November'16

Novembro pode ser caracterizado como calmo, feliz mas trabalhoso. Foi neste mês que me apercebi que o tempo passa muito rápido, que as horas e os dias não param e que todos os segundos servem para sermos felizes e que não os devemos desperdiçar. Neste penúltimo mês do ano ( como assim?!) soube da data da minha viagem, paguei-a com as minhas poupanças e sonhei todos os dias com ela um bocadinho (em breve saberão mais!). Este mês a minha mãe fez anos, tive direito a sushi, fui ao lançamento do CD de uma tuna ( e foi lindo!). Cortei o cabelo, comprei um telemóvel novo e consequentemente tirei muitas fotografias. Recebi o meu diploma de aluna de mérito (e estou a trabalhar para o mesmo este ano!)  Falei muito em inglês e foi um mês de trabalho e trabalhos, testes e apresentações mas principalmente um mês de partilhar experiências, de alguma ânsia e de gargalhadas. Novembro foi de boas compras e de receitas deliciosas. Um mês de chá quentinho, aquecedores ligados e manta nos pés e de momentos felizes. 



"Esse penteado é tão tu! Tão simples e lazy mas ao mesmo tempo tão elegante e sofisticado!" Por mais elogios assim! 

Coisas Que Não Sabias Sobre Ginástica Rítmica

A rítmica é um desporto conhecido pelos exercícios brutais e pelos fatos bonitos mas a verdade é que não ganham nada com eles. Bem que podiam ir sem maquilhagem, com um coque básico e um fato básico preto dos mais baratos que continuavam a ter a mesma pontuação. Mas faz parte da magia os fatos cheios de pedras preciosas (ou não tão preciosas), com ou sem saia, com ou sem mangas, pintados à mão, feitos à medida, com calças, com alças. As opções são infinitas e muitas vezes as empresas oferecem fatos para fazerem publicidade  e há quem pague perto dos mil euros por um pedaço de pano que demora muito tempo a ser feito. Faz parte do espectáculo e apesar se pouco acessíveis é das coisas que mais me fascina neste desporto.

Em Portugal as atletas de alta competição estudam e quando têm tempo treinam. No estrangeiro as atletas treinam e quando podem estudam. 

As atletas estrangeiras (especialmente as da Europa de Leste)  têm aulas de dança, coreografia, técnica de aparelho, ballet, condição física entre outras nos seus centros de treinos.

Todas as fitas são medidas antes da competição. As atletas perdem pontos se esta tiver um comprimento menor a seis metros.

Existem competições para atletas com síndrome de Down em Espanha e estas são incríveis!

Originalmente as competições de seniores (as que passam na televisão) tinham provas dos cinco aparelhos da modalidade mas agora só fazem quatro. A corda não se via na televisão então cancelaram esse aparelho. Este continua a ser utilizado pelas ginastas do escalão júnior.

Há um  exercício que foi muito famoso durante uns tempos (inclusive, eu concretizei-o numa apresentação de grupo no meu primeiro ano de ginasta) que consistia no equilibrio num só joelho e que foi proibido pela Federação Internacional de Ginástica porque muitas atletas se lesionaram a concretizá-lo.

Existe um tipo de competição chamado Aesthetics Group Gymnastics que está inserido na rítmica que é um grupo de oito ginastas e não utilizam aparelhos. Não é modalidade olímpica e não costuma aparecer nas competições mas existe e é originária da Finlândia (que são as melhores do mundo!)

Se achavam que rítmica era somente para raparigas desenganem-se, nasceu a ginástica rítmica masculina no Japão na qual utilizam aparelho mas que misturam também alguns elementos de artística e acrobática e não façam cara de esquisitos, estes atletas são brutalmente fascinantes!

O painel de juízes divide-se em juízes de dificuldade e de execução e ainda existem juízes para verem se as atletas saem das linhas do praticável. As atletas podem ter no máximo 20 pontos.

A maioria das ginastas põe um ponto final nas suas carreiras até aos 23 anos.

Nos Jogos Olímpicos as as atletas vencem medalhas pela classificação geral e não por aparelho e por equipa como na ginástica artística.


Os meu métodos de estudo

Com um novo ciclo de ensino tive que me adaptar à exigência e deixar de estudar nas vésperas e por isso criei novos métodos de estudo que me ajudam a não me perder e a estar sempre dentro do que leccionamos. 

