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TRAVEL GUIDE: FLORENÇA | Duomo

É o cartão de visita da cidade e o principal ex-libris de Florença. Como há muito para visitar esta será um publicação dedicada à Catedral de Santa Maria das Flores, o exterior, o interior, a cúpula, o campanário, o baptistério e ainda o museu do Duomo. Vistamos quase tudo em dias diferentes mas com uma boa gestão faz-se facilmente num dia. Brunelleschi era um génio e aqui têm a prova disso, este senhor não brincava em serviço.


BAPTISTERIO DI SAN GIOVANNI
Na época em que Santa Maria del Fiori foi erguido as pessoas só eram dignas de entrarem na catedral após serem baptizadas. Isso ocorria no Baptisterio, mesmo em frente à catedral em si. Pequenina mas de uma beleza e riqueza estúpida. Pequenino mas conciso, muito muito bonito.




O EXTERIOR
É impossível não ceder à imponência do edifício. A gigantesa da sua cúpula e a magestosidade dos mármores usados que tão bem ficam juntos, o verde, o rosa e o branco complementam-se tão bem! O edifício é imenso e é normal tirarem minutos para apreciar os pormenores da fachada frontal da catedral. Sugiro que dêem uma volta a toda a Catedral. Foi das primeiras coisas que fizemos assim que deixámos as malas e aquela golden hour soube pela vida




O INTERIOR
 Sinceramente foi a maior desilusão da viagem e talvez deste ano mesmo. Depois da imponência e do símbolo marcante do Renascimento que se tornou esta Catedral eu esperava algo muito mais elaborado e robusto, encontrei uma igreja grande mas despida, monótona. Fiquei tão desiludida que nem as pinturas que decoram a cúpula por dentro me animaram - apesar de ser belíssima! A entrada é gratuita mas existe fila e não de pode entrar com ombros à mostra nem pernas demasiado destapadas, atenção a isso!




A CÚPULA
 Só se pode lá ir lá com marcação que é feita no exterior da catedral, numa ruas que tem entrada na praça. Escolhemos ir de manhã cedinho. A fila começa a formar-se antes da hora de abertura, estejam atentos. Sinceramente foi o ponto alto a onde menos me custou subir, são à volta de 450 degraus e é muito giro depararmos-nos na parte em que subimos com as íngremes escadas para o topo da cúpula. A vista é belíssima e vale o esforço, adorei subir lá e é o edifício mais alto que podem escalar em Florença.



CAMPANÁRIO/ TORRE DO SINO DE GIOTTO
A torre do sino encontra-se fora da estrutura da catedral e dá para subir lá ao cimo, são menos escadas que a cúpula mas a vista é igualmente deslumbrante e de perder de vista. Esta torre tem os antigos sinos e vários patamares para descansar. É também decorado com os três tons de mármore que condizem com Santa Maria das Flores




MUSEU DO DUOMO
Tanto no exterior como no interior da igreja as estátuas originais foram retiradas para não se estragarem e foram substituídas por cópias idênticas. Aqui encontramos estas estátuas, as originais e icónicas portas do Paraíso em bronze, Estátuas enormescas, vestes sacerdotais, objectos eclesiásticos belíssimos - não fossem estes ter "relíquias" de santos no interior, uma aberração na minha mais sincera opinião. Podemos também ver a forma como construiriam a magnifica catedral sem recurso a maquinaria, as técnicas rudimentares e tudo o que envolveu. Podemos também subir ao terraço para observar mais uma vez a incrível cúpula do lado de fora. Em termos museológicos adorei a organização do museu, a luz, o espaçamento, a paz e a calma que transmitia. Lindo lindo lindo!






Como podem ver, à volta do Duomo há imenso para ver, opções não vos faltam. Se tiverem  pouquinho tempo recomendo que visitem a catedral por fora, vão ao museu e subam ou à torre do sino ou à cupula! Nós fizemos tudo mas é preciso pedalada! Esta catedral é o ícone do período renascentista e apesar de se identificar no Gótico tardio é de uma beleza excepcional, retirando a desilusão que foi para mim o interior, mas enfim! Espero que gostem!

