May'17

Depois da algazarra e da novidade que foi o final de Abril - que foi tão cheio, completo e feliz! - veio o inicio de Maio com uma quebra por exaustão e desmotivação no nível máximo. Felizmente isto foi-se atenuando ao longo de Maio. Foram os testes, os trabalhos, os debates, a pressão..! E ainda não acabou mas estamos mesmo na recta final!

Foi a vitoria do Salvador no Festival da Canção, as músicas sentidas e as brincadeiras à volta da fogueira. Em Maio tirei finalmente - finalmente!!!! - o aparelho após cinco anos de tratamento e dedicaram-me a música mais bonita de sempre! Foi o poder do silêncio  e as duas semanas que estive sem por os pés no blogue. Foi uma pausa extensa mas extremamente necessário e agora pretendo voltar com a força toda!

Maio foi um mês que pareceu não ter fim assim como todas as tarefas que tive que executar e assim como os fins-de-semana a abarrotar com que este mês me presenteou. Se me seguem há algum tempo sabem que Junho é o meu mês favorito, pelos aniversários todos, pelas tão merecidas férias, pelos eventos gímnicos, os acampamentos e tudo de bom que o verão traz. Vai ser preenchido e exaustivo mas vai ser incrível! Em Junho, sejam excepcionais!

" O risco e a aventura são meus guias
Tenho o peito cheio de ousadias
Procuro o caminho para a felicidade
Quero transformar a Sociedade
Empreender, realizar, 
Ser diferente, sonhar
(...)
A vontade de aprender e de vencer,
É pioneiro ser!" ♥


BEAUTY | EOS Lip Balm

Cheguei tarde à festa? É que os EOS Lip Balm eram super tendência há uns anos! Posso ter chegado tarde mas continua a ser hora de celebrar! Na verdade, celebrei quando encontrei estes pequenos ovos em tons pastel tão bonitos e macios numa loja de aeroporto em Paris. Já os desejava há tanto e assim que os vi agarrei nos mais desejados - o de menta e o de morango - e fui para a caixa! Caso se estejam a perguntar, estes não existem em lojas físicas em território luso mas podem sempre encomendá-los ou encontrá-los noutros países!

Devido à forma ergonómica são fáceis de aplicar sem ter que aplicar manualmente - o que honestamente acho extremamente desigiénico - e duram imenso nos lábios! Hidratam em profundidade e curam rapidamente o cieiro com algumas passagens. Devido ao formato pequenino são facilmente tranportáveis e faço me sempre acompanhar por um! Os EOS são hidratantes labiais que não deixam uma camada gordurosa por cima dos lábios e este é um dos pontos chaves. O cabelo não cola e não ficam todos nojentinhos após aplicarmos um batom líquido matte, aliás são perfeitos para dar um boost de hidratação antes de aplicar este produto para além de não deixarem brilhos estranhos! Não têm cor mas têm cheiro e um sabor dos céus! Ambos são maravilhosos mas neste campo ganha o meu coração o de menta pois o seu cheira perdura contrariamente ao de morango! Dá mesmo aquela sensação fresquinha de uma pastilha elástico e o cheiro forte a mentol é maravilhoso!

Se voltaria a comprar? Somente o de menta, mas não o de morango,. Para o tamanho não são baratos - à volta dos seis euros - mas não me importo de pagar pela qualidade! Foram uma agradável surpresa e são mais do que uma modinha, cumprem o que prometem, isso garanto-vos! 


8 Traços Meus Que Adoro

Não sou a perfeição em pessoa e sinceramente não gostaria de o ser. Posso ser muitas coisa e acho que é bonito de referir algumas coisas que adoro na minha pessoa. Pode parecer selfish mas nós devemos ser as primeiras pessoas na nossa hierarquia. Devemos amar-nos profundamente e termos orgulho em nós. Isto não se ganha de um dia para o outro, o amor próprio trabalha-se todos os dias. Eu continuo a trabalhar em mim todos os santos dias e posso afirmar com  convicção que vale a pena. Tenho inúmeros defeitos mas porque não apreciar algumas das minhas qualidades ?

Grata, grata, grata, sempre! // Estou me sempre a repetir, mas algo que gosto genuinamente na pessoa que me tornei é que reconheço o trabalho e sacrifício dos outros e o quão incrível é estar onde estou. É impossível transfigurar em palavras aquilo que realmente sinto. É algo que vim a desenvolver no último ano e estou tão feliz  por ter atingido este estado de gratidão! Pelas pessoas que me rodeiam, pelas oportunidades que sou alvo, pela mente sã que tenho, por ter acesso à educação, por ter sempre comida na mesa e ajuda à distancia de uma chamada. Sou eternamente grata pelo sítio onde vivo, pela paz onde nasci e cresci, por todos os bens supérfluos dos quais posso tirar proveito. Grata pela facilidade que tenho de fazer aquilo que realmente gosto e realmente me faz feliz, por poder escrever aquilo que quero, ler, ouvir, fotografar, falar, ser quem eu quiser. Orgulho-me muito de ter atingido esta gratidão que palpita e que me corre nas veias. Tudo é mais bonito e menos intragável quando nos relembramos do quão privilegiados somos, lembrem-se disso!

Sou uma incrível gestora de tudo o que me diz respeito // Seja dinheiro, espaço, na grande maioria das vezes, tempo, actividades extra, horários, diria que tudo o que envolve um pouco de organização - desde que não seja física - eu sou um ás. É algo de que me orgulho muito, apesar de estar dentro de uma caótica onda de procrastinação de momento que parece não ter fim. Normalmente tenho o meu estudo sempre organizado, matéria em dia, trabalhos de casa e apresentações feitas e prontas a levar! É raro fazer de véspera, seja o que for! Sou uma poupadinha com o meu dinheiro e é por isso que consigo juntar tanto para investir naquilo que realmente vale a pena (sejam viagens, presentes ou até gadgets). É algo que gosto mesmo na minha pessoa é a minha capacidade pôr um travão e de controlar o meu consumismo. Economizo espaço nas minhas malas, nas folhas que escrevo, nos materiais que utilizo e de como os uso. Enfim, podia dar-vos mais mil e um exemplos do quão boa economizadora da vida em geral sou mas acho que vou ficar por aqui, tenho a certeza que vocês compreenderam a ideia!



sou muito desenrascada // Principalmente graças aos escuteiros, desenvolvi esta competência - e milhões de outras - tão incrível de me desenrascar com qualquer coisa em qualquer situação. A sério, eu sou o sentido literal do "quem não tem cão, caça com gato". Sobretudo em materiais. Eu arranjo forma, eu arranjo maneira de fazer..! Não interessa, sou uma engenhocas e arranjo sempre solução! As coisas partem-se, desencaixam, faltam, desaparecem..? Pessoal, eu consigo fazer qualquer coisa. Não tenho destreza mental para ser uma real solucionadora de conflitos e problemas, sinceramente sou lentinha de raciocínio, mas no material e no físico eu sou uma engenhocas e arranjo sempre uma segunda via de solução!