Rotina de estudo
Este ano comecei a estudar quase todos os dias. Só o faço nas disciplinas mais complexas e que precisam de mais trabalho. Isto ajuda-me a estar sempre a par e a não perder o fio à meada. Resumo a matéria que dei no dia e assim nunca fico com toneladas de paginas para estudar a dias antes do teste. Depois, dias antes volto a pegar nos resumo, a passá-los e a ler e reler. Não sei se é coincidência mas sou a única da minha turma que estuda todos os dias e consequentemente sou quem tem tido melhores notas.

Testes antigos
Este truque foi a minha grande salvação este ano. Felizmente tenho amigos de anos superiores e amigas minhas têm irmãos que já passaram pelos nossos professores e que nos fizeram o favor de emprestar os testes antigos. Isto dá muito jeito sobretudo nas primeiras avaliações para conhecer mos os tipos de perguntas de cada tipo de professor e para treinar mos em algo mais parecido ao nosso. Podem não ser iguais mas é um bom treino e felizmente já apanhei perguntas em teste que treinei em casa de testes antigos, que sorte!

Guardar materiais
Lembrei me disto no ano passado mas depois descobri que não era a única. Para o exame de português do 9ºano eu guardei todos os resumos que fiz nesse ano para ser mais fácil de estudar para o exame. Agora estou a guardar os powerpoints em pastas, fichas, resumos, testes e cadernos para os próximos exames para me facilitar o estudo. Resumos já estão feitos é só voltar a rever e a exercitar.

Conforto é a chave
Não consigo estudar com roupa da rua e por isso quando estudo faço-o com roupa de andar em casa, de cabelo atado, com música clássica a tocar e de chá na secretária. Organizo o meu espaço e certifico-me que tenho boa iluminação.

Partilha
Este é o maior propósito dos grupos de turma: a partilha. seja de resumos, apontamentos, testes passados, dúvidas e questões. Sempre que tenho uma dúvida interrogo os meus colegas e amigos esta o que me faz ir sempre mais confiante naquilo que sei para os testes.




Daqui

Esta foi a minha compra favorita dos últimos tempos. Pressinto que vamos ser muito felizes juntas!

[a cor é muito mais bonita ao vivo, trust me]

RECIPE | A Pavlova da Nigella

Como sabem sou espectadora assídua do MasterChef Australia, não perco um episódio e não falho uma temporada. Há uns tempos não ligava muito às masterclasses (onde aprendem com os jurados e com chefes convidados a confeccionar pratos incríveis) mas cada vez mais lhes dou atenção, especialmente na parte das sobremesas! E numa das últimas masterclasses eu não deixei de todo escapar a receita da pavlova da Nigella que se diz que é um doce tipicamente natalício na Austrália. Vamos salientar que é um prato leve e fresco, adequado para a estação que se faz sentir no Natal lá. Para aproveitar os últimos raios de sol quentinhos eu decidi experimentar. Aqui fica a receita:

Lemon Curd: juntar 150g de açúcar em pó com dois ovos inteiros e duas gemas numa panela ao lume, mexer e depois juntar 100g de manteiga amolecida e o sumo e casca ralada de dois limões. Coloquem ao lume até engrossar e ficar com uma consistência "pegajosa" e deixar arrefecer. Se tiverem algum electrodoméstico que faz maravilhas (por exemplo a bimby ou a yammi) há receitas de Lemon Curd que eu já fiz duzentas vezes. Depois é deixar de parte e por no frio após arrefecer.

Pavlova: Antes de tudo, pré aquecer o forno a 180 graus. bater 6 claras com 375 g de açúcar em pó até ficar merengue. Depois juntar duas colheres de chá e meia de amido de milho, raspa de um limão e envolver tudo muito bem. Colocar num tabuleiro com papel vegetal a mistura e alisar o topo. Colocar a base da pavlova no forno durante uma hora e baixar a temperatura para 130 graus. Quando o tempo se esgotar, retirar do forno e deixar arrefecer. À parte disto, bati um pacote de natas para a decoração.

depois de estar tudo frio passamos à construção, que tanto pode ser super messy como divertida  (e saborosa!). Em cima da base da pavlova colocamos o Lemon curd e em cima as natas batidas, no topo podemos variar, a Nigella utilizou amêndoas tostadas mas como não tinha esse ingrediente optei por ananás, acho que qualquer fruta há-de servir! E aí está. A minha pavlova deixou de ficar crocante com o tempo talvez por ter tanto creme e tanto ingrediente em cima e por isso recomendo que não montem logo, façam no quando forem servir para que o estaladiço não se perca. E é isto, espero que gostem e que se deliciem tal como eu fiz com a minha. Não tem um sabor extraordinário mas é muito agradável e fresco!





