October'16

Outubro foi um mês muito calmo de adaptação ao Secundário. Foi um mês de tardes a estudar e do inicio da época de testes. Foi altura de conhecer melhor outras pessoas, de estar atenta, de treinos duros e exigentes e de me estrear no praticável esta época. Foi o mês em que o MasterChef Australia voltou (que é só o meu programa de televisão favorito!) e em que experimentei deliciosas receitas. Em Outubro recebi os elogios mais simples mas os mais criativos e mais impactantes. Apercebi-me que estou onde sempre quis estar e que mereço estar onde estou. Fui à peregrinação Nacional de Escuteiros com mais milhares e milhares de pessoas com as mesmas ideologias que eu. Foi lindo e pude encontrar as pessoas incríveis com que fizemos laços no Go3 e que felizmente temos as redes sociais que nos ligam. O escutismo é um movimento do qual faço parte há muitos anos e é sempre incrível fazer parte disto, saí de lá de coração cheio. Em Outubro ri muito com as histórias mais parvas e escrevi muito em papel. Fez um ano desde que adoptámos o Spot e se estava receosa no inicio hoje já não me imagino sem ele! Os animais são realmente das melhores coisas que existem.

Fui visitar os avós e fui passear a Ferreira do Zêzere, localidade que tive a oportunidade de explorar em Junho e que voltei para mostrar aos meus pais os locais mais incríveis a e a melhor vista para o rio Zêzere. Acho que a coisa mais incrível que aconteceu em Outubro foi ter sido escolhida para uma daquelas experiências que tens uma vez na vida. Fui escolhida por mérito próprio e não podia estar mais feliz. Ainda só estou no inicio do processo e já tem sido incrível. Tenho pelo menos uma viagem marcada e outra em planos, vamos ver o que sai daqui! Outubro foi um mês muito leve, não teve acontecimentos arrebatadores nem explosivos, foi feitos de pequenas coisas, pequenos momentos, pequenos gestos. Foi um mês bonito de folhas no chão e de felicidade genuína e não poderia estar mais grata pelas mais simples coisas que aconteceram.




Update sobre o Secundário!

O Secundário tem sido uma experiência diferente. Não tem sido muito fácil conciliar tudo, como podem ter reparado na minha ausência nos últimos dias mas tenho descoberto tanto..! Tem sido muito diferente e ainda me estou a adaptar. Felizmente ainda nada descarrilou, tenho mantido a matéria em dia e tenho me organizado bem. Neste momento não é assim tão diferente do Básico, os testes são mais puxados mas além disso é normal. Adoptei novos métodos de estudo e tenho estudado todos os dias. Para além disso tenho conhecido muita gente diferente de mim e que me pode abrir horizontes mas continuo a ir ter sempre que possível com os amigos de sempre. Tem sido incrível, estou a gostar imenso e sinto que estou mesmo no sítio certo. Estou exactamente onde quero estar e esta sensação ultrapassa os professores irritantes e as matérias chatas. Tem sido uma jornada muito interessante, repleta de aprendizagens. E que continue assim!


Os Meus Interesses

Segundo a minha família ao longo deste último ano tenho marcado muito mais a minha posição, consegui finalmente descobrir aquilo que fazia o meu coração bater mais forte e descobrir os meus mais reais interesses. Sinto que neste último ano vinquei muito mais a minha personalidade e os meus gostos e foi tudo acontecendo muito naturalmente. Acho que estou mesmo na fase de descobrir quem sou e como sou e aquilo que me põe os olhos a brilhar.

Há um ano perguntavam me no que tinha realmente interesse e eu responder-vos-ia que gostava muito de ginástica mas hoje tenho uma resposta muito mais completa. Eu gosto de viagens, de arte de museus e de arquitectura. Sou apaixonada por fotografia, por línguas e pela escrita. Gosto de moda, de cultura, de História e de descobrir o mundo. O meu coração bate mais forte quando pinto, quando leio e quando passeio. Hoje sou muito mais Leonor e muito mais aquilo que sempre quis ser: uma miúda para quem os pormenores importam, que tem gostos vincados e que reflectem na perfeição quem sou e como penso. Quando me interesso eu procuro saber mais e conhecer mais e é algo que me dá um enorme gozo fazer. É tão bom finalmente encontrar mos aquilo que somos e não termos necessidade de fingir que somos alguém que não nós. Tenho cada vez mais a minha identidade e é tão agradável esta sensação!



