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TRAVEL GUIDE: PARIS | Dois Locais Que Não Gostei de Visitar

Assim como recomendo locais eu também deixo de recomendar aqueles locais que não me fizeram sentir bem ou que não valem a pena. E foi isso que senti no Père Lachaise e no Palais de la Decouverte.

Primeiramente, o Père Lachaise que é um cemitério enorme que atrai muito turistas por ser o local onde estão sepultadas pessoas como o La Fonatine, Jim Morrison, Choupin entre muitas outras personalidades. Porque é que eu não gostei? Porque não é um sitio para mim, não me sinto confortável nem bem em cemitérios. Mas aquilo que me fez completamente abater foi o túmulo de uma rapariga jovem que faleceu no ataque do Bataclan. Eu não aguentei e senti-me tão mal. Ver na televisão é uma coisa mas ver as consequências dos malvados actos é muito pior. Não fotografei a campa dela por respeito, obviamente. Havia muita gente a deixar lembranças à jovem rapariga e foi muito triste. Acho só esquisitos estes locais e tudo o que os envolve e por esse motivo é um sítio ao qual eu não quero regressar. Não gosto de cemitérios, aliás nunca gostei e apesar de este ser famoso e ter algumas características interessantes este não mudou a minha opinião e sentimentos sobre estes sítios

Já o Palais de la Découverte o cenário é diferente. É um edifício belíssimo (alerta fashion geeks! Loja Elie Saab nas redondezas!)  e que deixa muito a desejar. Os meus pais tinham lá ido há mais de dez anos e continua igual, ou seja não evoluiu e não está adaptado aos miúdos de hoje. Está tudo muito ultrapassado, as colecções são pobres e por muito que eu procurasse não havia uma única legenda noutra língua que não francês. A única parte gira eram as experiências em que punham os cabelos das meninas em pé e coisas com electricidade e magnetismo. Achei muito pobre tudo, até o espaço dos dinossauros e fiquei triste porque foi um dos poucos sítios que paguei para entrar.

TRAVEL GUIDE: PARIS | Museé du Louvre

Havia dois locais aos quais eu queria mesmo ir nesta viagem: Versalhes e Louvre. E visitar este museu mais que obrigatório e foi o realizar de mais um sonho. Acreditem ou não eu não apanhei fila de espera para entrar no interior. Não entrem pela pirâmide (é aí que as pessoas sabem que se entra e onde todas se aglomeram!), saiam na estação Palais Royal - Museé du Louvre em vez de saiem em Pyramids ou em Louvre Rivoli e sigam as indicacções que vos levam para o subterrâneo (atenção façam isto se não pagarem ou se tiverem passe ou bilhete impresso!), passam na segurança e tadaaaa! Estão de repente debaixo da icónica pirâmide de vidro. Peçam um mapa e lancem-se nos intermináveis corredores do maior e mais famoso museu do mundo!

É impossível ver tudo num dia e nós reservamos somente uma manhã para o ver e para ver as obras mais famosas e outras nas quais tínhamos interesse, foi suficiente. Entre imensas obras dos artistas mais famosos do mundo e de todas as partes do mundo podemos ver arte africana, árabe, grega, francesa, europeias, orientais, egípcias entre muitas muitas outras. Podemos ver a Vénus de Milo, a Mona Lisa (não vão para o mar de gente, segundo a minha família a exposta não é a obra verdadeira), a Victoria de Samotracia (a minha escultura favorita não só pelo sítio lisonjeador onde está mas pelo poder e força que transmite!), a Liberdade Guiando o povo, A coroação e Napoleão (que foi a minha pintura favorita por tudo o que representava e pela sua imensidão) os escravos, a Morte da virgem entre muitos muitos outros. As obras mais famosas estão sinalizadas e indicadas, não se preocupem.

Apreciem também os tectos a arquitectura do edifício (pequena confissão: havia vezes em que os meus pais estavam a olhar para as obras e lá estava eu com o olhar fixado nos tectos trabalhados!), os claustros e as salas porque o edifício em si já é uma obra de arte! Também tive curiosidade em observar arte flamenga já que estou a pensar em ir à Bélgica ou à Holanda nos próximos tempos! Tracem o vosso rumo para não se perderem pelas galerias que não são aquilo que querem ver e aproveitem o banho de cultura artística que este museu vos dá. Tenham sempre a noção de ir a  uma boa hora porque como é óbvio está cheio (mesmo assim há salas nos confins do Louvre que estão vazias) e observem aquilo que faz o vosso coração bater mais forte.

