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Harry Potter and The Cursed Child

Quando há três anos fui quase que obrigada pelo meu irmão a ler o primeiro Harry Potter eu não sabia o que estava para vir. Uma das histórias mais incríveis e bem concebidas com um mundo fantástico, bem criado e muito mágico. Desde então li os livros todos três vezes, coleccionei os que fazem parte deste mundo (já li os Monstros Fantásticos mas é o único que me falta) e até o primeiro em inglês, coleccionei marchendising, li teorias, fui a locais importantes para a história na minha visita a Londres e ao Porto. Fiz quase tudo e como Potterhead que sou eu não podia estar mais entusiasmada para colocar as minhas mãos em cima do novo Harry Potter and The Cursed Child. Fiquei muito triste que em Portugal estava tudo esgotado e ia ter que procurar em Paris. Foi o melhor que fiz, era mais barato e tudo! Adorava ir ver a peça a Londres mas como não é possível tive que me ficar pelo livro o que já não é nada mau! É tão bom ter um livro com o nome Harry Potter na capa que ainda não lemos, com uma história incrível e um a montanha russa de emoções por sentir. Sejamos honestos, este livro é um poço de nostalgia!

Este é o roteiro da peça que está me exibição na capital inglesa o que lhe dá uma certa piada. As didascálias, as partes, as cenas, os actos, os intervalos, a descrição dos cenários, o nome das personagens antes da fala..! É diferente e torna o livro em algo que nunca tinha lido anteriormente. Tem uma capa linda (por debaixo da amarela em papel que também não é feia) é preta e dourada, simples e delicada. Vou somente dar dois pequenos  spoilers (nada muito em concretoque podem ler no final deste texto) porque por muito feliz que esteja, quero muito que vocês leiam esta obra. Tal como faço com os meus amigos quando me pedem para falar sobre a história de Harry Potter, não dá, tens que ler, só assim consegues absorver os pormenores e a genialidade deste mundo. Foi escrito pela nossa J.K. Rowling, pelo John Tiffany e pelo Jack Thorne e tem à volta de 340 páginas. Eu comprei em inglês, o único à venda de momento, e não há data de lançamento para a versão portuguesa mas como não estava a aguentar esperar eu comprei-o na mesma. Não sou pro no inglês mas foi muito fácil de ler e mesmo as palavras mais complicadas chegava lá pelo enredo.

Engane-se quem pensa que pode ler este livro sem ter conhecimento dos outros sete livros. Se não conhecem a história toda não vão compreender metade desta. Há coisas muito importantes dos outros livros em que pegaram para construir este e é importante que se lembrem das aventuras do Harry do Ron e da Hermione. Aqui o trio já tem idade para ter juízo. Com empregos e família para cuidar. Mas as personagens principais são mesmo o filho do Draco Malfoy, o Scorpius (que foi a minha personagem favorita e a quem quero dar um abraço gigante, confesso!) e o filho do meio do Harry e da Ginny, o Albus Severus Potter. É à volta deles que a história se desenrola. Eu não estava à espera de nada em concreto (aguentei-me muito bem a não ir ver spoilers!) e surpreendeu-me muito! A cada página eu dizia "what??" literalmente, a cada folha que passamos vem mais informação, mais conteúdo mais surpresas inesperadas e mais magia!

 Há partes que de certeza que não foram escritas pela Rowling pois a Rowling jamais colocaria alguns pormenores chocantes para os mais atentos no livro e personagens a quem não foi dado o devido valor e a devida atenção. Há muitas coisas que seriam impossíveis no seguimento e no contexto dos sete livros anteriores.

São os dramas familiares, as pessoas que se revelam, os plot twists, os momentos chocantes as surpresas, os parágrafos que nos fazem parar de respirar, um pouco do que é Hogwarts agora, o suspense, os conflitos, os problemas, os dramas, o sempre mencionado poder do amor e da amizade, as partes que nos atingem bem nos sentimentos (como a última fala da página 156 e a primeira da 159 e a página 209. É demasiado para o meu coração, a sério). Eu adorei lê-lo apesar de ter deixado algumas pontas soltas e apesar de conter falhas eu gostei de o ler mesmo que quisesse algo mais, algo ainda melhor. Agora o vazio de não haver mais Harry Potters para ler voltou e é enorme!  Mas é tão bom rever as nossas personagens mais queridas e ficar a conhecer outras pelas quais também nos apaixonamos!  Só vos dou dois mini spoiler: a cicatriz vai voltar a doer depois de imensos anos sem acontecer e vão existir time turners (que confesso que geram na minha cabeça uma certa confusão) e o resto têm que ler para descobrir! Se já leram adorava saber a vossa opinião!


Viajário

Este Natal recebi boas prendas, não foram imensas mas foram suficientes. Tudo o que recebi foi a pedido meu mas houve dois itens que não estavam na minha lista. Foram uma surpresa, uma boa surpresa e ambos são mesmo a minha cara. O presente que vos venho falar hoje é um livro por preencher sobre viagens. Chegaram a confessar-me que quando o viram exposto ele gritava mesmo o meu nome.