TRAVEL GUIDE: FLORENÇA | Benvenuti a Firenze!

Se me acompanham fora daqui sabem que durante a semana passada andei por terras italianas. Foi uma viagem em modo de celebração pelos vinte e cinco anos de casados dos meus pais e Florença, na Tuscania, foi a cidade escolhida. Foram seis dias em família entre gelados e palácios, capelinhas e pizzas e foi tão bom! Espero conseguir transmitir-vos tudo aquilo que vivi por terras italianas e estou a pensar agrupar alguns locais que façam sentido de modo a não se tornar chato, you see?! Tal como não fazer uma publicação para cada igreja ou capela que visitei mas sim listá-las a todas com descrições especificas e todas com direito a fotografias, esta é uma ideia, o que acham? Itália foi estreia para a família toda e acho que nos apaixonamos, estão prontos para voltar e percorrer todas as ruelas desta cidade maravilhosa com uma luz incrível comigo?



Transportes: Como sempre, em voos curtos preferimos voar em low cost, é menos cómodo para as costas mas mais para a carteira. Optamos por RyanAir até Pisa - visto que o aeroporto de Florença só serve voos nacionais ou de cursos muito curtos - ou podem optar por Bolonha também, e apanhamos uns transfer até à cidade (para lá fomos de autocarro, para cá viemos de comboio). A cidade faz-se bem a pé, apesar de ser grande o centro histórico está bem concentrado e se ficarem alojados no centro é perfeito! Outro ponto a ter consciência: as pessoas andam no meio da estrada como se fosse uma estrada pedonal - cof cof ia sendo atropelada trinta vezes - pois os passeios são estreitos, as pessoas não se desviam de ti, têm de ter imenso cuidado nas passadeiras. As estradas lá são um perigo, é mesmo preciso cautela!

Alimentação: Estão em Itália estão no céu! Quando viajamos tentamos sempre optar por restaurantes fora dos centros, tasquinhas de negócios familiares cujo preço seja justo e em que sejamos bem servidos. Valorizamos também os ingredientes frescos e o forno a lenha, locais simpáticos e onde se possa comer em condições. Não fomos a muitos restaurantes mas gostei muito muito do La Grotta di Leo nas redondezas de Santa Maria Novella, onde provei a melhor panna cotta da minha vida, o Buogustai perto do Palácio Vecchio também foi excelente. Também comemos muito bem no mercado de Florença! Os melhores gelados que encontramos e com a melhor relação qualidade-preço foram numa loja que há em vários sítios chamada Venchi.  Diria que são bem melhores que o meu eterno amor Amorino. Pro tip: gelado a mais de 4€ são um roubo, vi uma loja que um cone pequeno era 8€, no Venchi o mais barato era 2,50€ e todas as noites lá íamos à árdua escolha de escolher um sabor. Atenção que eles fazem um preços para quem leva para comer e para quem se senta e muitas vezes nem sequer o dizem. Itália é a terra das massas, das pizzas e das lasanhas, aproveitem!

Wi-fi: O Firenze Wifi não funciona, as dos cafés e museus têm quase todas password, portanto ou esperam até chegarem ao hotel ou submetem-se à utilização dos dados - ainda me questiono porque raio os meus não funcionaram.

Língua: Italiano é uma língua latina, costumam saber inglês e mesmo que não percebam um português enrolado em espanhol e arranhado em francês resulta. Achei o italiano bem mais fácil de compreender e de ler que o francês ou o espanhol, sinceramente, basta puxar pela cabeça!

Geral: Os italianos têm um espírito semelhante ao português: simpático e hospitaleiro. Têm de ter muito cuidado com as burlas. Os vendedores aceitam regateamentos (aproveitem!). A comida é muito cara. De noite aproveitem para passear há sempre espectáculos na Praça da República, à frente do Palácio Vecchio, em Uffizi (aquele quarteto de cordas incrível a tocar Vivaldi e o genérico de game of thrones) entre muitos outros sítios. Florença ganha outra vida de noite, aproveitem!

EXCHANGE | Obrigada!