Pessoalmente gostei muito de escultura grega e de algumas pinturas. Saiam e vão tirar todas as fotos e mais algumas à pirâmide e a segurar nela (há uns blocos em várias partes da praça para esse efeito) e desfrutem da beleza do exterior do museu.  Sugiro também que desçam ao centro comercial Carroussel du Louvre e que vão ver a pirâmide invertida, é super giro!

O Museu do Louvre é obrigatório e pude compreender porquê. É uma riqueza por dentro e por fora por tudo aquilo que tem exposto e pela nossa interpretação, se tiverem a oportunidade vão que não se vão arrepender e desfrutem do ambiente de cultura e de fascínio. É lindo e quero muito voltar para ver tudo o que deixei por ver.


TRAVEL GUIDE: PARIS | Torre Eiffel e Trocadéro

Como é mais que óbvio tivemos que ir ver o ex-libris da cidade, o símbolo que representa a capital e o país e ícone da arquitectura do ferro. Pois é, fomos ver a Torre Eiffel. Não subimos porque eu não fiz questão de subir, já tinha ido até ao segundo andar em 2009 e como esta viagem era muito direccionada para mim, porque os meus pais já tinham visto quase tudo severas vezes, não quis subir e por isso aproveitei outros locais que queria mesmo visitar. Pude ver Paris do cimo de outros edifícios, não me apetecia estar em filas de no mínimo duas horas, não me quis dar ao trabalho. Mas observar a torre icónica de frente é um luxo. É linda e intemporal e o melhor local para tirar fotografias é no Trocadéro. Este é mesmo o local certo para pegares no cimo da torre ou segurares a base no braço. Há muita gente mesmo a tentar fazer o enquadramento perfeito e é um sítio muito concorrido tanto para turistas como para noivos em sessão fotográfica. Sugiro que façam como nós: saiam na estação Trocadéro tirem as típicas fotos clichés de turistas e desçam até quase à base da Torre (não dá para ir para debaixo da Torre se não forem subir não sei se é por uma questão de segurança ou de organização nas filas e.t.c.) tirem mais fotos incríveis e apanhem um cruzeiro no Sena e dêem uma voltinha pela cidade ou então passeiem pelo Champ de Mars. É muito giro e recomendo imenso.


TRAVEL GUIDE: PARIS | Centre Georges Pompidou

O edifício destaca-se de todos os outros por ser meio que esquisito. É verdade, o Centre Georges Pompidou não tem rigorosamente nada a haver com a arquitectura típica de Paris. É um edifício estranho e arrojado cheio de tubos com um estilo industrial e verdade seja dita, lá dentro há colecções de arte moderna e contemporânea tão ou mais bizarros que a arquitectura deste museu. Após entramos temos que subir até aos andares que queremos pelas escadas rolantes que estão num dos tubos mais salientes da fachada principal.

Podemos ver esculturas, fotografias, pequenas artes manuais, pinturas e um monte de coisas estranhas pelos corredores do Centro de Arte Moderna Georges Pompidou. Podemos ver Andy Warhol, Picasso Matisse e tantos outros nomes das últimas décadas que gostava de ser culta o suficiente para os reconhecer. A arte moderna é algo muito esquisito que eu gosto de apreciar e de tentar compreender quer seja uma tela preta, um prego no chão ou um jogo de luzes. A arte moderna é isso, é o imprevisível e o estranho (acreditam que está lá exposto um urinol?). Particularmente gostei de algumas esculturas e designs em néon mas havia quadros, cadeiras, um monte de papel rasgados, eram muitas as obras para falar delas todas mas fiquem a saber que vão encontrar as coisas mais incomuns nos andares deste complexo. Não fiquei loucamente apaixonada nem foi o melhor museu de arte moderna e contemporânea que já visitei mas gostei.


TRAVEL GUIDE: PARIS | Museé de l'Orangeie

Este é um museu muito pequenino que fica pertinho do Jardin des Tuileries (que já agora é muito bonito de passear!) e que se vê todo em meia hora ou quarenta e cinco minutos, sim é mesmo pequenino. Contém pintura impressionista e pós impressionista e fica na Place de la Concorde, um dos locais centrais da cidade. Contém Picasso, Rousseau, Cézane, Mátisse, Monet, Renoir entre outros mas o que nos atraiu a este museu foi mesmo os nenúfares que vimos ao vivo em Giverny, sim outra vez. O Monet pintou nenúfares e os seus belíssimos jardins imensas vezes e esta foi mais uma oportunidade para ver a versão em tela de um local tão esplendoroso como os jardins do Monet em Giverny. Mas não são quadros de tamanhos ditos normais (para mim normal é um quadro do meu tamanho ou menor), não, os quadros são gigantes e estes cobrem as paredes de várias salas ovais. São salas silenciosas onde reina o bom estado de espírito e a calma que as cores dos nenúfares transmitem. Aquilo que mais gosto na arte impressionista é que de perto parecem borrões de cor à toa mas de longe fazem sentido todas as manchas de tinta juntas, é algo impressionante que me apaixona. Depois podem ir ver as obras dos outros artistas mas as cores lindas dos nenúfares não deixam ninguém indiferente. O interior vê-se muito rápido já que o edifício foi em tempo a estufa do jardim. Eu gostei imenso, sem confusões e com toda a paz que a arte nos consegue transmitir.

