero que Agosto rebente com a escala. Vai ser lindo e vai ficar para a história. Em Agosto sejam incríveis e mostrem bem o que valem!


MY FAV SUMMER ACESSORIES

Por norma e durante o resto do ano eu simplifico muito nos acessórios que uso no dia-a-dia, não só porque é mais prático usar poucas coisas como não complicam no quotidiano de correria e stress. No resto do ano limito-me aos colares e aos brincos que são fáceis de tirar, passam despercebidos e não atrapalham mas quando chegam os meses mais quentes a história é diferente. Para mim é a altura ideal para arriscar e para explorar o campo dos acessórios. Hoje venho mostrar-vos os meus predilectos tanto de colares, como de brincos e passando pela área dos óculos de sol e das fitas do cabelo



Acerca das fitas de cabelo, tenho usado e abusado este verão! Adoro como me ficam com cabelo mais curto, afastam o cabelo da fronha, dão logo um up ao visual e é super prático e simples de usar. Este eu comprei na Pull&Bear e podem encontrá-lo aqui. Já procurava um azul e agora ando à caça de um vermelho giro que acho que contrasta mesmo bem com o meu tom de pele!


O giro destas fitas/lenços é que são facílimos de fazer! Este branco com uns detalhes a azul, preto e vermelho é na verdade um pedaço de tecido que apanhei aqui em casa, dei aquele twist para ficar com o nó no cimo e prendi na nuca com uns nós. Com qualquer tecido que tenha cumprimento suficiente dá para improvisar uma coisa gira !


Colares são aqueles acessórios que costumo usar todos os dias! O primeiro veio de Santiago de Compostela  e foi o meu pai que me trouxe após eu ter perdido aquele que eu trouxe de lá que tinha sido feito e pintado à mão, estimava-o muito mas desapareceu por completo. Adoro conchas e a sua simbologia e o facto de o cordão ser preto e ajustável e a concha ser prateada é muito versátil e penso que este é o meu colar deste verão, sem dúvida!

Outro acessório de verão que tenho adorado mas que não tenho usado tanto, pois a concha ocupa sempre o meu pescoço é aquele com uma cruz e umas contas azuis e douradas, apanhei-o numa feirinha local e comprei-o a uma senhora que os fazia à mão. Muito delicado e nada de espampanante,ocupa o meu pescoço este verão quando a concha tira férias, adoro-o!


Pode não parecer mas a minha cara é muito estreita e é um terror para encontrar óculos de sol que me fiquem realmente bem. Este verão arrisquei nos parecidos aos Round Metal Classic da Rayban e até que gostei e têm sido os meus partners in crime desta estação, nunca pensei usar uns óculos de sol assim, sou-vos sincera mas tenho adorado!

Por último mas não menos importante, os típicos brincos pérola, um clássico. Adoro como contrastam com o bronze e acho-as tão bonitas! Concluindo o meu pack acessórios deste verão é sem dúvida uma fita na cabeça, um dos meus colares - o da concha preferencialmente, os meus óculos e as pérolas - que já se tornaram imagem de marca - e um sorriso estampado no rosto que não há melhor altura do ano para o envergar que no verão!

EVENTS | A Perna Esquerda de Tchaikovsky

Uma bailarina e um afinador de pianos em palco. Chega. A Perna Esquerda de Tchaikovsky é muito mais do que uma simples peça de teatro, é também um espectáculo de dança e em simultâneo um concerto musical. E assim antes de mais nada foi incrível, genial e brilhante e eu voltava a pagar para voltar a ver.