O intercâmbio de estudantes com a Hungria no qual tive a incrível oportunidade de participar e que decorreu  nos últimos meses terminou há quase duas semanas e só agora é que tive coragem de escrever aquilo que gosto de chamar não só de retrospectiva como de agradecimento. Consistiu em ir viver para uma família húngara durante uma semana e meses depois a minha parceira ser acolhida na minha família e foi genial. Já me tinha apaixonado pelo projecto quando há uns anos o meu irmão fez o mesmo programa para a Alemanha, precisamente com a minha idade, e ansiei durante muito tempo pela minha oportunidade.

Confesso que nos últimos anos sempre quis outro destino e decidi mudar para a Hungria no dia em que chegaram os papéis, foi repentino mas certeiro, como gosto de lhe chamar e hoje digo-vos que estou absolutamente zero arrependida! Inscrevi-me, escrevi uma carta de motivação onde apontei a minha paixão por outras culturas, por viagens e aquilo que o intercâmbio ia significar para mim. Fui escolhida por mérito próprio neste passo onde eliminaram metade do grupo e a gratidão foi tanta! Seguiram-se as reuniões onde no inicio quase ninguém falava, somente quem se conhecia. Eu era a única da minha turma e não havia ninguém que conhecesse mesmo bem somente algumas caras conhecidas dos corredores e nomes que se falam, todos os outros eram estranhos. Pensando bem, adorava voltar a este processo inicial, não nos apercebemos o quão mágico é quando lá estamos! Depois paguei a viagem com as poupanças que tinha feito durante o último ano e confesso que acho que a única coisa que os meus pais fizeram foi assinar os papéis para sair do país porque de resto fiz tudinho!

Assim que nos deram os nossos parceiros começamos a conversar até ao dia em que nos conhecemos. É assustador quando chegamos ao aeroporto e finalmente os podemos ver frente a frente! Criamos sempre imensas expectativas porque sabemos que as fotos nem sempre correspondem à realidade e conversar sem ecrãs à frente, sem emojis nem palhaçadas, só nós. É estranho mas é tão giro! Um dos meus objectivos com o intercâmbio era trabalhar no meu inglês. Sempre fui boa a escrever no entanto sempre encravei a falar e noto uma evolução imensa! Sou muito mais intuitiva e já não preciso de pensar em português e traduzir já sai tudo natural sem qualquer esforço e é pura magia! Habituamos-nos tanto a falar inglês que voltamos a casa e continuamos a utilizar expressões inglesas e até que sonhei nesta língua!

Lá divertimos-nos tanto, tenho tantas saudades de Budapeste, mas tantas tantas vocês não imaginam..! Sinto falta de ver os senhores a lançar sal nas estradas para derreter o gelo, da língua esquisita e do dinheiro que me dava dores de cabeça! Tenho imensas saudades dos transportes de minuto a minuto da comida que comia três garfadas e ficava cheia o dia todo! Saudades das viagens de autocarro e de avião, de nos perdermos e andarmos uma hora no aeroporto de Paris às cinco da tarde para ir almoçar ao McDonalds. Sinto falta do meu Chai Tea Latte que me aquecia a alma, a garganta e as mãos, do Danúbio congelado, de viver no centro da cidade. Tenho saudades de chorar imenso no museu do Holocausto agarrada precisamente às mesmas pessoas com que chorei quando os húngaros se foram embora. Tenho saudades do facto de estarmos todos doidos com as novas músicas do Ed - que são duas das músicas que simbolizam para nós esta viagem. Saudades de subir um dos maiores lances de escadas rolantes da Europa a correr em vez de esperarmos porque simplesmente podíamos e sinto falta das bebidas com mesmo muito gás. Foram as bolas de neve na cara, os passeios nocturnos, os divertimentos em Viena e as mil e uma peripécias que nos aconteceram. Foi incrível. Tenho saudades.

Cá tentei dar à minha parceira a melhor experiência de Portugal que ela poderia receber, foi a comida, a hospitalidade, a interacção com a nossa cultura, o solinho bom que se deu a conhecer, o mar aqui tão próximo..! Adorei tê-la cá apesar de ter sido extremamente cansativo mas foi tão bom! Fomos não só visitar a parte mais histórica e cultural da cidade mas também nos fomos divertir e fomos fazer surf. Visitamos não só Lisboa como Almada, a Costa, Sintra e Cascais e alguns chegaram a ir à Arrábida! Adorei o programa e adorei estar envolvida nisto!

