TRAVEL GUIDE: LONDRES | Coisas Básicas

Transportes
Apanhamos um voo da RyanAir até Stansted, bem de manhã para aproveitarmos ainda um dia na cidade. Achei a RyanAir uma companhia muito simpática e os voos (o de ida e o de volta) foram muito calmos e dentro do tempo estipulado. Do aeroporto para o centro de Londres (e vice versa) escolhemos ir de comboio. Demorámos apenas quarenta e cinco minutos e tivemos free wifi durante toda a viagem até à estação London Liverpool Street (que é também a última de três paragens). Já no centro de Londres optamos pelos Oyster Cards de cinco dias ilimitados apenas para a zona 1 e a zona 2 e esse cartão deu-nos aceso a todos os autocarros e metros que quiséssemos. Os autocarros são imensos e estão sempre a passar, são giros e um grande clássico de Londres. A vantagem dos autocarros é podermos ver a cidade de uma perspectiva diferente e a vantagem do metro (que na minha opinião é espectacular, adorei o metro!) é que se chega muito rapidamente aos sítios e o mapa do metro aparenta ser complicado, mas é bastante simples e está muito bem organizado! Ainda podem alugar uma bicicleta ou então dar apenas corda aos sapatos!


TRAVEL GUIDE: LONDRES | Primeiramente, Londres.

Londres é uma cidade incrível e tive cinco dias fascinantes para comprovar isso. É uma cidade diferente, multifacetada e cheia de gente gira. É um local onde etnias, raças, gostos e religiões se cruzam e é deslumbrante esta mistura. Londres tem dentro de si um mundo inteiro. Esta foi a minha primeira impressão. Foi a primeira vez que fiz uma viagem deste género e Londres foi estreia para todos os que me acompanharam e digo vos que não poderíamos ter escolhido melhor destino. Quero também trazer um bocadinho de Londres aqui para o blogue, para vos mostrar a cidade, para a reverem ou para ansiarem pela vossa vez. Decidi trazer a minha experiência londrina para aqui: primeiro, coisas básicas sobre Londres, seguidamente, pequenos Diários de Viagem, onde falo e mostro sobre os locais que visitei organizados por dias acompanhados devidamente com fotografias totalmente da minha autoria, de seguida algumas dicas para uma próxima viagem a Londres. Assim será nos próximos dias.

Fotografia da minha autoria

A Família Bélier

A Família Bélier fez furor em França e como adoro o sentido de humor francês (e adoro a língua e a música) não quis perder de todo este filme. Passemos então à história em si: Paula é a única da família que não é surda e é o elo de ligação entre os pais e o mundo lá fora. Esta adolescente tem uma vida absolutamente normal e um dia o seu professor de coro descobre que Paula canta bem e que esse é o seu enorme talento e incita-a a participar num concurso em Paris, mas isto implica deixar os Bélierssozinhos nas suas próprias mãos e Paula tem que decidir se quer continuar a ser o suporte da família ou se quer seguir o seu sonho.

Este filme é uma comédia dramática, com boa música francesa à mistura. Com direito a linguagem gestual e tradução das mesmas, com dramas adolescentes e músicas de lacrimejar. Muito muito bom, está excelente e é uma ideia muito simples estupidamente bem explorada. Este filme merece que eu ande a cantar Mes chers parents, je pars, Je vous aime mais je parsnas próximas semanas! Fez com que o meu pequeníssimo conhecimento de linguagem gestual ressuscitasse (e adorava aprender mais) e fiquei ainda mais encantada coma língua francesa que tanto me diz e que faz parte do meu ADN. Gostei.


10 coisas que qualquer ginasta já ouviu


 (de rítmica, atenção)

1 - "Isso não é tipo ballet?"
Não, não é ballet. A ginástica rítmica envolve movimentos ritmados e dançados, mas não é especificamente ballet. Utilizamos palavrões do ballet como retiré ou battemente e utilizamos as posições de braços e pernas , mas não, não é ballet. Dizer que ginástica rítmica é tipo ballet é como dizer que badminton é tipo ténis.

2 - "Podes fazer a espargata para eu ver?"
Porque, sim, obviamente, sem aquecimento ou equipamento necessário, vou-te demonstrar a minha flexibilidade de pernas no meio da rua.