A fotografia não é da minha autoria mas transmite melhor a harmonia das salas ovais do que aquelas que captei.

TRAVEL GUIDE: PARIS | Ópera Garnier

Este foi um dos último locais que visitei na capital francesa (quase se estejam a perguntar, sim, estou a publicar todos os locais a que fui por ordem quase aleatória!). Adorava ter visto um bailado neste majestoso edifício mas infelizmente não há bailados ou outros espectáculos durante Agosto. Mesmo assim segui a sugestão que a Inês me deu e fui visitar este lugar que suponho que posso chamar de uma pequena amostra de Versalhes. Ambos os edifícios tem semelhanças e características mas a ópera é em escala mais pequena. Para ser sincera está no meu Top 5 da cidade.

Esta é a ópera antiga, a nova fica na zona da Bastilha e comparando com esta não tem gracinha nenhuma. Este é um edifício majestoso com pormenores simpáticos em dourado e com os mais espectaculares compositores de todos os tempos na fachada principal, belos salões, uma sala de espectáculos que nos faz fazer uma ovação de pé só por estarmos no seu interior. É local majestoso como muita história, com tectos fabulosos e pormenores riquíssimos. O tecto da sala de espectáculos é diferente do original (podemos ver uma imitação do original no Museu do Louvre ou mesmo na Ópera Garnier) e foi pintado por Marx Chagall (que é um dos artistas favoritos da minha mãe. Confesso que neste esbelto edifício o tecto pode ser tomado como deslocado já que não tem rigorosamente nada a haver com a arquitectura do edifício mas não deixa de ser belíssimo e colorido. Pude ainda ver a biblioteca da ópera que não tem só livros como pinturas de bailarinas espalhadas pelas paredes e maquetas incríveis dos mais diversos cenários de bailados.

Pelos corredores (que quando estavam às moscas aproveitava para expressar a pequena parte de bailarina que ainda existe em mim) podemos ver os fatos dos bailarinos com a discrição de quem os usou e qual era o bailado que faziam, uns painéis com aquilo que se passava no backstage, cabelo, maquilhagem, acessórios, pinturas corporais, as provas dos fatos..! A Ópera Garnier tem uma loja incrível para os apaixonados pela arte das sapatilhas de pontas, desde candeeiros em forma de bailarinas (adorava ter trazido um comigo, podem ver a beleza deles numa das fotografias abaixo, mas não só não cabiam na mala como eram absurdamente caros, mesmo!), quer dizer era tudo absurdamente caro. Havia desde fatos de bailarinas para as meninas sonhadoras que quando forem grandes querem estar nos grandes palcos do mundo até a CDs com os mais diversos bailados. É um mundo para os apaixonados por ballet e eu ainda não desisti, eu um dia vou assistir a um bailado na Ópera Garnier.


TRAVEL GUIDE: PARIS | Conciergerie

Num edifício que lembra um palácio (ok, sejamos honestos, a maioria dos edifícios parisienses parecem palácios!) mesmo à beira do rio Sena encontramos a Conciergerie na qual entramos mesmo antes de fechar naquele feeling de ver o máximo que conseguirmos. Na realidade é onde está o Palácio da Justiça e onde esteve uma prisão agora um museu. Uma prisão que tem tal importância por ter sido onde a Marie Antoinette esteve presa antes de ser degolada durante a Revolução Francesa.

Este local debaixo do solo fica na Ile de la Cité e mostra-nos a realidade das prisões francesas da época onde os mais pobres tinham direito a uma sela com palha no chão e os mais ricos conseguiam pagar para ter uma sela individual com uma cama. Podemos observar a reconstrução da sela da Marie Antoinette e dos guardas que a vigiavam. Podemos ler os nomes das pessoas mortas durante a Revolução, ver a sala dos guardas e algumas selas, podemos observar a Sala das Pessoas de Armas (na fotografia abaixo onde o meu pai já foi a um jantar com um tema medieval, quão brutal é isto?) e ainda uma capela dedicada à mulher de Luís XIV. Fica ao lado da Sainte Chapelle e é facílimo de visitar ambas na mesma tarde. Paris e França em geral é um país riquíssimo em história e para além de visitarmos lugares emblemáticos e os monumentos habituais decidimos também compreender mais sobre esta cidade que durante toda a história da Humanidade foi palco de massacres, guerras, invasões, casamentos, revoluções. Podemos olhar para trás e rever Paris numa época completamente distinta.




