TRAVEL GUIDE: BUDAPESTE | Iceskating & Heroes Square

Decidi juntar a pista de gelo e a Praça dos Heróis pois são dois sítios facílimos de visitar um a seguir ao outro já que são mesmo ao lado um do outro! Fomos patinar no gelo na pista de gelo do parque da cidade e bem... foi engraçado, excepto as minhas cinco quedas (cujas nódoas negras se mantém até hoje). Podem trazer os vossos patins ou alugar uns, guardar os vossos pertences nos cabides e seguir para a pista de gelo! É enorme e real (ringues artificiais, isso come-se?) e tem sempre imensa gente. Não é fácil, é muito mais complicado que o que aparenta mas tive excelentes professores a ajudar-me e a ensinar-me. Patinar no gelo é algo que os húngaros aprendem quando ainda são muito pequeninos e é extremamente natural para eles e para além disso ao invés de nós que praticamos futebol, ginástica, natação, eles fazem corrida de velocidade em gelo, patinagem artística ou hóquei por isso eles eram mesmo os melhor instrutores. As quedas fazem parte mas nunca deixa de ser divertido, e é normal mal te conseguires por em pé enquanto que as pessoas à tua volta estão a andar de costas, a fazer piruetas ou de mãos nos bolsos, é absolutamente normal, nós é que não estamos habituados a tal coisa. Para eles isto é algo comum de um domingo em família e eu achei isso super interessante. 


Após umas boas horas a escorregar e tentar não cair seguimos para a Praça dos Heróis, uma das praças icónicas da cidade e um sítio que têm que visitar obrigatoriamente numa visita a Budapeste. Mas é que é mesmo imperativo! Como o nome indica é para enaltecer os heróis húngaros entre eles reis, líderes das tribos que fundaram a Hungria e outras personalidades importantes que estão representados nas estátuas. Foi construído para celebrar o milénio da fundação da Hungria e é fenomenal para tirar fotografias e é um dos pontos mais turísticos da capital húngara!

TRAVEL GUIDE: BUDAPESTE | Museu do Holocausto

Para começar esta série de publicações sobre a cidade incrível que me acolheu durante uma semana para uma das experiências mais enriquecedoras e espectaculares que já tive, escolhi um dos locais que mais gostei de visitar e um dos que estava mais curiosa: o Museu do Holocausto. Como é óbvio refere-se ao massacre histórico que ocorreu durante a II Guerra Mundial e foca-se muito nos judeus húngaros. É um tema que me interessa imenso apesar de ser muito sensível a tal.

Por segurança na entrada faz-se controlo tal como nos aeroportos e a seguir passamos para uma parte intermédia onde tem paredes e paredes repletas de nomes de judeus húngaros mortos no holocausto. São milhares e milhares e logo aqui eu soube que não me ia conter. Junto a estes estão muitas pedras que os que passam deixam. Na cultura judaica deixam-se pedras em vez de flores pois as pedras mantém-se para a eternidade e as flores morrem (inteligentes!). Após esta parte entrámos verdadeiramente no museu.




Podemos observar objectos recolhidos como bonecas, canetas, óculos entre outros. Filmes de histórias pessoais e imensos textos e fotografias (Para ser honesta, eu não consigo ler tudo o que há para ler nos museus, mas ali foi diferente, eu absorvi tudo porque senti que era algo que eu precisava) e depois fomos levados por um corredor onde ao nosso lado se viam as sombras daqueles que caminhavam por entre os caminhos de arame farpado para morrerem (e sim, quase que colapsei).  Nesta parte o chão vai descendo através de rampas o que simboliza o caminho para o fundo, a parte mais negra e sombria.


Depois disto vieram os diários das crianças (incluindo o de Anne Frank) e foi aqui que não me consegui controlar e chorei como não chorava há muito. As vitrinas com os "pijama às riscas", as estrelas de seis pontas e os recipientes do gás que dois ou três davam para matar dois mil judeus húngaros. Algo tão misero e pequeno que podia acabar com a vida de duas mil pessoas inocentes alvo de algo tão atroz e injusto. Esta foi a pior parte. Estávamos na parte mais baixa do museu e o barulho de fundo era o bater do coração e sinta-o como se fosse o meu. Tinha os nervos à flor da pele e um nó enorme na garganta. Nas imagens abaixo podem ver o que mais me fez chorar: o texto de um diário (o de cima, especialmente), o recipiente do gás e a estrela.




Já bem no final havia um filme extremamente gráfico onde demonstravam as experiências médicas, as valas comuns e muitas outras situações. Muitos vieram-me dizer "Leonor, não vejas isto", eu peguei num banco e fui me sentar a ver porque era algo que eu sentia que precisava de fazer. Como a Carolina diz, são murros no estômago extremamente necessários e eu precisava exactamente disto. O museu sobe por umas rampas e termina numa parte mais elevada que simboliza a superação. As paredes deixaram de ser cinzentas e passaram a ser brancas e pode-se ler histórias de superação daqueles que sobreviveram a este atentado contra a Humanidade. Após isto ainda podem visitar a sinagoga presente dentro do museu.



Foi um local muito duro e pesado e os miúdos que entraram lá naquele espírito português de sempre em festa e sempre a rir e a brincar saíram de lá quietos e em silencio e isto demonstra o poder que isto tem sobre nós. Foi extremamente enriquecedor e fez-me aprender que ainda tenho que levar muitos socos na cara para conseguir visitar um campo de concentração que é algo que quero imenso. Sou muito sensível a este assunto e quero imenso agradecer ao pessoal que me veio abraçar enquanto lia e chorava ainda mais. Foi chocante mas necessário e recomendo com cada pedaço do meu ser a visita a um centro destes.