October'16

Outubro foi um mês muito calmo de adaptação ao Secundário. Foi um mês de tardes a estudar e do inicio da época de testes. Foi altura de conhecer melhor outras pessoas, de estar atenta, de treinos duros e exigentes e de me estrear no praticável esta época. Foi o mês em que o MasterChef Australia voltou (que é só o meu programa de televisão favorito!) e em que experimentei deliciosas receitas. Em Outubro recebi os elogios mais simples mas os mais criativos e mais impactantes. Apercebi-me que estou onde sempre quis estar e que mereço estar onde estou. Fui à peregrinação Nacional de Escuteiros com mais milhares e milhares de pessoas com as mesmas ideologias que eu. Foi lindo e pude encontrar as pessoas incríveis com que fizemos laços no Go3 e que felizmente temos as redes sociais que nos ligam. O escutismo é um movimento do qual faço parte há muitos anos e é sempre incrível fazer parte disto, saí de lá de coração cheio. Em Outubro ri muito com as histórias mais parvas e escrevi muito em papel. Fez um ano desde que adoptámos o Spot e se estava receosa no inicio hoje já não me imagino sem ele! Os animais são realmente das melhores coisas que existem.

Fui visitar os avós e fui passear a Ferreira do Zêzere, localidade que tive a oportunidade de explorar em Junho e que voltei para mostrar aos meus pais os locais mais incríveis a e a melhor vista para o rio Zêzere. Acho que a coisa mais incrível que aconteceu em Outubro foi ter sido escolhida para uma daquelas experiências que tens uma vez na vida. Fui escolhida por mérito próprio e não podia estar mais feliz. Ainda só estou no inicio do processo e já tem sido incrível. Tenho pelo menos uma viagem marcada e outra em planos, vamos ver o que sai daqui! Outubro foi um mês muito leve, não teve acontecimentos arrebatadores nem explosivos, foi feitos de pequenas coisas, pequenos momentos, pequenos gestos. Foi um mês bonito de folhas no chão e de felicidade genuína e não poderia estar mais grata pelas mais simples coisas que aconteceram.




Update sobre o Secundário!

O Secundário tem sido uma experiência diferente. Não tem sido muito fácil conciliar tudo, como podem ter reparado na minha ausência nos últimos dias mas tenho descoberto tanto..! Tem sido muito diferente e ainda me estou a adaptar. Felizmente ainda nada descarrilou, tenho mantido a matéria em dia e tenho me organizado bem. Neste momento não é assim tão diferente do Básico, os testes são mais puxados mas além disso é normal. Adoptei novos métodos de estudo e tenho estudado todos os dias. Para além disso tenho conhecido muita gente diferente de mim e que me pode abrir horizontes mas continuo a ir ter sempre que possível com os amigos de sempre. Tem sido incrível, estou a gostar imenso e sinto que estou mesmo no sítio certo. Estou exactamente onde quero estar e esta sensação ultrapassa os professores irritantes e as matérias chatas. Tem sido uma jornada muito interessante, repleta de aprendizagens. E que continue assim!


Os Meus Interesses

Segundo a minha família ao longo deste último ano tenho marcado muito mais a minha posição, consegui finalmente descobrir aquilo que fazia o meu coração bater mais forte e descobrir os meus mais reais interesses. Sinto que neste último ano vinquei muito mais a minha personalidade e os meus gostos e foi tudo acontecendo muito naturalmente. Acho que estou mesmo na fase de descobrir quem sou e como sou e aquilo que me põe os olhos a brilhar.

Há um ano perguntavam me no que tinha realmente interesse e eu responder-vos-ia que gostava muito de ginástica mas hoje tenho uma resposta muito mais completa. Eu gosto de viagens, de arte de museus e de arquitectura. Sou apaixonada por fotografia, por línguas e pela escrita. Gosto de moda, de cultura, de História e de descobrir o mundo. O meu coração bate mais forte quando pinto, quando leio e quando passeio. Hoje sou muito mais Leonor e muito mais aquilo que sempre quis ser: uma miúda para quem os pormenores importam, que tem gostos vincados e que reflectem na perfeição quem sou e como penso. Quando me interesso eu procuro saber mais e conhecer mais e é algo que me dá um enorme gozo fazer. É tão bom finalmente encontrar mos aquilo que somos e não termos necessidade de fingir que somos alguém que não nós. Tenho cada vez mais a minha identidade e é tão agradável esta sensação!