Gosto mesmo de mim // Mesmo quando custa, eu valorizo-me e celebro as minha vitórias com uma mega dança da felicidade. Gosto de cuidar de mim, de me sentir bem, de estar em paz comigo mesma. Esforço-me para meu proveito, trabalho e luto pelos meus objectivos pois é isso mesmo que devo à minha pessoa. Dizem-me muitas vezes que sou muito madura para a idade que tenho mas sinceramente penso que isso se deve a ter tido uma verdadeira crise de auto estima muito cedo e por isso aprendi a gostar de mim também muito cedo. Devo-me isto a mim, sempre.


Memória implacável // É dos meus traços que mais me orgulho! Tenho uma memória gigante capaz de decorar as coisas mais estapafúrdias, de me lembrar do mais exorbitante! Sou de memória fácil e esse é - mesmo - o meu principal segredo para o meu sucesso escolar: memorizo e depois compreendo e sei transpor bem as ideias. Dá um jeitaço e não é somente com ler, é com falar, com cheiros, sabores, sensações! Tenho uma memória muito intuitiva e clara. Consigo guardar muitas coisas bonitas que a maioria guarda no arquivo temporário e sinceramente não me é muito complicado eliminar as memórias tóxicas. É das coisas que mais me orgulho e que tenho mais medo de perder.


Tenho sede de serviço // algo que também foi plantado em mim pelos escuteiros é o quanto quero servir os outros. Estou a falar de voluntariado! Não há nada que queria tanto do que dar de mim aos outros. São incontáveis os projectos e as organizações com as quais quero estar envolvida nos próximos anos. É um dos ideais do caminheirismo e uma das coisas que tanto me faz querer ser caminheira. Quero mesmo ser voluntária nas mais diversas causas e contextos e desejo ardentemente experimentar de tudo um pouco, passando sempre uma mensagem positiva e de esperança. Tenho sede de serviço e fome de ajudar os outros. Como dizem e bem "se não vives para servir, não serves para viver".



Tenho curiosidade por tudo um pouco // Não me fecho na concha daquilo que mais gosto, eu quero saber de tudo, compreender de tudo, ver como funciona e o que faz. Não tapo os olhos daquilo que há para além das artes e da história! Gosto de saber de todos os temas um pouco, seja química, desporto ou cinema! Gosto de estar informada e de ter uma pitada de tudo na minha cultura geral, aliás acho que é mais fácil de estar a par do mundo assim. Busco muito conhecimento diversificado e o facto de explorar tanto outros cantos do saber comum que nada têm a haver com a minha área torna-se bastante atractivo e interessante!

Quando gosto, gosto a sério // não há cá meios termos! Seja de coisas ou de pessoa, não sei gostar a meio gás e para mim não faria sentido de outra forma.

EXCHANGE | Obrigada!

O intercâmbio de estudantes com a Hungria no qual tive a incrível oportunidade de participar e que decorreu  nos últimos meses terminou há quase duas semanas e só agora é que tive coragem de escrever aquilo que gosto de chamar não só de retrospectiva como de agradecimento. Consistiu em ir viver para uma família húngara durante uma semana e meses depois a minha parceira ser acolhida na minha família e foi genial. Já me tinha apaixonado pelo projecto quando há uns anos o meu irmão fez o mesmo programa para a Alemanha, precisamente com a minha idade, e ansiei durante muito tempo pela minha oportunidade.

Confesso que nos últimos anos sempre quis outro destino e decidi mudar para a Hungria no dia em que chegaram os papéis, foi repentino mas certeiro, como gosto de lhe chamar e hoje digo-vos que estou absolutamente zero arrependida! Inscrevi-me, escrevi uma carta de motivação onde apontei a minha paixão por outras culturas, por viagens e aquilo que o intercâmbio ia significar para mim. Fui escolhida por mérito próprio neste passo onde eliminaram metade do grupo e a gratidão foi tanta! Seguiram-se as reuniões onde no inicio quase ninguém falava, somente quem se conhecia. Eu era a única da minha turma e não havia ninguém que conhecesse mesmo bem somente algumas caras conhecidas dos corredores e nomes que se falam, todos os outros eram estranhos. Pensando bem, adorava voltar a este processo inicial, não nos apercebemos o quão mágico é quando lá estamos! Depois paguei a viagem com as poupanças que tinha feito durante o último ano e confesso que acho que a única coisa que os meus pais fizeram foi assinar os papéis para sair do país porque de resto fiz tudinho!

Assim que nos deram os nossos parceiros começamos a conversar até ao dia em que nos conhecemos. É assustador quando chegamos ao aeroporto e finalmente os podemos ver frente a frente! Criamos sempre imensas expectativas porque sabemos que as fotos nem sempre correspondem à realidade e conversar sem ecrãs à frente, sem emojis nem palhaçadas, só nós. É estranho mas é tão giro! Um dos meus objectivos com o intercâmbio era trabalhar no meu inglês. Sempre fui boa a escrever no entanto sempre encravei a falar e noto uma evolução imensa! Sou muito mais intuitiva e já não preciso de pensar em português e traduzir já sai tudo natural sem qualquer esforço e é pura magia! Habituamos-nos tanto a falar inglês que voltamos a casa e continuamos a utilizar expressões inglesas e até que sonhei nesta língua!

Lá divertimos-nos tanto, tenho tantas saudades de Budapeste, mas tantas tantas vocês não imaginam..! Sinto falta de ver os senhores a lançar sal nas estradas para derreter o gelo, da língua esquisita e do dinheiro que me dava dores de cabeça! Tenho imensas saudades dos transportes de minuto a minuto da comida que comia três garfadas e ficava cheia o dia todo! Saudades das viagens de autocarro e de avião, de nos perdermos e andarmos uma hora no aeroporto de Paris às cinco da tarde para ir almoçar ao McDonalds. Sinto falta do meu Chai Tea Latte que me aquecia a alma, a garganta e as mãos, do Danúbio congelado, de viver no centro da cidade. Tenho saudades de chorar imenso no museu do Holocausto agarrada precisamente às mesmas pessoas com que chorei quando os húngaros se foram embora. Tenho saudades do facto de estarmos todos doidos com as novas músicas do Ed - que são duas das músicas que simbolizam para nós esta viagem. Saudades de subir um dos maiores lances de escadas rolantes da Europa a correr em vez de esperarmos porque simplesmente podíamos e sinto falta das bebidas com mesmo muito gás. Foram as bolas de neve na cara, os passeios nocturnos, os divertimentos em Viena e as mil e uma peripécias que nos aconteceram. Foi incrível. Tenho saudades.

