Não consigo expressar toda minha gratidão por tudo. Soa cliché mas é verdadeiramente aquilo que sinto. Sou uma rapariga eternamente grata. Por tudo. Pelas pessoas que me rodeiam. Pelas oportunidade que surgem todos os dias. Pela liberdade que tenho. Pela educação e pela minha escolaridade. Sou grata pela minha família, pelas viagens, por ter sempre algo à mesa na hora de comer. Por ter o que vestir e por me poder dar ao luxo de ter algumas coisas. Sou eternamente grata por ter quem se lembre de mim, por ter quem gosta verdadeiramente da pessoa que sou. Grata pela minha felicidade e pela felicidade dos outros. Grata por conseguir sorrir todos os dias e por me darem sempre a oportunidade de ser melhor e de fazer melhor. Por ser uma sortuda e por jamais ser impedida de sonhar mais alto. Grata por ter um fácil acesso a meios essenciais à vida. Sou uma sortuda e tenho mesmo que reconhecer isto. Estou sempre extremamente grata por tudo aquilo que a vida me trouxe e por tudo aquilo que a vida me fez!
TRAVEL | Wishlist de Lisboa
Para fazer com que não faltem locais a visitar para "O Objectivo" de todos os meses enriquecer culturalmente mais um bocadinho visitando um espaço diferente, fiz uma lista de sítios nos quais não me importava nadinha de pôr os pés. Dos onze sítios incríveis que a capital nos tem para oferecer, visitei cinco quando era mais nova mas as saudades obrigam-me a sentir necessidade de os revisitar, de os explorar e de lhes dar um pouco mais do meu tempo para os ver com calma, com um grupo mais pequeno, com pouca pressa, mais idade e obviamente com mais bases de História.
Palácio da Pena
Palácio e jardins de Monserrate
Quinta da Regaleira
Lisbon Story Centre
Arco da Rua Augusta
Museu do Oriente
Catselo de Mouros
Centro Cultural de Belém
Palácio de Queluz
Ruínas do Convento do Carmo
Oceanário
WWW | Mais Canais de Youtube para Subscrever!
Depois de vos apresentar os New Age Craetors, a Ana Marta e a Sara Williams (nesta publicação) que eram a minha obsessão do momento, trago-vos os meus vícios dos últimos tempos. Quatro canais. Temas diversificados. Uma portuguesa, dois espanhóis, um brasileiro e dois americanos. Que tal? Esta edição é variadíssima mas todos têm algo em comum: talento e paixão pela vida e por tudo o que fazem. Já conheciam algum? Qual o vosso favorito?
Entre a comunidade de youtube em Portugal, considero-a bem conhecida. Sigo a Inês há anos e foi das primeiras youtubers que comecei a assistir regularmente. Distingo-a pela genuinidade, a simpatia, os vlogs das viagens que faz, por ser mega querida e por estar sempre a tentar ajudar os outros. É uma bomba de energia e de positividade a cada vídeo que faz. Sobre o conteúdo, como o nome indica é um canal de moda e beleza mas para além disso é um canal de ajuda a todos com experi~encias e opiniões vincadas. São paisagens bonitas e tags engraçadas. Prezo-a muito pela sinceridade, a honestidade e a positividade com que vive a vida.
Um canal que é um bebé mesmo. Só existe há dois meses e os vídeos já são brutalérrimos! São feitos em espanhol mas é perfeitamente perceptível o que dizem (não tenho nem nunca tive aulas de espanhol e compreendo o que dizem perfeitamente). Dois fotógrafos espanhóis que nos trazem vídeos de viagens (so far Tenerife, Bangkok na Tailândia e Japão) e sobre fotografia. Dão gosto assistir até ao fim de tão inspirador, de tão bonito e de tão boa edição têm. Isto é um tesouro do youtube mesmo! Descobri-os no instagram que já agora também é fabuloso!
Quando eu achava que um canal de youtube totalmente dedicado à saga Harry Potter era muito limitado deparo-me com o Observatório Potter e o que não falta neste canal é diversidade nos temas, mesmo girando à volta do mais famoso feiticeiro de sempre. Entre merchandising, biografias da personagens, curiosidades, cenas cortadas, e muitos outros diversos. É fabuloso encontrar-mos alguém que goste tanto da saga como nós e que em cada vídeo é mais deliciosos que o outro. O Thiego sabe do que fala e adoro a opinião dele sobre os mais diversos temas à volta de Harry Potter e as críticas à diferença e as coisas absurdas que houveram nos filmes. É engraçado e é sempre giro de assistir. Recomendo muito!