Em 2017 vou fazer uma viagem. Talvez mais do que uma, quem sabe!

TRAVEL GUIDE: PARIS | Detalhes da Viagem para Nunca Esquecer

Nesta publicação trago muito  daquilo que absorvi durante os doze dias de viagem por território francês. Absorvo muito os momentos e reparo muito nos detalhes. Tenho olho para os pormenores e tenho uma certa perspicácia para captar momentos, eu lembro me de demasiadas coisas e ao longo dos dias que escrevi todas as publicações deste Travel Guide fui me lembrando de pequenas coisas. São memórias que quero que permaneçam, aprendizagens que fiz com os meus primos e com os meus pais, comigo mesma e com as pessoas com quem conversei quer sobre a vida quotidiana, experiências ou factos, momentos para guardar e curiosidades para saborear. Pormenores que terão sempre um lugarzinho especial nesta viagem que fica aqui registado para um dia me lembrar muito mais nitidamente desta aventura. Aqui fica um grande pedaço do que fui a minha estadia, aproveitem e matem curiosidade e aprendam qualquer coisa!

Na viagem para lá li o Quidditch Através dos Tempos e para cá li o Harry Potter and The Cursed Child. Houve três momentos durante toda a viagem em que comecei aos pulinhos de entusiasmo: quando cheguei a Versalhes (por sempre ter sido um sonho), quando vi a loja Elie Saab e quando finalmente encontrei o Harry Potter and the Cursed Child à venda. O rapaz dos crepes à frente do Arco do Triunfo disse-me que falava muito bem inglês e que me ia dar muito jeito no futuro. Se necessitam de ténis o melhor local para comprar é à volta do Centre George Pompidou, tem muitas lojas, muita variedade e geralmente são mais baratos que em Portugal. Apanhei três filas e paguei para entrar em três locais. Num estação de metro estava uma orquestra de cordas a tocar Canon in D que é só das minhas musicas clássicas favoritas. O voo para cá foi o meu décimo (sim, eu conto as vezes que ando de avião). A seguir à bandeira francesa e logo depois à da União Europeia a bandeira que mais vi foi a portuguesa. No aeroporto de Lisboa passei à frente da Victoria's Secret mas não pude parar. Os corredores da estação Chatelet nunca mais acabam. Numa das estações que dá acesso ao Louvre - a Louvre Rivoli - tem réplicas das estátuas expostas no museu nos corredores. A grande maioria das mulheres tem uma mala Longchamp. A caminho do aeroporto uma placas (daquelas que costumam dizer "com chuva modere a velocidade") dizia Paris Vous Aime e derreti como é óbvio. Existe uma estação que tem pinturas do português Cargaleiro nas paredes. Há três arcos do triunfo em Paris e apesar de não estarem perto estão todos alinhados. O nome do General Charles de Gaulle está em todo o lado. Quis muito ir ao Pink Flamingo Pizza mas não consegui lá ir. Vão Marché aux Fleurs de manhã, fui de tarde e já estava quase tudo fechado.

Estive no mínimo em cinco locais onde tiraram fotografias que já vi milhares de vezes no Tumblr. Paris foi um banho de cultura escutista: fui falar com escuteiros italianos que me explicaram todos os distintivos e a minha prima francesa esteve me a explicar toda a farda dela, quão giro é isto? Na mala para cá trouxe mais mapas, bilhetes e papéis que roupa. Durante uns segundos dancei com a minha mãe na Galeria dos Espelhos. A minha fotografias favorita de toda a viagem é aquela em que estou eu e a minha prima a fazer pose de pop star em Giverny porque capta bastante quem somos e a nossa relação. Se arranjarem um alojamento e um voo barato e tiverem menos de 26 anos Paris é uma viagem barata! A Pont des Arts não tem cadeados. Não achei as lojas dos museus  e monumentos nada de especial já que ou não tinham nada de interessante ou o que era giro era absurdamente caro. Nas esplanadas a grande maioria das cadeiras estão viradas para a rua (quando não são todas mesmo). Os audio guias no Louvre são Nintendos 3DS. No Marche aux Fleurs há um aviso numa lojinha que diz que só se pode tirar fotografias se se cumprimentar os proprietários dizendo bom dia. Há muitos casais a fazer sessões de Trash the Dress e fotografias de casamento em Paris. No Trocadéro há muito policiamento para apanhar os vendedores de souvenirs ilegais, dá para ver policias à paisana em acção!