EXCHANGE | A Minha Experiência

Na semana que passou eu tive a oportunidade de viajar para a Hungria para viver durante uma semana na casa de uma família húngara. Não fui lá para estudar apesar de ter ido em âmbito escolar, fui sim para conhecer outra cultura, aprender com os nativos e viver como eles. Adorei conhecer a minha parceira e fui acolhida por uma família impecável que fez de tudo para me sentir em casa e não poderia estar mais grata por isso. Esta foi somente a primeira parte deste projecto (ainda falta eles virem viver uma semana para cá!) mas já foi estupendo. Tenho a dizer que foi das melhores e mais felizes semanas da minha vida. Estava a fazer algo que tanto me apaixona: viajar, conhecer sítios novos e bonitos, conhecer pessoas incríveis e fotografar. Não tinha grandes preocupações, estava a viver um sonho que estava em mim há já cinco anos e por isso eu não poderia estar mais feliz e grata.

Sinto que aproveitei bem os momentos, provei comida estranha, aprendi palavras em húngaro, discuti temas controversos, aprendi mais sobre uma religião que para mim é extremamente interessante como o judaísmo e sobre o Holocausto. Aprendi sobre arte, sobre cultura, sobre história húngara, sobre o tempo seco e de como me vestir para este. Aprendi as nossas diferenças e semelhanças e aprendi sobre o sistema educacional húngaro, política e a pagar com forints húngaros (que é um pouco complicado ao inicio!).

Foi uma experiência de primeiras vezes. Saí pela primeira vez do país sem os meus pais, não fui à janela no avião, testei o meu nível de inglês ao máximo, estive com temperaturas absurdas (dez graus negativos) e apanhei um nevão, foi a minha primeira viagem com escala, primeira vez a contactar com uma cultura mais complexa e diferente. Foi a minha primeira viagem com amigos, o meu primeiro intercâmbio e a minha primeira vez num país onde a moeda e a língua não lembram a ninguém!

O Intercâmbio escolar foi uma aventura, um salto gigante para fora da minha zona de conforto, foi uma tomada de confiança e eu tinha expectativas extremamente elevadas e devo-vos dizer quer foi muito melhor do que esperava. Conheci pessoas espectaculares, vivi aventuras inesquecíveis, fiz palhaçadas e piadas que ficam para a história. Budapeste foi palco de uma das maiores e melhores aventuras da minha vida e mal posso esperar por partilhar mais convosco!  Budapeste foi tudo o que poderia ter imaginado e muito mais. Trouxe grandes amigos, lições e memórias de lá e espero que através das próximas publicações também se apaixonem por esta cidade que me acolheu durante uma semana através das minhas palavras e fotografias. Falarei também de uma vila em redor da capital húngara e do dia que passei em Viena. Espero mesmo que gostem pois vai dar-me um gosto enorme recordar os momentos que vivi e os locais que visitei! 



Vou só ali a Budapeste e a Viena viver um sonho. Volto já!

TRAVEL GUIDE: Serra da Estrela

Penso que é um lugar a onde já quase todos fomos. É um ponto turístico natural por ser a serra mais alta de Portugal Continental que nunca me canso de visitar seja em que altura do ano for. Já lá fui muitas vezes e em todas as estações do ano tem um encanto especial e diferente. É o único sítio onde alguma vez vi neve, é sempre tão giro e especial, em dias bonitos a vista é soberba e é dos meus locais predilectos para ver o pôr do sol, de um lado da montanha o céu é cor-de-rosa, roxo e azul e do outro lado é laranja e amarelo

Não é só o subir à Torre e sentirmos-nos no topo do mundo, a Serra da Estrela tem muito mais para dar. São as Lagoas como a Lagoa Comprida ou a Lagoa dos Conchos, miúdos e graúdos a escorregar  na neve e os bonecos de neve que vemos ao longo da beira da estrada. A serra da Estrela são as escaladas ao Cântaro Magro, Cântaro Raso e  ao Cântaro Gordo. A Serra da Estrela está nas aldeolas perdidas literalmente no meio da Serra, no Vale Glaciar do Zêzere e muito muito mais.

Passei lá um dia inteiro da última semana de 2016 e foi muito especial. Deu para matar saudades da neve (apesar de não ter estado muito frio), deu para testar a roupa que comprei para levar para a gélida cidade de Budapeste (aprovada!), deu para me divertir com os meus amigos, para explorar locais bonitos, fazer longas caminhadas onde a estrada não chegava e ainda pude ver um dos mais bonitos e espectaculares pores do sol da minha vida. Foi memorável.

A Serra da Estrela é aquele sítio onde vamos milhões de vezes e que nunca nos fartamos. Há tanto para descobrir por lá apesar de já ter visto tanto. É um sítio onde nos apercebemos do poder da natureza e do quão pequeninos somos. Intemporal e sempre belo, em qualquer altura do ano.


Esta semana vai ser muito preenchida e vai exigir muito de mim e da minha organização. Vamos a isso?