Passo a vida a dizer que não vejo vlogs sem contar com a excepção de sempre: eu só vejo vlogs de viagens. Porquê? Porque são realmente interessantes e porque literalmente me transportam para tantos locais do mundo que gostava de visitar. O Aspyn+Parker é dos pouquíssimo canais de vlogs que sigo e sou subscrita pela fofura do casal, pelos locais belíssimos e pela doçura e cumplicidade. Sigo-os à apenas um mês e ainda não pararam de viajar. Quão incrível é?
TRAVEL GUIDE: CHAMBORD | Chateau de Chambord
Depois da minha primeira viagem de avião e de pouquinhos dias por Paris tive a oportunidade de explorar em família outros sítios não tão icónicos como a cidade das luzes. Estive na Bretanha e na Normandia e depois em Chambord e em tantas terriolas pelo caminho. E o Castelo de Chambord, ou para ser mais "chique" o Chateau de Chambord marcou-me muito. Pouca ou inexistente era a minha formação em História (relembrar que tinha só oito anos) mas era um castelo tão rico, tão bonito e tão marcante que foi impossível não ficar boquiaberta a cada sala do castelo. Lembro-me como se fosse ontem das escadarias desenhadas pelo Leonardo Da Vinci que são em espiral uma ao lado da outra mas jamais se cruzam. Lembro-me dos jardins, dos passeios de bicicleta, da pequena tapada e dos animais de caça que se podiam observar. É um castelo renascentista que impõe respeito e que fez as delicias de uma Leonor pequenina à descoberta do mundo. Tenciono lá voltar para apreciar tudo com um bocadinho mais de olho crítico!
Este vídeo da Real Federação Espanhola de Ginástica foi uma alegre surpresa. Para além de misturar as minhas disciplinas preferidas na ginástica, é um vídeo cheinho de ritmo e atitude como só os ginastas espanhóis sabem. To be honest, os espanhóis são dos meus preferidos ao pódio nos Jogos Olímpicos na vertente da ginástica rítmica que é obviamente aquilo que mais acompanho e admiro!
Fotografia em Casa
Algo que adoro de coração fazer quando tenho tempo e a luz natural colabora é fotografar dentro de casa e explorar todos os cantinhos. Explorar outras perspectivas, objectos pouco usuais e jogar com as cores e com a luminosidade. Nas férias passadas tentei fazer um pouco disto e explorar mais o local que me rodeia e a potência da minha lente. É um excelente exercício para quem quiser tentar evoluir a nível fotográfico como eu. Não só é giro explorar um local tão próximo de nós assim como a sua natureza, as suas pessoas, as suas coisas. É confortável e é tão bom quando obtemos o resultado que queremos e de nos apercebermos que evoluímos um bocadinho e aprendemos também um pouco com estas pequenas experiências. Algo a repetir muitas mais vezes!
TRAVEL GUIDE: LISBOA | Real Bodies
Há muito que queria ver esta exposição internacional do corpo humano e eis que surgiu a oportunidade. Antes que fechasse queria por os meus olhos em cima desta já que o feedback com que contava de amigos e familiares era muito bom. É uma viagem totalmente focada naquilo que nos é a todos comum: o nosso corpo e deixem-me que vos diga, é fascinante.
É uma exposição com corpos humanos e órgãos reais que não me fizeram impressão (excepto uma sala que falo mais à frente) mas que poderão fazer às pessoas mais sensíveis. As salas são sobre, respectivamente, o esqueleto, os músculos, o sistema digestivo, urinário, reprodutor (a parte que me fez impressão foi a dos fetos, está mesmo sinalizada como sendo uma sala não aconselhável aos mais sensíveis e pode-se passar à frente), circulatório, respiratório, nervoso, uma área sobre próteses e sobre o desporto (no total dez salas). Promove (muito!) a vida saudável mostrando a diferença entre o pulmão de um fumador e de um não fumador com uma caixa ao lado para as pessoas colocarem o seu último maço de tabaco como sinal que a partir daquele momento irão deixar de fumar. Mostra também outros exemplos de órgãos nada saudáveis e apela à mudança de hábitos. As minhas áreas preferidas foram sem qualquer sombra de dúvidas a do sistema cardiovascular e onde estão expostos capilares sanguíneos de um corpo inteiro o que é fascinante (e faz me muito lembrar corais!). Gostei particularmente da parte do esqueleto, dos seus ligamentos e de conhecer um pouco mais. É uma exposição seguida por imensas curiosidades engraçadas e por estudantes da área da saúde que estão dispostos a responder a dúvidas dos visitantes (uma excelente jogada, na minha opinião!).