O maior prémio no fim são as memórias e as fotografias que ficam, ela dizer-me que foi a melhor viagem que já fez e disse lhe que se ela quisesse a minha casa estava sempre aberta para a receber se ela quisesse voltar, ela fez o mesmo comigo e isto demonstra o quão bem nós ficamos uma com a outra e como nos ficamos a conhecer, Não ficámos amigas para a vida, aliás  conversas online e duas semanas juntas não dão para muito mas ela ficou marcada em mim e tive imensa sorte com a minha parceira - há quem não tenha a mesma sorte e tenha tido problemas, um dos factores que mais influenciam no intercâmbio são o vosso parceiro e eu fiquei excelente!. Vê-los partir foi extremamente doloroso principalmente ao saber que provavelmente nunca mais os veremos na vida. Dói.

Custa terminar este projecto que começou muito antes das viagens. Começou em Outubro e somente no fim de Abril é que terminou e encerro este bonito capítulo de coração cheio. Foi soberbo. Obrigada a todos os portugueses com os quais travei bonitas amizades - fomos um grupo bestial - especialmente à Telma que foi a melhor pessoa que o intercâmbio me trouxe, a todos os húngaros - especialmente à minha e a um fofinho que disse que eu era a portuguesa preferida dele por ser toda para a frentex - aos professores que nos acompanharam, aos meus pais por me apoiarem sempre e por me ajudarem com as tarefas e com a papelada, à minha família húngara por me ter acolhido tão bem e a todos vocês que acompanharam durante os últimos meses nesta aventura. Se poderem vão, a sério não desperdicem esta oportunidade! E visitem a Hungria que toda agente me pergunta se fica sequer na Europa ou onde é que raio é. Não é um país pelo qual surja um grande interesse, reconheço isso, mas merece uma visita. Nunca esquecerei Budapeste por lá ter passado uma das semanas mais incríveis da minha vida, a gratidão não cabe em mim!





TRAVEL GUIDE: SINTRA | Quinta da Regaleira

Ainda no final de Abril fomos passear com o grupo todo do intercâmbio a Sintra e uma das nossas paragens foi a Quinta da Regaleira. Era provavelmente o sítio que mais queria visitar no programa e já lá tinha estado há muitos anos, para verem o quão pequena era, os telemóveis topo de gama eram nokias calhau! É um parque relativamente grande e cheio de coisas incríveis para ver!

São os lagos, as grutas, o poço, as fontes, as torres, as cascatas, as fontes, o palácio, as estátuas, as espécies que encontram em todo o parque! É um leque de infinidades de coisas diferentes! Muito agradável para um bom passeio e para descontrair! Sim, sem dúvida que as cores verdejantes e os sons puros da Regaleira nos fazem querer ficar lá para todo o sempre! É tão bonito e por favor vão com tempo para explorar todos os cantinhos deliciosos da Quinta da Regaleira.

Correspondeu às expectativas que impus mas tinha ideia que era muito maior! No entanto toda a gente adorou não só este belíssimo local que visitamos como toda a vila de Sintra e a magia que transmite! É incrível! Só tenho mesmo pena de não ter tido tempo para explorar absolutamente tudo e de não ter percorrido todos os túneis! Foi pena mas encheu-me as medidas!







TRAVEL GUIDE: BUDAPESTE | Galeria Nacional Húngara

A minha parceira húngara está quase a chegar e por isso decidi arrumar o assunto de Budapeste antes de a ter debaixo do mesmo tecto. Esta é a última publicação sobre lugares pelos quais me apaixonei e onde criei memórias inesquecíveis na capital húngara, espero que tenham gostado tanto como eu gostei de visitar, escrever e fotografar! No dia em que me deram oportunidade de escolher onde queria ir fui rápida e disse logo que queria ir à Galeria Nacional Húngara cuja a minha mãe já me tinha recomendado se queria ver arte na cidade.