2016, A Retrospectiva

Dois mil e dezasseis foi um ano tão rico, tão cheio e tão bom que custa muito despedir-me dele. Porém, dois mil e dezassete traz 365 novos dias com oportunidade enormes de fazer memórias, de criar, de ser melhor e de fazer coisas incríveis e genuínas. É um recomeço mas também uma continuação e apesar de os números na data mudarem, nada mais muda, temos que ter os pés bem assentes na terra para isso. Esta Retrospectiva serve para sintetizar tudo o que aconteceu durante este ano, o bom, o mau, as aprendizagens e os momentos genuínos. Vamos lá?

2016 ficou marcado como um ano muito improvável, com muitas pessoas novas a aparecerem da minha vida e consequentemente tantas outras a deixarem me. Sinto que cresci muito este ano e que sou muito mais ponderada nas minhas decisões e muito mais ciente das minhas responsabilidades e escolhas. Sinto que cada vez me torno mais Leonor e que cada vez tenho mais certezas daquilo que quero, sou e gosto. Isto é uma vitória muito pessoal que simboliza tanto!

Foi um ano em que - apesar de não gostar de futebol - vi o meu país sair vitorioso do Euro, vi a Maragrita Mamun a destronar a Yana Kudryavtseva do primeiro lugar nos Jogos Olímpicos (que foi um evento que esperei tão ansiosamente!) evento do qual também trouxemos uma medalha! Ainda a nível desportivo, participei em muitos saraus, treinei imenso e assim pretendo continuar. Celebrei quinze anos cheios de saúde e de alegrias com direito a moche e a surpresa por parte das amigas da ginástica. Em 2016 eu fui muito mais eu própria, descobri pessoas que são muito mais o que pretendo ter perto de mim ao longo da minha vida. Conclui o Ensino Básico, fui aluna de mérito, fiz voluntariado, fui variadíssimas vezes ao cinema e li um numero vergonhoso de livros, mesmo.

Abracei desafios e projectos novos, esfolei-me por coisas que queria muito, planeei viagens, elogiei e fui elogiada, dei abraços e presentes e retribui sorrisos. Este ano descobri tesouros e coleccionei outros tantos. Foram doze meses de pequenas vitórias, de pequenos gestos, momentos e de elogios inesperados. Foi cansativo, mas extremamente gratificante. Este ano visitei imensos museus e sítios bonitos onde nunca tinha ido antes. Foi um ano de muita mudança, onde não só se mudaram os ventos como também as vontades. Há um ano eu jamais esperaria que hoje estaria como estou, com a forma de pensar que adquiri e com os objectivos e sonhos que tenho agora e a isto eu chamo crescimento e este é o maior prémio. Este ano aprendi que podemos expressar a nossa gratidão e o nosso amor de maneiras muito distintas e também que nem tudo é para sempre. Este ano reflecti muito e ingressei no curso de Línguas e Humanidades e finalmente pude dizer adeus às disciplinas que não faziam nada o meu estilo e pude finalmente focar-me naquilo que eu realmente gosto e que realmente me interessa (os resultados estão à vista!). Este ano também celebrámos dois anos de Dancing Shoes e o meu desejo é sempre continuar por estes lados!

Sinto que foi um ano no qual dei muito de mim e que fui recompensada. Foi um ano exigente a muitos níveis mas que valeu completamente a pena. Este ano fui investida pioneira, fui repórter fotográfica (e saí-me tão bem!). Este ano tive a oportunidade de assistir aos nascer e por do sol mais incríveis, marcantes e bonitos, em locais igualmente fabulosos e ao lado de pessoas que tanto me dizem. Foi um ano em que muitos projectos saíram para fora do papel Vi o meu irmão tocar na tuna, criei novos métodos de estudo, experimentei sabores e receitas novas, fui escolhida por mérito próprio para ir de Intercâmbio Escolar que era um sonho que guardava há anos. Conheci uma youtuber, dormi debaixo das estrelas e risquei nove itens da minha lista de desejos.

Também foi um ano de receios, de medos de inseguranças. Foi feito de momentos nos quais não me senti suficiente e nos quais achei muitas vezes que não era capaz. Houve dias que foram complicados e houve momentos instáveis e infelizes mas como costumo dizes estes não duram para sempre, felizmente, e fazem-nos sempre mudar, quer seja de opinião, de perspectiva de forma de ver as coisas e é disso que devemos tirar partido das situações menos boas: são um empurrãozinho para sermos melhores, na minha opinião.

No ano que passou tive a oportunidade de ir a locais incríveis como Bombarral, Ferreira do Zêzere, Torres Novas, Algarve, Terrinha, Serpa, Tomar, Reguengos, Yerres, Fontainebleau, Paris, Giverny, Fátima e Lisboa e Sesimbra. Em todos os locais que fui - estou extremamente grata pela oportunidade de conhecer e de viajar que tive - deixei um bocadinho de mim e trouxe um bocadinho de lá que guardei muuuuito bem.

Também estou muito agradecida pelos diversos eventos nos quais tive oportunidade de participar como o Go3 que arrisco-me a dizer que foi o melhor acampamento a que já fui. Onde conheci pessoas extraordinárias da outra ponta do país, onde partilhamos convivências, experiências e técnicas e onde nos unimos pelo lenço que trazíamos ao pescoço. Fui também ao PortugalGym e à Peregrinação Nacional de Escuteiros (e foi lindo ver a praça inteira cheia de pessoas com as mesmas ideologias que eu!). E para além disto tive umas férias de verão incríveis

Estou muito grata por tudo o que fui presenteada este ano, por todas as oportunidades que tive e por todos os momentos que ocorreram. Sinto que foi um ano de crescimento de de começar algo muito grande. Foi um ano árduo e de trabalho que não acaba por aqui e que promete continuar. 2017 promete e cheira-me que vai ser igualmente incrível! Que venham mais viagens, mais oportunidades, mais sorrisos e mais memórias inesquecíveis!