Não pretendo seguir nenhuma área ligada à saúde nem ao corpo humano mas aprender nunca é de mais. É verdade, o bilhetes são bem caros (paguei 13,50€ como estudante) mas a meu ver paga-se o conhecimento, todo o trabalho que houve para a concretização desta exposição e acho justo porque saí de lá um pouco mais rica. É algo completamente diferente e não tem nada a haver com outro tipo de exposições. Outro ponto negativo a apontar, como envolve muita gente por vezes torna-se ruidoso, confuso e não dá para andarmos ao nosso ritmo ou então temos que estar muito tempo numa multidão para conseguir ver uma vitrina. Existem audio guias que são 3€ mas pelo que li não acrescentavam quase informação nenhuma às legendas das peças expostas. Está até dia 10 de Abril na Cordoaria Nacional em Belém. É interessante e diferente, para mim valeu totalmente a pena.
Não é permitido tirar fotografias no interior do espaço por isso a imagem que ilustra esta publicação foi retirada do facebook da Exposição Real Bodies e não é da minha autoria.
March'16
Março foram os testes, foram as novas experiências, foram as mil e uma fotografias. Março foi a notícia de uma viagem e foi também a enorme ausência por força maior por estas terras. No terceiro mês de 2016 fui repórter fotográfica durante cinco dias e nestes venci duas fotos do dia (a fotografia que ilustra esta publicação é a minha preferida das duas), fiz amizades de norte a sul do país. Dormi na totalidade seis noites numa tenda. Cantei muito. Recebi boas notas na pauta. Andei motivada. Vivi os momentos. Fiz um juramente de corpo e alma. Coloquei um lenço azul ao pescoço. Reflecti imenso. Fiz a festa. Passeei. Visitei dois museus. Saltei imenso. Dancei (demasiado) o hino do Go3. Vi o pôr do Sol na terrinha. Vi o nascer do Sol no Cabo Espichel. Participei na melhor tradição de Páscoa em Portugal (para mim, obviamente). Entrei em férias, mas ainda não parei um segundo. Dormi demais. Dormi de menos. Abdiquei de uma data de eventos por outros e neste momento estou com zero remorsos porque fiz as melhores opções. Março marcou e fez história. Março fez todo o trabalho, esforço, cansaço e tardes perdidas valerem a pena. Foram conquistas pessoais e vitórias em equipa e vários sonhos e objectivos concretizados. Marcou mesmo a minha História de vida e a minha pessoa. Fui mesmo muito feliz em Março!
TRAVEL GUIDE: LISBOA | Museu Nacional do Teatro e da Dança
Visitei o Museu Nacional do Teatro e da Dança no mesmo dia que visitei o Museu Nacional do Traje. Ao contrário do último nunca tinha visitado este museu antes. Facilmente se visitam no mesmo dia por estarem situados bem pertinho um do outro, estão ligados por um jardim giríssimo de passear que facilita o acesso.
Este museu é bastante diverso e divertido de explorar. Diverso em que sentido? Podemos ver figurinos de peças teatrais e de bailados, o tipo de material utilizado, as adaptações, os acessórios, os estojos de maquilhagem, sapatilhas de bailarinas conceituadas, quadros bonitos, manuscritos de peças teatrais, material de escrita dos dramaturgos, maquetes de teatros lisboetas e instrumentos musicais.
Tinha muita curiosidade pelo museu e achei-o bastante interessante. Podemos contar com mais uma ponta de conhecimento e de pormenores giríssimos de coisas que se faziam antigamente dentro das salas de espectáculos. É um museu rico em história e em curiosidades. Sendo eu uma amante de teatro e uma amante incondicional de dança este museu satisfez-me não só pelo edifício bonito mas pela diversidade de peças em exposição.
Go3
Sem mais nada, o Go3 foi tótil baril nice. O acampamento a nível nacional foi duro e as bolhas, os arranhões as dores nos locais que nem suspeitava a existência o comprovam mas foi bom. Foi excelente. A organização foi incrível e foi possível haver poucos erros na logística no meio de mil e quinhentas pessoas (sem exageros). Os workshops foram interessantes e a malta que ficou connosco era super simpática. Para não falar dos momentos mais hilariantes de discussão de palavras e fonias diferentes entre o vocabulário do sul e do norte e ainda a real questão, quem tem sotaque? O pessoal de Lisboa ou o pessoal do Porto?