TRAVEL GUIDE: PARIS | Montmartre

Montmartre é uma zona giríssima da cidade de Paris que fica na zona mais alta da metrópole e que no topo tem a famosa Basílica Sacré Coeur. Para além de ter uma vista incrível de toda a cidade tem muitos visitantes que se sentam comodamente na escadaria da basílica. É uma zona gira pelos artistas de rua e pelos desenhadores à pesca de interessados em serem retratados (que fazem os elogios mais giros para tentarem convencer as pessoa. O meu elogio foi dirigido à minha mãe "É sua filha? Bom trabalho mãe!"). Tem muitos cafés e restaurantes giros e diversificados. Podemos encontrar um relvado inclinado muito grande em frente da igreja que é perfeito para um piquenique com vista da cidade.

Podem sempre visitar a basílica mas como a minha família que já lá tinha estado e disse que não era nada de mais fomos gastar o nosso tempo na cidade brutal que é Paris noutro local que fosse mais bonito e interessante. Podem subir ao cimo da igreja que acredito que tenha uma vista belíssima. Também em Montmartre podem visitar o Moulin Rouge e o Mur des Je t'aimes (que visitamos noutro dia porque não o encontrámos logo) que tem escrito em muitas línguas amo-te. É perfeito para tirarem fotografias com a vossa cara metade. Montmartre é uma zona muito gira que merece um passeio descontraído com direito a visitas às imensas lojas de recuerdos (foi aqui que encontramos os melhores preços!). É uma parte de Paris com um glamour diferente mas ainda assim com pormenores bonitos e ruas giras para passear num modo descontraído. 


TRAVEL GUIDE: PARIS | Musée des Arts Decoratifs

Após visitar o museu do Louvre a nossa opção foi o Museu das Artes Decorativas já que era algo no qual eu tinha interesse e como o meu pai tinha ido ver outras coisas eu e a minha mãe entramos de cabeça neste museu. Este museu fica no edifício onde está instalado o museu do Louvre mas não são o mesmo museu, não têm a mesma entrada (Neste entra-se pela Rue du Rivoli quando que o Louvre tem umas quatro entradas diferentes) nem são tampouco sobre a mesma coisa. Estão no mesmo edifício mas nada mais os liga. Este museu tem exposições temporárias, exposições de moda, design, publicidade, têxteis, jóias, brinquedos, decoração entre muitos outros.

Como a exposição permanente era absurdamente cara optamos por visitar somente a exposição temporária da Barbie. Eu não ia com muita expectativa mas devo dizer que gostei imenso. A boneca intemporal em todos os formatos, feitios e fatiotas. Todos os acessórios, todas as profissões todo o marchendising (imaginam uns matraquilhos com bonecas barbie?), a árvore genealógica da família Barbie, a boneca mais famosa do mundo vestida personagens de filmes ou até celebridades (já alguém viu uma Katniss Everdeen ou um William e uma Kate versão Barbie?), os desenhos antes de fabricar as bonecas, paredes de alto a baixo cheias de roupas, os animais de estimação, a versão para boneca e a versão real de um vestido..! É tudo tão cor-de-rosa e mágico e fez-me muito querer voltar a brincar com elas. Podemos observar criações de grandes designers para a boneca e algumas fotografias do Instagram da Barbie  durante a exposição.

É muito rápido de ver, muito diferente e interessante. Esta exposição está em exibição até dia dezoito deste mês. fiquei com imensa pena por não ir às exposições permanentes (temos que deixar algo para ver numa próxima visita, verdade?). São cerca de setecentas bonecas de plástico espalhadas pelas várias salas com roupas, sapatos, malas e penteados de fazer inveja. Eu gostei mesmo muito e ter entrado para ver esta exposição temporária valeu muito! Explorei somente um pouco a exposição de jóias que era pequenina mas muito bonita já que ficava no mesmo andar que a da Barbie e não exigiam pagamento! Achei que valeu imenso a pena!