 Eu procurei um This Is a Good Kiss Spot e este já não existia. Ainda em Portugal disse logo que não fazia questão de subir à Torre Eiffel. Para além de ter comprado souvenirs e comida, comprei umas sapatilhas, um colar, um livro e um top. Paris não tem muitos artistas de rua comparando com Londres. Há imensos pedintes e sem abrigos. Metade das lojas de museus são livros. Uma vez houve um atentado que aconteceu com uma bomba num caixote do lixo e por isso os sacos do lixo da cidade são quase todos transparentes. Vi muita gente a andar de trotinete, patins, skate e long board na estrada à mesma velocidade que os carros. Apesar de já ter estado em Paris eu achava que dava para passar de carro por debaixo da Torre Eiffel e do Arco do Triunfo. Os turistas japoneses são imensos e vão estar sempre no local perfeito para tirar aquela fotografia, é um facto. Paris é um local preferido para despedidas de solteiros. A Pont Neuf (Ponte nova traduzida à letra) é a ponte mais antiga da cidade. No sistema de educação francês só se escolhe uma área na transição do décimo para o décimo primeiro ano e não há curso de artes visuais no ensino regular. Os programas que dão depois dos telejornais na televisão francesa são muito mais giros que os portugueses! Sentirem-se pobres e mal vestidos enquanto passeiam pelas ruas dos grandes costureiros é completamente normal. De noite a Torre Eiffel tem um espectáculo de luzes durante cinco minutos a cada hora, infelizmente eu não consegui ver. Fui cumprimentada com três beijinhos e a minha mãe com quatro de uma senhora amiga. Paris tem muitas escadas. Vi um menino a ser afastado de uma espectacular e gigante loja da Lego enquanto reclamava que era o sítio mais fantástico do mundo. Em todo o lado os selfie sticks são proibidos mas pelos vistos ninguém respeita as placas. Nos supermercados todos os carrinhos de compras têm uma baguete. Há três personalidade francesas que são sempre muito destacadas: Louis XIV, Napoleão Bonaparte e Charles de Gaulle. Paris antigamente era denominada de Lutécia.


Peregrinação Nacional de Escuteiros 2016

E este fim-de-semana passou a correr! Começou cedo, de mochila às costas e com muitas expectativas para o fim-de-semana. Fomos imensos escuteiros a caminho de Fátima a partir de todos cantos do país (incluindo Madeira e Açores e o agrupamento constituído por portuguesas na Suíça) e éramos muitos (já ouvi dizer que eram trinta mil, já ouvi dizerem que éramos cinquenta mil, não sei) e lotámos a praça toda. Tentámos cantar em uníssono, renovamos promessas e foi incrível estar rodeada de tantos outros indivíduos que são como eu e que vivem dos mesmo ideais e com os mesmos modelos de vida.

Apesar das falhas na organização (como sempre) que eu felizmente não tive que lidar apesar de ter ouvido inúmeras queixas, foi um fim-de-semana feliz marcado especialmente pelo reencontro dos amigos do Go3 que moram a demasiadas horas daqui e em que raras são as oportunidades de nos abraçar-nos e de nos vermos. Foram as mensagens trocadas para nos encontrar-nos no meio da multidão e para trocar palavras de saudade, discutir pronuncias, muitos abraços e fotografias para guardar estes momentos incríveis. Antes de partirem para o Porto e para Braga prometemos voltar a encontrar nos e neste momento dou graças às redes sociais por nos ligarem. O escutismo deu-me amizades incríveis que são sem dúvida das melhores heranças que dez anos no movimento me trouxe

Um fim-de-semana cheio de surpresas e de sentimentos, fomos um, cantámos, acendemos velas, fomos milhares a rodar os nossos lenços e bandeiras no ar e não podia estar mais de coração cheio. É tão bom fazer parte disto, é mesmo.