Em 2017 vou fazer uma viagem. Talvez mais do que uma, quem sabe!

TRAVEL GUIDE: PARIS | Detalhes da Viagem para Nunca Esquecer

Nesta publicação trago muito  daquilo que absorvi durante os doze dias de viagem por território francês. Absorvo muito os momentos e reparo muito nos detalhes. Tenho olho para os pormenores e tenho uma certa perspicácia para captar momentos, eu lembro me de demasiadas coisas e ao longo dos dias que escrevi todas as publicações deste Travel Guide fui me lembrando de pequenas coisas. São memórias que quero que permaneçam, aprendizagens que fiz com os meus primos e com os meus pais, comigo mesma e com as pessoas com quem conversei quer sobre a vida quotidiana, experiências ou factos, momentos para guardar e curiosidades para saborear. Pormenores que terão sempre um lugarzinho especial nesta viagem que fica aqui registado para um dia me lembrar muito mais nitidamente desta aventura. Aqui fica um grande pedaço do que fui a minha estadia, aproveitem e matem curiosidade e aprendam qualquer coisa!

Na viagem para lá li o Quidditch Através dos Tempos e para cá li o Harry Potter and The Cursed Child. Houve três momentos durante toda a viagem em que comecei aos pulinhos de entusiasmo: quando cheguei a Versalhes (por sempre ter sido um sonho), quando vi a loja Elie Saab e quando finalmente encontrei o Harry Potter and the Cursed Child à venda. O rapaz dos crepes à frente do Arco do Triunfo disse-me que falava muito bem inglês e que me ia dar muito jeito no futuro. Se necessitam de ténis o melhor local para comprar é à volta do Centre George Pompidou, tem muitas lojas, muita variedade e geralmente são mais baratos que em Portugal. Apanhei três filas e paguei para entrar em três locais. Num estação de metro estava uma orquestra de cordas a tocar Canon in D que é só das minhas musicas clássicas favoritas. O voo para cá foi o meu décimo (sim, eu conto as vezes que ando de avião). A seguir à bandeira francesa e logo depois à da União Europeia a bandeira que mais vi foi a portuguesa. No aeroporto de Lisboa passei à frente da Victoria's Secret mas não pude parar. Os corredores da estação Chatelet nunca mais acabam. Numa das estações que dá acesso ao Louvre - a Louvre Rivoli - tem réplicas das estátuas expostas no museu nos corredores. A grande maioria das mulheres tem uma mala Longchamp. A caminho do aeroporto uma placas (daquelas que costumam dizer "com chuva modere a velocidade") dizia Paris Vous Aime e derreti como é óbvio. Existe uma estação que tem pinturas do português Cargaleiro nas paredes. Há três arcos do triunfo em Paris e apesar de não estarem perto estão todos alinhados. O nome do General Charles de Gaulle está em todo o lado. Quis muito ir ao Pink Flamingo Pizza mas não consegui lá ir. Vão Marché aux Fleurs de manhã, fui de tarde e já estava quase tudo fechado.

Estive no mínimo em cinco locais onde tiraram fotografias que já vi milhares de vezes no Tumblr. Paris foi um banho de cultura escutista: fui falar com escuteiros italianos que me explicaram todos os distintivos e a minha prima francesa esteve me a explicar toda a farda dela, quão giro é isto? Na mala para cá trouxe mais mapas, bilhetes e papéis que roupa. Durante uns segundos dancei com a minha mãe na Galeria dos Espelhos. A minha fotografias favorita de toda a viagem é aquela em que estou eu e a minha prima a fazer pose de pop star em Giverny porque capta bastante quem somos e a nossa relação. Se arranjarem um alojamento e um voo barato e tiverem menos de 26 anos Paris é uma viagem barata! A Pont des Arts não tem cadeados. Não achei as lojas dos museus  e monumentos nada de especial já que ou não tinham nada de interessante ou o que era giro era absurdamente caro. Nas esplanadas a grande maioria das cadeiras estão viradas para a rua (quando não são todas mesmo). Os audio guias no Louvre são Nintendos 3DS. No Marche aux Fleurs há um aviso numa lojinha que diz que só se pode tirar fotografias se se cumprimentar os proprietários dizendo bom dia. Há muitos casais a fazer sessões de Trash the Dress e fotografias de casamento em Paris. No Trocadéro há muito policiamento para apanhar os vendedores de souvenirs ilegais, dá para ver policias à paisana em acção!