2016 Goals Review

No inicio deste ano publiquei uma lista mais pequena, concretizável e focada de objectivos para o ano que se iniciaria dentro de uns dias e os resultados estão à vista. Impus-me a dez objectivos não muito complexos que eram coisas pelas quais eu ia fazer por conseguir e de dez pontos, concretizei nove. Ou seja, para mim esta lista foi muito bem sucedida!

Ir ao Gerês
Este foi o único que não concretizei. O ir ao Gerês estava a ser falado há três anos na minha turma como uma "viagem final". Pelo que vi e ouvi foi brutal mas não fui porque escolhi ir ao Go3, não me arrependo nada apesar de o Gerês ser um local maravilhoso que não visito há muitos anos!

Participar no PortugalGym
Foi em Torres Novas no meu aniversário e foi memorável!

Fazer uma escolha da qual me orgulhe
Com escolha referia-me à escolha do curso do Ensino Secundário. Escolhi Línguas e Humanidades e estou zero arrependida da minha escolha. É exactamente o caminho que quero seguir e as minhas notas reflectem a entrega que tenho dado a esta parte da minha vida.

Lenço azul ao pescoço
Foi logo em Fevereiro, bem mais cedo do que esperava que pude finalmente fazer a minha promessa de pioneira. Foi um árduo caminho mas foi extremamente gratificante colocar o meu tão querido e tão esperado lenço azul ao pescoço.

Ir ao Go3
Dois dias depois de publicar esta lista de objectivos para 2016 recebemos a notícia que tínhamos sido seleccionados! Foi uma festa! E apesar de todas as tardes que nos custou, de todos os custos e de tudo o que foi preciso, foi incrível e ainda hoje trago tantas amizades e aprendizagens de lá. O Go3 foi um ponto alto deste ano e valeu totalmente a pena!

Viajar
Estou extremamente feliz por ter concretizado este ponto. É uma dádiva e uma oportunidade soberba poder viajar e estou muito grata por todos os locais brutais que visitei em 2016.

Organizar no mínimo duas festas surpresa
As felizardas foram a Lara e a Joana e ambas as festas foram estupendas (elas não desconfiavam de nada!).

Safar-me nos exames
Não foram difíceis e consegui obter bons resultados, portanto: check!

Fazer voluntariado
Passei uma manhã num canil a tratar de patudos fofinhos e é algo que estou seriamente a pensar em repetir!

Ir ver o Monstros Fantásticos e Onde Encontrá-los ao cinema.
Este foi o último a ser concretizado. Aconteceu no mês em que estamos com amigos e podem ler a minha review do filme aqui.



December'16

O último mês do ano foi o mês do Natal e da família. Mas também dos presentes, da roupa mais quente e das últimas avaliações. O décimo segundo mês do ano foi palco dos últimos preparativos para a minha viagem à Hungria, dos aniversários, dos presentes inesperados, das notas surpreendentes e foi o mês em que fiquei doente. Subi a um pico de Portugal, apanhei imenso frio, visitei Tomar e fiz várias trocas de prendas. Foi um mês no qual tive orgulho no trabalho que fiz nos últimos meses o que se reflectiu nas minhas notas, em Dezembro partilhei fotografias, histórias e gargalhadas e partilhei momentos quentinhos junto da fogueira e da lareira. Um mês de gratidão, de noites estreladas e de momentos bonitos entre amigos. De tradições, de bailados, de decorações nas ruas e de countdowns. Mês de aldeias, do Piódao e de Coja, dos avós e dos embrulhos. Dezembro foi isto e assim terminamos mais um ano!



12 Fotografias de 2016

Como já é tradição aqui pelo blogue, trago sempre na reta final do ano um punhado das minhas fotografias favoritas dos últimos 366 dias. Escolho sempre doze que se traduzem nos últimos doze meses e todas são acompanhadas de uma pequena descrição e há umas que até têm histórias engraçadas. Fotografar é das coisas que mais gosto de fazer e de ano para ano noto ligeiras mudanças! Espero mesmo que gostem! Qual é a vossa favorita?


Tenho vários fascínios fotográficos e um deles é sem duvida arcadas. Gosto dos efeitos e da perspectiva que nos transmitem e  esta fotografia na parte comercial do Buddah Eden no Bombarral foi um acaso que acho que ficou com umas cores bonitas e com a luz certa e acho que acertei em cheio com a centralidade (que é algo que confesso que tenho alguma dificuldade na fotografia!).



Em 2016 fui a um acampamento com imensos escuteiros de todo o país. Foi memorável e esta é provavelmente a minha fotografia preferida do evento do qual fui repórter fotográfica. Foi daqueles momentos em que ou tiras agora ou já foi e eu consegui captar e apesar de o enquadramento estar estranho e de não estar centrada lembra-me destes dias que eu queria que nunca mais acabassem, da festa que foi e do cansaço e da satisfação que me trouxe. Foi incrível. Estava a equipa de comunicação do acampamento a ver as fotografias que tinha tirado e apontaram-me para esta a dizer "esta está espectacular!" e como não explodir de felicidade?!