Cá tentei dar à minha parceira a melhor experiência de Portugal que ela poderia receber, foi a comida, a hospitalidade, a interacção com a nossa cultura, o solinho bom que se deu a conhecer, o mar aqui tão próximo..! Adorei tê-la cá apesar de ter sido extremamente cansativo mas foi tão bom! Fomos não só visitar a parte mais histórica e cultural da cidade mas também nos fomos divertir e fomos fazer surf. Visitamos não só Lisboa como Almada, a Costa, Sintra e Cascais e alguns chegaram a ir à Arrábida! Adorei o programa e adorei estar envolvida nisto!

O maior prémio no fim são as memórias e as fotografias que ficam, ela dizer-me que foi a melhor viagem que já fez e disse lhe que se ela quisesse a minha casa estava sempre aberta para a receber se ela quisesse voltar, ela fez o mesmo comigo e isto demonstra o quão bem nós ficamos uma com a outra e como nos ficamos a conhecer, Não ficámos amigas para a vida, aliás  conversas online e duas semanas juntas não dão para muito mas ela ficou marcada em mim e tive imensa sorte com a minha parceira - há quem não tenha a mesma sorte e tenha tido problemas, um dos factores que mais influenciam no intercâmbio são o vosso parceiro e eu fiquei excelente!. Vê-los partir foi extremamente doloroso principalmente ao saber que provavelmente nunca mais os veremos na vida. Dói.

Custa terminar este projecto que começou muito antes das viagens. Começou em Outubro e somente no fim de Abril é que terminou e encerro este bonito capítulo de coração cheio. Foi soberbo. Obrigada a todos os portugueses com os quais travei bonitas amizades - fomos um grupo bestial - especialmente à Telma que foi a melhor pessoa que o intercâmbio me trouxe, a todos os húngaros - especialmente à minha e a um fofinho que disse que eu era a portuguesa preferida dele por ser toda para a frentex - aos professores que nos acompanharam, aos meus pais por me apoiarem sempre e por me ajudarem com as tarefas e com a papelada, à minha família húngara por me ter acolhido tão bem e a todos vocês que acompanharam durante os últimos meses nesta aventura. Se poderem vão, a sério não desperdicem esta oportunidade! E visitem a Hungria que toda agente me pergunta se fica sequer na Europa ou onde é que raio é. Não é um país pelo qual surja um grande interesse, reconheço isso, mas merece uma visita. Nunca esquecerei Budapeste por lá ter passado uma das semanas mais incríveis da minha vida, a gratidão não cabe em mim!





TRAVEL GUIDE: SINTRA | Quinta da Regaleira

Ainda no final de Abril fomos passear com o grupo todo do intercâmbio a Sintra e uma das nossas paragens foi a Quinta da Regaleira. Era provavelmente o sítio que mais queria visitar no programa e já lá tinha estado há muitos anos, para verem o quão pequena era, os telemóveis topo de gama eram nokias calhau! É um parque relativamente grande e cheio de coisas incríveis para ver!

São os lagos, as grutas, o poço, as fontes, as torres, as cascatas, as fontes, o palácio, as estátuas, as espécies que encontram em todo o parque! É um leque de infinidades de coisas diferentes! Muito agradável para um bom passeio e para descontrair! Sim, sem dúvida que as cores verdejantes e os sons puros da Regaleira nos fazem querer ficar lá para todo o sempre! É tão bonito e por favor vão com tempo para explorar todos os cantinhos deliciosos da Quinta da Regaleira.

Correspondeu às expectativas que impus mas tinha ideia que era muito maior! No entanto toda a gente adorou não só este belíssimo local que visitamos como toda a vila de Sintra e a magia que transmite! É incrível! Só tenho mesmo pena de não ter tido tempo para explorar absolutamente tudo e de não ter percorrido todos os túneis! Foi pena mas encheu-me as medidas!







April'17

Abril foi um mês muito bonito e o melhor de todos os meses que 2017 me trouxe até agora. Aconteceu tanto, vivi tanto, foi um mês marcado pela mudança, pelas fotografias que cada vez gosto mais de tirar e pelas pessoas que por mim passaram. Abril foi de felicidade genuína e quando tudo parecia morrer eu renasci. Capítulos bonitos chegam ao fim para que novos ainda mais incríveis comecem.

Foi um mês em que os amigos se lembraram de mim e me trouxeram prendinhas da Irlanda, do Luxemburgo, da Holanda e da Alemanha. Terminei o segundo período do décimo ano com média de dezasseis e com um incrível dezoito a História que me deixou imensamente orgulhosa! Tive direito a duas semanas loucas de férias com direito a muitos abraços à avó, de muita comida e muita festa. Há uns tempos odiava de morte ir para a aldeia mas assim que comecei a aproveitar cada segundo e a apreciar as pequenas coisas que isso mudou. Sou extremamente grata por aquilo que é aquela pequena zona e tudo o que aquilo me traz. 

Em Abril presenteei duas amigas com dois retratos que fiz delas e a sua reacção foi o melhor presente! Andei no passeio não só pela terrinha mas também por Palmela, Setúbal, Lisboa, Sintra e Cascais. Foi o mês em que vi o meu pai partir para Santiago ano e meio após uma operação e o orgulho não coube em mim. Estreamos finalmente a coreografia nova quase sem erros e foi lindo, não há palavras para descrever a felicidade que a ginástica me traz! Foi um mês de voltar ao surf - que já sentia tantas saudades -  e de consequentemente dar o primeiro mergulho do ano. Este mês descobri que quero viver em mom jeans para o resto da vida e assumo que bebi mais limonada do que água. Este mês aprendi que não é preciso forçar nada e que seja o que for há de acontecer, as coisas mais incríveis aconteceu de repente e não são programadas.

Mas apesar disto tudo o que mais me marcou este mês foi sem dúvida o intercâmbio. Em Janeiro fui uma semana viver com a minha parceira húngara e foi em Abril que ela veio para cá. Divertimos-nos imenso juntas e tive a oportunidade de lhe mostrar a nossa capital. Fomos a sítios super giros, rimos muito e enfardamos juntas. Enquanto isso cada vez me sentia mais segura e cada vez se tornou mais natural para mim falar inglês. Duas coisas que me marcaram muito foram sem dúvida vê-los a ficar malucos quando finalmente viram a praia e quando os metemos a comer caracóis, impagável! Graças ao intercâmbio tive a oportunidade de conhecer pessoas incríveis e de ter uma experiência cinco estrelas e a semana cá em Portugal foi mesmo a cereja no topo do bolo. Sonhei com isto durante muitos anos e superou todas as minhas expectativas, foi lindo. Custou muito vê-los partir sabendo que nunca mais os vamos ver e foi muito duro. Também vi um design meu impresso em trinta sweatshirts e ficava sempre tão feliz ao ver alguém a  usá-la! Deu-nos um trabalhão mas valeu tudo. Foi também por causa do intercâmbio que fiz uma visita guiada a Belém totalmente em inglês sobre a  história da zona e da arquitectura manuelina, foi do caraças, adorei!