 Eu procurei um This Is a Good Kiss Spot e este já não existia. Ainda em Portugal disse logo que não fazia questão de subir à Torre Eiffel. Para além de ter comprado souvenirs e comida, comprei umas sapatilhas, um colar, um livro e um top. Paris não tem muitos artistas de rua comparando com Londres. Há imensos pedintes e sem abrigos. Metade das lojas de museus são livros. Uma vez houve um atentado que aconteceu com uma bomba num caixote do lixo e por isso os sacos do lixo da cidade são quase todos transparentes. Vi muita gente a andar de trotinete, patins, skate e long board na estrada à mesma velocidade que os carros. Apesar de já ter estado em Paris eu achava que dava para passar de carro por debaixo da Torre Eiffel e do Arco do Triunfo. Os turistas japoneses são imensos e vão estar sempre no local perfeito para tirar aquela fotografia, é um facto. Paris é um local preferido para despedidas de solteiros. A Pont Neuf (Ponte nova traduzida à letra) é a ponte mais antiga da cidade. No sistema de educação francês só se escolhe uma área na transição do décimo para o décimo primeiro ano e não há curso de artes visuais no ensino regular. Os programas que dão depois dos telejornais na televisão francesa são muito mais giros que os portugueses! Sentirem-se pobres e mal vestidos enquanto passeiam pelas ruas dos grandes costureiros é completamente normal. De noite a Torre Eiffel tem um espectáculo de luzes durante cinco minutos a cada hora, infelizmente eu não consegui ver. Fui cumprimentada com três beijinhos e a minha mãe com quatro de uma senhora amiga. Paris tem muitas escadas. Vi um menino a ser afastado de uma espectacular e gigante loja da Lego enquanto reclamava que era o sítio mais fantástico do mundo. Em todo o lado os selfie sticks são proibidos mas pelos vistos ninguém respeita as placas. Nos supermercados todos os carrinhos de compras têm uma baguete. Há três personalidade francesas que são sempre muito destacadas: Louis XIV, Napoleão Bonaparte e Charles de Gaulle. Paris antigamente era denominada de Lutécia.


Peregrinação Nacional de Escuteiros 2016

E este fim-de-semana passou a correr! Começou cedo, de mochila às costas e com muitas expectativas para o fim-de-semana. Fomos imensos escuteiros a caminho de Fátima a partir de todos cantos do país (incluindo Madeira e Açores e o agrupamento constituído por portuguesas na Suíça) e éramos muitos (já ouvi dizer que eram trinta mil, já ouvi dizerem que éramos cinquenta mil, não sei) e lotámos a praça toda. Tentámos cantar em uníssono, renovamos promessas e foi incrível estar rodeada de tantos outros indivíduos que são como eu e que vivem dos mesmo ideais e com os mesmos modelos de vida.

Apesar das falhas na organização (como sempre) que eu felizmente não tive que lidar apesar de ter ouvido inúmeras queixas, foi um fim-de-semana feliz marcado especialmente pelo reencontro dos amigos do Go3 que moram a demasiadas horas daqui e em que raras são as oportunidades de nos abraçar-nos e de nos vermos. Foram as mensagens trocadas para nos encontrar-nos no meio da multidão e para trocar palavras de saudade, discutir pronuncias, muitos abraços e fotografias para guardar estes momentos incríveis. Antes de partirem para o Porto e para Braga prometemos voltar a encontrar nos e neste momento dou graças às redes sociais por nos ligarem. O escutismo deu-me amizades incríveis que são sem dúvida das melhores heranças que dez anos no movimento me trouxe

Um fim-de-semana cheio de surpresas e de sentimentos, fomos um, cantámos, acendemos velas, fomos milhares a rodar os nossos lenços e bandeiras no ar e não podia estar mais de coração cheio. É tão bom fazer parte disto, é mesmo.