3 - "Isso é fácil, até eu com uma perna ás costas fazia isso!"
Então pelo menos chega com o pé à cabeça que às costas nem eu consigo.

4 - "Mas tu não és anoréctica.."
Porque qualquer ginasta tem problemas de anorexia e não há nenhum caso de ginasta bem alimentada e bem exercitada nas quantidades certas, eu nem sequer sou uma delas. Estereótipos..

5 - "Fazes triplos saltos mortais encarpados?"
Não, não faço. Nunca na vida fiz um mortal. Este exercício nem sequer está envolvido no meu tipo de ginástica

6 - "Aquelas posições esquisitas magoam?"
Tu só estás a espetar a tua caixa torácica no chão, ou as tuas ancas, mas sem ser isso não magoam. Só se estiveres muito lesionada.

7 - "Então, se fazes ginástica, vais aquelas competições não é?"
Não é obrigatório ires a competições, eu não faço competição, somente representação que é basicamente representar o meu clube fora na minha modalidade. Além disso não tenho corpo, disponibilidade ou flexibilidade para isso.
8 - "Tu fazes aquelas coisas com as fitinhas e os arquinhos, não é? É divertido?"
É ainda mais divertido quando te caem na cabeça com força.
9 - "Aposto que és feita de borracha"
E as minhas pernas  de borracha também apagam aquilo que escreves.

10 - "Saltar trampolim é divertido!"
Eu não salto trampolim, fico-me pelos pés bem assentes na terra.

Tudo o que poderíamos ter sido tu e eu se não fossemos tu e eu.

Aquilo que me prendeu neste livro foi o titulo que me deixou confusa e a persistência que o meu irmão tinha em querer lê-lo. O título remeteu-me para uma história de amor e acertei, não de todo porque não é um típico romance piroso nem nada que se pareça. Nem sequer é uma história de amor namorado-namorada. Tem muito a haver com a família com a nossa outra vida, os nosso dons, a paixão, a morte e algo que me encantou no protagonista, o Marcos, foi que era uma pessoa extremamente pensativa que pensava sobre tudo e sobre nada, que era claro e que era intrigante, empolgante e de certa forma enfeitiçou-me. 

Num futuro próximo e numa cidade espanhola onde são poucos os que conservam o seu sono e que têm a sua dose de interrupção durante os vários dias, enquanto outros trabalham toda a noite e não têm o conforto de se refugiarem no Vale dos Lençóis e esquecerem o mundo real por uma horas é a sociedade onde Marcos vive e é aí que se passa a história. É nessa sociedade que encontra uma rapariga, a "Rapariga do Espanhol", que ama, e que amou noutra vida por terem uma cumplicidade e uma ligação abismal que um casal não tem, por muito apaixonados, amigos e tudo aquilo que sejam. Só não gostei muito de umas partes que pareciam ter sido retirados de um livro de ficção cientifica (já que não sou a maior fã desse género), mas o livro superou e muito as minhas expectativas. E as minhas partes favoritas foram as em que Marcos recordava a mãe e tudo o que aprendeu com ela, tudo o que lhe ensinou e tudo o que a senhora era e tudo o que esta significava. 

Deixou-me a pensar e devorei-o em três dias e custou - muito - a virar a ultima página. Tudo o que poderíamos ter sido tu e eu se não fossemos tu e eu para ler sempre que for possível. O Albert Espinosa e um pequeno géniozinho e criou uma obra fantástica que recomendo, hoje e aqui, a toda a gente pelo bom uso das palavras e pela banalidade.

FIG Lisbon World Cup - 4º Dia

No quarto dia de prova, um dia dedicado somente às finais e às entregas de prémios, presenciei cerca de quatro horas de competição, incluindo final de conjuntos (5 fitas e 6 maças, 2 arcos) e finais individuais (arco, bola, fita e maças). Encontrei por puro acaso uma colega minha da ginástica que estava junto à claque portuguesa, já que ela tinha sido do clube da rapariga portuguesa que actuava no dia e conhecia toda a gente dali e é super experiente nestes eventos.