Outra coisa que me marcou muito foi algo a nível escutista. O meu agrupamento de escuteiros fechou após dez anos incríveis que lá estive desde o principio e foi extremamente doloroso ver um dos meus portos mais seguros ruir e chorei, chorei muito enquanto ouvia as músicas que mais mexiam comigo. Foi um aperto enorme no peito a incerteza de quando me voltaria a fardar de novo mas a minha mãe fez um trabalho espectacular ao transferir me o mais rapidamente possível para outro grupo para continuar a minha jornada no movimento que me apaixona todos os dias e que faz de mim sempre uma pessoa melhor. Foi uma mudança dura mas a vida continua! Gosto de pensar que sou uma árvore que foi plantada no outro agrupamento e que cresci  imenso. Fui regada e levei com a quantidade certa de luz e sempre cresci e fui feliz e cheguei a dar flor mas nos últimos tempos o solo foi tornando-se infértil e tive que ser mudada para outro jardim. Foi estranho ao principio mas acabei por me habituar bem e espero conseguir finalmente progredir como devo e conseguir dar fruto. É assim que quero que seja. Foi um inicio, um bom inicio porque ficámos no pódio numa actividade regional e a dor imensa de pés que tinha extinguiu-se e fui saltar à nossa vitória, foi estupendo.

Abril deu-me tanto mas tanto e acabo este mês de coração cheio e com a  certeza que as coisas boas arranjam maneira de chegarem a nós, sempre, e que não há que duvidar disso. Aconteceu tanto em somente trinta dias e estou grata por tudo! Estive verdadeiramente ocupada a ser feliz e na retrospectiva de Março  disse que sentia que Abril ia ser excelente e foi mais que isso, estou sem palavras, muito cansada mas tremedamente feliz!

"E por teu nome vou chamar
para lá das ondas vou olhar
se a maré subir
no teu abraço vou ficar
e no teu amor
renascerei"



Ando mesmo ausente por estes lados mas não se preocupem, ando ocupada a ser feliz!

TRAVEL GUIDE: LISBON | Fundação Calouste Gulbenkian

A última vez que estive na Fundação Calouste Gulbenkian ainda estava no infantário e já queria muito ir lá ver a exposição do Almada Negreiros e assim que a minha parceira húngara disse que o queria visitar até dei pulinhos de excitação! Em suma, Calouste Gulbenkian era um arménio mesmo muito rico e quero era um vasto coleccionador de arte. Este senhor viveu vários anos por cá e  faleceu em Lisboa onde pediu que fosse erguida uma fundação com o seu nome e que seria herdeira da sua fortuna. Neste museu encontra-se toda a sua colecção de peças de arte. Isto para compreenderem do que se trata no fundo este local. Tal como já referi alberga também uma exposição de Almada Negreiros foi logo a primeira parte a que nos dirigimos.



Já tinha apreciado várias obras de Almada Negreiros mas não assim tantas. Na verdade, esta é a maior exposição das suas obras. É um artista contemporâneo e que trabalha sobretudo a grafite, a guache e a óleo. Representa sobretudo pessoas e tem um estilo muito só dele. Gostei principalmente das obras a grafite com linhas sublimes e inquestionáveis mas acima de tudo simples e delicadas que construíam uma complexidade de formas. É um artista de cores e na sua exposição Uma Maneira de Ser Moderno transmite-nos muito. Fiquei fascinada e sobretudo fã!



A seguir dirigimo-nos à colecção permanente que um dia pertenceu a Gulbenkian. É uma colecção enorme com peças da Grécia e da Roma antiga, do Egipto, do Extremo Oriente, do Médio Oriente, Europeia, Islâmica entre outras. Passa desde as estátuas às pinturas (de gigantes como Monet, Manet ou Rosseau), às moedas da época Clássica, a peças decorativas (admito que foi aquilo que menos desinteressou apesar de jamais negar a sua beleza!), loiças, tapeçarias islâmicas, jóias... enfim tanta coisa! É dotado de bonitos pormenores e tenho que dizer que a minha parte favorita foi a parte islâmica, adoro a arte patente nesta cultura!




É um museu para ir com tempo e de cabeça limpa, é bonito e muito rico e se tiverem tempo sugiro que passeem pelos jardins que também tem algumas espécies pouco frequentes aqui por terras lusas (como é o caso de bambus e papiros). Gostei imenso de ambas as exposições e para mim valeu imenso a pena e ainda tive a sorte de ter idade para ser gratuito, como não adorar? 


TRAVEL GUIDE: BUDAPESTE | Galeria Nacional Húngara

A minha parceira húngara está quase a chegar e por isso decidi arrumar o assunto de Budapeste antes de a ter debaixo do mesmo tecto. Esta é a última publicação sobre lugares pelos quais me apaixonei e onde criei memórias inesquecíveis na capital húngara, espero que tenham gostado tanto como eu gostei de visitar, escrever e fotografar! No dia em que me deram oportunidade de escolher onde queria ir fui rápida e disse logo que queria ir à Galeria Nacional Húngara cuja a minha mãe já me tinha recomendado se queria ver arte na cidade.

Não vou por obrigação mas sim por gosto a museus de arte e escolhi este essencialmente por ser somente composto por obras de artistas húngaros. Considero que consigo ver Monet, Leonardo da Vinci, Goya, Miró entre muitos outros - que têm obras expostas no Museu de Belas Artes de Budapeste - em quase toda a parte do mundo e por isso decidi entregar-me à cultura húngara e ir pelos seus artistas já que estes são pouco conhecidos e penso que antes nunca tinha visto ao vivo. Ir à Hungria ver artistas que posso ver em todos os museus? Não, conhecer artistas húngaros, a sua arte e a sua história, era isso que eu queria ver e fazer!

A Galeria Nacional Húngara fica num dos pontos mais altos da cidade no castelo de Buda, o que nos dá uma bonita vista sob a cidade. Esta galeria acolhe peças de arte desde a Idade Média até ao século XX e espanta-nos logo que entramos com um quadro gigantesco. Não sou a melhor pessoa para vos falar de arte húngara mas eles retratavam principalmente episódios do quotidiano e cenários históricos e religiosos. É super interessante porque um país reflecte-se também na sua arte e aquilo que acontece é transposto para telas ou é esculpido em pedra.

Fiquei alegremente surpreendida com a secção do impressionismo que se referia aos pintores húngaros que frequentaram a Escola dos Impressionistas de Barbizon - onde estive no verão e que podem saber mais aqui. Também achei super engraçado as caras que nos aparecem nas notas de quinhentos e de mil forints estarem lá representadas!