Não vou por obrigação mas sim por gosto a museus de arte e escolhi este essencialmente por ser somente composto por obras de artistas húngaros. Considero que consigo ver Monet, Leonardo da Vinci, Goya, Miró entre muitos outros - que têm obras expostas no Museu de Belas Artes de Budapeste - em quase toda a parte do mundo e por isso decidi entregar-me à cultura húngara e ir pelos seus artistas já que estes são pouco conhecidos e penso que antes nunca tinha visto ao vivo. Ir à Hungria ver artistas que posso ver em todos os museus? Não, conhecer artistas húngaros, a sua arte e a sua história, era isso que eu queria ver e fazer!

A Galeria Nacional Húngara fica num dos pontos mais altos da cidade no castelo de Buda, o que nos dá uma bonita vista sob a cidade. Esta galeria acolhe peças de arte desde a Idade Média até ao século XX e espanta-nos logo que entramos com um quadro gigantesco. Não sou a melhor pessoa para vos falar de arte húngara mas eles retratavam principalmente episódios do quotidiano e cenários históricos e religiosos. É super interessante porque um país reflecte-se também na sua arte e aquilo que acontece é transposto para telas ou é esculpido em pedra.

Fiquei alegremente surpreendida com a secção do impressionismo que se referia aos pintores húngaros que frequentaram a Escola dos Impressionistas de Barbizon - onde estive no verão e que podem saber mais aqui. Também achei super engraçado as caras que nos aparecem nas notas de quinhentos e de mil forints estarem lá representadas!

Não fui muito informada para lá e deixei que a minha parceira e a sua família me guiassem e me explicassem certos cenários - principalmente os históricos - mas reconheci algumas obras como a Woman Dressed In Polka Dots Robe de József Rippl-Rónai e algumas de campos floridos que julgo já ter visto algures. Saí de lá radiante e bem mais rica pois a arte é o reflexo de um povo, de uma cultura e de um país inteiro. Gostei imenso e este foi um dos meus lugares favoritos em Budapeste.









TRAVEL GUIDE: BUDAPESTE | Citadella

Citadella é o melhor lugar para visualizar Budapeste de alto.  Fica nas montanhas de Buda e foi um lugar que descobri através do Instagram! Mega dica: procurem pela cidade na rede social e pesquisem os locais mais bonitos e guardem-nos, foi assim que descobri Citadella em Budapeste e o Palais Royal em Paris! Dá trabalho mas mostra-nos sítios que raramente vêm nos guias e que são excelente para captar através da lente. Citadella é um espaço aberto num balcão sobre a cidade onde se visualizam as duas partes que o rio divide e as imensas pontes que por este se estendem, Aqui dá para apreciar a sua arquitectura pois são todas tão distintas e complexas! Citadella era uma fortificação de enorme importãncia histórico-miltar na Hungria e um dos pontos altos é mesmo a Estátua da Liberdade que se ergue sobre toda a cidade. De braços no ar e  a segurar uma folha como tributo a todos os que deram a vida pela liberdade e independencia da Hungria e também é uma estátua em sinal de agradecimento ao bloco de leste pela ajuda durante a II Guerra Mundial. Apesar dos  imensos turistas, é um local de paz e de bem estar onde adorava ter ido mais do que uma vez, apreciar as luzes ou ver o nascer ou o pôr do sol. É um lugar super descontraído e adorava tê-lo apreciado de várias maneiras diferentes!