 Começou com o individual de arco em que a nossa Rafaela Valente participou, na minha opinião não estava à altura de todas as outras e cometeu uma grande falha no final e ficou em último.  Adorei ver a Marina Durunda (Azerbaijão) e a Margarita Mamun (Rússia) que foram as minhas preferidas ao longo de toda a competição. Adorei igualmente o inicio da Maryia Mateva(Bulgária) foi muito marcante e arrisco-me a dizer que foi o melhor inicio de esquema que já alguma vez vi. Já em individuais de bola, a Neta Rivkin cometeu uma grande falha e foi penalizada duplamente e o melhor fato do dia foi apresentado nesta mesma categoria e pertenceu à Margarita Mamun. Nos conjuntos de 6 maças e 2 arcos, adorei a escolha musical da Bulgária (era um remix da música principal do Rei Leão) e adorei os movimentos peculiares e pouco usuais da mesma selecção, conjugada com uma boa sincronia. As italianas entraram em grande ao som da sua claque que era tão ou maior que a espanhola e a portuguesa, gostei igualmente do uso de música espanhola pelas espanholas e da música francesa pelas francesas. E as japoneses fazem expressões faciais hilariantes. Em individual de maças a Katsiaryna Halkina foi fantástica e destaco também a Margarita Mamun em fita.

Para terminar, as russas "paparam" as medalhas de ouro todas, ou quase. Apenas houve uma vez em que não tocaram o hino nacional da Rússia na entrega de prémios e nessa categoria o país rei nem sequer foi apurado para as finais. Devo dizer que estes dois dias em que estive presente foram extremamente enriquecedores e aprendi tanto e a minha vontade de ir treinar e de experimentar elementos novos foi enorme. Para recordar ficam as fotografias, os urros de alívio, de falhanço e todos os gritos de apoio e salvas de palmas merecidas. Foi uma oportunidade de ver as melhores do mundo e de me actualizar a nível gímnico e pode ser que veja estas meninas no olímpicos do próximo ano, pelos quais mal posso esperar, adoro os Jogos Olímpicos!


FIG Lisbon World Cup - 3º Dia


Numa vida em que estas oportunidades não são muito abundantes, é pegar ou largar. E foi assim, que no sábado passado estive presente na Taça do Mundo de Ginástica Rítmica  (na bancada, claro). Oportunidades de ver as melhores do mundo, num local não muito longe foi fantástico, excepcional e havia muito tempo que os meus olhos não brilhavam tanto, talvez até mais que os próprios fatos das atletas que parecem sempre uma bola de espelhos que custam os olhos da cara.

Assisti à final de conjuntos (são os grupos de cinco raparigas) de bola e não conseguia parar de sorrir e foi impossível calar-me enquanto não contava tudo às minhas amigas. Foi impressionante, entusiasmante e repleto de pequenas aprendizagens. Aprendi que há um juiz para controlar se as atletas saem das linhas, por exemplo. O meu esquema preferido foi o da Bulgária assim como o meu fato preferido . Fiquem estupidamente surpresa com as Israelitas porque os media passam a imagem que Israel e um país muito degradado e cheio de guerra, mas nem tudo é mau e aquele país tem ginastas espectaculares e elementos novos, divertidos e fascinantes. Destaco também o conjunto júnior do Azerbaijão que se inspirou no Michael Jackson e que utilizou músicas, expressões faciais e corporais e movimentos inspirados no cantor e ainda saíram de praticável em moonwalk, excepcional, conquistou-me o coração pela originalidade. Adorei ver Espanha que utilizou movimentos e músicas tipicamente sevilhana e adorei ver que os espanhóis estavam lá em força e não faltaram "Olés!" nem "Vamos!". Para variar, a Rússia arrecadou mais umas quantas medalhas de ouro (para terem noção, a Rússia é a Amália do fado).

Foi uma hora fantástica neste terceiro dia da Taça do Mundo, com um ambiente festivo impressioante e cheio de ginastas com o triplo da minha flexibilidade, precisão, elegância, técnica (e a lista continua). Se eu fosse como elas, talvez eu até estivesse ali também. Não faltou diversidade cultural nem gritos de apoio em línguas esquisitas que não lembram a ninguém, fiquei estupidamente encantada e decidi que no dia seguinte iria aproveitar ainda mais esta edição da Lisbon World Cup.