Fiz amizades de norte a sul do país, literalmente, em cinco dias venci duas fotografias do dia, tirei fotos giríssimas, fiz "amigos de minuto" (pessoas que falam connosco dois minutos e nunca mais lhes pomos a vista em cima), as novas experiências, os sustos, os saltos, as cantorias, as guitarradas, toda a lama, o frio, a chuva, a trovoada, o granizo, um Sol esplendoroso (quatro estações em cinco dias?!), o convívio, as piadas, a festa, as pessoas sempre simpáticas, os momentos gravados para a história, as muitas recordações. Focando essencialmente a sustentabilidade do meio ambiente, fomos direccionados a uma série de actividade incomuns, oficinas interessantes (destaco um debate em que participei sobre os refugiados que foi brutal!) e ainda um espaço com muito potencial.
Guardo muitas e boas memórias destes dias e sobre mim havia um misto de querer ir para casa, não só por estar completamente exausta mas também sentir falta da minha cama, e de não querer já que estava a ser tão bom, tão divertido e tão cheio. Um acampamento que ficou na história e que valeu completamente todas as tardes perdidas, todo o trabalho e esforço que fizemos a partir do final de Novembro de 2015 e foi não só uma honra mas também um privilégio partilhar estes momentos com tantos outros jovens como nós que envergam um lenço azul ao peito.
| Das minhas fotografias preferidas |
TRAVEL GUIDE: LISBOA | Museu do Traje
Estive no museu do Traje quando tinha dez anos e quatro anos depois tive a oportunidade de regressar num contexto diferente e já com outra cabeça. Consegui, já que falamos muito da moda nas aulas de História, compreender melhor as coisas, interligar épocas, explicar acontecimentos e o porquê de serem de determinada maneira. Foi enriquecedor, mais uma vez.
São nos mostradas peças de vestuário utilizadas pelos antepassados. Alguns acessórios giros, curiosidades engraçadas sobre as mais diversas modas, os instrumentos da dor (mais conhecidos como espartilhos), malas, sapatos, roupa de homem muito imponente e trabalhada e vestuário de criança. Há muito para ver e explorar e este museu que já tinha adorado da última vez, fiquei ainda mais fascinada por perceber ainda mais as coisas. Outro ponto muito importante a referir: o espaço. Foi reaproveitado o edifício de um pequeno palácio com salas deslumbrantes. Os tectos, as paredes, os azulejos, os pormenores, tudo é de babar! Visualizei a exposição permanente do traje em Portugal desde o século XVIII até à contemporaneidade e a colecção Anadia (que não é permanente) de 1750 a 1910. É uma viagem no tempo que nos leva a conhecer outras realidades, outras limitações e outras necessidades.
Juntar duas coisas que adoro, Moda e História, é fabuloso e fiquei deslumbrada com cada pormenor e cantinho do museu. Tem também um jardim giríssimo para passear e se vos calhar um guia que sente mesmo o que fala e que descreve com uma paixão e ternura os manequins ainda melhor. A visita que fiz foi informativa e esclarecedora e despertou-me para a evolução do traje e para as mudanças que ocorreram na sociedade. Merece, sem dúvida, a vossa visita .
Repórter Fotográfica por 5 dias?!
Desde que comecei a ter um blogue que o interesse pela fotografia começou a despoletar. Comecei a ter mais atenção aos detalhes, à perspectiva e aos locais a que vou. Sou conhecida no meu grupo de amigos por ter o "melhor Instagram" e sonho fotografar com diferentes câmaras em variadas circunstâncias. Eis que com a entrada no Go3 (para quem não sabe é um acampamento nacional - malta de todo o país mesmo, Açores, Minho, Algarve!- que dura cinco dias) e para o qual por colónias (um conjunto de várias equipas) precisavam de três repórteres. Lembraram-se de mim para ser a repórter fotográfica e todos os dias entregar cinco fotografias que retratem a vida na "colónia" e vão colocá-las nas redes sociais do evento. Como Maria da máquina ao pescoço que sou, aceitei o desafio. É uma enorme responsabilidade ter que congelar cinco dias de muita gente e fico muito nervosa ao saber que vou estar com o pessoal da vertente da comunicação (nos escuteiros não se brinca, malta! Somos cerca de 1500! dos quais devo fotografar cerca de 70). É algo que me enche de orgulho poder fazê-lo mas muito apreensiva estou. E se não corresponder às expectativas? E se não for boa o suficiente? Bem, vai ser uma aventura nova onde vou ser posta à prova e vou tentar dar o meu melhor. É isso mesmo, eu vou dar o que puder e vou, pelo menos, tentar. Juntar uma paixão em evolução e uma responsabilidade é mais uma etapa do crescimento. É ao mesmo tempo uma honra e um caminho desconhecido. Mal posso esperar!