Com um design simples, fresco e clássico este livro/diário conquistou-me pelas imagens ilustrativas simples sem muitos rocócós, com frases sugestivas ao tema retiradas dos mais diversos livros a separar os "capítulos". Tem uma lista de "não esquecer" onde já vem escrito a escova de dentes e traz imenso espaço para colocar mil e um itens indispensáveis. Calendários até 2023, fusos horários, temperaturas e dias de chuva, e obviamente um espaço para preencher com os nossos dados pessoais. Agora sim a parte mais "a sério". Um espaço para wishlist de viagens (onde já tenho três destinos e alguns locais a (re)visitar: Londres, Paris e Nova Iorque). Páginas para planear uma saída com local para controlar tudo o que se compra, com quem, a onde, quando e o porquê da viagem. Há também páginas para passeios com tantos outros itens para preencher e ainda espaço para fotografias/recortes. E ainda as últimas secções: Viagens curtas; Viagens longas. Muitas linhas para escrever momentos memoráveis, linhas por preencher com objectos a não esquecer, itinerário, guias de viagem e companheiros. Espaços de coisas a fazer antes e depois das viagens. E por fim (e no fim!) mas não menos importante, um envelope para pôr fotos, recortes, imagens e.t.c.

O Viajário está disponível na Fnac, neste momento por 9€ (preço de saldo). Tem muito para preencher e escrever e ainda vou arranjar uma maneira de desfrutar dele da maneira mais correta. Para todos os amantes de viagens e para aqueles que gostam de registar as pequenas escapadinhas, está aqui um caderno muito interessante. Eu gostei e quero dar-lhe muito uso!



Sei dúvida que os melhores livros que li este ano foram o Eleanor & Park e o Tudo o Que Poderíamos Ter Sido Tu e Eu Se Não Fossemos Tu e Eu.

Eleanor & Park

O Eleanor & Park é para mim o livro mais falado da blogosfera. Já li cinco mil textos sobre a obra de Rainbow Rowell e a cada linha que lia a curiosidade ia aumentado. As reviews diziam que o livro era encantador, fofinho e incrível e em lado nenhum quem as escreveu estava enganado. Assim que um amigo conseguiu ter o livro nas mãos tive de ter a certeza que me punha na fila de espera para o ler. Afinal, amigos também servem para emprestar livros, não é?!

É uma história de amor de Eleanor, a miúda ruiva que tem que lidar com as suas inseguranças, com uma nova cidade e consequentemente, uma nova escola, problemas em casa e bullying e de Park que é um cavalheiro, um fofinho. E esta é a história de amor de ambos com frases bonitas, acções delicadas, momentos muito queridos e espontâneos, uma amizade que se transforma num grande amor entre duas pessoas tão distintas. Fez-me andar numa valente montanha russa de emoções desde estar de segundo a segundo a pensar aww a querer atirar três cadeiras à cabeça do Richie (por favor digam-me que não fui a única a querer fazê-lo!), a sentir-me revoltada, impotente quanto à condição famíliar de Eleanor e ainda vazia, quando o livro acabou. Leva-nos uma mensagem de Love is love no matter what que é uma mensagem tão importante no dias de hoje mesmo que o livro se passe nos anos 80. Leva-nos a descobrir a paixão entre dois inadaptados que são capazes de tudo.

Gostei mesmo muito de ter capítulos curtinhos e de o POV andar sempre a saltar de um para o outro. é um livro extraordinariamente completo e que eu não esperava gostar tanto e custou-me imeeeeeenso virar a última página. O único ponto negativo: não tem sequela.


Tudo o que poderíamos ter sido tu e eu se não fossemos tu e eu.

Aquilo que me prendeu neste livro foi o titulo que me deixou confusa e a persistência que o meu irmão tinha em querer lê-lo. O título remeteu-me para uma história de amor e acertei, não de todo porque não é um típico romance piroso nem nada que se pareça. Nem sequer é uma história de amor namorado-namorada. Tem muito a haver com a família com a nossa outra vida, os nosso dons, a paixão, a morte e algo que me encantou no protagonista, o Marcos, foi que era uma pessoa extremamente pensativa que pensava sobre tudo e sobre nada, que era claro e que era intrigante, empolgante e de certa forma enfeitiçou-me. 

Num futuro próximo e numa cidade espanhola onde são poucos os que conservam o seu sono e que têm a sua dose de interrupção durante os vários dias, enquanto outros trabalham toda a noite e não têm o conforto de se refugiarem no Vale dos Lençóis e esquecerem o mundo real por uma horas é a sociedade onde Marcos vive e é aí que se passa a história. É nessa sociedade que encontra uma rapariga, a "Rapariga do Espanhol", que ama, e que amou noutra vida por terem uma cumplicidade e uma ligação abismal que um casal não tem, por muito apaixonados, amigos e tudo aquilo que sejam. Só não gostei muito de umas partes que pareciam ter sido retirados de um livro de ficção cientifica (já que não sou a maior fã desse género), mas o livro superou e muito as minhas expectativas. E as minhas partes favoritas foram as em que Marcos recordava a mãe e tudo o que aprendeu com ela, tudo o que lhe ensinou e tudo o que a senhora era e tudo o que esta significava. 

Deixou-me a pensar e devorei-o em três dias e custou - muito - a virar a ultima página. Tudo o que poderíamos ter sido tu e eu se não fossemos tu e eu para ler sempre que for possível. O Albert Espinosa e um pequeno géniozinho e criou uma obra fantástica que recomendo, hoje e aqui, a toda a gente pelo bom uso das palavras e pela banalidade.