TRAVEL GUIDE: PARIS | Musée d'Orsay

Onde hoje está o museu d'Orsay em tempos esteve uma estação ferroviária. O museu mantém a estrutura e alguns traços do que um dia foi o edifício. Pelos relógios enormes e lindos que podemos ver tanto fora como dentro do edifício. Como é o museu de Paris preferido da minha mãe (e consta na lista dos museus favoritos do mundo segundo ela) não pôde de maneira alguma ficar de fora. Contém não só pintura como escultura que nos é apresentada tanto no corredor centrar como nas salas labirinticas que se encontram dos lados. Este museu pode ser explorado por zonas que podem seleccionar logo que entram no museu ao ver o mapa.

Nas últimas publicações referi que alguns sítios que visitei anteriormente (Giverny e Barbizon) iam ser úteis para compreender algumas obras que veria em museus e este foi o museu onde isto mais se revelou. Podemos ver Monet e os seus nenúfares de Giverny que pude ver ao vivo, Degas e as bailarinas (que são os meus quadros favoritos do museu), podemos ver as esculturas e pinturas de Rodin, Millet, Denis, Van Gogh, Caillebotte (visitei a propriedade deste senhor durante a viagem a França!), Cézanne, Gaudi, Manet entre muitos outros.

É neste espaço que se encontram os famosos quadros Angelus, O Circo, Os Nenúfares, o quarto e o auto retrato do Van Gogh e algumas esculturas famosas como o Pompon.  Há salas para cada gosto, desde Arte Noveau, Realismo, Naturalismo, artes decorativas, Neo Impressionismo e Impressionismo são imensas as salas a visitar e os estilos de pintura que se pode ver. Até há uma sala para as pinturas da Escola de Barbizon (que vos falei aqui!).

É um museu obrigatório para os amantes de arte e para os interessados na matéria. Tem peças incríveis daquelas que só costumamos ver nos livros e na internet. Foi uma agradável surpresa encontrar algumas obras neste edifício com um ar imponente à beira do Sena e pertinho do Louvre. Fui a meio da semana de manhã e não apanhei fila nenhuma, havia pouca gente e estava tudo calmo. O edifício é lindíssimo e não podia ficar melhor do que com uma exposição de arte que não deixa ninguém indiferente.


TRAVEL GUIDE : PARIS | A Catedral de Notre Dame

A Catedral de Paris ou a Catedral de Notre Dame também mundialmente conhecida pelo filme "O Corcunda da Notre Dame" da Disney (que eu tratei de rever antes da viagem!) é uma igreja de estilo gótico enorme na qual visitei diferentes partes em diferentes dias. Num dia visitei o interior da igreja e noutro dia subi às torres para ver a cidade de um ângulo diferente e para ver de perto as gárgulas que são um ícone da Notre Dame (não há gárgulas somente em Notre Dame, há também noutras igrejas parisienses!)

A fila para entrar na igreja enche a praça à frente desta mas é sempre à andar. Se vale a pena? Muito. É uma igreja incrível, muito escura, com muitos vitrais, rosáceas e muitos visitantes. É na minha óptica a igreja mais visitada (mas não a mais bonita, hei de falar da igreja mais bonita de Paris durante esta saga de publicações, não se preocupem!) mas não deixa de ser um lugar de silêncio por ser um local de culto. 

Já noutro dia subi às torres que era um dos dois monumentos em Paris que fiz questão de subir. É um dos poucos locais onde é inevitável ter que fazer fila por razões de segurança. Os meus pais tinham o Paris Museum Pass que lhes dava acesso à grande maioria dos monumentos e museus da cidade sem ter que comprar bilhete e com o qual saltavam as chatas filas (podem saber sobre ele aqui vale a pena para pessoas com um bom ritmo de visita, com mais de 25 anos e pode compensar muito no final), excepto nesta catedral. Por isso se desejam subir, mentalizem-se que vai haver fila já que só se sobe em grupos. Depois da espera e de subir a enorme escadaria de pedra em caracol chegamos ao meio das duas torres, mesmo no centro visto de baixo. A vista deslumbrante está garantida e ainda podem entrar na sala dos sinos. Depois sobe-se mais escadas em caracol até ao cimo da torre que está à nossa direita se estivermos em frente à fachada principal) e a vista é ainda mais magnifica e é giríssimo conhecer e identificar os monumentos e alguns museus do alto da torre. Após darmos a volta ao cimo da torre descemos e saímos pelo lado direito da catedral com umas enormes dores de joelhos devido às inúmeras escadas que descemos e subimos mas com um grande sorriso no rosto.

É fenomenal subir e entrar no local que foi pano de fundo das aventuras do Quasimodo e da Esmeralda mas também entrar num local com muita história e muito rico arquitectónicamente. Passar por lá faz parte do básico do básico a fazer numa ida a Paris nem que seja somente para ver a fachada principal. Para mim valeu muito a pena, as dores de joelhos e o tempo à espera!