Coisas Que Aprendi Enquanto Ginasta
O exercício é o melhor escape do mundo real
Eu aprendi com a ginástica assim como outros podem aprender com o futebol, a natação entre outros. É uma fuga à realidade e sabe tão bem fugir dos nossos problemas durante algumas horas. É o espaço feliz num dia tenebroso e o nosso cérebro fica de férias por momentos do stress, de todos os trabalhos, de todos os imprevistos e de tudo o que corre menos bem na nossa vida.
O medo é o maior inimigo
Quantas vezes não fiz ou errei por ter medo (porque os aparelhos magoam mesmo!)?? Foram mais que muitas e depois de errar o "agora ou nunca" foi inevitável. Tentar e dar o meu melhor. Com a prática as coisas vão lá. Eu tinha imenso medo de lançar um aparelho fazer uma cambalhota e apanhar e no entanto já o faço com uma perna às costas. O medo é o nosso maior inimigo não só nos desportos que praticamos mas na vida real. A ginástica ensinou-me a enfrentá-los e a "saltar de cabeça".
O local onde me sinto mais confiante neste mundo é em praticável
Sou muito insegura por natureza mas o local onde me poderia sentir com mais medo, mais aflita, mais nervosa e não o sou é em cima de praticável (para quem não sabe é uma espécie de carpete muito grande onde se pratica ginástica). Razões absolutamente desconhecidas mas a cabeça erguida, a precisão nos movimentos, o olhar fixo nas pessoas e a força de querer fazer um exercício limpinho ajudam um pouquinho.
Tu tens consegues fazer o que quiseres
Basta meter na cabeça que consigo. Sou capaz de tudo, só não o sou se nem sequer tentar. Se eu quero eu arranjo maneira de conseguir. Mais nada.
Por vezes o grupo fica mais pobre e é normal
A malta vai para a faculdade, fica com lesões graves, tem problemas económicos, mudam de país e por vezes o pessoal da "velha guarda" é escasso e isto é normal. Os grupos vão se renovando e vão chegando meninas novas com outras experiências e que trazem outro dinamismo à classe. Temos que aceitar as mudanças como algo positivo e não como algo destrutivo. Sinto muito a falta de inúmeras pessoas mas ter novas amizades também é bom. Encarar as coisas pelo lado positivo não custa!
Por vezes corre mal e não faz mal
Vão haver mais vezes para acertar em cheio em lançamentos e exercícios manhosos. Correu mal uma vez? Já passou agora é só melhorar. Não vale a a pena chorar sobre leite derramado, bola para a frente que o esquema não terminou e a música não parou. Continua a dar o teu melhor mesmo que pareça que tudo está a dar para o torto.
Organizar o meu tempo
Tenho vindo a organizar a minha vida em prol de tudo o que tenho para fazer e acredito que quanto mais tempo ocupado tivermos mais organizados somos nas nossas tarefas e deveres. Ninguém me tira as horas dos treinos. Tenho que me organizar e não deixar tudo para a última. Já colegas da ginástica que estão no mesmo ano de escolaridade que eu me perguntaram como é que eu conseguia ir a todos os treinos e ter tempo para estudar e.t.c. Fácil, sei-me organizar. óbvio que isto depende de pessoa para pessoa.
Mulheres
Eu sonho com um mundo onde todas as mulheres têm direito à educação. Sonho com um mundo onde todas as mulheres têm direitos iguais aos dos homens. Sonho com um mundo onde todas as mulheres podem vestir o que quiserem e não são alvo de comentários desagradáveis. Eu sonho com um mundo onde todas as mulheres são tratadas com respeito. Eu sonho com um mundo onde o papel da mulher na sociedade não é ter filhos ou ficar na cozinha. Eu sonho com um mundo onde os salários sejam iguais para todos os géneros que ocupam o mesmo cargo. Sonho com um mundo onde é aceitável as mulheres serem solteiras, mães solteiras, homossexuais e.t.c. Eu sonho com um mundo onde a violência doméstica deixe de existir. Sonho com um mundo onde as mulheres não são humilhadas e discriminadas por o serem. Sonho com um mundo onde nenhuma mulher seja alvo das atrocidades que lemos nos jornais. Sonho com um mundo onde todas as mulheres sejam ouvidas e se façam ouvir. Feliz Dia das Mulheres.