O espectáculo começa ainda antes das luzes se apagarem, Barbora, uma bailarina francesa que saiu do activo e que interpreta na integra a bailarina está a aquecer em palco e Mário Laginha que é um incrível pianista encontra-se a afinar já o piano já que esse é o seu papel. A Perna Esquerda de Tchaikovsky é como um espelho de toda a carreira de Barbora, são as memórias do corpo da mesma, e ela fala-nos a peça toda - sim, é um hora e meia de monólogo - do quanto gosta de pisar os palcos antes dos espectáculos, de tudo o que fez para fazer do seu corpo "que não foi feito para dançar" dançar efectivamente, aliás ela descreve como era incapaz de resistir à música e como se obrigou a aprender a dançar. Fala de como dialoga e de como se relaciona com cada parte do seu corpo, conta como cada dor tem uma data de estreia, uma música e um lugar sempre com o seu sotaque francês! Invoca todos os problemas de saúde que o ballet lhe trouxe e sinceramente o que mais gostei foi o facto de ela contar isto enquanto se mexe em palco somente com uma sapatilha de ponta calçada. Todo o espectáculo é feito assim, para representar a perna boa - a da ponta - e a perna estragada - graças a Tchaikovsky e a Lago dos Cisnes - e também para representar a dupla pessoa que é, dentro e fora do palco e as pessoas diferentes que o corpo dela e a sua alma são. Isto tudo com acompanhamento musical de Mário Laginha ao vivo que de forma fenomenal faz magia com as teclas e encontra sempre o tom certo enquanto a bailarina fala.

Barbora Hruskova para além disto personifica o espelho, fala com imensa paixão de como foi dançar pela primeira vez para a sua avó com um dedo partido, interage com o humilde afinador de pianos que se mantém mudo a peça inteira, integra no seu discurso o quão imperfeita era e ainda assim era escolhida. Fala-nos das saudades que tem de correr na rua e do que foi fazer Lago dos Cisnes e de cada passo que compõe esta obra prima.

Não é uma peça de ficar a chorar nem a chorar a rir, dá para rir um bocadinho mas é uma peça tão genuína e verdadeira, ainda por cima contada pela própria. É tocante e deixa-nos com aquela sensação debaixo das costelas, sabem? De que temos a mente muito mais aberta e sei lá é indescritível! Acho que nunca estive numa sala de teatro tão silenciosa e atenta às palavras da bailarina o que valeu uma ovação de pé sem fim. Saí de lá inspirada e com umas saudades do caraças dos meus tempos de sapatilhas ballet e dos exercícios na barra. Eu fui pela dança, o meu irmão pela música e ambos nos apaixonamos pelo contrário. Foi soberbo e genial. A Perna Esquerda de Tchaikovsky vale totalmente a pena. 

E despeço com a frase mais bonita que Barbora proferiu: "Dançar dói, mas dói mais quando estou parada."


PERSONAL | Cabelo: Uma Questão de Comprimento

Se a Leonor de há três anos me visse agora começava aos berros. Naquela altura eu e o meu cabelo pelo meio das costas jamais imaginaríamos o que me ia passar pela telha. Um dia apeteceu-me e cortei muito mais do que cortava habitualmente e tornei isso um hábito. Adeus às pontas espigadas e pontas secas e olá ao cabelo fresquinho e renovado.

Penso que nesta vida não nos devemos apegar a nada, seja a pessoas, a situações ou até a estilos ou penteados, nós mudamos e o nosso crescimento tem que se reflectir no largar daquilo que já não faz sentido. Cortar muito o cabelo foi algo de desprender-me daquilo que me tornou tão dependente. Penso que tinha um complexo com cabelos e por alguma razão para mim cabelos bonitos eram gigantes, quão enganada estava... Chorei sobre cabelo derramado e só pedia que inventassem uma cola qualquer mas o que está feito não tem retorno. Larguei-me da rotina do cabelo pesado e sempre na cara em todo o lado, das horas  pentear, secar e lavar e ainda das pontas nojenta porque me recusava a cortar mais que uma vez por ano com a desculpa que precisava de cabelo para fazer os coques da ginástica - querida Leonor do passado, laca, gel e ganchos fazem magia! Corto o cabelo de três em três meses, por vezes nem preciso de o pentear e seca num instante e deixou de ser uma carga de trabalhos.

No fundo o meu cabelo enorme era um escudo protector no qual me escondia de uma forma peculiar e um golpe de tesoura, parecendo ou não, foi o libertar destas amarras que me prendiam, bendito o dia em que me levantei cheia de coragem. Esse dia no cabeleireiro foi um dia de viragem e não pretendo voltar a ter aquele tamanhão de cabelo. Segunda feira, cortei outra vez mais que o aquilo que se tornou habitual, em vez de pelo cimo do peito foi pelo o ombro e estou a amar e sentir-me muito! É um salto de fé compreensível e parecendo ou não foi das coisas mais incríveis que já fiz por mim!