fotografia da minha autoria

CLOSET | New Balance 373

Após muitas reviews, conselhos e depois de ver os milhões de modelos e de cores diferentes nos pés dos que passam eu apercebi-me que umas sapatilhas New Balance eram aquilo que eu precisava. Queria comprar para levar para a viagem mas infelizmente não havia o que queria ou aquilo que me agradava minimamente era estupidamente caro e então decidi esperar por Paris. A verdade é que corri as lojas todas à procura de uma pretas ou cinzentas mas acabei por me apaixonar por uma azuis escuras com pormenores em cor-de-rosa, cinzento e branco na loja da New Balance no Forum des Halles bem pertinho do Centre Geoges Pompidou. Tinha levado as minhas velhas Converse pretas e já não aguentava dar nem mais um passo com estas já que após algum tempo a andar se tornavam desconfortáveis e chegavam a magoar. Assim que calcei as New Balance veio um pequeno alívio, a dor de pés foi-se (não completamente mas aliviou muito) e andei com eles o resto da viagem. E tenho a dizer que são mesmo muito confortáveis e práticos. A única coisa que não me tem agradado é a cor se desvanecer muito rápido. Não os tenho usado muitas vezes e a cor já começou a enfraquecer, mas de resto, estou muito surpreendida com a confortabilidade, versatilidade que têm! E sim, são cem vezes mais giros e as cores são muito mais bonitas na realidade e dão com (quase) tudo!



TRAVEL GUIDE: PARIS | Paris Está nos Detalhes

Paris não são só os milhares de turistas e os edifícios e monumentos conhecidos mundialmente. Paris é as ruas estreitas, os pormenores, as casas bejes e os telhados cinzentos que condizem com o clima da cidade. Paris está nos pormenores que não saltam à vista de todos, está nas pessoas que conhecem este sítio como a palma da sua mão e que fazem o seu quotidiano pelas ruas que tanto me apaixonam. Paris está na arte que está presente em todo o lado, nas pequenas decorações e nos mais ínfimos lugares. Paris está na delicadeza dos materiais, das paredes, dos passeios e sobretudo Paris vive muito dos seus detalhes, que é aquilo que mais me cativa. A essência da cidade está naqueles que habitam lá, nas belas fachadas, nas flores na varanda e nas placas tão típicas verdes e azuis com os nomes das ruas. Paris está nos detalhes e esta publicação é mais fotográfica que escrita e contem alguns detalhes que captei na cidade. Espero que gostem!

Todas as fotografias são da minha autoria

September'16

Ao contrario das grandes reflexões mensais que já fiz neste blogue, Setembro não foi um mês perfeito. Foi um mês de extremos, de confrontos, mas também de novidade e de descoberta. Foi difícil e conturbado e houve quebras de confiança quebras de promessa, faltas de respeito, confusões e discussões. Foi muito difícil para mim, não estou habituada a ter tudo aquilo a que estou habituada de pernas para o ar e não saber o que vem aí, como resolver ou o que fazer para tentar emendar estragos. Setembro foi recheado de dias em que o que mais quero é um novo dia para começar de novo e um novo dia em que esteja tudo bem e em que as pessoas que eram mais unidas não discutem e não se insultam. Fiquei farta e houve muitas lágrimas a escorrerem pela cara, não foi mesmo nada fácil. felizmente tudo está a entrar nos eixos e isto foi só uma brusca desintoxicação de pessoas que faziam parte da minha vida, às vezes é necessário isto acontecer.

Mas por outro lado em Setembro fui passear e pude rever os meus amigos da escola, regressei à rotina habitual, num novo ciclo da minha vida, com novas disciplinas, novos professores, nova turma, novo horário ao qual ainda me estou a habituar. Os treinos voltaram na máxima intensidade, a minha treinadora casou, fizemos um projecto comunitário para dar como encerrado o Go3, fui visitar a avó, vi algumas partes dos Jogos Paralímpicos, escrevi sobre Paris, discuti Harry Potter, fui para Hogwarts, tive azares mas também tive momentos de felicidade genuína e o que importa é que já sei que depois de tempos muito negros vêm dias incríveis e que valem a pena. As coisas são passageiras e tudo fica bem. Acredito muito nisto. Também em Setembro entreguei a ficha de inscrição para o intercâmbio (se conseguir ir para onde quero vou visitar duas capitais europeias onde nunca estive numa semana!), fiz novos amigos, descobri que fui aluna de mérito, fiz planos já para 2017, falamos por alto de viagens completamente concretizáveis, personalizei os meus cadernos, celebrei medalhas, vesti a farda dos escuteiros várias vezes, regressei à piscina, corri muito e enfim. Foi um mês muito preenchido e diversificado. Um mês de inicio, de mudança e de reviravolta. Este ano lectivo muita coisa vai mudar, não só a  nível escolar, e estou um pouco apreensiva mas tudo há-de correr pelo melhor.