fotografia da minha autoria

CLOSET | New Balance 373

Após muitas reviews, conselhos e depois de ver os milhões de modelos e de cores diferentes nos pés dos que passam eu apercebi-me que umas sapatilhas New Balance eram aquilo que eu precisava. Queria comprar para levar para a viagem mas infelizmente não havia o que queria ou aquilo que me agradava minimamente era estupidamente caro e então decidi esperar por Paris. A verdade é que corri as lojas todas à procura de uma pretas ou cinzentas mas acabei por me apaixonar por uma azuis escuras com pormenores em cor-de-rosa, cinzento e branco na loja da New Balance no Forum des Halles bem pertinho do Centre Geoges Pompidou. Tinha levado as minhas velhas Converse pretas e já não aguentava dar nem mais um passo com estas já que após algum tempo a andar se tornavam desconfortáveis e chegavam a magoar. Assim que calcei as New Balance veio um pequeno alívio, a dor de pés foi-se (não completamente mas aliviou muito) e andei com eles o resto da viagem. E tenho a dizer que são mesmo muito confortáveis e práticos. A única coisa que não me tem agradado é a cor se desvanecer muito rápido. Não os tenho usado muitas vezes e a cor já começou a enfraquecer, mas de resto, estou muito surpreendida com a confortabilidade, versatilidade que têm! E sim, são cem vezes mais giros e as cores são muito mais bonitas na realidade e dão com (quase) tudo!



TRAVEL GUIDE: PARIS | Paris Está nos Detalhes

Paris não são só os milhares de turistas e os edifícios e monumentos conhecidos mundialmente. Paris é as ruas estreitas, os pormenores, as casas bejes e os telhados cinzentos que condizem com o clima da cidade. Paris está nos pormenores que não saltam à vista de todos, está nas pessoas que conhecem este sítio como a palma da sua mão e que fazem o seu quotidiano pelas ruas que tanto me apaixonam. Paris está na arte que está presente em todo o lado, nas pequenas decorações e nos mais ínfimos lugares. Paris está na delicadeza dos materiais, das paredes, dos passeios e sobretudo Paris vive muito dos seus detalhes, que é aquilo que mais me cativa. A essência da cidade está naqueles que habitam lá, nas belas fachadas, nas flores na varanda e nas placas tão típicas verdes e azuis com os nomes das ruas. Paris está nos detalhes e esta publicação é mais fotográfica que escrita e contem alguns detalhes que captei na cidade. Espero que gostem!

Todas as fotografias são da minha autoria

September'16

Ao contrario das grandes reflexões mensais que já fiz neste blogue, Setembro não foi um mês perfeito. Foi um mês de extremos, de confrontos, mas também de novidade e de descoberta. Foi difícil e conturbado e houve quebras de confiança quebras de promessa, faltas de respeito, confusões e discussões. Foi muito difícil para mim, não estou habituada a ter tudo aquilo a que estou habituada de pernas para o ar e não saber o que vem aí, como resolver ou o que fazer para tentar emendar estragos. Setembro foi recheado de dias em que o que mais quero é um novo dia para começar de novo e um novo dia em que esteja tudo bem e em que as pessoas que eram mais unidas não discutem e não se insultam. Fiquei farta e houve muitas lágrimas a escorrerem pela cara, não foi mesmo nada fácil. felizmente tudo está a entrar nos eixos e isto foi só uma brusca desintoxicação de pessoas que faziam parte da minha vida, às vezes é necessário isto acontecer.

Mas por outro lado em Setembro fui passear e pude rever os meus amigos da escola, regressei à rotina habitual, num novo ciclo da minha vida, com novas disciplinas, novos professores, nova turma, novo horário ao qual ainda me estou a habituar. Os treinos voltaram na máxima intensidade, a minha treinadora casou, fizemos um projecto comunitário para dar como encerrado o Go3, fui visitar a avó, vi algumas partes dos Jogos Paralímpicos, escrevi sobre Paris, discuti Harry Potter, fui para Hogwarts, tive azares mas também tive momentos de felicidade genuína e o que importa é que já sei que depois de tempos muito negros vêm dias incríveis e que valem a pena. As coisas são passageiras e tudo fica bem. Acredito muito nisto. Também em Setembro entreguei a ficha de inscrição para o intercâmbio (se conseguir ir para onde quero vou visitar duas capitais europeias onde nunca estive numa semana!), fiz novos amigos, descobri que fui aluna de mérito, fiz planos já para 2017, falamos por alto de viagens completamente concretizáveis, personalizei os meus cadernos, celebrei medalhas, vesti a farda dos escuteiros várias vezes, regressei à piscina, corri muito e enfim. Foi um mês muito preenchido e diversificado. Um mês de inicio, de mudança e de reviravolta. Este ano lectivo muita coisa vai mudar, não só a  nível escolar, e estou um pouco apreensiva mas tudo há-de correr pelo melhor.