June'17

Junho para mim será sempre Junho. O mês mais colorido e feliz, mais dinâmico e por enquanto o mais descontraído. Junho é sempre o meu mês favorito e não foi excepção em 2017.

Junho de disponibilidade e de entrega, de serviço e de sacrifício. Junho trouxe-me as conversas mais profundas, as opiniões mais sinceras e verdadeiras, as aventuras mais genuínas e memórias para recordar. Foi em Junho que conclui o 10º ano do Ensino Secundário num curso que é exactamente a minha cena com uma média incrível e notas espectaculares - cof cof aquele 19 na pauta - e não podia estar mais feliz devido ao meu foco, dedicação e  motivação constantes. Consegui ter uma média acima daquilo que queria a principio e estou radiante por ter dado tudo o que tinha e por me ter sabido organizar a mim, à minha vida e a tudo o resto. Foi um mês marcado pelos últimos esforços e pelos últimos dias de aulas e consequentemente os primeiros das tão merecidas férias

Em Junho foi mês de choradeira, de despedidas e de abraços apertados. Despedi-me de uma pessoa que me transmitiu imensos valores e que vou ter sempre como referência, abracei e chorei muitas vezes com a Joana já que falta um mês para ela se ir embora - falamos disto noutra altura. Conclui que as pessoas nos mudam mesmo e que ninguém entra na nossa vida por acaso. Tal como lhe disse, posso ter mudado de agrupamento mas levo os seus valores comigo, obrigada Chefe.

No sexto mês do ano celebrei o terceiro aniversário do Dancing Shoes, os vinte e um do  meu irmão, os dezasseis da Madeira e os meus dezasseis anos que foram celebrados com quem fazia sentido e que foi uma noite de chorar de tanto rir, voltava a este dia sem hesitar, foi tudo tão bonito!

Tirei o aparelho após cinco anos de tratamento - viva ao brinde com coca-cola! - fui em retiro e quebrei as regras e fui ver o nascer do Sol no portinho da Arrábida. A natureza tem das coisas mais belas e inexplicáveis como as cores de um dia a florir. Fui crismada e convidada a ser madrinha de crisma por uma grande amiga minha. Em Junho o meu pai partiu outra vez para Santiago quase dois anos depois da operação e trouxe-me sem eu pedir um colar com uma concha porque viu que fiquei mil triste ao perder o meu que trouxe de lá em 2014, estes gestos são do mais belo que há!

Este mês senti-me verdadeiramente bem acolhida na minha equipa, juntei-me ao acapolla e estamos a fazer contagem decrescente para o acampamento nacional! Em Junho fui feliz de lenço ao pescoço e posso dizer que vi dos céus estrelados mais belos da minha vida inteira enquanto cantávamos que nem uns perdidos no meio do nada, é para isto que eu vivo e é isto que me faz sair do sofá. Foram as habituais bolhas nos pés, as corridas nas silvas, o cansaço acumulado e o sorriso permanente, aqui sou feliz!

Foi o último mês de saraus, onde demos tudo e arrasamos em muitos deles. Fiz flicks e mortais com ajuda, participei no meu quarto PortugalGym em Faro e foi lindo! Assisti à batalha dos campeões e à gala e houve tempo para dar mergulhos na piscina! Neste mês que marca o meio do ano fui à festa da casa da cerca, terminei o meu segundo bullet jounal, fui passear a Lisboa com os meus amigos, recorri às bebidas fresquinhas e às saladas para tornarem mais suportáveis os dias infernais. Junho foi acompanhar Pedrogão, foi sofrer apesar da distância e sentir a união e fraternidade neste nosso recanto à beira mar plantado. Foi a despedida da casa da Joana, os jogos de Portugal, os balanços na rede, as conversas debaixo das estrelas, as danças improvisadas, as poucas horas de sono e muito muito mais-

Junho durou imenso, foram dias longos de sol e boa disposição, de notícias calorosas na grande maioria das vezes, de confiança e de abraços, muitos abraços. Junho foi confortável e descontraído, feliz e solarengo e não podia pedir um mês tão meu e tão bom, tão incrível e distinto. Só pedia que este ano fosse todo como Junho! Obrigada Junho!

"É pioneiro ser e por isso vou cantar
Este lenço que me enche
 que me impele a caminhar
Que espelha o azul do céu
E tem o azul do mar
Agora não é só meu
Pelo mundo vou espalhar!"