TRAVEL GUIDE: PARIS | Palais Royal

Foi graças ao Instagram do Cup of Couple que descobri este local  muito fotogénico e reconhecido pelas colunas brancas e pretas espalhadas simetricamente pelo recinto. O Palais Royal é um sítio gratuito, com muita pinta e que para além das colunas terem tamanhos aleatórios tem umas arcadas e uns candeeiros deslumbrantes. Para lá disto há um jardim recheado de esplanadas e de pessoas bem dispostas a ler e a conversar e de miúdos a brincar. O Palais Royal acolhe o Ministério da cultura e  o Tribunal Constitucional e à volta do átrio há muitas lojas e bem no centro do jardim podemos encontrar uma fonte. Foi daqueles locais inesperados com a sua delicadeza e charme próprio e na minha opinião o edifício que o circunda bloqueia o som o que o torna num sítio calmo no meio da algazarra que há nos arredores do Museu do Louvre. Um sítio de visita rápida e com uma vibe descontraída que dá para tirar fotografias engraçadas empoleirados em cima das colunas ou a passar pelas árvores cortadas geometricamente, daqueles achados, mesmo!

TRAVEL GUIDE. PARIS | Museé Rodin

Estamos quase na recta final das publicações sobre Paris e hoje o sítio do qual vos vou falar foi o meu museu preferido (também gostei muito do Louvre mas este é diferente) e tal como o Museé D'Orsay é o favorito da minha mãe este é o museu parisiense favorito do meu pai e obviamente com tantos dias à disposição não podia faltar na lista de locais a visitar. É um museu de arte mas não é um museu de arte muito comum, na minha opinião .

Bem pertinhos do Hôtel des Invalides (que tem uma cúpula lindíssima de fotografar!) encontramos o Museé Rodin que ocupa o antigo edifico de um Hotel onde Auguste Rodin normalmente pintava. É um edifício belíssimo cheio de obras de arte. No exterior temos um belo jardim com algumas esculturas entre elas O Pensador, O Beijo ou os Portões do Inferno (aqui podemos ver os estudo da obra que está exposta no Musee d'Orsay) e no interior pinturas da colecção privada do Auguste Rodin como algumas obras de Monet ou de Camille Claudel. Apesar de haver pintura este museu é muito mais virado para a escultura.

Mas este museu tem uma particularidade especial da qual eu não fazia ideia antes de lá entrar. Não estão expostas somente as obras finais, podemos também ver os estudos para a obra final. Assim dito parece desinteressante mas achei muito engraçado compreender como sempre se fizeram as esculturas que tanto gosto de ver em museus. Para ser sincera achava que esculpir era algo complicado mas não pensava que fosse tão trabalhoso mas no Museé Rodin aprendi que as esculturas em bronze são muito demoradas e feitas com inúmeros moldes, materiais e técnicas até chegar àquilo que vemos. Descobri que em mármore não começam a esculpir à toa mas que têm medidas certas e que os estudos feitos com outros materiais os ajudam. O Museé Rodin é também o trabalho de bastidores atrás das obras e intensificou a minha paixão por escultura. Talvez eu seja só pouco culta mas não tinha a noção do quanto trabalho dava esculpir e por esta visita dou muito mais valor aos escultores e às suas obras.

Este sítio é belíssimo (como já puderam compreender pelos meus relatos a grande maioria dos edifícios de Paris são belos, românticos, sofisticados e de cortar a respiração), tem umas salas deliciosas que transbordam conhecimento, trabalho e persistência. Garanto que saí do Museé Rodin incrédula com o trabalho dos escultores e da paixão, das emoções e da força que são capazes de transmitir através da sua arte. Fiquei fã e apesar de não ser muito grande e de o ter visto todo quero muito revê-lo. Foi uma enorme surpresa e não estava mesmo nada à espera de gostar tanto!