TRAVEL GUIDE: PARIS | Palais Royal

Foi graças ao Instagram do Cup of Couple que descobri este local  muito fotogénico e reconhecido pelas colunas brancas e pretas espalhadas simetricamente pelo recinto. O Palais Royal é um sítio gratuito, com muita pinta e que para além das colunas terem tamanhos aleatórios tem umas arcadas e uns candeeiros deslumbrantes. Para lá disto há um jardim recheado de esplanadas e de pessoas bem dispostas a ler e a conversar e de miúdos a brincar. O Palais Royal acolhe o Ministério da cultura e  o Tribunal Constitucional e à volta do átrio há muitas lojas e bem no centro do jardim podemos encontrar uma fonte. Foi daqueles locais inesperados com a sua delicadeza e charme próprio e na minha opinião o edifício que o circunda bloqueia o som o que o torna num sítio calmo no meio da algazarra que há nos arredores do Museu do Louvre. Um sítio de visita rápida e com uma vibe descontraída que dá para tirar fotografias engraçadas empoleirados em cima das colunas ou a passar pelas árvores cortadas geometricamente, daqueles achados, mesmo!

TRAVEL GUIDE. PARIS | Museé Rodin

Estamos quase na recta final das publicações sobre Paris e hoje o sítio do qual vos vou falar foi o meu museu preferido (também gostei muito do Louvre mas este é diferente) e tal como o Museé D'Orsay é o favorito da minha mãe este é o museu parisiense favorito do meu pai e obviamente com tantos dias à disposição não podia faltar na lista de locais a visitar. É um museu de arte mas não é um museu de arte muito comum, na minha opinião .

Bem pertinhos do Hôtel des Invalides (que tem uma cúpula lindíssima de fotografar!) encontramos o Museé Rodin que ocupa o antigo edifico de um Hotel onde Auguste Rodin normalmente pintava. É um edifício belíssimo cheio de obras de arte. No exterior temos um belo jardim com algumas esculturas entre elas O Pensador, O Beijo ou os Portões do Inferno (aqui podemos ver os estudo da obra que está exposta no Musee d'Orsay) e no interior pinturas da colecção privada do Auguste Rodin como algumas obras de Monet ou de Camille Claudel. Apesar de haver pintura este museu é muito mais virado para a escultura.

Mas este museu tem uma particularidade especial da qual eu não fazia ideia antes de lá entrar. Não estão expostas somente as obras finais, podemos também ver os estudos para a obra final. Assim dito parece desinteressante mas achei muito engraçado compreender como sempre se fizeram as esculturas que tanto gosto de ver em museus. Para ser sincera achava que esculpir era algo complicado mas não pensava que fosse tão trabalhoso mas no Museé Rodin aprendi que as esculturas em bronze são muito demoradas e feitas com inúmeros moldes, materiais e técnicas até chegar àquilo que vemos. Descobri que em mármore não começam a esculpir à toa mas que têm medidas certas e que os estudos feitos com outros materiais os ajudam. O Museé Rodin é também o trabalho de bastidores atrás das obras e intensificou a minha paixão por escultura. Talvez eu seja só pouco culta mas não tinha a noção do quanto trabalho dava esculpir e por esta visita dou muito mais valor aos escultores e às suas obras.

Este sítio é belíssimo (como já puderam compreender pelos meus relatos a grande maioria dos edifícios de Paris são belos, românticos, sofisticados e de cortar a respiração), tem umas salas deliciosas que transbordam conhecimento, trabalho e persistência. Garanto que saí do Museé Rodin incrédula com o trabalho dos escultores e da paixão, das emoções e da força que são capazes de transmitir através da sua arte. Fiquei fã e apesar de não ser muito grande e de o ter visto todo quero muito revê-lo. Foi uma enorme surpresa e não estava mesmo nada à espera de gostar tanto!