Não fui muito informada para lá e deixei que a minha parceira e a sua família me guiassem e me explicassem certos cenários - principalmente os históricos - mas reconheci algumas obras como a Woman Dressed In Polka Dots Robe de József Rippl-Rónai e algumas de campos floridos que julgo já ter visto algures. Saí de lá radiante e bem mais rica pois a arte é o reflexo de um povo, de uma cultura e de um país inteiro. Gostei imenso e este foi um dos meus lugares favoritos em Budapeste.









Momentaneous Wishlist

Já que faço dezasseis anos daqui a dois meses senti por bem compilar todos os meus desejos momentâneos divididos em várias secções: guarda-roupa, gadgets, joelharia, livros e experiências. Esta ideia veio do álbum buy me this que criei no Pinterest e que compila todos os meus desejos mas não necessariamente aquilo que quero que me comprem mas sim aquilo que quero adquirir por mim. São pequenas coisas quero ir conquistando e que são autênticos caprichos! Vamos lá?!

|| GUARDA ROUPA ||


I. As Mom Jeans - Ando doida com esta tendência! Adquiri umas há relativamente pouco tempo mas foi suficiente para me apaixonar pelo design, pelo conforto e pela comodidade e versatilidade! Preciso de umas em todas as cores e feitios e adoro o facto de ficarem tão elegantes mesmo sendo mais largas e de serem tão fáceis de conjugar! Estou também tentada a ir vasculhar no armário da minha mãe, sou sincera!

II. O Casaco de Cabedal - Tenho um em castanho mas sinto que não é tão versátil como o preto - que fica sempre bem em qualquer coordenado! Adoro o corte do da imagem e adoro o facto de serem tão quentinhos. Admiro-os também pela sua textura que contrasta sempre bem com as habituais calças de ganga!

III. O Bikini - Eu não sou de praia e o último bikini que comprei há dois anos está excelente para dar e vender mas um bikini preto completava-me. Adoro estes novos cortes super giros e preto - outra vez -  que fica tão bonito com um bom bronzeado! Este ano quero tentar ir mais à praia e este seria só mais um pequeno incentivo!

IV. Os Old Skool - Pelo design inconfundível e pela versatilidade e confortabilidade - nota-se aqui um certo padrão, heim? - são o meu último desejo a nível de guarda-roupa!

|| GADGETS ||


I. A Mini-Impressora - Porque as fotografias em formato polaroid continuam em alta e porque acho que ficariam a matar na minha parede! Esta liga-se por bluetooth e imprime as fotografias directamente do telemóvel, há imensas marcas diferentes mas este conceito apaixona-me!

II. A Polaroid Snap Touch - Esta foi das últimas novidades da marca Polaroid e é uma máquina fotográfica instantânea com uma particularidade especial, para além do comum de imprimir na hora aquilo que fotografamos, também se liga ao telemóvel e também imprime aquilo que lhe enviamos através de uma app! Fico feliz com qualquer uma mas a azul tem o meu coração!

III. A DSLR - Acredito mesmo que o meu telemóvel tem uma qualidade excelente de fotografia - que é sempre das principais características que procuro num smartphone -  mas por vezes sinto que me limita. Com o telemóvel não consigo ter os planos, as perspectivas ou os focos entre muitas outras coisas que faço com uma DSLR nem sequer com a câmara do telemóvel em modo manual! Pretendo cada vez aprender mais deste assunto que tanto me fascina e evoluir também no equipamento que uso!

|| JOELHARIA ||


Colares são a minha peça de joelharia favorita e que uso todos os dias contrariamente a anéis e pulseiras. Gosto da sua delicadeza e simplicidade e todos os que estão na imagem acima podia perfeitamente fazer parte da minha colecção mas o meu coração bate mais de pressa com o dos continentes, não consigo resistir!

|| LIVROS ||


I. Leia Isto Se Quer Tirar Fotos Incríveis de Henry Carroll - Mais uma vez porque quero evoluir na fotografia e porque me apaixonei pela opinião que a Inês deu em Outubro (que podem ler aqui) este parece ser o livro mais completo para começar a aprender mais e a explorar este ramo que tanto me apaixona!

II. 1001 Painting You Must See Before You Die - Como Amante de pintura que sou este livro que é um autentico calhamaço e que como nos indica o título tem as 1001 pinturas que o autor considera serem as mais relevantes em toda a história da humanidade. Já pude observar algumas - e que gratidão sinto! - mas quero vê-las a todas !

III. Leuchtturm 1917 - O meu bullet journal está quase a acabar e o conceito continua a fazer todo o sentido para mim e por isso necessito de mais um caderno. Os Leuchtturm 1917 são caros mas são o preferido dos utilizadores do bullet journal e sinto que preciso de fazer um upgrade nos cadernos que uso como base para fazer magia. Nunca mais volto a comprar cadernos super baratos já que o preço é equivalente à qualidade e prefiro um que resista a todas as minhas aventuras e a todos os lugares para onde o levo. Preferencialmente gostaria de adquirir o com pontinhos como guias, de capa dura e de se possível o verde-água ou um azul qualquer apesar de também me contentar com as outras cores!

IV. Porque Escolhi Viver de Yeonmi Park - O relato da Inês (aqui) fixou me neste livro que eu sinto que preciso mesmo de ler e pressinto que vai despoletar novos sentimentos em mim. Preciso de conhecer novas realidades e de conhecer casos reais e que estão a acontecer agora, neste preciso momento na Coreia do Norte e em tantos outros locais onde se cometem estas atrocidades, sinto que necessito deste murro no estômago como cidadã do mundo e mulher que me estou a tornar.

|| EXPERIÊNCIAS ||

I. Pintar a óleo - Cada vez busco mais conhecimentos no mundo das artes e o aprender a pintar a óleo seria mais uma conquista! Adoro o tipo de pintura e gosto imenso de apreciar telas a óleo e adoraria trabalhar este material e quem sabe talvez até fazer algumas coisas giras.

II. Conhecer uma mesquita e um templo budista - Templos religiosos são o ex-libris de algumas culturas e após visitar inúmeras igrejas e sinagogas e de conhecer a fundo a religião católica e a judaica sinto que preciso de conhecer a islâmica e a budista antes de avançar para o conhecimento das religiões mais pequeninas. Religião é uma coisa tão abstracta e gosto imenso de conhecer as perspectivas, os costumes e tradições de cada uma, são sempre tão interessantes assim como a arquitectura das mesquitas e dos templos budistas, que riqueza!

III. Experimentar olaria e cerâmica - Esta pequena paixão surgiu há pouco tempo também no Pinterest e actualmente o pottery/ceramics é o meu álbum favorito. É impressionante como podemos criar coisas tão belas com as nossas mãos tanto para uso diário como para decoração e a parte da modelagem como da pintura parecem ser não só extremamente trabalhosas como criativas e divertidas. Cerâmica é algo que quero mesmo muito experimentar!

