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TRAVEL GUIDE: PARIS | Detalhes da Viagem para Nunca Esquecer

Nesta publicação trago muito  daquilo que absorvi durante os doze dias de viagem por território francês. Absorvo muito os momentos e reparo muito nos detalhes. Tenho olho para os pormenores e tenho uma certa perspicácia para captar momentos, eu lembro me de demasiadas coisas e ao longo dos dias que escrevi todas as publicações deste Travel Guide fui me lembrando de pequenas coisas. São memórias que quero que permaneçam, aprendizagens que fiz com os meus primos e com os meus pais, comigo mesma e com as pessoas com quem conversei quer sobre a vida quotidiana, experiências ou factos, momentos para guardar e curiosidades para saborear. Pormenores que terão sempre um lugarzinho especial nesta viagem que fica aqui registado para um dia me lembrar muito mais nitidamente desta aventura. Aqui fica um grande pedaço do que fui a minha estadia, aproveitem e matem curiosidade e aprendam qualquer coisa!

Na viagem para lá li o Quidditch Através dos Tempos e para cá li o Harry Potter and The Cursed Child. Houve três momentos durante toda a viagem em que comecei aos pulinhos de entusiasmo: quando cheguei a Versalhes (por sempre ter sido um sonho), quando vi a loja Elie Saab e quando finalmente encontrei o Harry Potter and the Cursed Child à venda. O rapaz dos crepes à frente do Arco do Triunfo disse-me que falava muito bem inglês e que me ia dar muito jeito no futuro. Se necessitam de ténis o melhor local para comprar é à volta do Centre George Pompidou, tem muitas lojas, muita variedade e geralmente são mais baratos que em Portugal. Apanhei três filas e paguei para entrar em três locais. Num estação de metro estava uma orquestra de cordas a tocar Canon in D que é só das minhas musicas clássicas favoritas. O voo para cá foi o meu décimo (sim, eu conto as vezes que ando de avião). A seguir à bandeira francesa e logo depois à da União Europeia a bandeira que mais vi foi a portuguesa. No aeroporto de Lisboa passei à frente da Victoria's Secret mas não pude parar. Os corredores da estação Chatelet nunca mais acabam. Numa das estações que dá acesso ao Louvre - a Louvre Rivoli - tem réplicas das estátuas expostas no museu nos corredores. A grande maioria das mulheres tem uma mala Longchamp. A caminho do aeroporto uma placas (daquelas que costumam dizer "com chuva modere a velocidade") dizia Paris Vous Aime e derreti como é óbvio. Existe uma estação que tem pinturas do português Cargaleiro nas paredes. Há três arcos do triunfo em Paris e apesar de não estarem perto estão todos alinhados. O nome do General Charles de Gaulle está em todo o lado. Quis muito ir ao Pink Flamingo Pizza mas não consegui lá ir. Vão Marché aux Fleurs de manhã, fui de tarde e já estava quase tudo fechado.

Estive no mínimo em cinco locais onde tiraram fotografias que já vi milhares de vezes no Tumblr. Paris foi um banho de cultura escutista: fui falar com escuteiros italianos que me explicaram todos os distintivos e a minha prima francesa esteve me a explicar toda a farda dela, quão giro é isto? Na mala para cá trouxe mais mapas, bilhetes e papéis que roupa. Durante uns segundos dancei com a minha mãe na Galeria dos Espelhos. A minha fotografias favorita de toda a viagem é aquela em que estou eu e a minha prima a fazer pose de pop star em Giverny porque capta bastante quem somos e a nossa relação. Se arranjarem um alojamento e um voo barato e tiverem menos de 26 anos Paris é uma viagem barata! A Pont des Arts não tem cadeados. Não achei as lojas dos museus  e monumentos nada de especial já que ou não tinham nada de interessante ou o que era giro era absurdamente caro. Nas esplanadas a grande maioria das cadeiras estão viradas para a rua (quando não são todas mesmo). Os audio guias no Louvre são Nintendos 3DS. No Marche aux Fleurs há um aviso numa lojinha que diz que só se pode tirar fotografias se se cumprimentar os proprietários dizendo bom dia. Há muitos casais a fazer sessões de Trash the Dress e fotografias de casamento em Paris. No Trocadéro há muito policiamento para apanhar os vendedores de souvenirs ilegais, dá para ver policias à paisana em acção!

 Eu procurei um This Is a Good Kiss Spot e este já não existia. Ainda em Portugal disse logo que não fazia questão de subir à Torre Eiffel. Para além de ter comprado souvenirs e comida, comprei umas sapatilhas, um colar, um livro e um top. Paris não tem muitos artistas de rua comparando com Londres. Há imensos pedintes e sem abrigos. Metade das lojas de museus são livros. Uma vez houve um atentado que aconteceu com uma bomba num caixote do lixo e por isso os sacos do lixo da cidade são quase todos transparentes. Vi muita gente a andar de trotinete, patins, skate e long board na estrada à mesma velocidade que os carros. Apesar de já ter estado em Paris eu achava que dava para passar de carro por debaixo da Torre Eiffel e do Arco do Triunfo. Os turistas japoneses são imensos e vão estar sempre no local perfeito para tirar aquela fotografia, é um facto. Paris é um local preferido para despedidas de solteiros. A Pont Neuf (Ponte nova traduzida à letra) é a ponte mais antiga da cidade. No sistema de educação francês só se escolhe uma área na transição do décimo para o décimo primeiro ano e não há curso de artes visuais no ensino regular. Os programas que dão depois dos telejornais na televisão francesa são muito mais giros que os portugueses! Sentirem-se pobres e mal vestidos enquanto passeiam pelas ruas dos grandes costureiros é completamente normal. De noite a Torre Eiffel tem um espectáculo de luzes durante cinco minutos a cada hora, infelizmente eu não consegui ver. Fui cumprimentada com três beijinhos e a minha mãe com quatro de uma senhora amiga. Paris tem muitas escadas. Vi um menino a ser afastado de uma espectacular e gigante loja da Lego enquanto reclamava que era o sítio mais fantástico do mundo. Em todo o lado os selfie sticks são proibidos mas pelos vistos ninguém respeita as placas. Nos supermercados todos os carrinhos de compras têm uma baguete. Há três personalidade francesas que são sempre muito destacadas: Louis XIV, Napoleão Bonaparte e Charles de Gaulle. Paris antigamente era denominada de Lutécia.


5 comentários:

  1. Excelente post, Leonor - revi tantas memórias em tanto do que aqui contaste ahah :) e essa foto está fantástica!

    Jiji

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  2. Visualizei na minha mente tudo o que relataste, como se tivesse estado lá mas não estive.
    Adorava ir a Paris um dia, está na minha listinha de locais a visitar. Gostei do post porque mostra um lado que muitos desconhecem. A maioria das pessoas acha que Paris é Torre Eiffel e museus, mas tem muito mais para além disso. Já para não falar que é uma cidade como outra qualquer onde haverá sempre pobreza em algum canto, outro pormenor que muitos se esquecem. Mas tirando tudo isso , gostava muito de ir lá dar um saltinho :) A fotografia é linda

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  3. Uau, aprendi tanta coisa com esta publicação! (:
    Beijinho*

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