TRAVEL GUIDE: LAGOS | Os encantos de Lagos

Esta terrinha à beira mar tem muito por onde se pegar. Para além das praiazinhas maravilhosas, Lagos tem ruelas giríssimas, comida que sabe a casa, um Centro de Ciência Viva com umas fachadas lindas, linda, lindas e ainda está cheia de estátuas assim como está cheia de street art, clubes e discotecas (parecia o Bairro Alto ali da zona). Há pormenores giros por todo o lado e em cada canto há uma casinha com cores  e uns tantos pormenores giros e diferentes.  Lagos tem falésias de cortar a respiração e praias no meio da rocha que por muito perigosas que sejam, são convidativas e não me importava de lá me refrescar num dia quente de Verão. Lagos é um local muito agradável para passear e acredito que durante a época alta mal se consiga estender uma toalha. Definitivamente um ponto de passagem por terras algarvias.


todas as fotografias são da minha autoria, por favor não utilizes nenhuma sem autorização prévia.




Loucura

Vamos fugir daqui . Vamos construir uma máquina do tempo e não voltar. Vamos ficar a olhar o céu durante horas e horas à busca de estrelas cadentes. Vamos comer uma maçã acabada de apanhar. Vamos ler os melhores livros sem interrupções ou horas de dormir. Vamos colher as mais bonitas flores e pendurá-las saloiamente pelo cabelo. Vamos fingir que somos turistas numa cidade que conheço como a palma da minha mão.Vamos escrever um bestseller. Vamos atravessar o Atlântico de barco a remos. Vamos construir uma casa na árvore. Vamos abraçar um desconhecido. Vamos à procura do desconhecido. Vamos perder-nos. Vamos explorar. Vamos dormir ao relento. Vamos saltar barreiras e afundar limites. Vamos contar as estrelas. Vamos confiar. Vamos rir até chorar. Vamos dançar como se ninguém nos estivesse a ver. Vamos a correr par o infinito e mais além. Vamos fazer figuras e não ficar minimamente constrangidos. Vamos ficar horas a observar desconhecidos.  Vamos subir a uma árvore. Vamos fazer um mortal. Vamos estabelecer objectivos e cumpri-los. Vamos inventar um piada. Vamos aprender código Morse. Vamos descobrir a receita ultra-secreta dos pastéis de Belém. Vamos parar a guerra. Vamos fazer-nos ouvir. Vamos descobrir uma nova cor. Vamos finalmente ter piada. Vamos ter um gira-discos. Vamos ser giros à nossa maneira. Vamos falar sem tema de conversa definido, o que sair, saiu. Vamos fazer um álbum só com fotos péssimas. Vamos escrever uma carta. Vamos fazer com que os porcos realmente voem. Vamos perder a noção do tempo. Vamos chegar ao último nível do Candy Crush. Vamos saber imitar um golfinho. Vamos ter um moustache. Vamos ao fim do arco-íris. Vamos consertar um coração partido. Vamos de balão até à Lua, como o rapaz da Dream Works. Vamos rever os grandes clássicos. Vamos fazer uma mega bola de cola. Vamos ao banho da meia-noite. Vamos ficar horas a observar aviões a descolar e a aterrar. Vamos encontrar a cura para o cancro. Vamos cantar para desconhecidos. Vamos aprender alemão. Vamos mudar de rotina. Vamos ser felizes.

As minhas razões para ser feliz

Chá. Private Jokes. O meu irmão. Os meus pais. A ginástica. Os meus momentos de dança espontânea na relva molhada. Flores. A blogofera. Música. Concertos. Água do mar. Conchas. Chá com leite. Caramelo. Livros. Borboletas. Álbuns novos da minha banda preferida. O friozinho na barriga e a vontade de fazer xixi antes de entrar em praticável. Executar um movimento bem, após milhares de tentativas falhadas. Viagens. Cantar com o meu irmão. Tirar uma boa fotografia. Falar daquilo que amo. Sweaters. Abraços inesperados. Chocolate quente. Apanhar uma flor e colocá-la na orelha. Sushi. Esparguete e  todos os tipos de massa. Queimaduras de praticável. Os meus amigos. Olhar para o relógio e perceber que ainda tenho tempo para dormir. Fazer uma trança a alguém. Iogurtes. Donuts. Street Art. Harry Potter tinha de ser. O Porto. Cascatas. Memórias. Scones. Sapatos novos. Pôr do Sol. Encontrar uma constelação. Surf. Observar um céu bem estrelado. Pizza. Filmes da Disney. Manhãs de Natal. Acampar. Acordar com o som dos pássaros. Sentir adrenalina. Beijinhos à Esquimó. Côco. Pequenos grandes pormenores. Ar puro. Velas. Tic Tac. Beijinhos à borboleta. Relva acabadinha de cortar.  Skinny Jeans. Falar Inglês e francês. Tostas mistas.