TRAVEL GUIDE: GIVERNY | A Casa e os Jardins do Monet

Antes de avançarmos para a cidade de Paris em si visitamos alguns locais importantes para compreender e sentir coisas que íamos ver nos dias seguintes. Giverny era um local que eu não conhecia e do qual eu nunca tinha ouvido falar mas era um sítio que estava entalado na garganta da minha mãe que das muitas vezes que fora a paris nunca tinha lá dado um saltinho. Vamos ser sinceros, Giverny já não é Paris. É a cerca de hora e meia da cidade das luzes e já é na Normandia. Apesar de longe foi um dos meus locais preferidos que tive a oportunidade de visitar na minha estadia em França.

O Claude Monet é um dos pintores preferidos da minha mãe e desta vez não deixamos a oportunidade escapar. Tínhamos carro e lá fomos em direcção da pequena vila típica desta região. Desengane-se quem pensa que apesar de ser fora da grande cidade que não havia filas, mentira, meia hora de fila para abrir a pestana e foi dos únicos locais onde paguei para entrar (e cada bilhete é uma pintura diferente do Claude Monet, quão brutal é isto?). E desengane-se quem pensa que aqui não há vigilância, há muito menos que na metrópole mas há também militares armados a vigiar.

Após entrarmos somos logo presenteados com as cores incríveis do jardim e com vista para a grande casa do pintor impressionista. É possível entrar na casa das portadas e das escadas verdes mas só dá para entrar em algumas salas (outras dá para ver sem entrar). A minha parte favorita da casa foi o atelier de pintura que estava cheio de quadros deles e ainda tinha uns sofás incríveis com um padrão giríssimo, uma secretária antiga e uma janela (um facto sobre mim: adoro janelas e quanto maiores forem melhor!).

Depois de vermos na casa os quartos, as salas, a cozinha entre outros fomos para os enormes jardins onde existe um lago que foi pintado dezenas de vezes e que podem ver tal como eu vi no Museu d'Orsay ou no Museu de l'Orangerie em Paris e dos quais vos vou falar brevemente. Claude Monet é famoso pelas pinturas dos nenúfares e da ponte japonesa que tinha no jardim (a pintura mais conhecida é provavelmente esta).  E é tão giro ver o local real de algumas pinturas tão famosas e conhecidas no mundo da arte! A cor verde do jardim é tão incrível e densa e contrasta com o lago e com alguns animais que lá habitam.

Apesar de ter alguma gente não é um local confuso ou barulhento contrariamente é um local calmo e excelente para passar uma manhã ou uma tarde em família para apreciar o habitat natural de um dos pintores impressionistas mais famosos. Giverny é um local nas entranhas de França que vale muito a pena conhecer não só para os amantes de arte como para os amantes de locais bonitos, diferentes e que têm um pouco de história!

TRAVEL GUIDE: PARIS | Palácio de Versalhes

Eu sonhei com o magnifico palácio de Versalhes durante muitos anos. Suspirava por ele nos livros de História e ambicionava entrar no palácio quando via fotografias e vídeos . Foi um sonho que já se apoderava de mim e finalmente consegui riscá-lo dos meus desejos. Comecei aos pulos de entusiasmo e fiquei espantada pela grandiosidade e exuberância do edifício. Eu sabia que o Louis XIV tinha a mania das grandezas mas não assim tanto. É enorme, imponente e com uns portões dourados lindos de morrer.

Este local já é na periferia da capital mas em meia hora chegámos lá. Tirámos o bilhete no dia anterior (foi gratuito para mim) através da internet e por isso achávamos que podíamos entrar logo no grandiosos edifício. Estávamos muito errados. Fomos na descontra já tarde e a realidade fechou a aporta e nós batemos com o nariz: não podíamos passar a fila. Toda a gente que estava na fila já tinha bilhete e nós tivemos somente que ir para o fim e ir andando aos pouquinhos. Valeu-nos uma hora e meia ao Sol (sol tal que os que esperavam até faziam chapéus com os mapas para se protegerem) à espera que a fila ficasse mais curta.