IV. Fotografias nas paredes - Sempre quis fotografias nas minhas paredes, todas da minha autoria, e a opção das fotografias com aquele tipo de molduras mas cada moldura com uma fotografia de um sítio que já visitei atrai-me imenso, assim como uma parede cheia de polaroids! Para além disso algo que adorava ter na parede do meu quarto com todas as fotografias a fazer aquela pose - se me seguem há algum tempo já a conhecem -  que faço em todo o lado e que tenho umas quantas bem giras! Ainda me estou na decidir mas isto é algo que quero fazer muito em breve!

BOOKS | A Vida nos Tetos do Mundo

Este livro do alpinista João Garcia já estava cá em casa há imenso tempo mas assim que vi a oportunidade de conhecer o autor apressei-me a ler o livro e a conhecer mais da pessoa, do atleta e do ser humano, da sua história e das suas conquistas. A Vida nos Tectos do Mundo anda sempre à volta do número catorze. É uma compilação em forma de celebração devido à subida ao cume das catorze montanhas mais altas do mundo (todas acima dos 8000 metros) e que engloba as catorze pessoas que o ajudaram nesta escalada, na vida, na profissão, catorze competências essenciais ao seu sucesso nos topos do planeta, catorze montanhas que teve de escalar para completar este objetivo, catorze momentos marcantes na carreira e catorze locais pelos mais diversos motivos.

João Garcia narra-nos o quão magnífico foi não só subir às montanhas mas sim sobreviver-lhes. Fala-nos do quão inconstantes são e que nunca se podem assegurar que se vai voltar a descer. Fala-nos do risco associado, do fintar a morte, da pequenês sentida, das situações extremas, da paz e da liberdade. João Garcia refere-se brevemente à subida aos picos mais altos de cada continente mas o essencial são mesmo o grandes catorze. Foram dezassete anos deste objectivo e foi o primeiro português a pisar o cume do Evereste sem recurso a oxigénio artificial (que na modalidade é considerado uma batota sem repercussões) e de como isso lhe deu visibilidade. Foi o cume considerado mais importante mas foi o que lhe deu uma das lições mais duras da vida: a morte de um melhor amigo. Refere-se também ao vazio que nunca voltou a ser preenchido. Esta é das partes mais marcantes do livro. Gostei muito do testemunho do Annapurna que foi o último dos catorze, de como conheceu a mulher, no Kilimanjaro, do médico e amigo que o tratou após às queimaduras do Evereste e da paixão com que fala da cidade de Katmandu e das histórias das bandeiras da oração e do respeito pelas culturas.

João Garcia leva-nos com o seu levantar após cair, jamais desistir, tentar sempre e mostra-nos o quão interessado, consciente e culto é nisto. Usa as montanhas como metáforas para a vida - e eu adorei isso -  evoca a sensação de 360º do planeta e da impossibilidade de ir mais longe. Este livro é o resumo de uma vida inteira de dedicação, são lições e os testemunhos de viver no limite. Quando o conheci fiquei abismada com os conhecimentos de anatomia e de geografia que tinha - obviamente essenciais! Estava completamente na praia dele a falar-nos da sua maior paixão. É uma pessoa extremamente humilde e bem-disposta e que se referiu sempre à motivação ao trabalho, empenho e esforço necessário à conquista de tudo e que há três pilares essenciais a chegar ao topo - seja do que for - paixão, dedicação, humildade. Saí de lá motivada fosse para o que fosse e com vontade de ir mais além. Quando conheci o alpinista foi extremamente simpático e sorridente, sempre de bom humor e a dizer piadas, e referi o quanto era uma inspiração para mim como profissional, atleta, ex-escuteiro e ex-ginasta. Respondeu às nossas questões sempre de maneira muito atenciosa, grata e inteligente, adorei isso!

Uma Vida nos Tetos do Mundo é um livro pequeno de leitura rápida, fácil e pouco enfadonha que nos leva na história da conquista dos catorze cumes mais altos do planeta feitos pelo décimo homem a conquistar este feito numa altura em que mais pessoas tinham ido à Lua do que aos grandiosos catorze. Contém fotografias deslumbrantes, testemunhos brilhantes, alguns de nos apaixonar-mos e outros de partir o coração. Recomendo muito, é verdadeiramente incrível e arrebatador mas motivador e inspirador ao mesmo tempo. 

March'17

Março foi mês de dançar ao som de Divide do Ed Sheeran, de ir ao cinema com os amigos - como prometido assim que anunciaram o filme - de voltar ao horário de verão, que saudades que tinha de sair do treino ainda com luz! Em Março eu acho que decobri o que raio quero fazer com o meu futuro, fiz e recebi testes e neste momento estamos mesmo na reta final do segundo período. Vi os meus amigos partirem para viagens enquanto fico em terra, no entanto não trocava por nada a viagem que fiz em Janeiro pela em que eles estão agora, ajudei amigas a preparar a sua primeira mala de viagem e foi risota total. No terceiro mês do ano voltei a tirar as sweaters mais quentinhas do armário, juntei-me ao Pinterest - onde é que andei este tempo todo?? - comecei a ver uma série nova, conheci um autor de um livro que li recentemente. Este mês voltei às aguarelas e pela primeira vez pintei uma pessoa, fui a um festival de tunas - e foi lindo. Março foi feito da marcação de uma viagem que já queria há muito, celebrei o Dia Internacional das Mulheres. Andei exausta, stressada e mal humorada devido à ultima ronda de testes, defini os meus novos objetivos de poupanças, vi o jogo Portugal contra Hungria a fazer live chatting com os húngaros, terminamos a coreografia e estamos quase quase a começar a época de saraus. Comecei a praticar um novo desporto e os meus treinos foram de levar à exaustão. Em Março fui ver o mar, armei-me em designer e brevemente os logotipos que fiz estarão estampados em sweatshirts. Março foi tanto e aprendi imenso. Não foi de muitos passeios mas foi de dias com os amigos e de muitas gargalhadas. Abril vai ser excelente, estou a senti-lo..!


TRAVEL GUIDE: BUDAPESTE | Citadella

Citadella é o melhor lugar para visualizar Budapeste de alto.  Fica nas montanhas de Buda e foi um lugar que descobri através do Instagram! Mega dica: procurem pela cidade na rede social e pesquisem os locais mais bonitos e guardem-nos, foi assim que descobri Citadella em Budapeste e o Palais Royal em Paris! Dá trabalho mas mostra-nos sítios que raramente vêm nos guias e que são excelente para captar através da lente. Citadella é um espaço aberto num balcão sobre a cidade onde se visualizam as duas partes que o rio divide e as imensas pontes que por este se estendem, Aqui dá para apreciar a sua arquitectura pois são todas tão distintas e complexas! Citadella era uma fortificação de enorme importãncia histórico-miltar na Hungria e um dos pontos altos é mesmo a Estátua da Liberdade que se ergue sobre toda a cidade. De braços no ar e  a segurar uma folha como tributo a todos os que deram a vida pela liberdade e independencia da Hungria e também é uma estátua em sinal de agradecimento ao bloco de leste pela ajuda durante a II Guerra Mundial. Apesar dos  imensos turistas, é um local de paz e de bem estar onde adorava ter ido mais do que uma vez, apreciar as luzes ou ver o nascer ou o pôr do sol. É um lugar super descontraído e adorava tê-lo apreciado de várias maneiras diferentes!