TRAVEL GUIDE: BUDAPESTE | Invisible Exibition

A Invisible Exibition foi algo que eu nunca tinha experimentado antes. É uma exposição em forma de sensibilização pelos invisuais onde aprendemos imenso como é um dia normal no dia de um cego ou de alguém com problemas visuais. A Invisible Exibition é um exposição totalmente às escuras, podias estar de olhos abertos ou fechados que era igual. Estava escuro como  o breu de modo a que não fizéssemos a mínima ideia de onde estávamos, de quem estava connosco ou no que raio estávamos a tocar. A sala escura - e gigante! -  era um apartamento e nós calcávamos as paredes, descobríamos o piano e tocávamos, abríamos o forno, atirávamos-nos para o sofá e mexíamos em absolutamente tudo de modo a descobrir o que era. Esta experiência obrigou-nos a activar todos os nossos restantes sentidos e achei que tinha sido uma exposição brilhante. Para além do apartamento, fomos levados por uma "estrada" para compreender como é que estes as atravessam e ainda nos levaram a uma casa de campo com imensas texturas diferentes e montes de coisas estranhas para identificar com o tacto. Foi cerca de uma hora na câmara escura tanto que já nos conseguíamos reconhecer pelo tacto da nossa roupa, sem sequer falarmos. Não se assustem, as arestas estão limadas de modo a que ninguém se magoe mas é sempre preciso cuidado!

Já na luz, no exterior, temos um labirinto, um bastão e uma venda para o percorrer e para além disso, a nossa guia, que era uma invisual explicou-nos como é que fazem tudo, mostrou-nos jogos de tabuleiro e a forma como os adaptaram, falámos de imensos temas à volta do assunto mas aquele que sem duvida mais me prendeu foi como é que os cegos sonham. Achei extremamente interessante e recomendo mesmo que vão. Sei que não há somente na Hungria, mas na Polónia, na Republica Checa e em mais alguns países, é uma questão de procurar! Despertou-nos sem dúvida para este mundo e foi uma experiência única e super divertida e enriquecedora!




TRAVEL GUIDE: VIENA | Uma Cidade Deslumbrante

Viena foi a cidade mais bonita onde já alguma vez tive. Assim, curto e forte,  tal como a primeira frase foi também a minha passagem por Viena. São cerca de quatro horas de autocarro desde Budapeste a Viena e a nossa paragem por lá foi dos pontos altos e das minhas partes favoritas da minha semana na Europa Central. Antes de Viena, a Áustria é um país bem diferente da Hungria. Começa logo na fronteira, as casas são muito mais bonitas e parecem muito mais cuidadas. Assim que mudamos de país as diferenças são logo evidentes e visíveis. Na Hungria as ruas são escuras e intimidantes ao contrário das austríacas que são muito iluminadas. Dois países tão próximos mas tão diferentes! Adorei descobrir as diferenças e as semelhanças entre ambos!

Para quem já foi a Paris, para mim Viena é muito parecido mas muito mais bonito e bem cuidado. A beleza da arquitectura dos edifícios não pára nem na periferia da cidade, é impressionante. Em todo o lado há um arco elaborado, um jardim cuidado, uma estatueta sofisticada ou um pormenor num prédio de cortar a respiração. A cada esquina e a cada rua percorrida Viena me surpreendia mais.

Infelizmente não pude riscar da minha lista nenhum dos locais que queria muito visitar como o Museu Albertina, o Palácio de Schorbrunn, as Galerias da Sissi, a Estátua de Mozart entre muitos outros. Somente passeei pelas ruas e tive o privilégio de observar a estupenda arquitectura austríaca. É uma cidade para os amantes de música clássica (não percam a oportunidade de assistir a um espectáculo, existem as resmas!), de arte e de arquitectura. Viena transpira estes três elementos e foi também por isso que gostei tanto.

Viena é uma cidade cara e preparem-se para isso. Comam apple strudel e experimentem outros pratos da doçaria austríaca que foi a base (caso não saibam) para a incrível pastelaria francesa. Falam alemão mas também falam muito bem inglês (coisa que só acontece na maioria dos sítios mais turísticos em Budapeste, infelizmente). As pessoas são muito simpáticas e perguntavam sempre se precisávamos de ajuda e se estávamos a gostar da cidade!

Viena foi a cidade mais bonita onde alguma vez estive e soube-me a pouco este dia. Viena tem tanto mais para me dar e preciso urgentemente de uma viagem de ida para lá de preferência com passagem por Hallstatt e Salzburgo que são sítios onde quero muito ir! Aquilo sou eu numa cidade, senti-me tão bem lá e tão feliz..! Viena vale totalmente a pena, é belíssimo.