Esta foi tirada no mesmo evento e não  acho que seja a melhor desta selecção nem perto disso. Esta fotografia está neste top porque significou muito para mim. Na minha opinião nem está nada de especial mas capta completamente o tema do Go3 e aquilo que foi para nós esta aventura. Foi publicada diversas vezes nos órgãos de comunicação do evento e por isso foi das fotografias que teve um papel mais importante e de maior destaque em 2016 na minha vida.


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Gosto de fotos em contra luz e esta foi outro acaso que aconteceu enquanto esperava que a minha mãe pagasse o bilhete do barco. No fundo vemos Lisboa e em primeiro plano, alguéns que tinham o mesmo objectivo que eu ali: chegar à outra margem.



Algures em Lisboa com as suas ruazinhas tão tradicionais e os seus prédios que emolduram estas. Estas cores são tão nossas, Lisboa tem uma luz maravilhosa, assim como os fios do eléctrico, tão tradicional e tão nosso. É um daqueles sítios ao calhas onde a minha família fica à minha espera pois estou de telemóvel na mão a captar um local bonito.



De Torres Novas e do PortugalGym vem esta fotografia mais uma vez com um jogo de luzes engraçado e que confesso que acho que apanhei bem a figura apesar de ser o pior lift que já vi, enfim.



Mais um fascínio fotográfico que tenho: tectos bonitos e lustres. E não podemos de modo algum esquecer o Palácio de Versalhes que foi mais um sonho que eu tinha e que risquei da minha lista.  Estão a ver as crianças na fila para a Disneyland? Bem, eu estava igual na fila para Versalhes. Deslumbrante pela imensidão e pela magnificência de tudo e guardo no coração o dia em que lá fui e guardo também em fotografias e esta é a minha favorita de todas.



Acho que esta não esperavam por ter sido uma fotografia à qual dei pouco ênfase. Acho que só a publiquei uma vez no blogue e nunca a mostrei noutras redes sociais mas esta é uma das minhas favoritas de toda a viagem a Paris. É de um local do qual não vos falei mas que aqui fica a dica. A Place des Vosges é um lugar escondido entre os prédios bejes de telhado cinzento da capital francesa com um relvado enorme, fontes e é um sítio onde os turistas são poucos. Aqui podemos ver a verdadeira essência da cidade e dos que nela habitam e esta fotografia está neste top pois para mim retrata o momento, as pessoas e espontaneidade que habita naquele lugar. 



Já de partida, eu lembro-me tão bem deste momento. A tristeza de partir de um lugar que me proporcionou tanto e a ânsia de voltar para casa, que é sempre tão bom, coabitavam em mim. Era tão cedo e eu estava de Harry Potter and The Cursed Child na mão pronta para descobrir mais até que olho para a janela do avião e digo "Mãe, passa-me o telemóvel, por favor!" (nesta altura o meu telemóvel não tinha uma câmara decente e por isso eu fotografava com o da minha mãe). E assim foi, um nascer do sol por detrás dos aviões que levam tantas pessoas diferentes para tantos destinos diferentes e eu já dentro daquele que me levaria a casa. Assim terminou a nossa aventura de doze dias por terras que me dizem tanto e que me são tão familiares.



Aquelas fotografias tiradas no meio de uma multidão tão grande e que nem consegues quase por os braços no ar, bem, esta é uma dessas fotografias. No meio de um amontoado de escuteiros na Peregrinação Nacional de Escuteiros a Fátima eu captei o harmonioso e geométrico topo da igreja principal que em nada tinha a haver com o que se passava metros mais abaixo: uma confusão e azáfama descomunal.



Neste dia fui mostrar Ferreira do Zêzere aos meus pais e simplesmente o Zêzere tem uns recortes bonitos e uma cor que contrasta com tudo o resto



Por último esta é a minha favorita da selecção de fotografias que tirei com esta luz maravilhosa num passeio solarengo de domingo à tarde pela cidade maravilhosa (hei-de vos falar dela um dia) de Tomar.

Feliz Natal, pessoal!

EVENT | O Quebra Nozes em Ballet

Os presentes natalícios cada vez menos são materiais e cada vez mais são experiências e oportunidades. Eu já queria assistir a um bailado há séculos e esta onda de espectáculos que invadiu o nosso país deixou-me com o bichinho e foi a vez dos meus pais de me presentearem com algo que tanto queria. Os bailados são bem mais caros que uma sessão de cinema ou uma ida ao teatro mas sinto que nos trazem muito mais e que tem muito mais trabalho de estúdio e fora do palco. Escolhi o Quebra Nozes por ser da minha lista o mais natalício e o que mais me lembra a minha infância e o arrependimento é nulo.

É um espectáculo comprido que começa com muitas pessoas em palco o que começa por ser confuso. É uma parte muito teatral e pouco bailada pelo que foi a que menos gostei apesar de compreender completamente o quão necessário foi para dar tronco à história (que era um pouco diferente daquela que me lembrava). A partir daí foi aquilo que queria mesmo ver: ballet nu e cru. E foi deslumbrante. Apesar das falhas de sincronia em algumas partes a essência estava lá: a serenidade e a paixão no olhar, os movimentos leves como se fossem extremamente simples, que obviamente não o são, os braços compridos, a postura exímia e a preocupação com os pormenores. Estava lá tudo aquilo que eu esperava e saí satisfeita e com a sensação que valeu cada cêntimo.