TRAVEL GUIDE: BUDAPESTE | Invisible Exibition

Invisible Exibition foi algo que eu nunca tinha experimentado antes. É uma exposição em forma de sensibilização pelos invisuais onde aprendemos imenso como é um dia normal no dia de um cego ou de alguém com problemas visuais. A Invisible Exibition é um exposição totalmente às escuras, podias estar de olhos abertos ou fechados que era igual. Estava escuro como  o breu de modo a que não fizéssemos a mínima ideia de onde estávamos, de quem estava connosco ou no que raio estávamos a tocar. A sala escura - e gigante! -  era um apartamento e nós calcávamos as paredes, descobríamos o piano e tocávamos, abríamos o forno, atirávamos-nos para o sofá e mexíamos em absolutamente tudo de modo a descobrir o que era. Esta experiência obrigou-nos a activar todos os nossos restantes sentidos e achei que tinha sido uma exposição brilhante. Para além do apartamento, fomos levados por uma "estrada" para compreender como é que estes as atravessam e ainda nos levaram a uma casa de campo com imensas texturas diferentes e montes de coisas estranhas para identificar com o tacto. Foi cerca de uma hora na câmara escura tanto que já nos conseguíamos reconhecer pelo tacto da nossa roupa, sem sequer falarmos. Não se assustem, as arestas estão limadas de modo a que ninguém se magoe mas é sempre preciso cuidado!

Já na luz, no exterior, temos um labirinto, um bastão e uma venda para o percorrer e para além disso, a nossa guia, que era uma invisual explicou-nos como é que fazem tudo, mostrou-nos jogos de tabuleiro e a forma como os adaptaram, falámos de imensos temas à volta do assunto mas aquele que sem duvida mais me prendeu foi como é que os cegos sonham. Achei extremamente interessante e recomendo mesmo que vão. Sei que não há somente na Hungria, mas na Polónia, na Republica Checa e em mais alguns países, é uma questão de procurar! Despertou-nos sem dúvida para este mundo e foi uma experiência única e super divertida e enriquecedora!




FILMES | A Bela e o Monstro

A Bela e o Monstro foi um dos clássicos Disney que mais marcou presença na minha infância e não poderia por nada deixar passar o remake deste clássico! A Bela é das minhas princesas favoritas  e a mensagem que a história passa é das mais bonitas, que não importa a beleza exterior mas sim interior. Antes de me dirigir ao cinema fiz o trabalho de casa (que adoro fazer quando os filmes são remakes) que é ver o filme original para poder comparar. Com isto pude concluir que são muito semelhantes, a versão com pessoas a sério é muito fiel à original, nas músicas (que se mantém as da nossa infância e outras feitas para este filme), no guarda-roupa, nas falas, nos gestos..! No geral não saiu muito da linha d'A Bela e o Monstro que todos conhecemos apesar de haver partes em que se alterou um bocadinho para dar mais acção e ênfase ao enredo, muito bem pensado.

Já me tinha apaixonado pela ideia deste filme cujo enredo já nos é familiar (e por isso não vou divagar muito neste campo) e quando anunciaram que a Emma Watson faria de Bela fiquei radiante! É uma actriz e uma mulher que admiro imenso e para mim o papel de Bela encaixou nela que nem uma luva! Todos os actores estiveram lindamente. Para além disso há que salientar os cenários tão belos tanto na aldeia típica provinciana francesa de onde Bela é residente tanto no castelo lindo e majestoso assim num estilo barroco bem extravagante, detalhado e exuberante tal como eu gosto, onde vive o Monstro (representado pelo Dan Stevens)! Neste filme vai haver respostas para questões às quais nunca nos responderam e espero que fiquem tão maravilhados com o guarda-roupa como eu! Adorei os detalhes, os efeitos, a caracterização, as músicas e foi extremamente agradável assistir a um clássico com piadas inteligentes e que está estrategicamente pensado não tanto para os mais pequenos mas para os mais velhos. A mobília que se mexe e fala devido ao feitiço da feiticeira estava tão bonita, tão bem pensada e estavam lá espelhados muito bem as diferentes personalidades bem vincadas de cada um dos habitantes do castelo (venho só confessar a minha paixão pela chaleira e pelas chávenas pequeninas, adoro-as!)

Sai encantada do cinema com toda esta produção! É muito bonito de se ver e de sentir em conjunto com uma sala lotada e como sempre, num filme Disney o amor vence.


EAT&DRINK | Kalamata - Espírito Mediterrânico

O Kalamata - Espírito Mediterrânico fica escondido entre as ruas estreitas e vazias de Almada Velha bem pertinho da Casa da Cerca mas que vale a pena descobrir. É um cantinho multi funções que quando se entra tem um design simples, fresco e moderno e que nos dá de caras como uma pequena grocerie shop com produtos lusos e provenientes também de alguns dos países que circundam o Mar Mediterrâneo. É à volta deste último que todo o espaço gira, e não só. É um espaço que como faz de restaurante, faz de café, de loja de souvenirs e que nos proporciona momentos descontraídos e muito inspiradores. O espaço de mesas não é muito mas o espaço circundante é feito de madeiras claras e de pessoas simpáticas que se casam em gargalhadas e em conversas simples e descontraídas à volta de uma mesa. São as lâmpadas a virem do tecto, os pormenores, as revistas de cultura e life style espalhadas pelas mesas  e um quadro de ardósia, São os imensos mapas de cidades sobrepostos em paletes numa parede (que me deixou logo radiante, óbvio que fui analisar cada detalhe de cada um e voltar a percorrer algumas ruas deslumbrantes e cidades mentalmente). É o pequenino pátio que deve ser muito agradável em dias bonitos que se torna extremamente harmonioso com o seu jardim vertical que ficou por explorar.

É um espaço de influências mediterrâneas cuja comida gira em torno da fusão de várias culturas. Na ementa predomina a comida grega e vegetariana mas há muito por onde escolher. Mas há uma particularidade especial: a ementa muda todos os dias e por estejam a par da conta de facebook do espaço! Tem um menu muito barato aos dias de semana que recomendo que espreitem! Para finalizar, a gerência foi muito simpática sempre atenciosos e sempre à procura de nos satisfazer!

O Kalamata tem uma atmosfera diferente e adorei tudo o que experimentei (a lasanha vegetariana, o bifteki e a baklava caseira estavam excelentes e todos em boas porções!). É um sítio a regressar que prima pelo bom gosto, pela simpatia e pela simplicidade e harmonia. Gostei imenso e promete uma visita próxima!