05/03/2016
Há dias memoráveis na nossa História e ontem foi um desses dias. Há muito que tantos sentimentos não estavam juntos como o stress, a pressão, o nervosismo mas ao mesmo tempo a felicidade, a concretização e o orgulho. Como me sinto de momento? De coração a transbordar. Porquê? Porque tive a oportunidade de renovar uma promessa que fiz à frente de muita gente há quatro anos atrás mas desta vez com outra idade, outra maturidade e um outro olhar sobre a vida e as coisas. Voltei a comprometer-me a viver para servir os outros, a estar sempre disponível, a a desprender-me do que não é essencial entre tantas outras coisas (mesmo muitas coisas, estivemos cinco horas - sem qualquer exagero - a falar e a interiorizar o que íamos dizer e a pensar sobre o que nos íamos comprometer). Despedi-me para sempre do lenço que me acompanhou em aventuras memoráveis, em vitórias merecidas, nas maiores dificuldades, em histórias de chorar a rir e em momentos que já mais esquecerei com ele ao pescoço foi muito duro mas o peso da responsabilidade e da promessa que estão num lenço azul não tem nada a haver. Provavelmente este rituais escutistas não vos dizem nada mas é para isto que nós vivemos, é para estes momentos. Isto ainda agora começou e sinto-me com um espírito novo, de cabeça limpa e sinto me pronta para qualquer coisa. Estou radiante, verdadeiramente feliz e a sentir-me extremamente concretizada. Foi algo com que sonhei desde miúda e poder vivê-lo foi indescritível.
February'16
Stress e conquistas foram as palavras chave do segundo mês de 2016. Aconteceu tanta coisa neste vinte e nove dias que não só me enriqueceram assim como me fizeram crescer. Foi um mês tão cheio e que primou pelas correrias, o frio, o muito trabalho e o pouco tempo. Senti-me muitas vezes insuficiente e desvalorizada mas nem tudo foi mau. Conclui as provas para os escuteiros (quase quase de lenço azul ao pescoço!), fiz voluntariado num canil (que adorei e que quero muito repetir!) e comi muitas guloseimas e bolos. Assisti a momentos marcantes pela positiva na vida das minhas pessoas. Fartei-me de estudar e de festejar aniversários. Fui ao bowling e ao Buddha Eden e fiz compras incríveis nos saldos. Foi um mês mediano no qual não tirei muitas fotografias mas que marcou pelos momentos únicos e inesquecíveis entre amigos e família. Março vai ser cheio de tradições, de novas experiências, de grandes conquistas, de sonhos realizados e de esforços recompensados. Todo o trabalho vai valer a pena por cada segundo de momentos memoráveis.
Rótulos
Defini já há algum tempo a área na qual quero ingressar no secundário e cada vez que me perguntam eu respondo que pretendo seguir Línguas e Humanidades. Os revirar de olhos e os risinhos são quase que inevitáveis. Eu pergunto-me porquê? É considerado o curso dos "burros" e aquele para onde "toda a gente" vai para se escapar a matemática, mas é certeiro colocar esse rótulo nas escolhas das pessoas? É necessário reprimir as pessoas por terem gostos, facilidades e dons diferentes? Estas são as questões que coloco sempre que me deparo com troça por isto. Lá porque não me identifico, não gosto e não tenho jeito para todas as áreas de ciências quer dizer que sou menos que os outros? Eu não sou menos boa pessoa que ninguém e não importo menos devido às escolhas que fiz para o meu futuro. O argumento de "Humanidades não tem saídas nenhumas" é estúpido e afirmar que somente outras áreas profissionais têm é absurdo. Para não falar das influências dos pais, professores, colegas e.t.c. "porque se fores para isto arranjas emprego". NÃO. Eu não quero fazer escolhas que não têm nada a haver comigo e que eu não gosto e com as quais tenha de viver para o resto da vida! Isto é o inicio das grandes decisões e não quero falhar, não quero perder anos e não quero retroceder por não ser algo possível, para o qual tenha jeito ou que eu goste. Uma área que não é a minha cara não é um curso com saída para mim.
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