Após sermos revistados finalmente entramos nos aposentos do Rei Sol. Andámos pelas salas com nomes de Deuses, pelos quartos, pelos os enormes salões com tectos lindos (mini confissão: em vez de olhar para o conteúdo das salas eu ficava abismada a olhar para os tectos, são magníficos!). Versalhes prima pelos pormenores estratégicos que fazem sempre a diferença, pelos tons dourados, pelas lareiras gigantes, os quadros, os lustres, as estátuas, a mobília sofisticada e luxuosa, a capela que mais parece uma igreja ou até uma catedral, as escadarias e os enormes jardins. É tudo perfeito, magnifico, um sonho. É tudo lindo mas o que mexeu mais comigo foi mesmo a famosa Galeria dos Espelhos. Um local extremamente sofisticado, com um tecto incrível, lustres enormes e lindos de morrer e os famosos espelhos. É incrível e as emoções de estarmos num local que esperamos muito por ver são indescritíveis.  Não pudemos visitar os Aposentos da Rainha por estar em obras mas é obviamente compreensível! Uma sala que gostei muito foi a sala das Batalhas. Com um tecto alto e quadros que representavam algumas das batalhas que houveram. É o extremo do absolutismo, do poder e da riqueza.

 Infelizmente não pude ir aos jardins já que era dia de haver um espectáculo de luz e som nos jardins de Versalhes e por isso se não pagássemos para assistir ao espectáculo (que era à noite) não podíamos entrar. Já tínhamos coisas combinadas e por isso não deu. Mas deu para ter um pequeno vislumbre das fontes, dos canteiros floridos e coloridos e do quão enormes são os jardins. São muito mais que dez vezes o tamanho do palácio portanto imaginem!

É a magnificência e o luxo que habitam num dos mais famosos palácios do mundo que é considerado Património Mundial da UNESCO e foi uma honra sequer entrar. Ficaram por ver os jardins e bosques, o domínio de Marie Antoinette, o Grand e o Petir Trianon (que ficam do outro lado dos enormes jardins e as salas que não vimos) mas temos sempre que ter razões para voltar, não é verdade? O palácio de Versalhes é o sentido literal da famosa expressão "à grande e à francesa" e valeu totalmente  tempo de espera e os anos de ânsia para lá ir!


Sala das Batalhas

TRAVEL GUIDE: PARIS | Coisas Básicas


E que tal os transportes?
Bem, apanhei um voo da Transavia para Paris no dia quatro de manhã e o voo foi atrasado, com alguma turbulência e talvez para mim o pior defeito, como as hospedeiras são maioritariamente francesas e têm sempre aquele sotaque ao falarem inglês é um pouco complicado de compreender as instruções de segurança até porque o sistema de som também não era o melhor. Foi a primeira  vez em muitos voos que não ouvi na integra as manobras de segurança apesar de já as conhecer (seguidamente li o folheto informativo somente para me relembrar, nunca é demais!). Se fosse nova na arte de voar era muito pior pois não saberia o que fazer em diversas situações de emergência. São muito simpáticos e os preços muito agradáveis. Para cá, vim no dia 16 de madrugada desta vez sem atrasos e o voo passou a voar (interpretem isto das duas maneiras!). Já lá alugámos um carro para podermos ter mais liberdade já que íamos visitar família e amigos, tínhamos que ir comprar comida e íamos visitar sítios fora da capital francesa. Se alugarem um carro em Paris/França tenham muito cuidado porque os franceses são muito imprudentes e brutos a conduzir. Depois para o centro da cidade resolvemos fazer um passe (levem uma fotografia porque é obrigatório) que nos deu acesso aos autocarros, metros e até a um desconto num barco que dá uma volta no Sena. Este fica para vocês no final da viagem, não o têm que devolver já que tem a vossa fotografia e nome nele. Achei o metro muito engraçado pois são todos diferentes, uns mais antigos, uns mais novos, uns com pneus que vão à superfície, outros sem condutor, é super giro e chegar às paragens forradas a mosaicos brancos com o nome da estação a azul e branco é incrível assim como as publicidades (os meus pais explicavam me as que valiam a pena compreender) que caem sobre nós. Normalmente há um intervalo de quatro minutos entre cada metro que passa mas isso pode ser diferente de linha para linha. Se forem capazes aluguem as bicicletas espalhadas pela cidade mas eu não me metia nisso já que andar na estrada lá é um perigo.


E alojamento?
Nós ficamos em casa de familiares. Podíamos fazer as nossas próprias refeições e acima de tudo era uma grande poupança. Há muitos hotéis e há para todos os gostos, procurem (se tiver estação de metro perto é um bónus!), mas neste ponto não vos posso ajudar mesmo.