TRAVEL GUIDE: VIENA | Uma Cidade Deslumbrante

Viena foi a cidade mais bonita onde já alguma vez tive. Assim, curto e forte,  tal como a primeira frase foi também a minha passagem por Viena. São cerca de quatro horas de autocarro desde Budapeste a Viena e a nossa paragem por lá foi dos pontos altos e das minhas partes favoritas da minha semana na Europa Central. Antes de Viena, a Áustria é um país bem diferente da Hungria. Começa logo na fronteira, as casas são muito mais bonitas e parecem muito mais cuidadas. Assim que mudamos de país as diferenças são logo evidentes e visíveis. Na Hungria as ruas são escuras e intimidantes ao contrário das austríacas que são muito iluminadas. Dois países tão próximos mas tão diferentes! Adorei descobrir as diferenças e as semelhanças entre ambos!

Para quem já foi a Paris, para mim Viena é muito parecido mas muito mais bonito e bem cuidado. A beleza da arquitectura dos edifícios não pára nem na periferia da cidade, é impressionante. Em todo o lado há um arco elaborado, um jardim cuidado, uma estatueta sofisticada ou um pormenor num prédio de cortar a respiração. A cada esquina e a cada rua percorrida Viena me surpreendia mais.

Infelizmente não pude riscar da minha lista nenhum dos locais que queria muito visitar como o Museu Albertina, o Palácio de Schorbrunn, as Galerias da Sissi, a Estátua de Mozart entre muitos outros. Somente passeei pelas ruas e tive o privilégio de observar a estupenda arquitectura austríaca. É uma cidade para os amantes de música clássica (não percam a oportunidade de assistir a um espectáculo, existem as resmas!), de arte e de arquitectura. Viena transpira estes três elementos e foi também por isso que gostei tanto.

Viena é uma cidade cara e preparem-se para isso. Comam apple strudel e experimentem outros pratos da doçaria austríaca que foi a base (caso não saibam) para a incrível pastelaria francesa. Falam alemão mas também falam muito bem inglês (coisa que só acontece na maioria dos sítios mais turísticos em Budapeste, infelizmente). As pessoas são muito simpáticas e perguntavam sempre se precisávamos de ajuda e se estávamos a gostar da cidade!

Viena foi a cidade mais bonita onde alguma vez estive e soube-me a pouco este dia. Viena tem tanto mais para me dar e preciso urgentemente de uma viagem de ida para lá de preferência com passagem por Hallstatt e Salzburgo que são sítios onde quero muito ir! Aquilo sou eu numa cidade, senti-me tão bem lá e tão feliz..! Viena vale totalmente a pena, é belíssimo.








 

TRAVEL GUIDE: BUDAPESTE | Sinagoga e Shabbat Shalom

Como já referi numa das publicações desta série de Budapeste, esta cidade trouxe-me muitos conhecimentos acerca da religião e cultura judaica. Já tinha visitado a Sinagoga de Lisboa, de Tomar e de Belmonte e não poderia nunca ignorar a de Budapeste que está no "habitat natural" dos judeus e é a maior da Europa e uma das maiores do mundo. Lembro-me que foi extremamente divertido os momentos antes de entrar-mos pois foi aqui que caiu o maior nevão da semana e por isso estávamos encharcados mas eufóricos e muito felizes! Viemos à Grande Sinagoga de Budapeste logo a seguir à visita arrebatadora e dolorosa ao Museu do Holocausto - que já vos falei aqui - para consolidar esta viagem ao mundo da religião, História e cultura judaica.



Fomos guiados por uma guia que nos explicou muitos dos elementos presentes dentro deste templo e alguns pormenores acerca da cultura judaica. Os rapazes tiveram que cobrir a cabeça com um capuz ou com o kipah que davam à entrada. Aprendi imensas coisas aqui tais como que os judeus não dizem o nome do seu Deus, que põe pedras nas campas em vez de flores (que é a que acho mais interessante), os judeus são quem faz mais piadas sobre si mesmos e têm um excelente sentido de humor, estão no ano de 5778 e uma criança pode ser considerada judaica ou não consoante a religião da mãe, se esta for judia a criança é, se não, a criança não é, a religião do pai não interessa. Aprendi também que o livro sagrado é a Torá que está escrita em hebraico e que se lê ao contrário e pude observar os Menorah e as estrelas de David espalhadas por todo o lado. Os judeus não misturam alimentos como a carne e o leite e quem conduz as cerimónias religiosas é o rabino. É uma religião muito condescendente e têm vários feriados e celebrações religiosas extremamente interessantes assim como locais que devem visitar pelo menos uma vez na vida como o Muro das Lamentações em Israel. O dia sagrado começa ao por do sol de sexta-feira e termina ao pôr do sol de sábado. O sábado é o dia de repouso e todas as obrigações profissionais e financeiras devem ser evitadas


Alguns dos parceiros húngaros eram judeus e para mim foi muito interessante o facto de ao mesmo tempo que desejávamos um feliz Natal desejávamos também um feliz Hanukkah. Achei super giro já que nunca tinha desejado uma feliz celebração de outras religiões. Quando escolhi a Hungria eu procurava este contacto com culturas diferentes e foi isso mesmo que tive.


Após a visita ao interior da Sinagoga, dirigimos-nos às traseiras das mesmas onde existe o cemitério. Ao contrário dos cemitérios comuns (que em suma são sítios aos quais detesto ir, o ambiente é pesado e desconfortável), no cemitério judaico o ambiente não era pesado, de todo, e apercebi-me que eles não levam a morte como algo horrendo mas sim como algo bom e isso ajuda a que este locaL não tenham uma atmosfera tão pesada. É um lugar de silêncio e respeito e são muitos os que deixam pedras aos diversos nomes que se estendem pela área. Não muito longe do cemitério é onde está o monumento da Árvore da Vida que é enorme e que em cada folha tem escrito o nome de um judeu húngaro morto num dos períodos mais negros da nossa Historia





 Nas redondezas existe o bairro judeu onde - segundo me contaram - os judeus fizeram marcações no chão na altura em que tiveram de fugir durante a II Guerra Mundial para quando a guerra acabasse e voltassem, saberem onde tinham habitado no caso de as habitações serem destruídas. Não visitei por lapso meu, era algo que eu queria muito mas que na altura me esqueci e por isso dêem uma voltinha por lá.


No final deste dia assistimos ao ritual do Shabbat Shalom que se inicia ao pôr do sol de sexta-feira e que introduz o período do shabbat (dia sagrado). Não foi feito na sinagoga nem celebrado por um rabino mas sim por alunos de uma escola judaica onde fizeram uma pequena demonstração do ritual para nós e onde nos explicaram em inglês como funcionava. Eu achei extremamente interessante ver como funcionavam as coisas, as restrições, a forma como liam, como rezavam, foi muito bonito e foi algo que me fascinou imenso!