Os bailarinos do Russian Classical Ballet foram esplêndidos apesar deste ser só um cheirinho de todos os outros bailados que pretendo assistir e o Tivoli BBVA não estava de todo na minha wishlist de locais a assistir a um bailado, mas mesmo assim chegou-me. Achei que a bailarina que interpretava a Clara teve uma prestação estupenda assim como o duo de bailarinos que interpretou os árabes e os chineses. Os Pas de Deux foram as minhas partes preferidas e achei que os figurinos estavam belíssimos especialmente após o intervalo do espectáculo. Tenho um carinho enorme pela banda sonora de Tchaikovsky pois uma boa parte das músicas eu já conhecia e havia uma em especial que é a da Dança da Fada do Açúcar que é totalmente a minha infância. Sou aficionada pelo mundo dos tutus e das sapatilhas de ponta desde pequena apesar de já ter deixado este universo há muitos anos mas esta foi uma pequena maneira de satisfazer o meu eu interior de ballet. Se depender de mim muitos mais bailados virão!


EXCHANGE | Vai Acontecer!

Há anos que queria fazer isto. Ainda eu estava no segundo ciclo do ensino básico, era uma nódoa a inglês e já sonhava com isto. Está na minha lista de lifegoals desde que a criei e sempre foi uma vontade que mantive muito presente durante todos estes anos. Desde que o meu irmão foi para a Alemanha e desde que recebi um estudante alemão cá em casa sempre quis passar por esta experiência e eu consegui. Pois é, eu vou fazer intercâmbio de estudantes. Para quem não está familiarizado com o conceito, eu vou para um país europeu viver para casa de uma estudante, ter os mesmo horários, comer a mesma comida, passar pelos costumes e pela cultura mas (é aqui que as pessoas pensam erradamente) não vou para lá estudar e é somente durante uma semana. Vou através da escola e fico na capital do país em questão e vou fazer algo que me dá um enorme prazer, adivinhem lá.... passear! Exacto enquanto que os meus colegas estão em aulas (atenção que isto nunca é feito em épocas de estes e sim, exige manter a matéria em dia e estudar pelos dias todos que faltámos) eu vou andar a passear por Budapeste e... por Viena!

Devo dizer que foi algo que conquistei por mérito pessoal, não só dei um passo em frente ao candidatar-me como escrevi uma carta em inglês a mencionar todas as minhas motivações, o que passava pelo meu desenvolvimento pessoal, ser uma experiência única que talvez vá mudar a maneira como olho para o mundo, para os outros e para mim, crescer como pessoa e cidadã do mundo, experimentar um ambiente de um país muito diferente. É algo com que tenho sonhado há muito tempo e estar cada vez mais a tornar-se realidade é de encher o coração. Descrevi também a sensação incrível que sinto quando entro num avião e a felicidade que me corre pelas veias quando planeio a minha viagem. É algo que me pode ajudar num emprego futuro e algo extremamente enriquiceedor é lisonjeador ter sido escolhida para fazer parte da "team" que vai ficar alojada em Budapeste uma semana.

Vai ser como apresentar um trabalho em inglês, mas twenty four seven durante uma semana, cá e lá, porque é aquilo que me liga a mim e à minha parceira e mais algumas coisas como o amor pela fotografia e pelas viagens. Mas também somos muito diferentes e o giro vai ser encaixarmos as nossas diferenças. Tenho sítios que quero muito visitar lá (que não sei se vai ser possível pois não sou eu quem faz os programas mas sim os professores) e de coisas a experimentar nas duas capitais e também já comecei a lista o que quero fazer com a minha parceira cá. Temos falado através das redes sociais (que são um elo de ligação incrível) e acho que vai ser giro conhecermos-nos na vida real sem emojis, sem ecrãs à frente, só nós e as nossas capacidades comunicativas.

Vai ser giro porque vai ser diferente de todas as experiências que já tive. Desde as poucas horas de luz, ao frio polar que vou apanhar, uma aventura de sabores pouco convencionais, de uma moeda com a qual não estou familiarizada e de uma língua que não lembra ao diabo e o ir viajar sem os pais. Escolhi a Hungria por ser o mais diferente da minha realidade e por ser a opção que teria menor oportunidade de visitar em família e por para além de envolver divertimento vai ser muito de aprendizagem. Não é algo barato, mas acho que pela experiência vai valer cada cêntimo, cada hora dedicada a isto e toda a matéria que vou ter que me por a par na semana que vou estar fora.

Vai ser de auto descoberta e de criar laços e eu mal posso esperar. Tenho estado a poupar dinheiro para poder desfrutar desta experiência e quero levar-vos convosco tanto pelo blogue como pelo Instagram . Vai ser já em Janeiro, mal posso esperar (aliás, já não falo de outra coisa) e estou muito grata por esta oportunidade. Viena e Budapeste? Dicas e truques, conselhos e opiniões?


Fantastic Beasts and Where To Find Them

Cheguei atrasada à festa? Espero bem que não! Finalmente fui ver o filme mais aguardado por mim este ano! Custou! Com testes, horários diferentes, contra-tempos, levei com tudo mas finalmente consegui ir vê-lo não com as pessoas que queria inicialmente mas com outra companhia. Devo dizer que pouco sabia sobre o filme, vi alguns trailers, li o livro (o original Monstros Fantásticos e Onde Encontrá-los) há uns anos e somente li a publicação da Carolina (porque sei que no Thirteen não levo com spoilers). 