TRAVEL GUIDE: YERRES | Parc Caillebotte

Na nossa ida para Barbizon passamos por uma terrinha giríssima chamada Yerres e uma das grandes atracções desta vila é o Parc Caillebotte. Esta é a propriedade do pintor Caillebotte (já repararam que esta viagem foi bem virada para as origens dos pintores e das pinturas? A Escola dos Impressionistas de Barbizon, a Casa do Monet em Giverny e o Parc Caillebotte) e podemos dizer que é um parque da vila. Tem inúmeros pequenos edifício deslumbrantes inspirados em arquitecturas como a renascentista, a neoclássica entre outros e uns jardins de perder de vista.

Podemos passear pelos agradáveis jardins (onde vemos muita gente a fazer exercício, a ler, a fazer um piquenique ou simplesmente a passear) e à beira rio (onde podem dar uma volta de barco), com pontes e obras de arte espalhadas pelos relvados. É uma propriedade extensa a cerca de vinte cinco quilómetros de Paris, gratuita e de uma beleza e história lindíssima. Era esta a casa de campo de um dos pais do Impressionismo e um dos locais onde mais se inspirou para pintar alguns quadros que vi em museus da capital. Perfeito para fugir à cidade e à algazarra.


TRAVEL GUIDE: PARIS | Arco do Triunfo

O Arco do Triunfo é à parte da Torre Eiffel, claro, um ícone da capital francesa e, depois das torres de Notre Dame foi o único local ao qual eu quis mesmo subir. As escadas em caracol são imensas mas dão-nos a chance de estar bem alto num sítio aonde todas as ruas da cidade vão dar. Sendo uma cidade geoconcêntrica (Aprendi isto em Geografia há uns anos e nunca mais me esqueci!), vêm dar algumas avenidas bem famosas como a dos Champs Élyseés (onde não consegui subir a pé mas subi inúmeras vezes de carro e de autocarro). Foi um monumento construído para comemorar as vitórias das batalhas de Napoleão e se observarmos os detalhes podemos ver os nomes das batalhas e dos soldados inscritos no monumento.

O Arco do Triunfo fica no meio de uma rotunda e por isso há uma passagem subterrânea tanto para o centro da rotunda como para a fila para subir. Sobe-se o primeiro lance de escadas e chega-se a uma sala com uns bancos para descansar (bem ditos sejam!) onde podemos observar os outros arcos do triunfo à volta do mundo e onde o Arco Triunfal da Rua Augusta marca presença. Depois do descanso voltamos a subir outro lance de escadas até ao topo. E tem uma vista belíssima para os telhados cinzentos e as casa bejes, para a algazarra do trânsito e para a infinita cidade que é Paris e que nunca mais acaba. Exactamente alinhado com este existem mais dois arcos do triunfo, um no Louvre e outro noutra ponta da cidade já com um ar bem mais moderno.

É um sítio a visitar pela história e imponência do monumento e pela sua importância histórica e patriótica.

TRAVEL GUIDE: PARIS | Sainte Chapelle

Na minha opinião (e na dos meus pais) esta é a igreja mais bonita de Paris e segundo a minha mãe é uma das mais bonitas que já visitou no mundo. Esta é uma igreja constituída por duas igrejas, uma no piso de baixo e outra no piso de cima. São ambas bem diferente e achei imensa piada ao facto de estas estarem sobrepostas. Quando entramos vemos a primeira capela (a de baixo) que é muito pouco convencional. Tem um tecto baixo, pouca luz, com muitas colunas e flores de lis sobre o azul das abóbadas. Depois é possível subir por umas escadas para a capela superior, esta com um tecto alto, vitrais de cortar a respiração e pormenores soberbos. Os vitrais típicos da arquitectura gótica (que a par da barroca é a minha favorita!) lêem se de uma certa maneira e contém histórias. Enquanto lá estávamos estava um guia a explicar em francês tudo ao pormenor com uma paixão enorme por aquilo que falava. Segundo os meus pais (porque para mim era bem complicado compreender) foi muito interessante e havia curiosidades bem giras, que estes depois me transmitiram. É belíssima e tirem um tempo para apreciar por completo este local quer sejam crentes ou não. É uma igreja que não tem mais essa função e que neste momento é somente o palco de muitas visitas. Tirem algum tempo para apreciar os vitrais, as cores as luzes, porque é absolutamente deslumbrante.