Sentis-te-te segura em Paris?
Isto é algo muito sério e importante e tive amigos que disseram que era maluca por ir para Paris quando o que não falta são atentados em França. Não ir seria seria limitar a minha liberdade por algo incerto. Eu senti-me extremamente segura em Paris, a sério. Havia militares armados até aos dentes em literalmente todo o lado, até nos bairros da periferia, nas ruas mais estreitas e escuras, eles estavam em todo o lado e davam uma enorme sensação de segurança. Qualquer que fosse o local onde entrássemos (fosse uma loja num centro comercial ou de rua, um museu ou até na zona das praias de Paris) pediam-nos para abrirmos a mala (se não percebem francês quando um segurança se dirigir a vocês abram a mala, eles dão uma vista rápida e podes seguir com a tua visita!) e em alguns locais como no Museu do Louvre passamos num detector e as nossas malas passam numa máquina tal como no aeroporto. A cidade está em alerta atentado e a segurança está no máximo e não podia ser de outra maneira.

Disseram que os franceses não falam inglês e nem sequer se esforçam para tal, é verdade?
Não, que eu tenha visto. Os meus pais falaram sempre em francês mas quando a minha mãe se via à rasca e o inglês a conseguia safar os franceses respondiam em inglês. Assisti a trabalhadores de museus, artistas de rua, o senhor dos crepes, seguranças e empregados de lojas a falar inglês. Não é um drama ir para França e não saber falar francês, mas dar uns toques ajuda!



E a comida é comestível ou nem por isso?
É demasiado comestível. Principalmente o pão! Não há um carrinho de supermercado sem uma baguete e os croissants de uma padaria acabadinhos de sair do forno?! São deliciosos, assim como os chouquettes, os macarons, os queijos, o pain au chocolat e outras coisas como os vinhos e os éclairs (que eu não gosto). Sugiro-vos a comprarem uma baguete e a fazerem o vosso almoço para um piquenique num jardim da cidade e de guloseima irem a uma pastelaria para provarem um pouco da doçaria francesa!

A cidade é limpa?
É uma cidade limpa com muitos caixotes do lixo mas quando se vai mais para a periferia a borda da estrada é a lixeira dos que passam, terrível. 

Como é o tempo por lá?
O tempo lá é bastante instável, dou-vos o exemplo de quando fui à Disney em 2009, um dia lindo e maravilhoso e à tarde houve uma tempestade com uma trovoada assustadora e chuva a cântaros. Este ano só apanhamos uns pinguinhos mas num dia podia estar nublado e frio e no a seguir um sol que não se aguenta. Tenho uma amiga que neste momento está em Paris e que disse que no dia a seguir a deixar a cidade apanhou a chuvada da vida dela. Levem sempre um casaco mais quente mesmo que seja verão e um guarda-chuva/impermeável. Nunca se sabe.



TRAVEL GUIDE: PARIS | É sempre bom voltar

Esta não foi a minha primeira viagem a Paris. Estive lá há sete anos, em 2009 com oito anos. Mas  apesar de ter passeado pela cidade não foi para mim uma verdadeira viagem a Paris. Andei muito pouco na cidade, menos do que gostaria e vi muito pouco. Estive lá pouco tempo e o tempo foi pessimamente aproveitado. Vi os monumentos principais, fui à Disney (que também foi um pequeno desastre, não vi nenhum desfile e a meio da tarde as atracções fecharam todas por culpa da trovoada e da chuva torrencial a meio de Agosto, obrigada São Pedro) e fiquei a vegetar na casa dos meus primos isto depois de já ter passado alguns dias na Bretanha e na Normandia (que é super giro e deviam visitar, super recomendo!) e isto tudo depois de um voo muito atrasado que chegou mesmo muito tarde. Paris foi um sonho mas deixou muito a desejar. Em 2016 tive finalmente a oportunidade de melhorar a imagem que tinha da cidade mais romântica do mundo. Tive imensos dias para ver tudo o que eu quis, para explorar as ruas e para ficar de queixo caído com a arquitectura e com a arte. Fui com duas pessoas que conhecem Paris como se fosse as suas próprias mãos. Os meus pais estiveram umas dez vezes em Paris sem exageros e já viram e reviram (quase) tudo, inclusive, o meu pai é um antigo morador da cidade. É a cidade natal dele e por isso é também um local que faz parte de mim, da minha família e da nossa História. Além disso ambos falam francês fluentemente, o que safa os meus três anos de francês que não dão para compreender mais que o básico. Paris foi regressar às origens, reencontrar os amigos e a família e descobrir locais pelos quais me babo há anos. No ano passado Londres foi uma estreia para todos mas este ano, Paris foi uma repetição. É sempre bom voltar!



Estou de partida! Au revoir!

Este verão vou a Paris! Dicas? Sugestões? Truques? Aceito tudo!

Se tudo correr bem irei viajar para uma capital europeia no verão! Mal posso esperar!