Resumindo e concluindo Newt Scamander (interpretado pelo incrível Eddie) viaja até aos Estados Unidos sempre de mão dada com a sua mala que esconde um mundo incrível no seu interior. Esta está repleta de criaturas mágicas tão diferentes, tão belas e tão distintas, fiquei fascinada! Depois de trocas e baldrocas estas fogem e o filme baseia-se na procura destas. Devo dizer que esperava mais do argumento, esperava algo mais complexo mas ainda assim gostei. Adorei as pequenas referências ao Harry Potter que todos conhecemos e se não conhecem o Universo de Harry Potter há coisas no filme que não vão compreender. Dei várias explicações aos meus amigos durante o filme porque o "O que é o Obliviate?" "O que é um Auror?" eram constantes entre muuuuuitos outros.

Não costumo ver muitos filmes cheios de efeitos especiais mas achei que os de Monstros Fantásticos e onde Encontrá-los estavam soberbos assim como as referencias aos anos 20 que é a época histórica onde o filme se localiza. As máquinas antigas, os automóveis, os figurinos impecáveis e coisas tão características desta época como o corte à la garçonne nas senhoras e subida das saias. Achei que as criaturas estavam muito bem desenhadas e que o filme tinha um enredo e uma fotografia muito interessante. Achei um bocado do inicio bem enfadonho mas depois foi maravilhoso, com alguns sustos à mistura (juro que se tivesse visto o filme em 3D não vos estaria a escrever isto). A historia está incrível e fiquei verdadeiramente maravilhada com o final, apesar de ter acertado na maior surpresa do filme antes de acontecer. Perspicácia de Potterhead.

No geral foi bom apesar de esperar sempre mais e para mim as quase duas horas e meia de filme passaram num ápice! Mal posso esperar pelos próximos filmes pois esta história ainda tem muito por onde esmiuçar. Mas que bela maneira de celebrar o fim dos testes! Finalmente vou ler todas as publicações e vídeos que não vi para não me estragarem o filme. Assim risquei o nono item da minha wishlist de 2016.


November'16

Novembro pode ser caracterizado como calmo, feliz mas trabalhoso. Foi neste mês que me apercebi que o tempo passa muito rápido, que as horas e os dias não param e que todos os segundos servem para sermos felizes e que não os devemos desperdiçar. Neste penúltimo mês do ano ( como assim?!) soube da data da minha viagem, paguei-a com as minhas poupanças e sonhei todos os dias com ela um bocadinho (em breve saberão mais!). Este mês a minha mãe fez anos, tive direito a sushi, fui ao lançamento do CD de uma tuna ( e foi lindo!). Cortei o cabelo, comprei um telemóvel novo e consequentemente tirei muitas fotografias. Recebi o meu diploma de aluna de mérito (e estou a trabalhar para o mesmo este ano!)  Falei muito em inglês e foi um mês de trabalho e trabalhos, testes e apresentações mas principalmente um mês de partilhar experiências, de alguma ânsia e de gargalhadas. Novembro foi de boas compras e de receitas deliciosas. Um mês de chá quentinho, aquecedores ligados e manta nos pés e de momentos felizes. 



"Esse penteado é tão tu! Tão simples e lazy mas ao mesmo tempo tão elegante e sofisticado!" Por mais elogios assim! 

Coisas Que Não Sabias Sobre Ginástica Rítmica

A rítmica é um desporto conhecido pelos exercícios brutais e pelos fatos bonitos mas a verdade é que não ganham nada com eles. Bem que podiam ir sem maquilhagem, com um coque básico e um fato básico preto dos mais baratos que continuavam a ter a mesma pontuação. Mas faz parte da magia os fatos cheios de pedras preciosas (ou não tão preciosas), com ou sem saia, com ou sem mangas, pintados à mão, feitos à medida, com calças, com alças. As opções são infinitas e muitas vezes as empresas oferecem fatos para fazerem publicidade  e há quem pague perto dos mil euros por um pedaço de pano que demora muito tempo a ser feito. Faz parte do espectáculo e apesar se pouco acessíveis é das coisas que mais me fascina neste desporto.

Em Portugal as atletas de alta competição estudam e quando têm tempo treinam. No estrangeiro as atletas treinam e quando podem estudam. 

As atletas estrangeiras (especialmente as da Europa de Leste)  têm aulas de dança, coreografia, técnica de aparelho, ballet, condição física entre outras nos seus centros de treinos.

Todas as fitas são medidas antes da competição. As atletas perdem pontos se esta tiver um comprimento menor a seis metros.

Existem competições para atletas com síndrome de Down em Espanha e estas são incríveis!

Originalmente as competições de seniores (as que passam na televisão) tinham provas dos cinco aparelhos da modalidade mas agora só fazem quatro. A corda não se via na televisão então cancelaram esse aparelho. Este continua a ser utilizado pelas ginastas do escalão júnior.

Há um  exercício que foi muito famoso durante uns tempos (inclusive, eu concretizei-o numa apresentação de grupo no meu primeiro ano de ginasta) que consistia no equilibrio num só joelho e que foi proibido pela Federação Internacional de Ginástica porque muitas atletas se lesionaram a concretizá-lo.

Existe um tipo de competição chamado Aesthetics Group Gymnastics que está inserido na rítmica que é um grupo de oito ginastas e não utilizam aparelhos. Não é modalidade olímpica e não costuma aparecer nas competições mas existe e é originária da Finlândia (que são as melhores do mundo!)

Se achavam que rítmica era somente para raparigas desenganem-se, nasceu a ginástica rítmica masculina no Japão na qual utilizam aparelho mas que misturam também alguns elementos de artística e acrobática e não façam cara de esquisitos, estes atletas são brutalmente fascinantes!