TRAVEL GUIDE: YERRES | Parc Caillebotte

Na nossa ida para Barbizon passamos por uma terrinha giríssima chamada Yerres e uma das grandes atracções desta vila é o Parc Caillebotte. Esta é a propriedade do pintor Caillebotte (já repararam que esta viagem foi bem virada para as origens dos pintores e das pinturas? A Escola dos Impressionistas de Barbizon, a Casa do Monet em Giverny e o Parc Caillebotte) e podemos dizer que é um parque da vila. Tem inúmeros pequenos edifício deslumbrantes inspirados em arquitecturas como a renascentista, a neoclássica entre outros e uns jardins de perder de vista.

Podemos passear pelos agradáveis jardins (onde vemos muita gente a fazer exercício, a ler, a fazer um piquenique ou simplesmente a passear) e à beira rio (onde podem dar uma volta de barco), com pontes e obras de arte espalhadas pelos relvados. É uma propriedade extensa a cerca de vinte cinco quilómetros de Paris, gratuita e de uma beleza e história lindíssima. Era esta a casa de campo de um dos pais do Impressionismo e um dos locais onde mais se inspirou para pintar alguns quadros que vi em museus da capital. Perfeito para fugir à cidade e à algazarra.


TRAVEL GUIDE: PARIS | Arco do Triunfo

O Arco do Triunfo é à parte da Torre Eiffel, claro, um ícone da capital francesa e, depois das torres de Notre Dame foi o único local ao qual eu quis mesmo subir. As escadas em caracol são imensas mas dão-nos a chance de estar bem alto num sítio aonde todas as ruas da cidade vão dar. Sendo uma cidade geoconcêntrica (Aprendi isto em Geografia há uns anos e nunca mais me esqueci!), vêm dar algumas avenidas bem famosas como a dos Champs Élyseés (onde não consegui subir a pé mas subi inúmeras vezes de carro e de autocarro). Foi um monumento construído para comemorar as vitórias das batalhas de Napoleão e se observarmos os detalhes podemos ver os nomes das batalhas e dos soldados inscritos no monumento.

O Arco do Triunfo fica no meio de uma rotunda e por isso há uma passagem subterrânea tanto para o centro da rotunda como para a fila para subir. Sobe-se o primeiro lance de escadas e chega-se a uma sala com uns bancos para descansar (bem ditos sejam!) onde podemos observar os outros arcos do triunfo à volta do mundo e onde o Arco Triunfal da Rua Augusta marca presença. Depois do descanso voltamos a subir outro lance de escadas até ao topo. E tem uma vista belíssima para os telhados cinzentos e as casa bejes, para a algazarra do trânsito e para a infinita cidade que é Paris e que nunca mais acaba. Exactamente alinhado com este existem mais dois arcos do triunfo, um no Louvre e outro noutra ponta da cidade já com um ar bem mais moderno.

É um sítio a visitar pela história e imponência do monumento e pela sua importância histórica e patriótica.

TRAVEL GUIDE: PARIS | Sainte Chapelle

Na minha opinião (e na dos meus pais) esta é a igreja mais bonita de Paris e segundo a minha mãe é uma das mais bonitas que já visitou no mundo. Esta é uma igreja constituída por duas igrejas, uma no piso de baixo e outra no piso de cima. São ambas bem diferente e achei imensa piada ao facto de estas estarem sobrepostas. Quando entramos vemos a primeira capela (a de baixo) que é muito pouco convencional. Tem um tecto baixo, pouca luz, com muitas colunas e flores de lis sobre o azul das abóbadas. Depois é possível subir por umas escadas para a capela superior, esta com um tecto alto, vitrais de cortar a respiração e pormenores soberbos. Os vitrais típicos da arquitectura gótica (que a par da barroca é a minha favorita!) lêem se de uma certa maneira e contém histórias. Enquanto lá estávamos estava um guia a explicar em francês tudo ao pormenor com uma paixão enorme por aquilo que falava. Segundo os meus pais (porque para mim era bem complicado compreender) foi muito interessante e havia curiosidades bem giras, que estes depois me transmitiram. É belíssima e tirem um tempo para apreciar por completo este local quer sejam crentes ou não. É uma igreja que não tem mais essa função e que neste momento é somente o palco de muitas visitas. Tirem algum tempo para apreciar os vitrais, as cores as luzes, porque é absolutamente deslumbrante.