E a vocês? O que vos faz feliz?

2015 Goals

2015 Goals


Aqui ficam todos os meus objectivos para o ano que se avizinha.

2014, La Retrospectiva

2014, La Retrospectiva

2014 foi fabuloso, talvez dos melhores anos da minha misera existência. Foi nos mais variados pontos melhor que 2013, muito melhor. Descobri os meus amigos verdadeiros e eles por aqui continuam. Não me desiludem e estão cá sempre, mesmo quando acho que não está cá ninguém. Desiludi-me a mim mesma, fui-me a baixo, mesmo muito a baixo mas conseguiram fazer com que reemergir-se. Dei tudo de mim. Esforcei-me e mostrei que não era aquilo que as notas da minha pauta mostravam e consegui entrar no quadro de mérito. Durante 2014 não tive uma única negativa (ok tive um 47 a História mas a professora não batia bem da cabeça, não estou a brincar, mas agora tiro altas notas porque tenho uma professora competente, aleluia) Aprendi muito. Ensinei muito. E sorri ainda mais. Chorei de tanto rir e ri até me doer a barriga. E ainda, fizeram-me rir enquanto estava encharcada em lágrimas.

Em 2014 voltei à blogosfera. Uni-me a uma amiga minha no blogue dela e mais tarde criei o meu. Tenho imenso orgulho no Dancing Shoes e não poderia estar mais feliz com ele. Defini mais o meu estilo e fui muito mais eu mesma. Despi-me de preconceitos e e fui a Leonor. A Leonor que não quer saber da opinião dos outros e a Leonor que gosta de si tal como é. Exibi-me e mostrei-me sem filtros. Durante este ano aprendi a cozinhar, não é que já sei estrelar um ovo?! E tornei-me especialista em fazer scones e Lemon Curd. Em 2014 exigiram muito de mim. E essas exigências fizeram-me crescer. Dormi fora do chão. Fui ao acampamento regional e sai de lá com o 1º lugar. Tornei-me também especialista a fazer nós de cruz já que os fiz cerca de (vá arredondando) 60  vezes durante o Verão. 2014 foi um ano de realizações onde realizei imenso desejos. Entrei no Estádio do Futebol Clube do Porto e vi os One Direction ao vivo e a cores. Fui a um  festival de Verão e vi Capitão Fausto na 1º fila.  Fiquei rouca durante vários dias. Cortei uma onda e no mesmo dia fui de boca à areia. Ouvi música ao altos berros e andei a correr pela casa como se fizesse parte de um video clip. troquei de telemóvel e parti-lhe o ecrã todo. Conheci melhor a minha cidade portuguesa do coração e experimentei  comidas diferente e novas para o meu paladar.  Escrevi muito. E não li tanto como gostaria mas apaixonei-me pela fotografia e pelo desenho.

Em 2014 conheci Portugal  celebrei 13 anos em grande e percebi a onde pertenço. Participei num curso intensivo de primeiros socorros. Fui a Finisterra e a Compostela. Tive um pseudo rainbom cake e chorei mais do que nunca. Tive saudades e deu-me vontade de construir uma máquina do tempo e voltar atrás. Uni-me e confiei mais. Melhorei enquanto ginasta e enquanto pessoa. Vivi momentos inesquecíveis . Desisti daquilo que não me dizia nada e mandei uns malhos nossa senhora. Participei no sarau mais importante (até agora) da minha vida. Escrevi imenso. Tirei toneladas de selfies com as caras mais hilariantes do mundo. Fui pouco à praia e por isso este ano dei valor aos grãozinhos chatinhos que se colaram ao meu corpo durante anos anteriores. Em 2014 fui uma crazy fangirl, e se fui feliz, oh se fui. Fui bastante feliz. Daqui a um ano, se ainda por aqui andar, claro, que tenha memorias tão bonitas e tão nostálgicas como estas. Devíamos ficar felizes por termos razões que tornam o dizer "adeus" tão difícil. Só espero que só tenha tendência a melhorar.