Secundário

E foi ontem que comecei uma nova etapa da minha vida. Estou no Secundário. Já não vou ter que ter que estudar coisas chatas que eu nunca gostei como Físico-Química, Ciências ou Matemática e vou poder finalmente focar me naquilo que realmente me apaixona: a História e as línguas. Vou dizer adeus às cadernetas e às notas de zero a cem e de um a cinco e dar as boas vindas às notas até 20 valores. É uma nova realidade à qual me quero habituar bem já que a transição do segundo para o terceiro ciclo foi horrível e custou me muito, felizmente trouxe-me muitas lições e aprendizagens. Tenho metas e objectivos, já comecei a ver cursos que me interessam (para os curiosos relações internacionais e turismo estão de momento no topo da minha lista!), já comecei a ver algumas médias para começar logo no inicio a trabalhar e a batalhar porque já ouvi milhões de vezes o discurso que tenho que me esforçar muito no décimo porque porque a média do décimo estraga sempre a média para o Ensino Superior, enfim. Estou muito curiosa com Macs a matéria parece realmente útil e interessante, inglês mais do mesmo, estou assustada com o livro de português por ser gigante, a matéria de História e de Geografia segundo vejo deixa um pouco a desejar (a matéria deste ano não é a que mais gosto). Mas estou entusiasmada por só levar duas amigas comigo e por ser um mundo todo novo. Tenho metas e quero trabalhar a sério e dar o melhor que consigo. À parte disso este ano vou tentar fazer intercâmbio e espero mesmo ser escolhida para participar neste projecto. O décimo vai me trazer muita coisa e espero aprender muito tanto a nível escolar como pessoal.


TRAVEL GUIDE: LISBOA | Arco Triunfal da Rua Augusta

O Terreiro do Paço e a Rua Augusta são dos meus locais favoritos na nossa capital e já queria subir ao Arco Triunfal há muito tempo. Não é caro (penso que foi cerca de dois euros) e sobe-se até meio de elevador e o resto por escadas (se já subiram por exemplo aos Clérigos ou ao Arco do Triunfo em Paris isto é só o aquecimento, é pouquinho. E dá-vos a oportunidade de ter uma vista única sobre o rio, o Terreiro do Paço, a Rua Augusta, a Ponte e Lisboa inteira. Não é um espaço grande mas podemos descontrair e apreciar uma das mais belas capitais. Observar as estátuas que parecem bem pequeninas de baixo mas que triplicam a nossa altura quando estamos lado a lado e ainda decifrar os nossos locais preferidos por entre as ruelas e os telhados cor-de-laranjas tão típicos. É giro, rápido de visitar e não achei caro. Este é também o palco de alguns espectáculos de luz e multimédia que têm acontecido ocasionalmente! E tem uma panorâmica deslumbrante! Fiquei verdadeiramente encantada!


TRAVEL GUIDE: PARIS | Love Locks

Hoje não é dia de publicação sobre um local especifico é mais de uma característica. Paris é a capital dos cadeados, do amor e de tudo o que gira à volta disso e há milhares para fotografar. Achei giríssimo explorar aquilo que diziam, aqueles que estavam escritos, os que estavam gravados e que tinham sido feitos de propósito, as mensagens escritas nos locais e mais uma panóplia de coisas.

Não procurem muito, cadeados há em todo o lado e com certeza que vão tropeçar neles. Onde vi mais foi na Pont Leopold Sedar Senghor  e num gradeamento enorme na ponta da Ile de la Cité (que é um sítio giríssimo de passear sobretudo ao entardecer!) mas não vão durar muito pois vão ser retirados devido ao perigo de caírem. Na ponte já havia arames cortados para retirarem os cadeados e não faltará muito para retirarem todos os outros. Atenção que não há cadeados na Pont des Arts que foi onde toda esta loucura de selar o amor em locais bonitos e de atirar a chave para a água começou. A Pont des Arts está coberta de vidro e há zero cadeados.