O painel de juízes divide-se em juízes de dificuldade e de execução e ainda existem juízes para verem se as atletas saem das linhas do praticável. As atletas podem ter no máximo 20 pontos.

A maioria das ginastas põe um ponto final nas suas carreiras até aos 23 anos.

Nos Jogos Olímpicos as as atletas vencem medalhas pela classificação geral e não por aparelho e por equipa como na ginástica artística.


Os meu métodos de estudo

Com um novo ciclo de ensino tive que me adaptar à exigência e deixar de estudar nas vésperas e por isso criei novos métodos de estudo que me ajudam a não me perder e a estar sempre dentro do que leccionamos. 

Rotina de estudo
Este ano comecei a estudar quase todos os dias. Só o faço nas disciplinas mais complexas e que precisam de mais trabalho. Isto ajuda-me a estar sempre a par e a não perder o fio à meada. Resumo a matéria que dei no dia e assim nunca fico com toneladas de paginas para estudar a dias antes do teste. Depois, dias antes volto a pegar nos resumo, a passá-los e a ler e reler. Não sei se é coincidência mas sou a única da minha turma que estuda todos os dias e consequentemente sou quem tem tido melhores notas.

Testes antigos
Este truque foi a minha grande salvação este ano. Felizmente tenho amigos de anos superiores e amigas minhas têm irmãos que já passaram pelos nossos professores e que nos fizeram o favor de emprestar os testes antigos. Isto dá muito jeito sobretudo nas primeiras avaliações para conhecer mos os tipos de perguntas de cada tipo de professor e para treinar mos em algo mais parecido ao nosso. Podem não ser iguais mas é um bom treino e felizmente já apanhei perguntas em teste que treinei em casa de testes antigos, que sorte!

Guardar materiais
Lembrei me disto no ano passado mas depois descobri que não era a única. Para o exame de português do 9ºano eu guardei todos os resumos que fiz nesse ano para ser mais fácil de estudar para o exame. Agora estou a guardar os powerpoints em pastas, fichas, resumos, testes e cadernos para os próximos exames para me facilitar o estudo. Resumos já estão feitos é só voltar a rever e a exercitar.

Conforto é a chave
Não consigo estudar com roupa da rua e por isso quando estudo faço-o com roupa de andar em casa, de cabelo atado, com música clássica a tocar e de chá na secretária. Organizo o meu espaço e certifico-me que tenho boa iluminação.

Partilha
Este é o maior propósito dos grupos de turma: a partilha. seja de resumos, apontamentos, testes passados, dúvidas e questões. Sempre que tenho uma dúvida interrogo os meus colegas e amigos esta o que me faz ir sempre mais confiante naquilo que sei para os testes.




Daqui

Esta foi a minha compra favorita dos últimos tempos. Pressinto que vamos ser muito felizes juntas!

[a cor é muito mais bonita ao vivo, trust me]

RECIPE | A Pavlova da Nigella

Como sabem sou espectadora assídua do MasterChef Australia, não perco um episódio e não falho uma temporada. Há uns tempos não ligava muito às masterclasses (onde aprendem com os jurados e com chefes convidados a confeccionar pratos incríveis) mas cada vez mais lhes dou atenção, especialmente na parte das sobremesas! E numa das últimas masterclasses eu não deixei de todo escapar a receita da pavlova da Nigella que se diz que é um doce tipicamente natalício na Austrália. Vamos salientar que é um prato leve e fresco, adequado para a estação que se faz sentir no Natal lá. Para aproveitar os últimos raios de sol quentinhos eu decidi experimentar. Aqui fica a receita:

Lemon Curd: juntar 150g de açúcar em pó com dois ovos inteiros e duas gemas numa panela ao lume, mexer e depois juntar 100g de manteiga amolecida e o sumo e casca ralada de dois limões. Coloquem ao lume até engrossar e ficar com uma consistência "pegajosa" e deixar arrefecer. Se tiverem algum electrodoméstico que faz maravilhas (por exemplo a bimby ou a yammi) há receitas de Lemon Curd que eu já fiz duzentas vezes. Depois é deixar de parte e por no frio após arrefecer.

Pavlova: Antes de tudo, pré aquecer o forno a 180 graus. bater 6 claras com 375 g de açúcar em pó até ficar merengue. Depois juntar duas colheres de chá e meia de amido de milho, raspa de um limão e envolver tudo muito bem. Colocar num tabuleiro com papel vegetal a mistura e alisar o topo. Colocar a base da pavlova no forno durante uma hora e baixar a temperatura para 130 graus. Quando o tempo se esgotar, retirar do forno e deixar arrefecer. À parte disto, bati um pacote de natas para a decoração.

depois de estar tudo frio passamos à construção, que tanto pode ser super messy como divertida  (e saborosa!). Em cima da base da pavlova colocamos o Lemon curd e em cima as natas batidas, no topo podemos variar, a Nigella utilizou amêndoas tostadas mas como não tinha esse ingrediente optei por ananás, acho que qualquer fruta há-de servir! E aí está. A minha pavlova deixou de ficar crocante com o tempo talvez por ter tanto creme e tanto ingrediente em cima e por isso recomendo que não montem logo, façam no quando forem servir para que o estaladiço não se perca. E é isto, espero que gostem e que se deliciem tal como eu fiz com a minha. Não tem um sabor extraordinário mas é muito agradável e fresco!