 

TRAVEL GUIDE: BUDAPESTE | Sinagoga e Shabbat Shalom

Como já referi numa das publicações desta série de Budapeste, esta cidade trouxe-me muitos conhecimentos acerca da religião e cultura judaica. Já tinha visitado a Sinagoga de Lisboa, de Tomar e de Belmonte e não poderia nunca ignorar a de Budapeste que está no "habitat natural" dos judeus e é a maior da Europa e uma das maiores do mundo. Lembro-me que foi extremamente divertido os momentos antes de entrar-mos pois foi aqui que caiu o maior nevão da semana e por isso estávamos encharcados mas eufóricos e muito felizes! Viemos à Grande Sinagoga de Budapeste logo a seguir à visita arrebatadora e dolorosa ao Museu do Holocausto - que já vos falei aqui - para consolidar esta viagem ao mundo da religião, História e cultura judaica.



Fomos guiados por uma guia que nos explicou muitos dos elementos presentes dentro deste templo e alguns pormenores acerca da cultura judaica. Os rapazes tiveram que cobrir a cabeça com um capuz ou com o kipah que davam à entrada. Aprendi imensas coisas aqui tais como que os judeus não dizem o nome do seu Deus, que põe pedras nas campas em vez de flores (que é a que acho mais interessante), os judeus são quem faz mais piadas sobre si mesmos e têm um excelente sentido de humor, estão no ano de 5778 e uma criança pode ser considerada judaica ou não consoante a religião da mãe, se esta for judia a criança é, se não, a criança não é, a religião do pai não interessa. Aprendi também que o livro sagrado é a Torá que está escrita em hebraico e que se lê ao contrário e pude observar os Menorah e as estrelas de David espalhadas por todo o lado. Os judeus não misturam alimentos como a carne e o leite e quem conduz as cerimónias religiosas é o rabino. É uma religião muito condescendente e têm vários feriados e celebrações religiosas extremamente interessantes assim como locais que devem visitar pelo menos uma vez na vida como o Muro das Lamentações em Israel. O dia sagrado começa ao por do sol de sexta-feira e termina ao pôr do sol de sábado. O sábado é o dia de repouso e todas as obrigações profissionais e financeiras devem ser evitadas


Alguns dos parceiros húngaros eram judeus e para mim foi muito interessante o facto de ao mesmo tempo que desejávamos um feliz Natal desejávamos também um feliz Hanukkah. Achei super giro já que nunca tinha desejado uma feliz celebração de outras religiões. Quando escolhi a Hungria eu procurava este contacto com culturas diferentes e foi isso mesmo que tive.


Após a visita ao interior da Sinagoga, dirigimos-nos às traseiras das mesmas onde existe o cemitério. Ao contrário dos cemitérios comuns (que em suma são sítios aos quais detesto ir, o ambiente é pesado e desconfortável), no cemitério judaico o ambiente não era pesado, de todo, e apercebi-me que eles não levam a morte como algo horrendo mas sim como algo bom e isso ajuda a que este locaL não tenham uma atmosfera tão pesada. É um lugar de silêncio e respeito e são muitos os que deixam pedras aos diversos nomes que se estendem pela área. Não muito longe do cemitério é onde está o monumento da Árvore da Vida que é enorme e que em cada folha tem escrito o nome de um judeu húngaro morto num dos períodos mais negros da nossa Historia





 Nas redondezas existe o bairro judeu onde - segundo me contaram - os judeus fizeram marcações no chão na altura em que tiveram de fugir durante a II Guerra Mundial para quando a guerra acabasse e voltassem, saberem onde tinham habitado no caso de as habitações serem destruídas. Não visitei por lapso meu, era algo que eu queria muito mas que na altura me esqueci e por isso dêem uma voltinha por lá.


No final deste dia assistimos ao ritual do Shabbat Shalom que se inicia ao pôr do sol de sexta-feira e que introduz o período do shabbat (dia sagrado). Não foi feito na sinagoga nem celebrado por um rabino mas sim por alunos de uma escola judaica onde fizeram uma pequena demonstração do ritual para nós e onde nos explicaram em inglês como funcionava. Eu achei extremamente interessante ver como funcionavam as coisas, as restrições, a forma como liam, como rezavam, foi muito bonito e foi algo que me fascinou imenso!