Não é uma atracão mas era algo que eu queria muito fotografar, mesmo! Os laços pessoais são mais importantes que um pedaço de metal num sitio bonito mas acho muita piada à tradição. Eu própria adoraria um dia colocar um cadeado em Paris. Dizem que vão fazer um sítio especifico para todos os apaixonados selarem o seu amor sem risco de acidentes e que assim seja, já que é engraçado! Os cadeados estão em todo o lado e apesar de ser perigoso (porque são várias toneladas) é algo que nos lembra instantaneamente da cidade. Se há gradeamento há cadeado. Isso é certo.


TRAVEL GUIDE: FONTAINEBLEAU | Dois Castelos

Naquela onda de "já que estamos aqui.." na nossa ida a Barbizon aproveitamos para dar um saltinho a dois castelos das redondezas: O Castelo de Fontainebleau e o de Vaux le Vicomte. Não entramos no interior de nenhum, mas vimos os jardins e pude conhecer um pouco da história de cada um deles.

O castelo de Fonatinebleau  é famoso por ser o cenário do videoclip Born To Die da Lana del Rey (e obviamente por motivos históricos e arquitectónicos) e aí dá para ver o quão bonito é por dentro, uma verdadeira riqueza da arquitectura e da arte! Não conseguimos entrar mas pudemos passear pelos jardins com um enorme lago com muitos barquinhos e muitas pessoas nas margens a jogar às cartas, ler ou a fazer yoga. É sítio onde reina a calma e a boa disposição. Sem dúvida um jardim com uma vibe muito porreira!

Depois fomos ao castelo de Vaux Le Vicomte que tem uma história verdadeira bem engraçada. O Rei Sol tinha um ministro que mandou construir este palácio. Este tinha grandes salões, uns jardins de perder de vista e teve uma festa de inauguração do outro mundo. Luís XIV ficou tão invejoso que mandou matar este seu ministro e anos depois mandou erguer Versalhes que foi muito inspirado neste e um pouco do espírito "toma, toma! O meu é melhor que o teu!". Interessante, não?

Tenho muita curiosidade em visitar o interior de ambos mas infelizmente já tinham fechado mas pelo menos deu para apreciar por fora e para sonhar com um passeio por dentro dos castelos. Estão repletos de cidadãos bem dispostos que adoram o seu património e que o aproveitam muito e de turistas que gostam de passeios por sítios bonitos.

[Somente a última foto é Vaux Le Vicomte]



Neste ano lectivo vão haver muitas mudanças em alguns aspectos da minha vida, o que não é necessáriamente mau!

TRAVEL GUIDE: PARIS | Dois Locais Que Não Gostei de Visitar

Assim como recomendo locais eu também deixo de recomendar aqueles locais que não me fizeram sentir bem ou que não valem a pena. E foi isso que senti no Père Lachaise e no Palais de la Decouverte.

Primeiramente, o Père Lachaise que é um cemitério enorme que atrai muito turistas por ser o local onde estão sepultadas pessoas como o La Fonatine, Jim Morrison, Choupin entre muitas outras personalidades. Porque é que eu não gostei? Porque não é um sitio para mim, não me sinto confortável nem bem em cemitérios. Mas aquilo que me fez completamente abater foi o túmulo de uma rapariga jovem que faleceu no ataque do Bataclan. Eu não aguentei e senti-me tão mal. Ver na televisão é uma coisa mas ver as consequências dos malvados actos é muito pior. Não fotografei a campa dela por respeito, obviamente. Havia muita gente a deixar lembranças à jovem rapariga e foi muito triste. Acho só esquisitos estes locais e tudo o que os envolve e por esse motivo é um sítio ao qual eu não quero regressar. Não gosto de cemitérios, aliás nunca gostei e apesar de este ser famoso e ter algumas características interessantes este não mudou a minha opinião e sentimentos sobre estes sítios

Já o Palais de la Découverte o cenário é diferente. É um edifício belíssimo (alerta fashion geeks! Loja Elie Saab nas redondezas!)  e que deixa muito a desejar. Os meus pais tinham lá ido há mais de dez anos e continua igual, ou seja não evoluiu e não está adaptado aos miúdos de hoje. Está tudo muito ultrapassado, as colecções são pobres e por muito que eu procurasse não havia uma única legenda noutra língua que não francês. A única parte gira eram as experiências em que punham os cabelos das meninas em pé e coisas com electricidade e magnetismo. Achei muito pobre tudo, até o espaço dos dinossauros e fiquei triste porque foi um dos poucos sítios que paguei para entrar.